{"id":73868,"date":"2017-10-14T00:00:19","date_gmt":"2017-10-14T03:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73868"},"modified":"2017-10-13T21:53:40","modified_gmt":"2017-10-14T00:53:40","slug":"na-floresta-dos-cedros-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/na-floresta-dos-cedros-de-deus\/","title":{"rendered":"Na floresta dos cedros de Deus"},"content":{"rendered":"<p>L\u00edbano oferece surpresas e momentos divinais aos visitantes, como a reserva florestal declarada Patrim\u00f4nio da Humanidade pela Unesco, em Becharre, com cedros de at\u00e9 35 metros de altura.<\/p>\n<p>D. Vital<\/p>\n<div class=\"fotoMateria right\">\n<p><img class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/reserva-natural-cedros-shutterstock.jpg\" alt=\"Reserva natural de cedros pr\u00f3xima a Becharre, no norte do L\u00edbano: para\u00edso ecol\u00f3gico. Foto: Shutterstock \" \/>Reserva natural de cedros pr\u00f3xima a Becharre, no norte do L\u00edbano: para\u00edso ecol\u00f3gico. Foto: Shutterstock<\/p>\n<\/div>\n<p>S\u00f3 um passeio de barco, por dez minutos, nas \u00e1guas da Gruta de Jeita vale uma viagem ao L\u00edbano. E olha que s\u00e3o quase 15 horas de voo, com as pernas espremidas no avi\u00e3o da Turkish at\u00e9 Beirute, sua capital.<\/p>\n<p>Em um complexo de cavernas, com nove quil\u00f4metros, um rio subterr\u00e2neo corre a 1.750 metros de profundidade dentro de um cen\u00e1rio de estalagmites e estalactites formadas h\u00e1 mais de 12 mil anos pela genialidade da natureza. Fotos s\u00e3o proibidas. As colunas calc\u00e1rias, encorpadas pelo gotejamento da \u00e1gua, criam catedrais e ab\u00f3bodas de humilhar o g\u00eanio do barroco italiano Gian Lorenzo Bernini, autor, dentre muitas obras, da c\u00fapula e do baldaquim da Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, em Roma.<\/p>\n<p>Quem conhece o L\u00edbano apenas como a p\u00e1tria de Amal Alamuddin, a bela advogada que enfeiti\u00e7ou o cora\u00e7\u00e3o do ator norte-americano George Clooney, vai levar um susto. Aqui, onde os padres da Igreja Cat\u00f3lica podem casar, quatro milh\u00f5es de habitantes convivem em harmonia apesar da diversidade de religi\u00e3o, representada por crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, mesquitas e igrejas, e da proximidade com o mais conturbado peda\u00e7o do mundo formado por S\u00edria, Israel e Palestina.<\/p>\n<p>Esse pa\u00eds, com 10 mil anos de hist\u00f3ria e apenas 10.452 quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea entre o Mediterr\u00e2neo e as montanhas, cabe 50 vezes dentro de Minas Gerais. Abriga quatro milh\u00f5es de habitantes. Fala \u00e1rabe, franc\u00eas, ingl\u00eas e uma mistura dessas tr\u00eas l\u00ednguas muitas vezes na mesma frase. Uma sucess\u00e3o de paisagens de gargantas profundas, cantadas pelo poeta da terra Khalil Gibran, exige um cora\u00e7\u00e3o forte e confian\u00e7a na habilidade dos motoristas. Porque os ve\u00edculos margeiam perambeiras em caracol.<\/p>\n<p>O L\u00edbano oferece surpresas e momentos divinais mais profundos que Jeita. A Floresta dos Cedros de Deus \u00e9 a maior delas. No Vale Santo de Qadisha, povoado de monast\u00e9rios e da espiritualidade semeada por eremitas da Igreja primitiva e por S\u00e3o Marun, fundador dos maronitas, fica Becharre. Os maronitas seguem um rito oriental em comunh\u00e3o com o papa de Roma. Ali, a 1.800 metros sobre o n\u00edvel do mar dos fen\u00edcios, os cedros do L\u00edbano se apresentam em toda sua gl\u00f3ria e esplendor.