{"id":7504,"date":"2014-09-27T11:58:25","date_gmt":"2014-09-27T11:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7504"},"modified":"2014-09-27T11:58:54","modified_gmt":"2014-09-27T11:58:54","slug":"mico-leao-dourado-resiste-a-extincao-mas-ainda-e-uma-especie-ameacada-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mico-leao-dourado-resiste-a-extincao-mas-ainda-e-uma-especie-ameacada-2\/","title":{"rendered":"Mico-le\u00e3o-dourado resiste \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, mas ainda \u00e9 uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<article class=\"texto\">\n<div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-640\" style=\"max-width: 765px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"  (Foto: EFE\/Marcelo Say\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/uPNUQnttNLVkgDNsJoTaudjsUQQ=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2014\/09\/22\/mico1.jpg\" alt=\"  (Foto: EFE\/Marcelo Say\u00e3o)\" width=\"617\" height=\"411\" \/><label class=\"foto-legenda\" style=\"max-width: 640px;\"> (Foto: EFE\/Marcelo Say\u00e3o)<\/label><\/div>\n<p><span class=\"intro\">Q<\/span>uem pega uma c\u00e9dula de R$ 20 j\u00e1 n\u00e3o presta tanta aten\u00e7\u00e3o no animal que estampa a nota, mas sua cor vermelho-dourada se destaca na natureza: o mico-le\u00e3o-dourado \u00e9 um patrim\u00f4nio do Estado do Rio de Janeiro, elevado a s\u00edmbolo conhecido em todo o Brasil e em boa parte do mundo.<\/p>\n<p>O perigo de extin\u00e7\u00e3o ainda ronda a esp\u00e9cie, apesar de todo o esfor\u00e7o da equipe da Associa\u00e7\u00e3o Mico-Le\u00e3o-Dourado (AMLD), criada para unir esfor\u00e7os que permitam a manuten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie em seu habitat natural: a Mata Atl\u00e2ntica, especificamente em oito munic\u00edpios do interior do estado.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia EFE conheceu em Silva Jardim, uma dessas cidades, o trabalho da entidade. O ge\u00f3grafo Luiz Paulo Ferraz, secret\u00e1rio executivo da AMLD h\u00e1 tr\u00eas anos, disse que todo o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70, com pesquisas sobre a esp\u00e9cie j\u00e1 quase \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A sorte dos ador\u00e1veis bichinhos come\u00e7a a mudar em 1974 com a cria\u00e7\u00e3o da Reserva Biol\u00f3gica de Po\u00e7o das Antas, a primeira do tipo no Brasil, um marco hist\u00f3rico para o meio ambiente nacional. Com isso vieram as a\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios parceiros que desembocaram na cria\u00e7\u00e3o da AMLD, em 1992, que juntando for\u00e7as atua em v\u00e1rias frentes que se complementam para a conserva\u00e7\u00e3o do mico-le\u00e3o-dourado.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Andreia Martins se dedica ao estudo e conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie h\u00e1 31 anos. Ela come\u00e7ou como volunt\u00e1ria no programa de educa\u00e7\u00e3o ambiental e agora percorre as &#8220;ilhas&#8221; de floresta atr\u00e1s dos micos. &#8220;Costumo dizer brincando que eles s\u00e3o minha fam\u00edlia&#8221;, confidenciou Andreia, uma apaixonada pela causa.<\/p>\n<p>O mesmo disse o assistente de pesquisa Jadir Hil\u00e1rio Ramos, que h\u00e1 27 anos aderiu \u00e0 causa da prote\u00e7\u00e3o do mico-le\u00e3o-dourado. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o melhorou muito neste tempo todo, o mico estava em extin\u00e7\u00e3o e agora com nosso trabalho a situa\u00e7\u00e3o mudou&#8221;.<\/p>\n<p>Esse trabalho envolve uma equipe multidisciplinar que atua em v\u00e1rias frentes. &#8220;Temos uma equipe que trabalha com educa\u00e7\u00e3o ambiental e capacita\u00e7\u00e3o de professores, outra de restaura\u00e7\u00e3o de florestas de recupera\u00e7\u00e3o, trabalhamos com pequenos produtores da regi\u00e3o para que ele mantenha sua atividade e proteja sua \u00e1rea com o plantio de esp\u00e9cies, um esfor\u00e7o que envolve uma s\u00e9rie de iniciativas&#8221;, relatou Ferraz.