{"id":7540,"date":"2014-09-27T20:31:12","date_gmt":"2014-09-27T20:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7540"},"modified":"2014-09-27T20:34:58","modified_gmt":"2014-09-27T20:34:58","slug":"pela-primeira-vez-o-brasil-deixa-o-mapa-da-fome-das-nacoes-unidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pela-primeira-vez-o-brasil-deixa-o-mapa-da-fome-das-nacoes-unidas\/","title":{"rendered":"Pela primeira vez, o Brasil deixa o mapa da fome das Na\u00e7\u00f5es Unidas"},"content":{"rendered":"<p><small style=\"font-size: 10px; font-family: Tahoma, Geneva, sans-serif;\"><i><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-7541\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Rodrigo Martins<\/i><\/small><\/p>\n<p>A diarista Kelly Cristina Caetano, de 44 anos, vive em um apertado barraco em Cidade Estrutural, comunidade erguida no entorno de um lix\u00e3o do Distrito Federal. Basta um carro passar pela rua de terra batida para uma espessa nuvem de poeira vermelha recobrir o casebre. As paredes de madeira compensada mostram-se incapazes de aplacar o calor que castiga o Centro Oeste nesta \u00e9poca do ano. Tampouco protegem a fam\u00edlia dos ataques de ratazanas. \u201cMeu filho chegou a ficar internado ap\u00f3s receber uma mordida. Fiquei desesperada, a m\u00e3o dele inchou e n\u00e3o parava de sangrar\u201d, conta. Apesar das agruras, Kelly demonstra uma inabal\u00e1vel confian\u00e7a num futuro melhor. \u201cAgora estamos bem melhor. Ao menos n\u00e3o falta comida em casa\u201d.<\/p>\n<p>Franzina e com a pele precocemente envelhecida, Kelly conhece bem a anatomia da fome. Deu a luz a 12 filhos, e buscou aliment\u00e1-los como p\u00f4de. \u201cMuitas vezes, n\u00e3o tinha nem arroz ou feij\u00e3o. Pass\u00e1vamos dias comendo polenta de fub\u00e1. Quando faltava o leite das crian\u00e7as, batia ch\u00e1 com biscoito de maisena no liquidificador\u201d, diz, sem esconder o desconforto. Um de seus filhos morreu beb\u00ea, por n\u00e3o resistir a uma infec\u00e7\u00e3o hospitalar. O mais novo, Augusto, de seis anos, nasceu com encefalopatia, esp\u00e9cie de paralisia cerebral. Para cuidar do menino, ela teve de recusar ofertas de emprego. A fam\u00edlia depende do trabalho do marido, que faz bicos de pedreiro. Renda fixa? S\u00f3 os repasses de programas socais, como Bolsa Fam\u00edlia e DF Sem Mis\u00e9ria. \u201cSem isso, ainda estar\u00edamos \u00e0 base de fub\u00e1.\u201d<\/p>\n<p>A diarista e sua fam\u00edlia integram um contingente de 15,6 milh\u00f5es de brasileiros que superaram a subalimenta\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio dos anos 2000. O feito permitiu ao Brasil abandonar o vergonhoso mapa mundial da fome, revela o \u00faltimo relat\u00f3rio sobre seguran\u00e7a alimentar da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO, na sigla em ingl\u00eas), divulgado na ter\u00e7a-feira 16. Hoje, apenas 1,7% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe se ter\u00e1 garantida a pr\u00f3xima refei\u00e7\u00e3o. Ainda que isso represente 3,4 milh\u00f5es de bocas famintas, o Pa\u00eds \u00e9 apontado como uma refer\u00eancia mundial no combate \u00e0 fome pela forte redu\u00e7\u00e3o verificada nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Em 1990, 25 milh\u00f5es de cidad\u00e3os estavam subalimentados, 15% dos habitantes do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"image-inline\" title=\"Subalimenta\u00e7\u00e3o no Brasil\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/cartas-da-esplanada\/uma-vergonha-a-menos-4019.html\/subalimentacao-no-brasil\" alt=\"Subalimenta\u00e7\u00e3o no Brasil\" width=\"640\" height=\"430\" \/><\/p>\n<p>\u201cO