{"id":77782,"date":"2017-12-30T09:00:25","date_gmt":"2017-12-30T12:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=77782"},"modified":"2017-12-29T08:23:38","modified_gmt":"2017-12-29T11:23:38","slug":"conheca-os-fatos-ambientais-que-marcaram-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-os-fatos-ambientais-que-marcaram-2017\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os principais fatos ambientais que marcaram o ano de 2017"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-77783\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fatos_ambientais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fatos_ambientais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fatos_ambientais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O ano de 2017 foi um ano dif\u00edcil para a conserva\u00e7\u00e3o. Mas ningu\u00e9m poder\u00e1 acus\u00e1-lo de ter sido um ano morno. Reviravoltas, avan\u00e7os, ensaios, retrocessos (muitos retrocessos) e uma boa dose de drama marcaram os \u00faltimos 12 meses. Relembre aqui os principais acontecimentos que marcaram o ano.<\/p>\n<p><strong>Uma floresta chamada Jamanxim<\/strong><\/p>\n<p>No final de 2016, o governo reduziu\u00a0o tamanho\u00a0da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, localizada em Novo Progresso, no Par\u00e1, para resolver o caos fundi\u00e1rio da regi\u00e3o, e para criar uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental na parte que deixou de ser Flona. A novela de Jamanxim girou 360 graus e voltou ao mesmo ponto do final de 2016: um projeto de lei a espera de ser analisada pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Antes, as mudan\u00e7as em Jamanxim vieram atrav\u00e9s de Medida Provis\u00f3ria, uma modalidade que segue um rito pr\u00f3prio: precisa ser aprovada em 60 dias, prazo que pode ser prolongado por igual per\u00edodo. Se aprovada, vira lei, sen\u00e3o caduca.<\/p>\n<p>A Medida Provis\u00f3ria retirou 57% da \u00e1rea original de 1,3 milh\u00e3o de hectares da Flona Jamanxim, o equivalente a quase duas vezes o tamanho da \u00e1rea metropolitana de S\u00e3o Paulo. Da redu\u00e7\u00e3o total de 743 mil hectares, 438 mil foram adicionados ao Parque Nacional do Rio Novo e os outros 305 mil hectares, um quarto da antiga Flona, viraram parte de uma nova \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA), a mais branda categoria de prote\u00e7\u00e3o brasileira, que permite propriedade privada &#8212; leia-se, nesse caso, legaliza\u00e7\u00e3o de terras invadidas dentro dos seus limites.<\/p>\n<p>Os parlamentares trataram de descaracterizar a MP e retiraram outros itens que tratavam de medidas ben\u00e9ficas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o, como o ganho de \u00e1rea para o Parque Nacional do Rio Novo. Pior, inseriram na MP medidas que prejudicaram outras \u00e1reas protegidas foram prejudicadas, como o\u00a0Parque Nacional de S\u00e3o Joaquim, em Santa Catarina, que perdeu 20%.<\/p>\n<p>Os ambientalistas reagiram e iniciaram uma campanha pr\u00f3xima \u00e0\u00a0visita do presidente Temer \u00e0 Noruega, o maior financiador do\u00a0Fundo Amaz\u00f4nia. Num gesto feito para diminuir esses protestos,\u00a0foi acordado um veto \u00e0 MP, com o acordo de cavalheiros entre governo e ruralistas de que a mat\u00e9ria voltaria para o Congresso, dessa vez n\u00e3o como medida provis\u00f3ria, mas como projeto de lei, que tramitaria em car\u00e1ter de urg\u00eancia.<\/p>\n<p>Entretanto, Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente, demorou para enviar o projeto de lei e os ruralistas se sentiram tra\u00eddos, amea\u00e7ando votar outro projeto de lei: o \u00a03.729\/2004, que facilita o licenciamento ambiental. Ent\u00e3o, o projeto foi enviado, em regime de urg\u00eancia, e os parlamentares da comiss\u00e3o especial formada para analis\u00e1-lo aproveitaram, de novo, para\u00a0introduzir outros itens que prejudicam \u00e1reas protegidas, como a redu\u00e7\u00e3o da Floresta Nacional de Itaituba II. Foi a vez de o governo se sentir tra\u00eddo, o que o levou a abandonar o projeto e retirar a tramita\u00e7\u00e3o urgente.<\/p>\n<p>A novela sobre a redu\u00e7\u00e3o de Jamanxim ainda n\u00e3o terminou e ser\u00e1 um dos assuntos de 2018.<\/p>\n<p><strong>Trump e as mudan\u00e7as na pol\u00edtica ambiental americana<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_57498\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-57498\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Donald-trump-Foto-Gage-Skidmore-Flickr.jpg 1152w\" alt=\"Para Trump, a decis\u00e3o de n\u00e3o considerar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas um assunto de seguran\u00e7a nacional vem da necessidade dos Estados Unidos recuperar a sua competitividade econ\u00f4mica no mundo. Foto: Gage Skidmore\/Flickr. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Para Trump, a decis\u00e3o de n\u00e3o considerar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas um assunto de seguran\u00e7a nacional vem da necessidade dos Estados Unidos recuperar a sua competitividade econ\u00f4mica no mundo. Foto: Gage Skidmore\/Flickr.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente norte-americano cumpriu a sua promessa de campanha presidencial em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente. Come\u00e7ou o ano diminuindo em\u00a031% o or\u00e7amento\u00a0da Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em ingl\u00eas), deixando o \u00f3rg\u00e3o com o menor or\u00e7amento dentre todas as ag\u00eancias federais.<\/p>\n<p>Antes, colocou no comando do EPA um c\u00e9tico do clima e aliado das ind\u00fastrias petroleiras: Scott Pruitt. O ex-procurador-geral do estado de Oklahoma assumiu o \u00f3rg\u00e3o que ele mesmo processou 13 vezes.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o do seu antecessor em diversas medidas, Trump ordenou \u00a0revis\u00e3o de\u00a027 monumentos nacionais declarados desde 1996, entre eles Bear Ears, que 2016 foi\u00a0criado pelo ent\u00e3o presidente Obama. Dois meses depois, retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Em \u00a0das \u00faltimas decis\u00f5es do ano e n\u00e3o menos importante, o atual presidente dos EUA anunciou que retirou as\u00a0mudan\u00e7as clim\u00e1ticas da Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional, \u00a0invertendo o que \u00a0havia sido determinado em 2105 por Barack Obama, seu predecessor. Dessa forma, a administra\u00e7\u00e3o Trump tem confirmado tra\u00e7os de que n\u00e3o trabalhar\u00e1 em defesa do meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>A extin\u00e7\u00e3o e a volta da Renca<\/strong><\/p>\n<p>Um dos assuntos mais pol\u00eamicos do ano e que causou protestos da sociedade civil foi a decis\u00e3o do governo Michel Temer, de extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados, passando a permitir a explora\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o por empresas privadas.<\/p>\n<p>Criada por decreto em 1984, no final da ditadura militar, a Reserva Nacional de Cobre e Associados determinava o monop\u00f3lio do governo sobre qualquer atividade mineral em sua \u00e1rea de 46.501 quil\u00f4metros quadrados. Num primeiro momento, a extin\u00e7\u00e3o da Renca foi confundida com a revoga\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas que est\u00e3o superpostas a ela. A confus\u00e3o \u00e9 culpa do nome \u201creserva\u201d. O fato de sete unidades de conserva\u00e7\u00e3o, incluindo o maior Parque Nacional em floresta tropical do mundo, as montanhas do Tumucumaque, e duas Terras Ind\u00edgenas estarem sobrepostas \u00e0 Renca acendeu o alerta vermelho dos ambientalistas e tomou conta das redes sociais. As vozes contr\u00e1rias se estenderam at\u00e9 o palco do maior festival de m\u00fasica do ano, o Rock in Rio 2017.<\/p>\n<p>Mediante repercuss\u00e3o negativa na sociedade civil, o governo, no dia 28,\u00a0revogou o decreto e editou um novo\u00a0(decreto n\u00ba 9.147\/2017) \u201cpara clarificar a situa\u00e7\u00e3o\u201d. O texto diz que n\u00e3o haveria atividades de explora\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o em unidades de conserva\u00e7\u00e3o ambiental e terras ind\u00edgenas. O pequeno recuo n\u00e3o convenceu. Ap\u00f3s cr\u00edticas p\u00fablicas de ambientalistas e do pr\u00f3prio ministro do Meio Ambiente, que havia se posicionado contra a abertura da Renca, Temer voltou atr\u00e1s mais uma vez e o Minist\u00e9rio de Minas e Energia decidiu paralisar todos os procedimentos relativos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria dentro da\u00a0Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) por 120 dias.<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o C\u00f3digo Florestal<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_57433\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-57433\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C%C3%A1rmen-L%C3%BAcia-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C\u00e1rmen-L\u00facia-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C\u00e1rmen-L\u00facia-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C\u00e1rmen-L\u00facia-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C\u00e1rmen-L\u00facia-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/C\u00e1rmen-L\u00facia.jpg 1152w\" alt=\"Ministra C\u00e1rmen L\u00facia j\u00e1 definiu a data da retomada do julgamento do C\u00f3digo Florestal. Foto: Rosinei Coutinho\/SCO\/STF. