{"id":77616,"date":"2017-12-26T12:00:13","date_gmt":"2017-12-26T15:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=77616"},"modified":"2017-12-26T08:59:31","modified_gmt":"2017-12-26T11:59:31","slug":"tempestades-enchentes-e-embrioes-um-drama-pre-historico-descoberto-pelos-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tempestades-enchentes-e-embrioes-um-drama-pre-historico-descoberto-pelos-cientistas\/","title":{"rendered":"Tempestades, enchentes e embri\u00f5es: um drama pr\u00e9-hist\u00f3rico descoberto pelos cientistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-77617\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pesquisadores encontraram centenas de ovos de pterossauros de 120 milh\u00f5es de anos, alguns contendo embri\u00f5es preservados em tr\u00eas dimens\u00f5es. A descoberta, tema da coluna de Alexander Kellner, revela fatos in\u00e9ditos sobre uma esp\u00e9cie de r\u00e9ptil voador da China.<\/p>\n<p>\u2013 Xiaolin, que descoberta espetacular! Voc\u00ea tem que procurar ovos, quem sabe at\u00e9 ninhos de pterossauros nessa regi\u00e3o!<\/p>\n<p>Esta foi a minha exclama\u00e7\u00e3o para meu colega de mais de uma d\u00e9cada, Xiaolin Wang, pesquisador do Institute for Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (IVPP), na China, quando ele me apresentou um achado surpreendente.<\/p>\n<p>Desde 2004, tenho desenvolvido uma parceria com pesquisadores do IVPP, tendo \u00e0 frente o Dr. Wang. O IVPP \u00e9 certamente\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cienciahoje.org.br\/noticia\/v\/ler\/id\/2627\/n\/uma_potencia_da_paleontologia\" target=\"_blank\">uma das principais institui\u00e7\u00f5es de pesquisa de f\u00f3sseis<\/a>\u00a0de vertebrados no mundo e seus pesquisadores v\u00eam realizando in\u00fameras descobertas de destaque.<\/p>\n<p>As palavras que abrem esta coluna foram proferidas quando Xiaolin me mostrou uma rocha com cerca de 1,5 metros de comprimento que estava coberta por um pano de seda verde em seu escrit\u00f3rio, em 2008. Ali havia tr\u00eas cr\u00e2nios de pterossauros e evid\u00eancias da presen\u00e7a de pelo menos quatro indiv\u00edduos, um achado fascinante que entusiasma qualquer paleont\u00f3logo.<\/p>\n<p>\u2013 Ano que vem, meu amigo, ano que vem! \u2013 dizia Xiaolin quando eu indagava quando poder\u00edamos estudar aquele material. Ele queria continuar as escava\u00e7\u00f5es, pois, al\u00e9m daquela pe\u00e7a, havia na regi\u00e3o camadas com centenas de ossos. Todos eram procedentes do deserto de Hami, que faz parte do famoso deserto de Gobi. A idade das rochas naquela regi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sabida ao certo, mas compara\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas com outras \u00e1reas sugerem que elas se formaram durante o Cret\u00e1ceo, h\u00e1 120 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<div class=\"image-center\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cienciahoje.org.br\/uploads\/ckeditor-ckfinder-integration\/uploads\/images\/2017\/Dezembro\/ovospterossauros-02.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Deserto de Hami, na China, onde dezenas de ossos e ovos de pterossauros foram encontrados. (foto: Alexander Kellner)<\/div>\n<p>Tempos depois, a equipe do meu colega chin\u00eas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cienciahoje.org.br\/noticia\/v\/ler\/id\/2536\/n\/um_achado_sem_precedente\" target=\"_blank\">encontrou os primeiros ovos na regi\u00e3o<\/a>, que estavam preservados em tr\u00eas dimens\u00f5es! Era, novamente, algo fant\u00e1stico, que foi\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cell.com\/current-biology\/fulltext\/S0960-9822(14)00525-9\" target=\"_blank\">capa de uma importante revista cient\u00edfica<\/a>\u00a0e revelou uma nova esp\u00e9cie para a ci\u00eancia:\u00a0<em>Hamipterus tianshanensis<\/em>! Mas nada me preparou para o achado feito alguns anos depois&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Animais enigm\u00e1ticos<\/strong><\/h3>\n<div class=\"image-right\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cienciahoje.org.br\/uploads\/ckeditor-ckfinder-integration\/uploads\/images\/2017\/Dezembro\/ovospterossauros-03.