<\/p>\n<p>\u00c9 uma reserva florestal, declarada \u201cPatrim\u00f4nio da Humanidade\u201d pela Unesco. \u00c9 vigiada e monitorada pelo governo liban\u00eas, com 1.100 \u00e1rvores remanescentes do pouqu\u00edssimo que restou dos tempos em que cobriam 98 por cento do territ\u00f3rio nacional. Derrubar uma \u00e1rvore milenar, hoje protegida por para-raios e pela lei, \u00e9 crime de lesa-p\u00e1tria, grave como assassinato, punido com pris\u00e3o e multa.<\/p>\n<p><strong>Quantidade colossal<\/strong><\/p>\n<p>Algumas dessas rel\u00edquias, magn\u00edficas e longevas como Matusal\u00e9m, s\u00e3o contempor\u00e2neas dos cedros, plantados n\u00e3o muito distantes dali, que tr\u00eas mil anos atr\u00e1s o s\u00e1bio Salom\u00e3o, filho de Davi e terceiro rei de Israel, mandou buscar em Tiro para construir o templo de Jerusal\u00e9m. O rei Salom\u00e3o, conta a B\u00edblia, encomendou ao rei Hiram, de Tiro, no sul do L\u00edbano, uma quantidade colossal de cedros para a constru\u00e7\u00e3o do templo.<\/p>\n<p>Segundo os historiadores, teriam sido empregados 30 mil trabalhadores para serrar as \u00e1rvores e outros 70 mil para transport\u00e1-las at\u00e9 o porto e de navio at\u00e9 Israel. Atualmente, s\u00e3o necess\u00e1rias cerca de oito horas de carro para percorrer a dist\u00e2ncia de 539 quil\u00f4metros de estrada entre Jerusal\u00e9m e Tiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi apenas Salom\u00e3o, cujo reinado durou de 970 a 930 antes de Jesus Cristo, que contribuiu para o quase desaparecimento do cedro do L\u00edbano, reduzido \u00e0 cobertura de apenas dois por cento do pa\u00eds. Antes dele, os fen\u00edcios, que fundaram Biblos, a cidade mais antiga do mundo, serraram as florestas para fabricar navios. E gra\u00e7as aos barcos, resistentes e atrevidos, os intr\u00e9pidos fen\u00edcios dominaram o Mar Mediterr\u00e2neo, disseminando cidades mundo afora.<\/p>\n<p>Eles usaram tamb\u00e9m as toras para o fabrico de sarc\u00f3fagos, que ainda podem ser vistos no Museu Nacional em Beirute. Os eg\u00edpcios figuram como clientes preferenciais dos fen\u00edcios que forneciam p\u00farpura e madeira. Os tronos dos fara\u00f3s demandavam mais e mais toras de cedro para atender \u00e0 frota de barca\u00e7as no Rio Nilo, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de pal\u00e1cios e confec\u00e7\u00e3o de sarc\u00f3fagos e aos processos de mumifica\u00e7\u00e3o, mediante o \u00f3leo do cedro.<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse a rainha Vit\u00f3ria, da Inglaterra, o mundo em que vivemos n\u00e3o poderia se maravilhar com os cedros, citados mais de 80 vezes na B\u00edblia como s\u00edmbolos da opul\u00eancia, da resist\u00eancia e da eternidade. Como no vers\u00edculo 12, do Salmo 92: \u201cO justo florescer\u00e1 como palmeira; crescer\u00e1 como o cedro do L\u00edbano\u201d. Ou no livro dos C\u00e2nticos, 5 \u2013 15: \u201cSuas pernas s\u00e3o colunas de alabastro erguidas sobre pedestais de ouro puro. Seu aspecto \u00e9 como o do L\u00edbano, imponente como os cedros\u201d.<\/p>\n<p>Sensibilizada pelas not\u00edcias de que o cedro do L\u00edbano corria risco de extin\u00e7\u00e3o, a rainha Vit\u00f3ria mandou construir, com recursos do tesouro ingl\u00eas, um muro para proteger a esp\u00e9cie em Becharre. Segundo o Minist\u00e9rio de Turismo, quatro das 1.200 \u00e1rvores ali existentes, com idade entre 1.500 e 2.000 anos, alcan\u00e7am 35 metros de altura e seus troncos medem entre 12 e 14 metros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p>O pioneirismo ecol\u00f3gico de Sua Majestade de Londres deu certo. Hoje, os libaneses cuidam do cedro com idolatria e o c\u00f3digo penal. Colocaram o cedro em sua bandeira nacional. E um robusto programa de reflorestamento vem sendo tocado, com apoio da comunidade internacional de origem libanesa, dentre eles o bilion\u00e1rio mexicano Carlos Slim.