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Ministra C\u00e1rmen L\u00facia j\u00e1 definiu a data da retomada do julgamento do C\u00f3digo Florestal. Foto: Rosinei Coutinho\/SCO\/STF.<\/p>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rios adiamentos, o julgamento de artigos do Novo C\u00f3digo Florestal ficar\u00e1 para fevereiro de 2018. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, desde 2012, quatro A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade e uma A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade sobre a lei modificada em 2012 pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<p>O STF julgar\u00e1, em conjunto, quatro A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade \u2013 tr\u00eas delas movidas pelo MPF e uma movida pelo PSOL \u2013, que questionam a constitucionalidade de 58 artigos da\u00a0Lei n\u00ba 12.651\/2012(novo C\u00f3digo Florestal), que regulamenta a conserva\u00e7\u00e3o e a recupera\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa dentro de\u00a0propriedades rurais\u00a0do pa\u00eds. Aprovada e sancionada em 2012, a lei tem um total de 84 artigos, dos quais 64% foram questionados no Supremo Tribunal Federal. Tamb\u00e9m est\u00e1 sendo julgada a A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC 42) proposta pelo Partido Progressista. De acordo com o partido, se o Supremo declarar o Novo C\u00f3digo Florestal constitucional, acabar\u00e1 com a inseguran\u00e7a jur\u00eddica no campo.<\/p>\n<p>No dia 8 de novembro, o relator do processo no STF, ministro Fux, considerou inconstitucionais os artigos 59 e 60 do C\u00f3digo Florestal, que rege sobre o Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental (PRA), por anistiar produtores rurais. O PRA tem por objetivo a adequa\u00e7\u00e3o das \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APPs) e de reserva legal de propriedades rurais por meio de recupera\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o, firmando termo de compromisso entre propriet\u00e1rios e governo. A ades\u00e3o ao programa confere benef\u00edcios, tais como suspender san\u00e7\u00f5es por infra\u00e7\u00f5es anteriores a 22 de julho de 2008.<\/p>\n<p>Escreveu Fux: \u201cAo perdoar infra\u00e7\u00f5es administrativas e crimes ambientais pret\u00e9ritos, o C\u00f3digo Florestal sinalizou uma despreocupa\u00e7\u00e3o do Estado para com o direito ambiental\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, o ministro considerou constitucional o artigo 15, no qual se admite o c\u00f4mputo das APPs no c\u00e1lculo da Reserva Legal do im\u00f3vel. \u201cN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar que a incid\u00eancia cumulativa de ambos os institutos em uma mesma propriedade pode aniquilar substancialmente sua utiliza\u00e7\u00e3o produtiva\u201d, afirma. O c\u00f4mputo das APPs no percentual da Reserva Legal, diz o ministro, est\u00e1 na \u00e1rea do leg\u00edtimo exerc\u00edcio do legislador.<\/p>\n<p>Em fevereiro, votar\u00e3o os outros ministros.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento: desce o da Amaz\u00f4nia, sobe o do Cerrado<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_53187\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-53187\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Desmatamento-Foto-Felipe-Werneck-Ibama.jpg 1152w\" alt=\"O INPE \u00e9 respons\u00e1vel por monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia desde 1988. Foto: Felipe Werneck\/Ibama. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O INPE \u00e9 respons\u00e1vel por monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia desde 1988. Foto: Felipe Werneck\/Ibama.<\/p>\n<\/div>\n<p>A derrubada da floresta amaz\u00f4nica\u00a0caiu de 7.893 quil\u00f4metros quadrados, em 2016, para 6.624 km\u00b2, em 2017. \u00c9 como se um pouco mais de quatro cidades de S\u00e3o Paulo de vegeta\u00e7\u00e3o tivessem sidos perdidas entre agosto de 2016 a julho de 2017. No mesmo per\u00edodo do ano anterior, o pa\u00eds perdeu cinco cidades de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, 2017 foi \u00a0o primeiro ano que o governo finalmente divulgou dados sobre o desmatamento no Cerrado e os resultados s\u00e3o alarmantes: apenas em 2015\u00a0o Cerrado perdeu 9.483 quil\u00f4metros quadrados de vegeta\u00e7\u00e3o, o que equivale a mais de seis cidades de S\u00e3o Paulo e supera em 52% a devasta\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia no mesmo ano.