Brasil sempre foi um pa\u00eds da geografia da fome, como nos alertava Josu\u00e9 de Castro, desde a d\u00e9cada de 1940. Mas fez um avan\u00e7o extraordin\u00e1rio nos \u00faltimos anos, talvez o melhor progresso do mundo, e conseguiu superar o problema\u201d, afirma Jorge Chediek, coordenador das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Pa\u00eds. \u201cPara ter seguran\u00e7a alimentar, o mais importante \u00e9 garantir acesso aos alimentos. Os mais pobres precisam de dinheiro para compr\u00e1-los, e os programas de transfer\u00eancia de renda implantados na \u00faltima d\u00e9cada tiveram grande \u00eaxito nessa tarefa\u201d, emenda Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.<\/p>\n<p>Nos anos 1990, perto de 3,5 milh\u00f5es de brasileiros deixaram de passar fome, uma redu\u00e7\u00e3o de 15,6%. O maior avan\u00e7o verifica-se, por\u00e9m, na d\u00e9cada seguinte. Desde 2000, o Brasil retirou 15,6 milh\u00f5es de cidad\u00e3os da subalimenta\u00e7\u00e3o, um recuo de 82,1%. O indicador da FAO considera tr\u00eas dimens\u00f5es. Primeiro, a disponibilidade de alimentos para consumo humano em cada na\u00e7\u00e3o. Depois, o n\u00famero de calorias necess\u00e1rias para cada indiv\u00edduo estar bem nutrido. O terceiro aspecto tem a ver com o acesso \u00e0 comida. Nesse ponto o Pa\u00eds conseguiu o maior avan\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil nunca teve problema para produzir alimentos. A produ\u00e7\u00e3o brasileira d\u00e1 para alimentar meio mundo\u201d, explica Daniel Balaban, diretor do Programa Mundial de Alimentos. \u201cO problema \u00e9 que os mais pobres n\u00e3o tinham poder de compra\u201d.\u00a0 Por isso, a FAO destaca os gastos federais nos planos de seguran\u00e7a alimentar, que totalizaram 78 bilh\u00f5es de reais em 2013. Apenas o Bolsa Fam\u00edlia transferiu 25 bilh\u00f5es de reais para 13,8 milh\u00f5es de domic\u00edlios de baixa renda no ano passado.<\/p>\n<p>De 1990 a 2012, a parcela da popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza passou de 25,5% para 3,5%, registra o relat\u00f3rio. Desde 2011, ao menos 22 milh\u00f5es de brasileiros foram retirados da mis\u00e9ria. O recente avan\u00e7o \u00e9 atribu\u00eddo a mudan\u00e7as no desenho do Bolsa Fam\u00edlia, que permitiram a eleva\u00e7\u00e3o dos valores pagos \u00e0s fam\u00edlias mais pobres, de forma que todos os benefici\u00e1rios do programa tenham renda <i>per capita<\/i> superior a 1,25 d\u00f3lar por dia, linha usada pelo Banco Mundial para definir quem est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema. Ou seja, apenas os brasileiros que ainda n\u00e3o foram inclu\u00eddos no Bolsa Fam\u00edlia permanecem miser\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cO desafio, agora, \u00e9 universalizar a cobertura dos programas sociais\u201d, diz Balaban. De forma residual, a fome persiste no pa\u00eds em comunidades de dif\u00edcil acesso: ind\u00edgenas, ribeirinhos, quilombolas. Al\u00e9m dos programas de transfer\u00eancia de renda, o \u00eaxito brasileiro se deve a melhora de outros indicadores, como a gera\u00e7\u00e3o de empregos formais e a eleva\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo. A FAO destaca ainda o sucesso do Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos da Agricultura Familiar e do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar, respons\u00e1vel pela oferta de merendas a mais de 43 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes. Este \u00faltimo ponto \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pela sa\u00edda do Brasil do mapa da fome.