{"id":73524,"date":"2017-10-07T15:30:34","date_gmt":"2017-10-07T18:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73524"},"modified":"2017-10-07T14:15:43","modified_gmt":"2017-10-07T17:15:43","slug":"capim-dourado-tem-no-desmatamento-a-principal-ameaca-a-sua-conservacao-e-manejo-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/capim-dourado-tem-no-desmatamento-a-principal-ameaca-a-sua-conservacao-e-manejo-sustentavel\/","title":{"rendered":"Capim-dourado tem no desmatamento a principal amea\u00e7a \u00e0 sua conserva\u00e7\u00e3o e manejo sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73526\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo maior bioma em extens\u00e3o do Brasil, depois da Amaz\u00f4nia, o Cerrado ocupa 24% do territ\u00f3rio nacional. Com enorme diversidade de plantas e animais, ele tamb\u00e9m se destaca pela for\u00e7a de trabalho e pela riqueza cultural de seus povos, tais como ind\u00edgenas, quilombolas, sertanejos e ribeirinhos, que h\u00e1 v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es usam os recursos oferecidos pela natureza para subsist\u00eancia e gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>O potencial de uso dos produtos do Cerrado \u00e9 enorme. S\u00e3o sementes, flores, frutas, folhas, ra\u00edzes, cascas, l\u00e1tex, \u00f3leos e resinas destinados tanto \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, ferramentas e artesanato.<\/p>\n<p>Entre os chamados Produtos Florestais N\u00e3o-Madeireiros (PFNMs) desse rico bioma, um dos mais conhecidos \u00e9 o artesanato produzido a partir das hastes florais do capim-dourado (Syngonanthus nitens). Seu nome remete \u00e0 beleza e ao brilho do ouro e nitens; em latim, significa \u201cque brilha\u201d.<\/p>\n<p>O uso dessa esp\u00e9cie se popularizou no estado do Tocantins, onde \u00e9 reconhecida como bem de valor cultural e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, com base na Lei n\u00ba 2.106, de 2009. \u00c9 de l\u00e1 que se distribui para o restante do Brasil \u2013 e tamb\u00e9m para o exterior \u2013 a maior parte da produ\u00e7\u00e3o de capim-dourado em forma de artesanato.<\/p>\n<p>Apesar de seu nome popular, o capim-dourado \u00e9 na verdade um tipo de sempre-viva e pertence \u00e0 fam\u00edlia Eriocaulaceae. Encontrado em \u00e1reas de Campos Limpos \u00damidos em todo o Cerrado brasileiro, ele tem o formato de uma roseta e mede cerca de tr\u00eas a quatro cent\u00edmetros de largura, mas pode atingir at\u00e9 o triplo desse tamanho e sobreviver por mais de 10 anos.<\/p>\n<p>Seus escapos, ou hastes florais, produzidos anualmente no centro da roseta s\u00e3o usados na manufatura do artesanato tocantinense h\u00e1 pelo menos 90 anos, costurado com a seda (ou fita) do buriti. O brilho dourado e a versatilidade da planta inspiram a produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as utilit\u00e1rias e ornamentais, em especial cestos, objetos de decora\u00e7\u00e3o e de arte, al\u00e9m de bolsas e bijuterias.<\/p>\n<p><strong>Heran\u00e7a ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente, o artesanato de capim-dourado do Tocantins era feito apenas por ind\u00edgenas da etnia Xerente. As pe\u00e7as produzidas eram destinadas ao uso dom\u00e9stico ou trocadas por outros produtos. Por volta de 1930, a arte de tecer o capim foi aprendida por fam\u00edlias do Povoado da Mumbuca, na regi\u00e3o do Jalap\u00e3o, ao Leste do estado, quando um grupo de Xerentes acampou na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas somente a partir de meados de 1990 as pe\u00e7as de capim-dourado se tornaram mais conhecidas e vendidas. Foi quando o governo estadual e as prefeituras da regi\u00e3o, especialmente a de Mateiros, onde fica o Povoado da Mumbuca, iniciaram as primeiras a\u00e7\u00f5es de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do artesanato, levando os artes\u00e3os para exporem seus produtos em feiras na capital, Palmas, e em cidades vizinhas.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o interesse pelo artesanato feito com a planta cresceu muito, preocupando e mobilizando as comunidades extrativistas, em fun\u00e7\u00e3o do excesso de coleta e at\u00e9 mesmo da presen\u00e7a de contrabandistas de outras regi\u00f5es. Isso fez com que buscassem apoio junto aos governos federal, estadual e a diferentes institui\u00e7\u00f5es, visando \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de parcerias para assegurar a manuten\u00e7\u00e3o da atividade de forma segura, sustent\u00e1vel e rent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como resultado, o Sebrae, por exemplo, em conjunto com a Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Tocantins, ofereceu cursos para ensinar os artes\u00e3os a confeccionarem novos tipos de pe\u00e7as, aprimorando o seu acabamento e a sua qualidade. Essa capacita\u00e7\u00e3o possibilitou a realiza\u00e7\u00e3o das primeiras vendas de produtos em maior escala. Paralelamente, o Jalap\u00e3o tamb\u00e9m se tornou um novo e importante destino do turismo de aventura no Brasil, contribuindo para impulsionar ainda mais as vendas do artesanato local.