<\/p>\n<p><strong>Bodas de Can\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Padre Silvano Chamoun, um padre jovem e vibrante da Ordem dos Maronitas da par\u00f3quia de S\u00e3o Charbel em Campinas (SP), informa que um dos cedros em Becharre tem seis mil anos de idade. S\u00e3o testemunhas oculares veteranas da marcha dos ex\u00e9rcitos de Nabucodonosor, de Alexandre Magno e dos romanos, bem como das andan\u00e7as dos ap\u00f3stolos como Pedro e Paulo pela regi\u00e3o. At\u00e9 Jesus teria andado por l\u00e1. Na \u00e9poca em que fez seu primeiro milagre, convertendo \u00e1gua em vinho numa festa de casamento em Can\u00e1, o L\u00edbano integrava o territ\u00f3rio governado pelos romanos.<\/p>\n<p>Padre Silvano, que optou pelo celibato, organiza, anualmente, viagens de brasileiros ao L\u00edbano. A maioria dos participantes \u00e9 formada por descendentes de libaneses que, fugindo da invas\u00e3o turca, vieram para o Brasil em fins do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20, a convite do imperador Dom Pedro II.<\/p>\n<p>O monarca brasileiro excursionou ao L\u00edbano em 1876, acompanhado da esposa, dona Tereza Cristina, e de uma comitiva de 200 cortes\u00e3os. Ele percorreu, a cavalo, longas dist\u00e2ncias no pa\u00eds, inclusive as ru\u00ednas romanas de Baalbeck, onde segundo anotou em seu di\u00e1rio, teve a ideia, hoje politicamente conden\u00e1vel, de escrever seu nome e a data na parede do Templo de Baco.<\/p>\n<p>Em 2015, 139 anos depois de Pedro II, o Grupo Corpo, de Belo Horizonte, apresentou-se no mesmo lugar, na esplanada dos templos de J\u00fapiter e de V\u00eanus, erguidos pelos imperadores romanos Augusto e Nero. Os guias tur\u00edsticos se encarregam de imortalizar a passagem dos artistas de Minas, sem a necessidade de grafite.<\/p>\n<p>Com forte presen\u00e7a em Minas Gerais, a col\u00f4nia libanesa no Brasil conta, atualmente, com cerca de seis milh\u00f5es de descendentes. Em Belo Horizonte, monsenhor Michel Bitar, tamb\u00e9m celibat\u00e1rio e maronita, zela pela comunidade como respons\u00e1vel pela capela de Nossa Senhora do L\u00edbano, que funciona no Col\u00e9gio Santa Maria, \u00e0 Rua Pouso Alegre, 659, no bairro Floresta. Na missa maronita, as partes centrais, consagra\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o, s\u00e3o rezadas em aramaico, a l\u00edngua falada por Jesus.<\/p>\n<p>Padre Silvano chama a aten\u00e7\u00e3o para a \u00fanica capela, pelo que se sabe, dedicada a Deus em vez de a um santo. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o em pedra branca, como a maioria dos pr\u00e9dios populares libaneses. A capelinha est\u00e1 situada bem na entrada da Floresta dos Cedros de Deus que t\u00eam esse nome por seu parentesco com a eternidade divina.<\/p>\n<p><strong>Sem pressa<\/strong><\/p>\n<p>O cedro cresce devagar. Sem pressa. Diz-se que nos primeiros tr\u00eas anos suas ra\u00edzes chegam a crescer at\u00e9 metro e meio, buscando \u00e1gua no terreno rochoso, enquanto a planta mal alcan\u00e7a os cinco cent\u00edmetros. Trata-se de um crescimento lento, mas firme e permanente. A parcos mil\u00edmetros por ano. Outras reservas permanecem guardadas a chave e metralhadora: Yay, Tannourine, Ehden, Barouk e Maaser el-Chouf. A de Becharre \u00e9 a mais importante.<\/p>\n<p>O cedro tem folhagem perene, mesmo no inverno. As \u00e1rvores, com copas em forma de cone na adolesc\u00eancia, resistem com folhagem verde sob a neve que cobre as montanhas e os vales, em um espet\u00e1culo deslumbrante, segundo quem j\u00e1 o viu. A regi\u00e3o de Becharre \u00e9 invadida durante o inverno pelos praticantes de esqui. No ver\u00e3o, torna-se ref\u00fagio para o calor de at\u00e9 40 graus que assola o pa\u00eds.