<\/p>\n<p>Um esfor\u00e7o que vai al\u00e9m do monitoramento e pesquisa da esp\u00e9cie, tudo para que ele possa ter o melhor ambiente poss\u00edvel para seu desenvolvimento e manuten\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 20 funcion\u00e1rios que realizam este trabalho, ajudados por uma rede de pesquisadores e entidades que os apoiam, depois que o processo de reintrodu\u00e7\u00e3o do animal foi iniciado.<\/p>\n<p>&#8220;Por cerca de dez anos foram trazidos animais de zool\u00f3gicos de v\u00e1rias partes do mundo para ajudar no processo de recupera\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de micos-le\u00f5es-dourados&#8221;, explicou Ferraz. Ele disse que os primeiros animais foram soltos na reserva de Po\u00e7o das Antas, e o trabalho de reintrodu\u00e7\u00e3o foi caro, longo e dif\u00edcil.<\/p>\n<p>O n\u00famero de micos em vida selvagem, segundo estudo publicado recentemente, chegou com o trabalho da associa\u00e7\u00e3o a 3.200 animais &#8211; na d\u00e9cada de 80 a popula\u00e7\u00e3o era de apenas cerca de 200 -, mas Ferraz explicou que a espa\u00e7o ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente: &#8220;A meta era ter 2.000 animais na natureza, vivendo em uma \u00e1rea de 25.000 hectares de floresta protegida e conectada (&#8230;) O grande problema hoje \u00e9 a falta de \u00e1rea, pois com a popula\u00e7\u00e3o atual temos apenas 12.500 hectares&#8221;, explicou o secret\u00e1rio executivo da AMLD.<\/p>\n<p>Isso porque sem uma \u00e1rea suficiente come\u00e7a a haver problemas de superpopula\u00e7\u00e3o, falta de alimento e consanguinidade. &#8220;O que acontece \u00e9 que a floresta \u00e9 pouca, pequena e extremamente fragmentada em ilhas de vegeta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Os micos n\u00e3o atravessam as \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o baixa, somente atrav\u00e9s dos galhos das \u00e1rvores como estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia, por isso os corredores florestais s\u00e3o importantes para a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Carlos Alvarenga, engenheiro florestal, \u00e9 o coordenador do programa de restaura\u00e7\u00e3o florestal da associa\u00e7\u00e3o. &#8220;Nosso trabalho \u00e9 de amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de uso do mico-le\u00e3o-dourado e de seu habitat&#8221;, disse, explicando como esse setor atua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de todo esse trabalho em campo, Ferraz e a equipe da AMLD fazem atualmente um trabalho de &#8220;rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas&#8221; e articula\u00e7\u00e3o para que o mico-le\u00e3o-dourado seja a mascote dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio 2016, o que alavancaria a causa da associa\u00e7\u00e3o a n\u00edveis estratosf\u00e9ricos.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos tentando que o mico-le\u00e3o-dourado seja reconhecido como o mascote dos Jogos Ol\u00edmpicos que a gente vai ter no Rio de Janeiro, especialmente porque ele \u00e9 uma esp\u00e9cie vitoriosa, ele \u00e9 adorado, da cor da medalha de ouro, \u00e9 carism\u00e1tico, com potencial muito grande de comunica\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da floresta&#8221;, contou com um brilho nos olhos Ferraz, empolgado com a ideia de que o simp\u00e1tico animalzinho seja ainda mais conhecido no mundo.<\/p>\n<p>O desejo da AMLD \u00e9 que esta esp\u00e9cie ainda amea\u00e7ada possa ter um &#8220;valor&#8221; muito maior do que aquele da nota em que aparece em nossa moeda, valor esse imposs\u00edvel de se calcular em termos financeiros.<\/p>\n<p>Que ele se torne um s\u00edmbolo mundial e, principalmente, de inspira\u00e7\u00e3o para os atletas ol\u00edmpicos brasileiros, e que pode ser resumido em uma frase: &#8220;o mico-le\u00e3o-dourado \u00e9 um vencedor!&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Revista Galileu<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Foto: EFE\/Marcelo Say\u00e3o) Quem pega uma c\u00e9dula de R$ 20 j\u00e1 n\u00e3o presta tanta aten\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"(Foto: EFE\/Marcelo Say\u00e3o) Quem pega uma c\u00e9dula de R$ 20 j\u00e1 n\u00e3o presta tanta aten\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7504"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7504\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}