{"id":77545,"date":"2017-12-23T17:12:04","date_gmt":"2017-12-23T20:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=77545"},"modified":"2017-12-23T17:12:04","modified_gmt":"2017-12-23T20:12:04","slug":"o-brasil-esta-perdendo-suas-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-brasil-esta-perdendo-suas-florestas\/","title":{"rendered":"O Brasil est\u00e1 perdendo suas florestas"},"content":{"rendered":"<header><img loading=\"lazy\" class=\"caption\" title=\"desmatamento\" src=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/images\/informar-se\/ambiente\/desmatamento-greenpeace.jpg\" alt=\"desmatamento\" width=\"640\" height=\"320\" \/><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"itemBodyWrap\">\n<div class=\"itemBody\">\n<p>De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, o Brasil\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/meio-ambiente\/ultimas-noticias\/ag-estado\/2017\/12\/19\/brasil-perdeu-95-das-florestas-entre-2000-e-2014-mostra-ibge.htm\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">perdeu aproximadamente 9,5%<\/a>\u00a0de suas florestas entre 2000 e 2014. Isso se deveu, em grande parte, ao aumento de \u00e1reas agr\u00edcolas, bem como de pastagens.<\/p>\n<p>A nova plataforma digital do IBGE, permite ter acesso e acompanhar as altera\u00e7\u00f5es que v\u00eam ocorrendo na vegeta\u00e7\u00e3o nativa, devido a ocupa\u00e7\u00e3o e as atividades agropecu\u00e1rias, em todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/geociencias-novoportal\/informacoes-ambientais\/cobertura-e-uso-da-terra.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra<\/a>\u00a0feito pelo IBGE, atrav\u00e9s dessa plataforma digital, fornece informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do mapeamento de 8,5 milh\u00f5es de km\u00b2 de nosso territ\u00f3rio.\u00a0Essa nova ferramenta fez um acompanhamento comparativo das mudan\u00e7as na \u00e1rea vegetativa, resultantes da ocupa\u00e7\u00e3o e das atividades agropecu\u00e1rias em todo o nosso pa\u00eds, entre os anos 2000 e 2014.\u00a0Cerca de 13% do territ\u00f3rio nacional, entre estes anos, teve algum tipo de mudan\u00e7a na cobertura vegetativa e utiliza\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p>Essa porcentagem representa mais de 1,1 milh\u00e3o de km\u00b2, significando uma propor\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea maior que o territ\u00f3rio da maioria dos pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>Tal informa\u00e7\u00e3o \u00e9 somente uma das an\u00e1lises provenientes do emprego dessa\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/18851-nova-ferramenta-digital-do-ibge-permite-monitorar-o-uso-da-terra-em-cada-quilometro-do-brasil.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">nova ferramenta digital do IBGE<\/a>.\u00a0Esse monitoramento ocorre de dois em dois anos, comparando os dados obtidos por sat\u00e9lites, com pesquisa de campo, entre outras fontes.<\/p>\n<p>O objetivo desse monitoramento \u00e9 mapear as altera\u00e7\u00f5es ocorridas na vegeta\u00e7\u00e3o nativa de nosso pa\u00eds, fazendo um levantamento de quais atividades agropecu\u00e1rias est\u00e3o relacionadas a essas modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O novo portal do IBGE, com essa plataforma \u00e9 interativo e acess\u00edvel.<\/p>\n<div class=\"secondadsmobile\"><\/div>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o desse recurso n\u00e3o exige conhecimento de softwares especializados, o que o torna f\u00e1cil o seu uso, tanto ao p\u00fablico t\u00e9cnico quanto ao que n\u00e3o \u00e9 especialista.<\/p>\n<p>A base desse sistema \u00e9 o uso de grade estat\u00edstica, com detalhamento para cada 1km2.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos dados fornecidos pela plataforma \u00e9 poss\u00edvel comparar, ao longo do tempo, com outros bancos de dados estat\u00edsticos e geocient\u00edficos.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es obtidas nesta plataforma, permitem fazer um acompanhamento hist\u00f3rico das atividades econ\u00f4micas e seus impactos sobre os recursos naturais do nosso pa\u00eds, quil\u00f4metro a quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es da Cobertura e Uso da Terra s\u00e3o relacionadas com os anos 2000, 2010, 2012 e 2014, sendo atualizadas \u00e0 cada dois anos.<\/p>\n<p>A base para as atualiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o 14 tipos de classifica\u00e7\u00e3o, tendo como alguns fundamentos:<\/p>\n<ul>\n<li>elementos encontrados na terra;<\/li>\n<li>\u00e1reas de pastagens,<\/li>\n<li>vegeta\u00e7\u00e3o florestal,<\/li>\n<li>silvicultura (ci\u00eancia que tem como base conhecimentos que contribuam para a melhor utiliza\u00e7\u00e3o da terra, de forma sustent\u00e1vel e ecol\u00f3gica);<\/li>\n<li>corpos d\u2019\u00e1gua (recursos hidr\u00edcos);<\/li>\n<li>e \u00e1reas agr\u00edcolas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra informa\u00e7\u00f5es podem ser agregadas \u00e0 esses dado, tais quais as provenientes de outras pesquisas do IBGE ou de outros \u00f3rg\u00e3os que utilizem grade estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dessas informa\u00e7\u00f5es adicionais e complementares se obt\u00eam informes demogr\u00e1ficos de:<\/p>\n<ul>\n<li>infraestrutura vi\u00e1ria;<\/li>\n<li>vegeta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>biomas;<\/li>\n<li>Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>e terras ind\u00edgenas, entre outras.