{"id":73845,"date":"2017-10-14T00:00:11","date_gmt":"2017-10-14T03:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73845"},"modified":"2017-10-13T17:00:01","modified_gmt":"2017-10-13T20:00:01","slug":"consumidor-consciente-pode-incentivar-a-producao-de-ovos-com-bem-estar-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/consumidor-consciente-pode-incentivar-a-producao-de-ovos-com-bem-estar-animal\/","title":{"rendered":"Consumidor consciente pode incentivar a produ\u00e7\u00e3o de ovos com bem-estar animal"},"content":{"rendered":"<header class=\"noticia-header\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-8 col-sm-offset-3\">\n<p>Em entrevista ao Instituto Akatu, a diretora de sustentabilidade do GPA fala sobre a import\u00e2ncia da cobran\u00e7a da sociedade para uma produ\u00e7\u00e3o de ovos com mais bem-estar para as galinhas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-8 col-sm-push-3\">\n<div class=\"text\">\n<figure id=\"attachment_14362\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.akatu.org.br\/noticia\/consumidor-consciente-pode-incentivar-producao-de-ovos-com-bem-estar-animal\/eggs-from-chicken-farm-in-the-package\/\" rel=\"attachment wp-att-14362\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-14362\" src=\"https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/iStock-540736440-ovos-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/iStock-540736440-ovos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/iStock-540736440-ovos-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/iStock-540736440-ovos-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/iStock-540736440-ovos-180x120.jpg 180w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"383\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em mar\u00e7o, o varejista GPA assumiu um compromisso p\u00fablico pelo bem-estar animal na produ\u00e7\u00e3o dos ovos. A companhia se compromete a oferecer, at\u00e9 2025, 100% dos ovos de marca pr\u00f3prias produzidos por galinhas livres de gaiolas. Algumas ONGs de prote\u00e7\u00e3o animal ainda pressionam o grupo para que o GPA estenda seu compromisso a todos os ovos oferecidos nas lojas, n\u00e3o apenas \u00e0s marcas pr\u00f3prias. Em entrevista ao Instituto Akatu, a diretora de sustentabilidade do GPA, Laura Marie Louise Pires, afirma que h\u00e1 muitos obst\u00e1culos para atingir tal objetivo e, para isso, seria necess\u00e1rio o engajamento de produtores e dos demais grandes varejistas.<\/p>\n<p>Seguindo a mesma tend\u00eancia, o GPA lan\u00e7ou em julho a linha \u201cOvos de galinhas livres de gaiolas\u201d para a marca pr\u00f3pria Taeq, que cria galinhas em galp\u00f5es, em um sistema que garante a produtividade e, assim, n\u00e3o eleva tanto os pre\u00e7os do produto. O item est\u00e1 \u00e0 vendas nas lojas P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e tamb\u00e9m em unidades do Extra. Laura explica que se trata de uma nova categoria de produto, intermedi\u00e1ria entre os ovos convencionais (produzidos por galinhas criadas em gaiolas) com os ovos caipiras e org\u00e2nicos, que seguem alguns requisitos espec\u00edficos em sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Laura, para viabilizar uma transi\u00e7\u00e3o para um mercado em que todas as galinhas sejam criadas fora de gaiolas, \u00e9 essencial que o consumidor esteja informado sobre os diferentes tipos de produ\u00e7\u00e3o de ovos e passe a valorizar o produto que promova o bem-estar animal. \u201c\u00c9 importante que o consumidor entenda e perceba essa diferen\u00e7a, para que haja uma demanda que possibilite a transi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso que todo o setor produtivo de ovos e varejo estejam empenhados na mudan\u00e7a, segundo Laura. Leia a seguir a entrevista da diretora de sustentabilidade do GPA ao Instituto Akatu:<\/p>\n<p><strong>INSTITUTO AKATU: O GPA lan\u00e7ou em julho uma linha de ovos de \u201cgalinhas livres de gaiolas\u201d, de uma marca pr\u00f3pria. Como vivem essas galinhas?<\/strong><br \/>\nLAURA PIRES: Elas vivem soltas dentro de galp\u00f5es. Como as galinhas n\u00e3o vivem em gaiolas, podem manifestar o seu comportamento natural, com liberdade para: ciscar, empoleirar, tomar banho de poeira e bater as asas.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Por que o GPA criou essa linha de ovos? Foi reflexo da press\u00e3o das ONGs de prote\u00e7\u00e3o animal, que pedem pelo fim da venda de ovos de galinhas criadas em gaiolas?<\/strong><br \/>\nLAURA: O GPA enxerga que qualquer trabalho da sociedade civil sobre conscientiza\u00e7\u00e3o dos consumidores e aprimoramento das pr\u00e1ticas da cadeia de alimentos \u00e9 importante para o varejo evoluir. Trabalhamos com o tema do bem-estar animal n\u00e3o s\u00f3 por causa de uma campanha espec\u00edfica. A agenda de sustentabilidade do GPA est\u00e1 dedicada constantemente \u00e0 busca por impactos positivos, sociais ou ambientais. Essa nova linha de \u201covos de galinhas livres de gaiolas\u201d, da marca Taeq, \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o que combina pre\u00e7o acess\u00edvel e o benef\u00edcio do bem-estar animal. \u00c9 um produto com custo 15% a mais que o convencional, o que significa que ele \u00e9 mais barato que um ovo caipira ou org\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Qual \u00e9 a diferen\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o do \u201covo de galinha livres de gaiola\u201d e do ovo caipira?