<\/p>\n<p>L\u00edbano significa \u201cbrancura da neve e do leite\u201d. Desde a antiguidade, os sheiks que vinham do deserto ou os navegantes do Mediterr\u00e2neo maravilhavam-se ao avistar a neve do Monte L\u00edbano, de onde escorriam leite e mel. Os dois produtos animam a culin\u00e1ria local, famosa pela riqueza de iguarias, como o quibe cru, a cafta, a coalhada seca, o homus de gr\u00e3o de bico e por uma infinidade de doces que os restaurantes exp\u00f5em sobre a mesa para o turista, como a fartura do caf\u00e9 colonial ga\u00facho.<\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/cedro-gigante-cred-ELM%C3%81S-VITAL.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Visitante diante de um cedro gigante: morte, vida e ressurrei\u00e7\u00e3o milenar. Foto: Elm\u00e1s Vital<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Santu\u00e1rio mariano<\/strong><\/p>\n<p>O encanto, por\u00e9m, prov\u00e9m da geografia e da hist\u00f3ria. Dos castelos, fortes e templos levantados pelos cruzados a caminho da Terra Santa. Dos orat\u00f3rios de Nossa Senhora instalados nas esquinas ao majestoso santu\u00e1rio mariano em Harissa, com a imagem de Nossa Senhora, tal qual o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, vela sobre o mar de Beirute. Essa \u00e9 uma terra de santos cat\u00f3licos, como S\u00e3o Marun, S\u00e3o Charbel, Santa Rafqa e S\u00e3o Nimatullah, todos venerad\u00edssimos pela popula\u00e7\u00e3o. Nem por isso deixa de embalar-se pela sensual dan\u00e7a do ventre e embriagar-se pelo prazer do narguil\u00e9, uma esp\u00e9cie de cachimbo \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Aqui viaja-se sempre com o mar \u00e0 janela do carro. Do outro lado, planta\u00e7\u00f5es de oliveira, cerejas, damasco, peras e uvas. Finda a guerra civil, que de 1975 a 1995 promoveu a matan\u00e7a entre crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, o L\u00edbano respira em paz, ainda que em algumas regi\u00f5es continuem a rufar os tambores do Hezbollah e o \u00f3dio contra s\u00edrios e israelenses que ocuparam o pa\u00eds em conflitos recentes.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, se voc\u00ea pretende viajar ao L\u00edbano, preste aten\u00e7\u00e3o: n\u00e3o conseguir\u00e1 entrar se tiver um visto de Israel em seu passaporte. \u00c9 melhor trocar por um passaporte novo. Os s\u00faditos de Salom\u00e3o e de Hiram n\u00e3o se entendem mais como antigamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Fique por dentro:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>O cedro-do-l\u00edbano (Cedrus libani) \u00e9 uma \u00e1rvore nativa da \u00c1sia Menor, de folhas lineares verde-escuras ou azuladas. Da fam\u00edlia Pinaceae, pode alcan\u00e7ar at\u00e9 40 metros de altura. Na bandeira do pa\u00eds, adotada em dezembro de 1943, o cedro foi oficializado como sua \u00e1rvore-s\u00edmbolo.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edbano oferece surpresas e momentos divinais aos visitantes, como a reserva florestal declarada Patrim\u00f4nio da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"L\u00edbano oferece surpresas e momentos divinais aos visitantes, como a reserva florestal declarada Patrim\u00f4nio da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73868"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73868"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73868\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}