{"id":73788,"date":"2017-10-12T14:00:20","date_gmt":"2017-10-12T17:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73788"},"modified":"2017-10-12T12:46:04","modified_gmt":"2017-10-12T15:46:04","slug":"cientistas-detectam-anel-ao-redor-de-um-planeta-anao-bizarro-com-ajuda-de-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-detectam-anel-ao-redor-de-um-planeta-anao-bizarro-com-ajuda-de-brasileiros\/","title":{"rendered":"Cientistas detectam anel ao redor de um planeta an\u00e3o bizarro com ajuda de brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73789\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para al\u00e9m de Netuno, encontra-se um dos mais estranhos planetas an\u00f5es do espa\u00e7o, o Haumea. Essa rocha gelada ganhou seu formato de ovo de dinossauro amassado a partir de sua rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida\u00a0\u2014 um dia dura apenas<a href=\"https:\/\/www.space.com\/18584-dwarf-planets-solar-system-infographic.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0quatro horas<\/a>\u00a0l\u00e1. Mas as coisas ficam ainda mais estranhas. Novas evid\u00eancias encontradas s\u00e3o consistentes com a presen\u00e7a de um anel. Um pequeno anel para um pequeno planeta.<\/p>\n<p>Uma equipe internacional de astr\u00f4nomos encontrou o anel do Haumea ao v\u00ea-lo a partir de observat\u00f3rios na Europa, enquanto ele atravessava na frente da distante estrela URAT1 533\u2212 182543, em 21 de janeiro de 2017. Como parte da equipe, estavam\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/pesquisa-e-inovacao\/noticia\/2017-10\/astronomos-brasileiros-descobrem-anel-em-planeta-anao-vizinho-de\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">astr\u00f4nomos e alunos brasileiros<\/a>do\u00a0Observat\u00f3rio Nacional, ligado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC), do Observat\u00f3rio do Valongo, ligado \u00e0 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, e da Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Parana (UFTPR), filiados ao Laborat\u00f3rio Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA).<\/p>\n<p>Outros astr\u00f4nomos n\u00e3o ficaram necessariamente surpresos com a descoberta, mas ela acrescenta ainda mais complexidade \u00e0 j\u00e1 longa hist\u00f3ria do Haumea. Ele \u00e9 um objeto controverso sobre o qual os cientistas n\u00e3o sabem muito.<\/p>\n<p>\u201cEm contraste com outros planetas an\u00f5es, seu tamanho, formato, albedo (brilho) e densidade n\u00e3o s\u00e3o muito bem constritos\u201d, escreveram os autores no estudo\u00a0<a href=\"http:\/\/nature.com\/articles\/doi:10.1038\/nature24051\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado\u00a0<\/a>nesta quarta-feira (11), na\u00a0<em>Nature<\/em>.<\/p>\n<p>Os detalhes espec\u00edficos de como o Haumea diminuiu a luz daquela estrela distante seriam perfeitamente explicados por um anel semitransparente com uma largura de 73 quil\u00f4metros e um raio de 2.28 quil\u00f4metros. Eles tamb\u00e9m mediram a maior dimens\u00e3o do planeta em torno de 2.322 quil\u00f4metros, ent\u00e3o cerca de dois Haumeas alinhados longitudinalmente poderiam caber dentro do anel.<\/p>\n<p>Konstantin Batygin, astrof\u00edsico planet\u00e1rio da Caltech, n\u00e3o ficou surpreso. \u201cEsse \u00e9 um resultado intrigante\u201d, ele contou ao Gizmodo. \u201cMas se encaixa perfeitamente com nossa compreens\u00e3o de como esse not\u00e1vel planeta an\u00e3o se formou.\u201d Ele explicou que o Haumea est\u00e1 girando super rapidamente, provavelmente como resultado de algum impacto gigante que aconteceu h\u00e1 bilh\u00f5es de anos. Tal impacto criou as duas luas do planeta an\u00e3o,\u00a0Hi\u02bbiaka e Namaka, e provavelmente uma nuvem de detritos tamb\u00e9m. Esses detritos teriam se juntado ao anel.<\/p>\n<p>Mas a hist\u00f3ria recente do Haumea vai ainda mais longe do que isso; sua descoberta h\u00e1 uma d\u00e9cada esteve envolta por controv\u00e9rsia. Conforme\u00a0<a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn14759-controversial-dwarf-planet-finally-named-haumea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">detalha a\u00a0<em>New Scientist<\/em><\/a>, a equipe do astr\u00f4nomo Jose-Luis Ortiz alegou a primeira descoberta em 2005. Mas parece que algu\u00e9m na institui\u00e7\u00e3o de Ortiz vinha peneirando as notas online do famoso ca\u00e7ador de planetas (e agora parceiro de Batygin) Mike Brown, que mostravam o objeto pouco antes do an\u00fancio. Por fim, a Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional decidiu dar ao planeta an\u00e3o o nome cunhado por Mike Brown, Haumea, em vez do nome dado por Ortiz. Agora, Ortiz \u00e9 o primeiro autor desse mais recente estudo na\u00a0<em>Nature<\/em>.<\/p>\n<p>Quanto ao contexto, existem outros objetos al\u00e9m do Haumea ou dos gigantes de g\u00e1s com an\u00e9is tamb\u00e9m. Cientistas recentemente\u00a0<a href=\"http:\/\/www.atlasobscura.com\/articles\/largest-centaur-solar-system-rings\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">observaram\u00a0<\/a>an\u00e9is em torno de planetas an\u00f5es, ou \u201cCentauro\u201d, Chariklo e Chiron, entre Saturno e Urano. O Haumea \u00e9 um objeto muito maior e mais distante no Sistema Solar que, junto com os Centauro, pode ajudar os cientistas a aprenderem mais sobre an\u00e9is planet\u00e1rios em geral, escreve Amanda A. Sickafoose, astr\u00f4noma do MIT e do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico Sul-Africano, em um coment\u00e1rio na\u00a0<em>Nature<\/em>.<\/p>\n<p>Ainda tem mais trabalho a ser feito na constri\u00e7\u00e3o de todas as especificidades do anel. Mas j\u00e1 d\u00e1 para saber que v\u00e1rios objetos em nosso Sistema Solar ficam muito mais estranhos quando os cientistas os analisam de perto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para al\u00e9m de Netuno, encontra-se um dos mais estranhos planetas an\u00f5es do espa\u00e7o, o Haumea.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73789,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/planeta_anel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para al\u00e9m de Netuno, encontra-se um dos mais estranhos planetas an\u00f5es do espa\u00e7o, o Haumea.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73788"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73788\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}