<\/p>\n<p>\u201cSempre usamos como base a Pesquisa de Or\u00e7amento Familiar do IBGE, que n\u00e3o contemplava o enorme contingente daqueles que se alimentam fora de casa, na escola, no trabalho, nos restaurantes populares\u201d, diz Bojanic. \u201cNeste ano, pudemos incluir esta vari\u00e1vel em todos os pa\u00edses monitorados pela FAO.\u201d<\/p>\n<p>Pela nova metodologia, desde 2006 o Brasil tem menos de 5% da popula\u00e7\u00e3o subalimentada, porcentual considerado residual pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. \u201cMesmo pa\u00edses desenvolvidos, como os EUA e o Jap\u00e3o, t\u00eam seus bols\u00f5es de pobreza, onde a fome persiste. N\u00e3o estamos dizendo que n\u00e3o h\u00e1 mais famintos no Brasil, apenas registramos que ele superou a fome estrutural\u201d, diz a nutricionista norte-americana Anne Kepple, consultora da FAO.<\/p>\n<p>A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, reconhece que a mudan\u00e7a na metodologia favoreceu o Brasil. Destaca, por\u00e9m, que as aferi\u00e7\u00f5es anteriores desconsideravam um importante instrumento de acesso \u00e0 comida. \u201cTodos os dias, as escolas p\u00fablicas oferecem refei\u00e7\u00f5es a um contingente de estudantes do tamanho da popula\u00e7\u00e3o argentina.\u201d<\/p>\n<p>Matriculado na Escola Classe 2, em Cidade Estrutural, Jo\u00e3o Pedro, de 10 anos, filho da diarista Kelly Caetano, recebe quatro refei\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo de estudo. \u201cEle chega em casa sem fome nenhuma, \u00e0s vezes nem quer jantar\u201d, comenta a m\u00e3e. \u201cAl\u00e9m disso, passa o dia todo em seguran\u00e7a na escola\u201d. A preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. Dos 12 filhos de Kelly, tr\u00eas morreram assassinados.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 alguns anos, eu e meu marido est\u00e1vamos desempregados. Faltava tudo dentro de casa, e v\u00e1rias vezes deixei de comer para n\u00e3o faltar comida aos meus filhos\u201d, comenta M\u00e1rcia Gomes de Oliveira, que tem duas filhas matriculadas na mesma escola. No per\u00edodo de maior dificuldade, o casal trabalhou por dois meses no lix\u00e3o do bairro. \u201cPassei muito mal, vomitava v\u00e1rias vezes. Quando fui ao posto de sa\u00fade, descobri que estava gr\u00e1vida de minha quarta filha\u201d. Com o aux\u00edlio de programas sociais, a fam\u00edlia conseguiu progredir. Hoje, M\u00e1rcia trabalha em uma lanchonete e o marido \u00e9 a\u00e7ougueiro. \u201cFelizmente, n\u00e3o sabemos mais o que \u00e9 fome h\u00e1 uns bons anos\u201d.<\/p>\n<p>Um recente estudo liderado por Patr\u00edcia Jaime Constante, coordenadora de Alimenta\u00e7\u00e3o e Nutri\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, avaliou o impacto do Bolsa Fam\u00edlia na redu\u00e7\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o aguda (d\u00e9ficit de peso) e da desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica (d\u00e9ficit de estatura) entre os benefici\u00e1rios com menos de 5 anos. \u201cAs equipes de sa\u00fade verificam a evolu\u00e7\u00e3o do crescimento dessas crian\u00e7as duas vezes por ano\u201d, diz Constante. \u201cO grupo pesquisado corresponde \u00e0 parcela mais pobre e vulner\u00e1vel do Pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"image-inline\" title=\"Desnutri\u00e7\u00e3o no Brasil\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/cartas-da-esplanada\/uma-vergonha-a-menos-4019.html\/desnutricao-no-brasil\" alt=\"Desnutri\u00e7\u00e3o no Brasil\" width=\"640\" height=\"430\" \/><\/p>\n<p>O estudo revelou uma queda expressiva da desnutri\u00e7\u00e3o, mas desnuda uma preval\u00eancia muito maior de casos nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde o d\u00e9ficit de estatura ainda \u00e9 identificado em 19,2% e 12,6% das crian\u00e7as monitoradas, respectivamente.