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A incorpora\u00e7\u00e3o dos dados torna a estat\u00edstica do IBGE mais completa e padronizada.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de todas essas informa\u00e7\u00f5es e dados, se obt\u00eam an\u00e1lises hist\u00f3ricas mais precisas e otimizadas, resultando em estat\u00edsticas ambientais de diversas \u00e1reas, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>planejamento p\u00fablico;<\/li>\n<li>ordenamento territorial;<\/li>\n<li>estimativas de emiss\u00e3o e sequestro de carbono;<\/li>\n<li>elabora\u00e7\u00e3o das contas ambientais,<\/li>\n<li>propaga\u00e7\u00e3o de vetores de doen\u00e7as;<\/li>\n<li>invent\u00e1rios florestais;<\/li>\n<li>e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, entre outras.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A import\u00e2ncia de saber dessas informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Saber dessas informa\u00e7\u00f5es nos leva a perceber a realidade do desmatamento e desflorestamento, que vem ocorrendo h\u00e1 anos, em decorr\u00eancia do uso excessivo da terra, para atividades agr\u00edcolas e pecuaristas.<\/p>\n<p>Como podemos colaborar para evitar mais e mais diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas vegetais, em nosso pa\u00eds?<\/p>\n<p>O chamado desmatamento ou desflorestamento \u00e9 a derrubada abusiva ou clandestina de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>As florestas que mais s\u00e3o afetadas pelo desmatamento s\u00e3o as da Floresta Amaz\u00f4nica e da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<h2>As causas do desmatamento<\/h2>\n<p>In\u00fameras s\u00e3o as formas de desmatamento:<\/p>\n<ul>\n<li>crescimento urbano;<\/li>\n<li>aumento populacional;<\/li>\n<li>a expans\u00e3o de polos industriais;<\/li>\n<li>o crescimento de \u00e1reas agr\u00edcolas;<\/li>\n<li>a excessiva cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas pecuaristas;<\/li>\n<li>os inc\u00eandios e as queimadas em florestas, acidentais (bitucas de cigarro jogadas por motoristas e pedestres negligentes em rodovias pr\u00f3ximas \u00e0s \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o) ou propositais (causados pelos pr\u00f3prios fazendeiros, com a finalidade de desmatar as vegeta\u00e7\u00f5es nativas para cria\u00e7\u00e3o e plantio)<\/li>\n<li>desmatamento para fins comerciais (madeira, papel, pecu\u00e1ria)<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O que podemos fazer<\/h2>\n<p>A conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de vital import\u00e2ncia para a diminuir do desmatamento e o desflorestamento nas matas.<\/p>\n<p>As matas e as florestas s\u00e3o vitais para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico de nosso planeta.<\/p>\n<h3>A\u00e7\u00f5es que n\u00f3s, cidad\u00e3os,\u00a0podemos fazer para evitar o desmatamento excessivo:<\/h3>\n<ul>\n<li>Adquirir produtos, como madeira ou papel, com\u00a0o selo FSC (Conselho de Manejo Florestal), pois, esta certifica\u00e7\u00e3o significa que as empresas extraem madeira derivada de florestas manejadas e de forma consciente, utilizando o reflorestamento;<\/li>\n<li>Reduzir o consumo de carne vermelha, pois, o aumento de \u00e1reas pecuaristas, tem sido o grande causador do desmatamento e desflorestamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A atividade da pecu\u00e1ria \u00e9 um dos maores fatores de grandes \u00e1reas de desmatamento e desflorestamento, uma forma de n\u00e3o colaborar com esse dano \u00e9 deixar de consumir produtos feitos com couro animal, substituindo-os pelo couro ecol\u00f3gico ou sint\u00e9tico;<\/p>\n<ul>\n<li>Diminuir o consumo de papel, optando por papel reciclado;<\/li>\n<li>N\u00e3o comprar madeira ilegal e clandestina ou\u00a0im\u00f3veis em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>O que o governo precisa fazer para evitar o desmatamento e desflorestamento abusivo:<\/h3>\n<ul>\n<li>O governo tem a responsabilidade de fiscalizar e proteger as \u00e1reas com ocupa\u00e7\u00e3o ilegal de terras, evitando o desmatamento clandestino;<\/li>\n<li>Impedir o avan\u00e7o de novos pastos e \u00e1reas agr\u00edcolas sobre as florestas;<\/li>\n<li>Garantir e dar prote\u00e7\u00e3o para aos \u00edndios e suas terras.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Se, de alguma forma, o governo deixa de cumprir fun\u00e7\u00f5es que lhe dizem respeito, cabe ao cidad\u00e3o reivindicar o cumprimento dessas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Fa\u00e7amos nossa parte<\/h2>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o de como contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o das florestas e matas nativas, juntamente, com a consci\u00eancia de nossa rela\u00e7\u00e3o com o meio-ambiente e a Natureza, podem mudar essa realidade descrita pelo IBGE.<\/p>\n<p>Cada um fazendo sua parte diminui o impacto destrutivo de todas as causas que v\u00eam provocando a diminui\u00e7\u00e3o das florestas e matas nativas.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos nossa parte!<\/p>\n<p>Dessa forma, vamos poder contribuir para o Equil\u00edbrio da Natureza e da Vida, em nosso Planeta!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, o Brasil\u00a0perdeu aproximadamente 9,5%\u00a0de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, o Brasil\u00a0perdeu aproximadamente 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