<\/p>\n<p><strong>\u00d3rg\u00e3os ambientais s\u00e3o atacados<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_56627\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-56627\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait%C3%A1-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait\u00e1-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait\u00e1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait\u00e1-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait\u00e1-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Humait\u00e1.jpg 1152w\" alt=\"Print do v\u00eddeo de Waldir Adriano no Youtube. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Print do v\u00eddeo de Waldir Adriano no Youtube.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em julho, moradores fecharam a BR 163 na altura de Novo Progresso, no Par\u00e1. Os manifestantes protestavam contra o veto do presidente Temer que manteve o tamanho integral da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim. A Flona tem partes ocupadas por fazendas de posseiros que querem ser regularizados e ter permiss\u00e3o para produzir. Em 07 de julho, durante o fechamento da rodovia, os\u00a0manifestantes queimaram\u00a0oito caminhonetes do Ibama, al\u00e9m da carreta que as transportava. O trecho em que o confronto ocorreu fica em Cachoeira da Serra, \u00e0s margens da rodovia BR-163 (Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m), no munic\u00edpio de Altamira. O crime teria sido cometido por madeireiros em retalia\u00e7\u00e3o ao Ibama por uma opera\u00e7\u00e3o que reprimiu a retirada de madeira da Terra Ind\u00edgena Menkragnoti.<\/p>\n<p>Por conta disso, a presidente do \u00f3rg\u00e3o, Suely Ara\u00fajo, mandou fechar todas as serrarias da regi\u00e3o. \u00a0&#8220;Foi um atentado contra a\u00e7\u00e3o leg\u00edtima do Estado brasileiro&#8221;, disse o diretor de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental, Luciano Evaristo.<\/p>\n<p>No final de outubro, em Humait\u00e1, no Amazonas, pr\u00e9dios do Ibama e do ICMBio foram incendiados, viaturas tombadas, e casas e carros de servidores do Ibama atacados. Foi uma rea\u00e7\u00e3o de garimpeiros e parte dos moradores \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Ouro Fino, contra o garimpo ilegal no Rio Madeira.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos locais\u00a0apareceram em imagens comemorando o ataque.<\/p>\n<p>O ICMBio, que gere as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, tamb\u00e9m sofreu uma perda esse ano. Em agosto,\u00a0um guarda-parque foi assassinado por ca\u00e7adores no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piau\u00ed.<\/p>\n<p><strong>Acidente com equipe do Ibama<\/strong><\/p>\n<p>No dia 3 de julho,\u00a0um avi\u00e3o com uma equipe do Ibama caiu\u00a0sobre \u00e1rvores logo ap\u00f3s decolar na pista da empresa Paramaz\u00f4nia, no munic\u00edpio de Cant\u00e3, leste de Roraima. Quatro pessoas morreram: o piloto e tr\u00eas servidores do Ibama &#8212; os analistas ambientais Olavo Perin, de 35 anos, do Esp\u00edrito Santo; Alexandre Rochinski, de 45 anos, de Santa Catarina e o t\u00e9cnico administrativo Sebasti\u00e3o J\u00fanior, de 50 anos, de Roraima.\u00a0O \u00fanico sobrevivente foi Lazlo Macedo de Carvalho, de 44 anos, analista ambiental do Ibama.<\/p>\n<p>A aeronave havia sido alugada pelo Ex\u00e9rcito\u00a0para levar os servidores do Ibama a uma a\u00e7\u00e3o de combate \u00e0 minera\u00e7\u00e3o ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanom\u00e2mi, \u00e1rea de fronteira, parte da Opera\u00e7\u00e3o Curare VIII.<\/p>\n<p>Lazlo teve 50% do corpo queimado, principalmente os membros superiores, sofreu danos na traqueia e nos pulm\u00f5es causados por fuligem. O seu estado de sa\u00fade quando chegou ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) era considerado grave, mas ele reagiu bem ao tratamento, o que impressionou at\u00e9 a equipe m\u00e9dica, e deixou o hospital 84 dias ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>10 anos do Instituto Chico Mendes: ((o))eco nas trilhas de longo curso<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_54273\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-54273\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Travessia_6.jpg 1152w\" alt=\"A Grande Travessia dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses percorreu 50km do parque nacional. Foto: Duda Menegassi. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A Grande Travessia dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses percorreu 50km do parque nacional. Foto: Duda Menegassi.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em 2017, o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) completou dez anos de exist\u00eancia. O ICMBio \u00e9 respons\u00e1vel pela gest\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais. Seu anivers\u00e1rio incluiu uma programa\u00e7\u00e3o especial: a realiza\u00e7\u00e3o de 10 travessias em \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>((o))eco acompanhou de perto essa jornada que come\u00e7ou em junho, na vastid\u00e3o do Cerrado, no rec\u00e9m-ampliado\u00a0Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros\u00a0(GO). Passou pelas dunas constru\u00eddas pelo vento no\u00a0Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses (MA), percorreu as paisagens ancestrais do Parque Nacional da\u00a0Chapada dos Guimar\u00e3es (MT)\u00a0e subiu as montanhas do\u00a0Parque Nacional da Serra do Cip\u00f3 (MG). Em agosto, no m\u00eas de anivers\u00e1rio, foi para\u00a0Reserva Extrativista Chico Mendes (AC)\u00a0conhecer os caminhos escondidos sob a copa das \u00e1rvores na Floresta Amaz\u00f4nica. Em setembro, a travessia teve como cen\u00e1rio as imponentes forma\u00e7\u00f5es rochosas do\u00a0Parque Nacional da Chapada Diamantina\u00a0(BA) e, no m\u00eas seguinte, chegou ao\u00a0Parque Nacional do Itatiaia (RJ), o mais antigo do pa\u00eds. As duas mais recentes travessias foram nas paisagens paradis\u00edacas do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) e, em seguida, no Parque Nacional da Tijuca (RJ), o mais visitado do pa\u00eds, no cora\u00e7\u00e3o da Cidade Maravilhosa. Faltou uma travessia para fechar o total de 10 programadas. Ela ocorrer\u00e1 em janeiro, no Parque Nacional da Serra dos \u00d3rg\u00e3os (RJ), um dos ber\u00e7os do montanhismo brasileiro, em janeiro.<\/p>\n<p><strong>Novas esp\u00e9cies<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_55178\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-55178\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-coloratus.jpg 1152w\" alt=\"O B coloratus foi encontrado no munic\u00edpio de Piraquara (PR). Pequeno, resistente ao frio e n\u00e3o sabe nadar. Foto: Luiz Fernando Ribeiro.\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O\u00a0<em>B coloratus<\/em>\u00a0foi encontrado no munic\u00edpio de Piraquara (PR). Pequeno, resistente ao frio e n\u00e3o sabe nadar. Foto: Luiz Fernando Ribeiro.<\/p>\n<\/div>\n<p>Como todo ano, em 2016 tamb\u00e9m foram descobertas novas formas de vida. Destacamos a descoberta de\u00a0duas novas esp\u00e9cies de sapos nas montanhas\u00a0da Mata Atl\u00e2ntica que pertencem ao g\u00eanero\u00a0<em>Brachycephalus.<\/em><\/p>\n<p>No Panam\u00e1, surgiu um novo\u00a0peixe-el\u00e9trico. Pequeno, com comprimento variando de 16 cm a 30 cm, o\u00a0<em>Eigenmannia meeki<\/em>\u00a0difere das outras esp\u00e9cies do g\u00eanero pela posi\u00e7\u00e3o da boca, padr\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o, n\u00famero de escamas, e disposi\u00e7\u00e3o dos dentes.<\/p>\n<p>Outro destaque foi a separa\u00e7\u00e3o de 21 novas esp\u00e9cies de aves tropicais em esp\u00e9cies distintas.\u00a0A diferencia\u00e7\u00e3o foi feita usando as diferen\u00e7as de canto dessas aves, que pareciam ser da mesma esp\u00e9cie. Desenvolvidos pelos pesquisadores Benjamim Freemam, da University of British Columbia, e Graham Montgomery, da Cornell University, os estudos demonstram que, quando os sons eram muito diferentes, os p\u00e1ssaros de popula\u00e7\u00f5es separadas, embora tidos como da mesma esp\u00e9cie, n\u00e3o se reconheciam.<\/p>\n<p>Na Caatinga,\u00a0um guia mapeou\u00a0todas as serpentes registradas no bioma: um total de 114 esp\u00e9cies. Nas v\u00e1rzeas da Amaz\u00f4nia, um estudo descobriu que\u00a0on\u00e7a viva vale muito mais do que gado morto. E por falar em gado, ((o))eco se debru\u00e7ou esse ano no impacto da pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. Foram 11 reportagens de f\u00f4lego sobre o assunto, como o \u201cO drible do gado: a parte invis\u00edvel da cadeia da pecu\u00e1ria\u201d, \u201cCadeia invis\u00edvel\u201d, \u201cGoverno contra governo: sem guia de tr\u00e2nsito, gado ilegal no Par\u00e1 fica impune\u201d e\u00a0\u201cOrigem desconhecida\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2017 foi um ano dif\u00edcil para a conserva\u00e7\u00e3o. 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