<\/strong><br \/>\nLAURA: O modelo de produ\u00e7\u00e3o de ovo caipira tem uma regulamenta\u00e7\u00e3o no Brasil, que define v\u00e1rios detalhes. Por exemplo, a galinha caipira precisa ter acesso a um pasto e n\u00e3o recebe antibi\u00f3ticos. A produ\u00e7\u00e3o de \u201covos de galinhas livres de gaiola\u201d ainda n\u00e3o est\u00e1 regulamentada no Brasil.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Como o GPA faz o controle dos fornecedores dos ovos que s\u00e3o vendidos em suas lojas?<\/strong><br \/>\nLAURA: Com todos os fornecedores, de qualquer produto, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o do GPA de formalizar as regras de qualidade e de sustentabilidade exigidas pelo grupo. Nos contratos, h\u00e1 cl\u00e1usulas relacionadas aos nossos compromissos e tamb\u00e9m \u00e0s normas do pa\u00eds. Est\u00e1 estipulado nos contratos o nosso cuidado com o meio ambiente e o respeito com os animais. H\u00e1 v\u00e1rias \u00e1reas no grupo respons\u00e1veis por identificar e avaliar o produtor, e verificar se ele atende aos crit\u00e9rios exigidos para a produ\u00e7\u00e3o de um produto que ser\u00e1 vendido em nossas lojas. No caso dos ovos, todos os fornecedores s\u00e3o auditados, para garantir que os padr\u00f5es do GPA foram respeitados no processo de produ\u00e7\u00e3o. No caso das marcas exclusivas, h\u00e1 uma auditoria espec\u00edfica que olha os aspectos de bem-estar animal. At\u00e9 o produto estar na g\u00f4ndola, h\u00e1 um trabalho de homologa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento com o fornecedor.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Recentemente, o GPA anunciou um compromisso p\u00fablico de viabilizar, at\u00e9 2025, a comercializa\u00e7\u00e3o de 100% de ovos de marcas exclusivas provenientes de cria\u00e7\u00e3o de galinhas sem gaiolas. Algumas ONGs de prote\u00e7\u00e3o dos animais est\u00e3o insatisfeitas com esse compromisso p\u00fablico porque se aplica somente a ovos das marcas pr\u00f3prias. Qual \u00e9 o obst\u00e1culo para um compromisso que abranja todas as marcas?<\/strong><br \/>\nLAURA: Esse trabalho n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Estamos falando da transi\u00e7\u00e3o de uma cadeia, o que exigiria rever a produ\u00e7\u00e3o. O compromisso que estamos assumindo agora, com prazo de 8 anos, j\u00e1 \u00e9 ambicioso. Em pa\u00edses europeus, como a Fran\u00e7a, em que os grandes varejistas s\u00e3o respons\u00e1veis por 80% do com\u00e9rcio de ovos e onde j\u00e1 tem uma regulamenta\u00e7\u00e3o clara, essas migra\u00e7\u00f5es aconteceram entre 12 e 15 anos. Aqui temos uma situa\u00e7\u00e3o diferente: os grandes varejistas vendem menos de 10% dos ovos no Brasil. Por isso o GPA n\u00e3o consegue alavancar sozinho essa mudan\u00e7a de mercado. Sabemos que sem o compromisso dos outros grandes varejistas e sem o setor produtivo efetivamente engajado n\u00e3o conseguiremos fazer uma mudan\u00e7a maior do que a que nos comprometemos atualmente. Assim, preferimos anunciar um compromisso realista e poss\u00edvel de ser atingido.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Como o grupo franc\u00eas Casino, controlador do GPA, lida com seus fornecedores de ovos na Europa?<\/strong><br \/>\nLAURA: Na Fran\u00e7a, a bandeira premium do grupo Casino, a Monoprix, anunciou em 2013 que ofereceria apenas ovos de galinhas livres de gaiolas em suas marcas exclusivas. Al\u00e9m disso, o Casino tem um compromisso de que todos os ovos vendidos em suas lojas ser\u00e3o produzidos por galinhas livres de gaiolas at\u00e9 2020. Atualmente, todos os grandes varejistas na Fran\u00e7a est\u00e3o comprometidos a fazer a transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 2025.<\/p>\n<p><strong>AKATU: Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre a demanda do consumidor europeu e a do brasileiro?<\/strong><br \/>\nLAURA: O consumidor europeu \u00e9 muito informado e exigente, inclusive quando se fala de bem-estar animal. \u00c9 importante que o consumidor brasileiro tamb\u00e9m venha com essa demanda, que entenda e perceba a diferen\u00e7a de um produto que valoriza o bem-estar animal, pois isso nos ajuda a promover essa mudan\u00e7a de grande porte no mercado. Por enquanto, o ovo convencional \u00e9 respons\u00e1vel por 95% das vendas. E estamos falando da prote\u00edna mais barata dispon\u00edvel no mercado. A demanda por ovos caipira ou org\u00e2nico \u00e9 pequena, ainda \u00e9 um produto de nicho. Mas acreditamos, sim, que a quest\u00e3o do bem-estar animal, de forma geral, ser\u00e1 um tema crescente, na medida em que o consumidor fica mais consciente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Instituto Akatu, a diretora de sustentabilidade do GPA fala sobre a import\u00e2ncia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em entrevista ao Instituto Akatu, a diretora de sustentabilidade do GPA fala sobre a import\u00e2ncia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73845"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73845\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}