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"1112\" \/><br \/>\nReconstru\u00e7\u00e3o de ovos de pterossauros e um embri\u00e3o ao nascer. (arte: Maur\u00edlio Oliveira)<\/div>\n<p>De forma resumida, os pterossauros est\u00e3o entre as esp\u00e9cies mais enigm\u00e1ticas que j\u00e1 viveram no nosso planeta. Muitas vezes confundidos com dinossauros, esses r\u00e9pteis voadores trilharam o seu caminho evolutivo de modo independente: al\u00e7aram o voo aproximadamente 225 milh\u00f5es anos atr\u00e1s e se extinguiram h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, na grande extin\u00e7\u00e3o em massa ocorrida no final do per\u00edodo geol\u00f3gico chamado Cret\u00e1ceo. Por n\u00e3o terem deixado descendentes e por serem muito diferentes de tudo que existe nos dias de hoje, pairam sobre esses vertebrados muitas d\u00favidas, entre elas, o modo como viviam e quais eram as suas estrat\u00e9gias reprodutivas. Praticamente n\u00e3o sabemos nada sobre seu comportamento.<\/p>\n<p>Em nova viagem \u00e0 China, Xiaolin me levou a uma pequena casa que fora alugada pelo IVPP em um bairro afastado de Pequim. Os meus colegas chineses t\u00eam coletado tantos f\u00f3sseis que estes n\u00e3o cabem mais na sede principal do instituto. Chegando l\u00e1, ele me mostrou um bloco de rocha de 3,28 m<sup>2<\/sup>\u00a0que estava sendo preparado. Lembro-me bem de quando o vi pela primeira vez: havia dezenas de ossos, incluindo cr\u00e2nios! Mas essa n\u00e3o era a melhor parte: tamb\u00e9m havia ovos! Muitos ovos!De forma resumida, os pterossauros est\u00e3o entre as esp\u00e9cies mais enigm\u00e1ticas que j\u00e1 viveram no nosso planeta. Muitas vezes confundidos com dinossauros, esses r\u00e9pteis voadores trilharam o seu caminho evolutivo de modo independente: al\u00e7aram o voo aproximadamente 225 milh\u00f5es anos atr\u00e1s e se extinguiram h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, na grande extin\u00e7\u00e3o em massa ocorrida no final do per\u00edodo geol\u00f3gico chamado Cret\u00e1ceo. Por n\u00e3o terem deixado descendentes e por serem muito diferentes de tudo que existe nos dias de hoje, pairam sobre esses vertebrados muitas d\u00favidas, entre elas, o modo como viviam e quais eram as suas estrat\u00e9gias reprodutivas. Praticamente n\u00e3o sabemos nada sobre seu comportamento.<\/p>\n<p>Acho que todos podem imaginar o meu cora\u00e7\u00e3o disparando \u2013 \u00a0era algo que nunca imaginei poder existir. At\u00e9 aquela data, havia tr\u00eas \u00a0ovos de pterossauros conhecidos no mundo \u2013 dois da China e um da Argentina! Na publica\u00e7\u00e3o de 2014, adicionamos mais cinco que foram encontrados em Hami. E ali estavam dezenas de ovos acumulados em uma \u00e1rea muito pequena!<\/p>\n<p>Os ovos de pterossauros s\u00e3o diferentes dos ovos de dinossauros: em vez de terem uma casca externa dura, mineralizada, eles possuem uma casca \u2018mole\u2019, formada por uma fina camada de carbonato de c\u00e1lcio e uma membrana. Esse tipo de ovo \u00e9 muito comum em lagartos e cobras e se diferencia dos ovos de aves. Em vez de quebrar, esses ovos deformam. N\u00e3o \u00e9 preciso enfatizar a sua fragilidade e raridade.<\/p>\n<div class=\"image-center\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cienciahoje.org.br\/uploads\/ckeditor-ckfinder-integration\/uploads\/images\/2017\/Dezembro\/ovospterossauros-04.jpg\" alt=\"\" width=\"642\" height=\"517\" \/><br \/>\nDois ovos de pterossauros. Note que ambos est\u00e3o deformados, demonstrando que a casca n\u00e3o era totalmente mineralizada, mas sim predominantemente formada por uma membrana. (foto: Alexander Kellner)<\/div>\n<p>Talvez o leitor possa imaginar a pergunta que estava no ar: se havia tantos ovos, ser\u00e1 que alguns n\u00e3o poderiam conter embri\u00f5es? Claro que Xiaolin j\u00e1 pensava nisso.<\/p>\n<p>Quando a prepara\u00e7\u00e3o terminou, 215 ovos foram revelados, sendo que uma estimativa indicava que, naquele mesmo bloco, o n\u00famero real deveria passar de 300. Muitos ainda estavam escondidos na rocha.A prepara\u00e7\u00e3o daquele bloco prosseguiu por um bom tempo. Embri\u00f5es acabaram sendo achados \u2013 um total de 16, os primeiros de pterossauros preservados em tr\u00eas dimens\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Fatos in\u00e9ditos da vida dos pterossauros<\/strong><\/h3>\n<div class=\"image-right\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cienciahoje.org.br\/uploads\/ckeditor-ckfinder-integration\/uploads\/images\/2017\/Dezembro\/ovospterossauros-05.jpg\" alt=\"\" width=\"642\" height=\"1211\" \/><br \/>\nEmbri\u00e3o de pterossauro dentro de ovo. (foto: Alexander Kellner)<\/div>\n<p>N\u00f3s aprendemos muito com esse achado. Por exemplo, os ovos estavam amontoados, o que demonstrava que eles foram removidos do local onde haviam sido postos. A grande quantidade claramente indica que mais de uma f\u00eamea estava envolvida na postura. Assim, estava claro que o novo achado refor\u00e7ava a ideia de que pterossauros viviam em bandos, al\u00e9m de demonstrar que pelo menos em uma esp\u00e9cie, o\u00a0<em>Hamipterus tianshanensis<\/em>, as f\u00eameas se juntavam em col\u00f4nias de nidifica\u00e7\u00e3o para por os seus ovos.