<\/p>\n<p><strong>Uso sustent\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2002, a ONG Pequi \u2013 Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado, em parceria com o Ibama, Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), Universidade de Bras\u00edlia e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), desenvolve pesquisas na regi\u00e3o do Jalap\u00e3o, para promover a conserva\u00e7\u00e3o e o uso sustent\u00e1vel do capim-dourado e dos Campos \u00damidos, com o apoio de representantes de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) e das comunidades extrativistas.<\/p>\n<p>Atualmente, mais de 50 associa\u00e7\u00f5es trabalham com artesanato em capim-dourado no Tocantins, totalizando cerca de 1.500 cadastrados. A comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos gera ganhos de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos\/m\u00eas para cada artes\u00e3o, sendo uma importante alternativa de renda, em especial para as mulheres. Os produtos podem ser encontrados em feiras, lojas e aeroportos de v\u00e1rias capitais brasileiras e tamb\u00e9m fora do Brasil.<\/p>\n<p><strong><em>Entenda melhor:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>&#8211; Para assegurar que a colheita seja sustent\u00e1vel, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) vem regulamentando o manejo do capim-dourado desde 2004, por meio de tr\u00eas portarias. Suas hastes s\u00f3 podem ser colhidas depois de 20 de setembro, quando j\u00e1 est\u00e3o secas e brilhosas.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; As sementes j\u00e1 maduras ficam no campo para germinar e originar novas plantas, que n\u00e3o s\u00e3o arrancadas e, assim, produzem mais hastes nos pr\u00f3ximos anos. As sementes s\u00e3o bem pequenas, t\u00eam cor marrom e medem menos de um mil\u00edmetro (parecem uma poeira).<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; A colheita do capim-dourado ainda verde prejudica a esp\u00e9cie, pois impede a sua regenera\u00e7\u00e3o natural, podendo levar \u00e0 morte da planta.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; As principais \u00e1reas de colheita do capim-dourado ficam no interior de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) de prote\u00e7\u00e3o integral, principalmente no Parque Estadual do Jalap\u00e3o e na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Serra Geral do Tocantins.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Nesses locais, a pr\u00e1tica \u00e9 amparada pela assinatura de Termos de Compromisso entre as comunidades locais e as UCs, bem como em unidades de uso sustent\u00e1vel, como a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) do Jalap\u00e3o e a APA da Serra da Tabatinga.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Al\u00e9m de colher em Campos \u00damidos perto de suas casas, as fam\u00edlias extrativistas da regi\u00e3o do Jalap\u00e3o costumam montar acampamentos em \u00e1reas mais afastadas, onde trabalham por alguns dias. Um extrativista consegue colher, em m\u00e9dia, cerca de 30 quilos de capim-dourado por dia trabalhado.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; A seda usada para costurar o artesanato de capim-dourado \u00e9 retirada das folhas jovens ainda n\u00e3o expandidas (ou olho) do buriti (Mauritia flexuosa). T\u00edpico das veredas do Cerrado, o buriti tamb\u00e9m \u00e9 encontrado em Matas de Galeria, em \u00e1reas permanentemente inundadas.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; H\u00e1 registro de artes\u00e3os de capim-dourado em atividade tamb\u00e9m no Norte de Goi\u00e1s e no Oeste da Bahia.<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/capim-dourado2-Divulga%C3%A7%C3%A3o-Secom-TO.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"456\" \/><\/em><\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o de artesanato \u00e9 garantia de renda para mulheres da regi\u00e3o. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Secom\/TO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/quatro-perguntaspara.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"183\" \/><\/p>\n<p><strong>A senhora participou da elabora\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei de Uso Sustent\u00e1vel do Capim-dourado e do Buriti, aprovado no fim do ano passado pelo Conselho do Meio Ambiente do Tocantins (Coema). Qual o status atual do processo e a import\u00e2ncia de se estabelecer essa regulamenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O projeto de lei segue no Coema e dever\u00e1 ser apresentado \u00e0 Assembleia Legislativa quando a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Semarh) julgar oportuno. Transformar a regulamenta\u00e7\u00e3o da colheita do capim-dourado e do buriti \u2013 atualmente resguardada por portarias \u2013 em lei \u00e9 importante, porque a lei \u00e9 um instrumento mais eficaz e poder\u00e1 ser aplicada e fiscalizada por mais institui\u00e7\u00f5es. Com isso, a colheita do capim-dourado em \u00e9poca inadequada e o transporte ilegal da mat\u00e9ria-prima para fora do Tocantins, que configura tr\u00e1fico, poder\u00e3o ser fiscalizados por outros \u00f3rg\u00e3os al\u00e9m do Naturatins, entre eles a Pol\u00edcia Ambiental, a Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria (Adapec\/TO), o ICMBio, etc.