{"id":7715,"date":"2014-10-01T20:00:11","date_gmt":"2014-10-01T20:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7715"},"modified":"2014-09-30T22:41:21","modified_gmt":"2014-09-30T22:41:21","slug":"estudo-aponta-irregularidades-na-comercializacao-de-pescados-em-sp-e-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-aponta-irregularidades-na-comercializacao-de-pescados-em-sp-e-rj\/","title":{"rendered":"Estudo aponta irregularidades na comercializa\u00e7\u00e3o de pescados em SP e RJ"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-7716\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, por meio do Programa Costa Atl\u00e2ntica, realizou um levantamento em feiras livres, peixarias, supermercados e restaurantes nas duas maiores cidades do pa\u00eds, com o objetivo de verificar quais eram as esp\u00e9cies de pescado dispon\u00edveis para o consumo, se elas estavam identificadas de forma correta e se as normas existentes, como o defeso e a proibi\u00e7\u00e3o de captura, eram conhecidas e estavam sendo respeitadas.<\/p>\n<p>O estudo \u201cLevantamento e caracteriza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de pescados nas cidades do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo\u201c foi realizado entre abril e maio de 2014. Coordenado pela SOS Mata Atl\u00e2ntica, o levantamento foi realizado em parceria com as equipes dos professores Rodrigo Moura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fabio Motta, da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) \u2013 Campus Baixada Santista.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, o levantamento abrangeu 55 estabelecimentos e foram registradas a comercializa\u00e7\u00e3o do cherne-poveiro (Polyprion americanus) \u2013 esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada cuja captura est\u00e1 proibida no Brasil \u2013, de lagostas em per\u00edodo de defeso (quando a pesca da esp\u00e9cie \u00e9 proibida para garantir sua reprodu\u00e7\u00e3o), anchovas e robalos abaixo dos tamanhos m\u00ednimos de captura, al\u00e9m de diversos casos de rotulagem trocada, conhecido como \u201cgato-por-lebre\u201d.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, foram analisados 44 estabelecimentos. Em nenhum deles a equipe encontrou esp\u00e9cies sendo comercializadas ilegalmente. A\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o realizadas no ano passado podem ter contribu\u00eddo para esse resultado. \u201cEm 2013, ocorreram campanhas de fiscaliza\u00e7\u00e3o promovidas pelo Ibama e Pol\u00edcia Federal no Ceagesp, o maior centro distribuidor de pescado da cidade. Em maio daquele ano, por exemplo, foram apreendidos numa \u00fanica opera\u00e7\u00e3o mais de 700 kg de peixes de comercializa\u00e7\u00e3o proibida\u201d, observa Fabio Motta, da Unifesp.<\/p>\n<p>Um padr\u00e3o comum a todas regi\u00f5es pesquisadas \u00e9 que falta informa\u00e7\u00e3o de qualidade para que comerciantes e consumidores possam identificar as esp\u00e9cies, sobretudo aquelas amea\u00e7adas e com comercializa\u00e7\u00e3o restrita.<\/p>\n<p>Diego Igawa Martinez, do Programa Costa Atl\u00e2ntica da Funda\u00e7\u00e3o, explica que, ao longo da cadeia de comercializa\u00e7\u00e3o, perde-se informa\u00e7\u00e3o sobre a captura e origem do pescado. Nos restaurantes, esse processo \u00e9 mais grave e, na maior parte dos casos, o cliente n\u00e3o tem nenhuma garantia de estar consumindo pescado capturado dentro das normas ou proveniente de pescarias que degradam menos o meio ambiente, nem mesmo se a esp\u00e9cie no prato corresponde ao nome no card\u00e1pio.<\/p>\n<p><img style=\"width: 640px; height: 426px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/640x426xiStock_000009683978_Small.jpg.pagespeed.ic.8DN8VNAEjN.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Sera que a esp\u00e9cie no prato corresponde ao nome no card\u00e1pio? l Foto: iStock<\/span><\/p>\n<p>Nos pontos de comercializa\u00e7\u00e3o h\u00e1 problemas s\u00e9rios com a identifica\u00e7\u00e3o do produto. Muitos consumidores n\u00e3o sabem, por exemplo, que o ca\u00e7\u00e3o na verdade \u00e9 um tubar\u00e3o. Vendidos em fil\u00e9 ou postas, fica ainda mais dif\u00edcil identific\u00e1-los. Das 88 esp\u00e9cies de tubar\u00f5es brasileiros, 12 est\u00e3o na lista das amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os camar\u00f5es, em grande maioria, s\u00e3o oriundos de fazendas de carcinicultura, uma atividade que tem promovido a destrui\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas de manguezais para a constru\u00e7\u00e3o de tanques de cultivo.<\/p>\n<p><strong>Gato-por-lebre<\/strong><\/p>\n<p>A rotulagem trocada ocorre por raz\u00f5es que v\u00e3o desde a falta de conhecimento at\u00e9 a troca por esp\u00e9cies mais caras ou com maior aceita\u00e7\u00e3o no mercado. \u201cMuitas vezes, essa rotulagem errada pode ser um simples deslize do comerciante, mas \u00e9 evidente que esp\u00e9cies de menor pre\u00e7o s\u00e3o frequentemente rotuladas como esp\u00e9cies nobres. Do ponto de vista ambiental, essa rotulagem errada tamb\u00e9m mascara um problema s\u00e9rio, que \u00e9 o da comercializa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies proibidas, ou capturadas em tamanho e \u00e9pocas inadequados.\u201d, diz Fabio Motta, da Unifesp.<\/p>\n<p>A troca de rotulagem \u00e9 um crime contra as rela\u00e7\u00f5es de consumo, sendo pass\u00edvel de den\u00fancia e puni\u00e7\u00e3o. Quando se sente prejudicado, o consumidor pode buscar o Procon, baseado no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (lei n\u00ba 8.078\/ 1990).<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.dropbox.com\/sh\/0qare2gi8aoeqcq\/AADDcMzTpX5m_6VwJ61-fnMQa\/ESTUDO-PESCADO-2014_Relatorio-Final.pdf?dl=0\" target=\"_blank\">Clique aqui<\/a> para ver o relat\u00f3rio completo.<\/strong><\/p>\n<p><em>Informa\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, por meio do Programa Costa Atl\u00e2ntica, realizou um levantamento em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pescados.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, por meio do Programa Costa Atl\u00e2ntica, realizou um levantamento em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7715"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7715\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}