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos embri\u00f5es, an\u00e1lises de tomografia computadorizada demonstraram que, nos indiv\u00edduos que estavam prestes a nascer, os ossos vinculados ao voo (bra\u00e7os e cintura escapular) ainda n\u00e3o estavam bem ossificados, ao contr\u00e1rio dos ossos das pernas. Essa observa\u00e7\u00e3o sugere que os rec\u00e9m-nascidos podiam caminhar, mas n\u00e3o voar. Assim, os pais tinham que cuidar da sua prole por algum tempo ap\u00f3s o nascimento, algo que n\u00e3o se sabia anteriormente.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante da descoberta foi constatar que havia oito n\u00edveis de ossos em uma se\u00e7\u00e3o com 2,2 metros de altura, cada um representando um tempo distinto. Em quatro desses n\u00edveis, foram encontrados ovos. Isso indica que as f\u00eameas de\u00a0<em>Hamipterus tianshanensis<\/em>\u00a0voltavam sazonalmente para uma mesma regi\u00e3o para a postura de seus ovos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, um dos mais intrigantes aspectos para mim e meus colegas paleont\u00f3logos era entender por que naquela regi\u00e3o havia tamanha concentra\u00e7\u00e3o de ovos extremamente fr\u00e1geis e dif\u00edceis de serem preservados. N\u00e3o existe outro lugar onde se encontrou essa quantidade de ovos concentrados em um determinado ponto \u2013 nem mesmo de dinossauros, que possuem uma casca externa mineralizada e s\u00e3o mais resistentes.<\/p>\n<div class=\"image-center\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/cienciahoje.org.br\/uploads\/ckeditor-ckfinder-integration\/uploads\/images\/2017\/Dezembro\/ovospterossauros-06.jpg\" alt=\"\" width=\"641\" height=\"428\" \/><br \/>\nDezenas de ossos de pterossauros. (foto: Alexander Kellner)<\/div>\n<p>Apesar de ainda serem necess\u00e1rios estudos mais detalhados, n\u00f3s conseguimos, por meio de dados geol\u00f3gicos, chegar a uma hip\u00f3tese. Essa excepcional concentra\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, incluindo ovos e embri\u00f5es, se deve a uma combina\u00e7\u00e3o inusitada de fatores. Tempestades de grande porte ocasionaram chuvas torrenciais em uma regi\u00e3o de nidifica\u00e7\u00e3o de pterossauros. Esse grande ac\u00famulo de \u00e1gua fez com que os rios da regi\u00e3o transbordassem, arrancassem os ovos postos por diversos pterossauros nas margens e os transportassem por um curto trajeto para locais onde foram soterrados rapidamente.<\/p>\n<p>Essa inusitada combina\u00e7\u00e3o de fatores \u2013 chuvas torrenciais provocando inunda\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de nidifica\u00e7\u00e3o \u2013 se repetia de tempos em tempos, formando camadas de concentra\u00e7\u00e3o de ossos e ovos. Foram essas condi\u00e7\u00f5es excepcionais que transformaram a regi\u00e3o de Hami em uma das mais promissoras para a pesquisa de pterossauros encontradas na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Esse estudo,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/\" target=\"_blank\">publicado na\u00a0<em>Science<\/em><\/a>, tem outra marca: s\u00e3o quase 15 anos de pesquisa sino-brasileira que resultaram em in\u00fameras descobertas \u2013 e outras est\u00e3o para serem feitas.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, gostaria de mencionar que r\u00e9plicas de algumas pe\u00e7as que integram esse estudo est\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.museunacional.ufrj.br\/\" target=\"_blank\">Museu Nacional\/UFRJ<\/a>, que em 2018 completa o seu bicenten\u00e1rio! E, por falar nisso, essa importante data para a ci\u00eancia brasileira ser\u00e1 o tema da Imperatriz Leopoldinense no pr\u00f3ximo carnaval. Como est\u00e1 o seu samba no p\u00e9?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alexander Kellner<\/strong><br \/>\nMuseu Nacional\/UFRJ<br \/>\nAcademia Brasileira de Ci\u00eancias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores encontraram centenas de ovos de pterossauros de 120 milh\u00f5es de anos, alguns contendo embri\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":77617,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fosseis.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores encontraram centenas de ovos de pterossauros de 120 milh\u00f5es de anos, alguns contendo embri\u00f5es","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77616"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77616\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}