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a realidade da esp\u00e9cie hoje em termos de conserva\u00e7\u00e3o e das principais amea\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais amea\u00e7as \u00e9 a mudan\u00e7a de uso da terra (desmatamento), que coloca em risco todas as esp\u00e9cies do Cerrado e o bioma inteiro, que hoje \u00e9 devastado em uma taxa alt\u00edssima, sendo cinco vezes maior que o desmatamento da Amaz\u00f4nia! Al\u00e9m disso, a colheita precoce (antes de 20 de setembro), quando as hastes ainda n\u00e3o est\u00e3o maduras, \u00e9 o que causa maior impacto sobre o capim-dourado.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 a\u00e7\u00f5es destinadas a aperfei\u00e7oar o seu processamento, visando tanto agregar maior valor a artesanato produzido quanto assegurar melhor retorno financeiro \u00e0s fam\u00edlias extrativistas?<\/strong><\/p>\n<p>Quanto mais organizadas forem as associa\u00e7\u00f5es de artes\u00e3os para que as vendas sejam feitas apenas por meio delas, inclusive para lojistas e outros grandes compradores fora do Jalap\u00e3o, melhor ser\u00e1 a renda dos artes\u00e3os. A Central do Cerrado \u00e9 uma cooperativa que contribui muito para essa gera\u00e7\u00e3o de renda e com\u00e9rcio justo (www.centraldocerrado.org.br\/produtos).<\/p>\n<p><strong>Poderia dar dicas de conserva\u00e7\u00e3o para quem tem artigos de decora\u00e7\u00e3o ou acess\u00f3rios de capim-dourado?<\/strong><\/p>\n<p>Comprar sempre de fornecedores que respeitam as comunidades extrativistas e sabem a origem dos produtos que vendem. Isso pode ser feito por meio de contato com a Central do Cerrado ou com as pr\u00f3prias associa\u00e7\u00f5es. O capim-dourado colhido fora de \u00e9poca (precoce) n\u00e3o \u00e9 muito brilhante e tem varia\u00e7\u00e3o de cores entre as hastes, com algumas parecendo quase verdes. N\u00e3o compre esses produtos e informe o fornecedor que ele pode estar contribuindo para a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e a redu\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de renda das comunidades que fazem extrativismo respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel. As pe\u00e7as podem durar d\u00e9cadas, contando que n\u00e3o sejam molhadas.<\/p>\n<p><strong><em>Fique por dentro:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>&#8211; Ber\u00e7o de 5% de toda a biodiversidade do planeta, o Cerrado \u00e9 reconhecido como a savana mais rica do mundo. Abriga mais de 11 mil esp\u00e9cies de plantas nativas catalogadas e est\u00e1 presente nos estados de Goi\u00e1s, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Rond\u00f4nia, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Distrito Federal. Tem, ainda, encraves no Amap\u00e1, Roraima e Amazonas.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Nos \u00faltimos 40 anos, praticamente metade da vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado foi desmatada para dar lugar, em sua maioria, \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas de pastagem e agricultura. Tais atividades amea\u00e7am sua conserva\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio ecossist\u00eamico, afetando sobretudo as nascentes que formam as tr\u00eas maiores bacias hidrogr\u00e1ficas da Am\u00e9rica do Sul: Amaz\u00f4nica\/Tocantins, S\u00e3o Francisco e Prata.<\/em><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p>Nome cient\u00edfico:\u00a0<em>Syngonanthus nitens<\/em><\/p>\n<p>Fam\u00edlia bot\u00e2nica:<em>\u00a0Eriocaulaceae<\/em><\/p>\n<p>Nome comum: capim-dourado<\/p>\n<p>Porte da planta: herb\u00e1cea, rosetas de 3 a 4 cm de largura<\/p>\n<p>\u00c1rea de ocorr\u00eancia: Campos \u00damidos do Cerrado<\/p>\n<p>Flora\u00e7\u00e3o: julho a agosto<\/p>\n<p>Amadurecimento das sementes: setembro<\/p>\n<p>Dispers\u00e3o das sementes: outubro e novembro<\/p>\n<p>Hastes por planta: duas (em m\u00e9dia)<\/p>\n<p>Tamanho das sementes: menos de 1 mm<\/p>\n<p><strong>Fontes\/Pesquisa bibliogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>Cartilha \u201cBoas Pr\u00e1ticas de Manejo para o Extrativismo Sustent\u00e1vel do Capim-Dourado &amp; Buriti\u201d, Embrapa &#8211; Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia e Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN), autores: Maur\u00edcio Bonesso Sampaio, Isabel Belloni Schmidt, Isabel Benedetti Figueiredo e Paulo Takeo\/MMA\/Naturatins. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/goo.gl\/gRDFzd\" target=\"_blank\">goo.gl\/gRDFzd<\/a><\/p>\n<div class=\"complemento\">\n<div class=\"compartilhe\">\n<h4><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo maior bioma em extens\u00e3o do Brasil, depois da Amaz\u00f4nia, o Cerrado ocupa 24% do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73526,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/campim_dourado.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo maior bioma em extens\u00e3o do Brasil, depois da Amaz\u00f4nia, o Cerrado ocupa 24% do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73524"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73524\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}