{"id":73949,"date":"2017-10-15T12:00:06","date_gmt":"2017-10-15T15:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73949"},"modified":"2017-10-15T10:17:33","modified_gmt":"2017-10-15T13:17:33","slug":"argila-e-parte-da-alimentacao-de-aves-em-reserva-protegida-no-peru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/argila-e-parte-da-alimentacao-de-aves-em-reserva-protegida-no-peru\/","title":{"rendered":"Argila \u00e9 parte da alimenta\u00e7\u00e3o de aves em reserva protegida no Peru"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/barro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73950\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/barro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/barro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/barro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No meio da Floresta Amaz\u00f4nica, encontrar o rio que ferve foi uma vit\u00f3ria. Descobrir que a \u00e1gua passa dos 80 graus, uma surpresa. Mas como isso acontece? O guia Mauro diz que pequenos mam\u00edferos e aves que caem no rio s\u00e3o cozidos vivos. Ent\u00e3o a equipe do Globo Rep\u00f3rter decidiu fazer um teste: ser\u00e1 que cozinha ovo? E macarr\u00e3o instant\u00e2neo? Acertou quem p\u00f4s f\u00e9 no rio.<\/p>\n<p>Tecnicamente, o rio n\u00e3o ferve. At\u00e9 onde sabemos, n\u00e3o chega a 100 graus. Mas os \u00edndios, que n\u00e3o tinham term\u00f4metro, chamaram assim por causa da quentura, do vapor e das bolhas. O rio que ferve corre longe do que a gente chama de normal. Mas j\u00e1 era contado como lenda entre os \u00edndios, antepassados do Santiago Paredes, que se diz o descobridor do rio quente. Ele era jovem e morava numa aldeia longe dali quando decidiu sair em busca do lugar maravilhoso h\u00e1 14 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\">E o que diz a ci\u00eancia? O professor Colombo Tassinari, da USP, explica o calor da \u00e1gua como uma anomalia geot\u00e9rmica. Ele e o professor da Universidade Agr\u00e1ria do Peru concordam: todos os extremos, tanto o vapor, quanto a neve s\u00e3o consequ\u00eancias do enorme poder da Cordilheira dos Andes.<\/div>\n<p>Globo Rep\u00f3rter: Quanto n\u00f3s j\u00e1 conhecemos da Amaz\u00f4nia?<br \/>\nJorge Alvarez, professor da Universidade Agr\u00e1ria da Selva do Peru: Sabemos o m\u00ednimo, 1%, quando muito! Porque cada vez que avan\u00e7amos, descobrimos coisas novas.<\/p>\n<p>Em busca de descobertas, a equipe do Globo Rep\u00f3rter avan\u00e7a pela Amaz\u00f4nia de Pucallpa para Puerto Maldonado. Em duras horas de avi\u00e3o, eles fazem o trajeto que levaria tr\u00eas dias de barco. Mas logo voltam aos rios. Navegam pelo imenso Madre de Dios. Ele nasce nos Andes e depois de entrar no Brasil, passa a se chamar Madeira, um dos principais afluentes do rio Amazonas.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo local visitado \u00e9 a reserva de Tambopata, quase divisa com a Bol\u00edvia. Uma das \u00e1reas mais preservadas do planeta, quase sem habitantes. Com o guia Jos\u00e9, desembarcam na ilha Rolin, que mudou de nome. Agora \u00e9 chamada de ilha dos macacos.<\/p>\n<p>Ao amanhecer os aventureiros testemunham um fen\u00f4meno: nesta \u00e9poca os papagaios comem barro! Eles se juntam nas \u00e1rvores e descem para o estranho caf\u00e9 da manh\u00e3. S\u00e3o papagaios da cabe\u00e7a azul. Por que ser\u00e1? O guia Jos\u00e9 Emilio Gomez explica que o lugar \u00e9 como uma cl\u00ednica de tratamento, de desintoxica\u00e7\u00e3o. \u201cEles comem barro porque precisam neutralizar as toxinas dos frutos\u201d, explica. Os cientistas dizem que a argila tamb\u00e9m acrescenta sal \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o dos papagaios e das araras.<\/p>\n<p>A reserva de Tambopata \u00e9 o reino das \u00e1rvores gigantes. Jequitib\u00e1s, suma\u00famas, paineiras. Soberanos da floresta que passam dos 60 metros de altura. Os bi\u00f3logos costumam dividir a floresta em tr\u00eas n\u00edveis: o do ch\u00e3o, que \u00e9 o mais acess\u00edvel pra n\u00f3s, um plano m\u00e9dio, por onde circula a maioria das aves, e o mais alto, que \u00e9 mais dif\u00edcil de ser explorado, porque fica na copa das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Mas ali eles deram um jeito: torres e uma rede de pontes suspensas a 40 metros de altura para ver a floresta por cima. \u00c9 um dos melhores lugares do mundo para a observa\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No meio da Floresta Amaz\u00f4nica, encontrar o rio que ferve foi uma vit\u00f3ria. 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