\u00a0 Coautora do estudo, Leonor Maria Pacheco Santos, professora do Departamento de Sa\u00fade Coletiva da UnB, destaca a necessidade de refor\u00e7ar pol\u00edticas espec\u00edficas para as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. \u201cO desafio \u00e9 ainda maior no Norte, onde a mis\u00e9ria resiste em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso. \u00c0s vezes, as expedi\u00e7\u00f5es alcan\u00e7ar essa popula\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia demoram dias.\u201d<\/p>\n<p>Santos ressalta, contudo, um grande avan\u00e7o no Nordeste. \u201cNo in\u00edcio dos anos 1980, a regi\u00e3o passou por um prolongado per\u00edodo de seca, semelhante ao que observamos nos \u00faltimos anos. S\u00f3 que, agora, n\u00e3o houve crescimento da mortalidade infantil. S\u00f3 os animais morreram\u201d, compara. \u201cNaquela \u00e9poca, houve um verdadeiro genoc\u00eddio infantil. As fam\u00edlias nem se davam ao trabalho de registrar as crian\u00e7as no cart\u00f3rio. Esperavam elas completarem dois anos de idade, a\u00ed sim diziam que o filho \u2018vingou\u2019. Os beb\u00eas que n\u00e3o resistiam eram sepultados em registro algum. Os familiares tocavam um sininho e diziam que mais um anjinho foi para o c\u00e9u.\u201d<\/p>\n<p>A ministra do Desenvolvimento Social reconhece a necessidade de criar pol\u00edticas espec\u00edficas para alcan\u00e7ar as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis em \u00e1reas remotas. \u201cQuando criamos o Bolsa Fam\u00edlia, pensamos num programa de abrang\u00eancia nacional, que n\u00e3o demorasse a trazer resultados no combate \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria. Deu certo. Agora, precisamos de a\u00e7\u00f5es mais focadas\u201d.<\/p>\n<p>Campello destaca ainda o desafio de melhorar a assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e0s gestantes e aos rec\u00e9m-nascidos. \u201cDecidimos aumentar o valor dos benef\u00edcios pagos \u00e0s mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o, para que elas se alimentem melhor. Em contrapartida, elas precisam iniciar o pr\u00e9-natal mais cedo. Al\u00e9m disso, no Nordeste, decidimos aplicar superdoses de vitamina A junto ao vacinar as crian\u00e7as, al\u00e9m de oferecer complementa\u00e7\u00e3o de sulfato ferroso\u201d.<\/p>\n<p>Um novo desafio, avalia a ministra, surgiu: melhorar a qualidade da nutri\u00e7\u00e3o do povo. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como ignorar o r\u00e1pido crescimento da obesidade em todos os segmentos sociais. Precisamos cuidar melhor das merendas escolares, reduzir os teores de sal, gordura e a\u00e7\u00facar dos alimentos industrializados, avan\u00e7ar da regulamenta\u00e7\u00e3o da publicidade de alimentos dirigidos \u00e0s crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, metade da popula\u00e7\u00e3o adulta est\u00e1 com sobrepeso e 17,5% \u00e9 obesa. A realidade mudou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodrigo Martins A diarista Kelly Cristina Caetano, de 44 anos, vive em um apertado<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7541,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/seguranca_alimentar1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Rodrigo Martins A diarista Kelly Cristina Caetano, de 44 anos, vive em um apertado","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7540"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}