{"id":73333,"date":"2017-10-03T09:00:34","date_gmt":"2017-10-03T12:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73333"},"modified":"2017-10-03T07:57:44","modified_gmt":"2017-10-03T10:57:44","slug":"frutas-desconhecidas-tem-poder-anti-inflamatorio-e-antioxidante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/frutas-desconhecidas-tem-poder-anti-inflamatorio-e-antioxidante\/","title":{"rendered":"Frutas desconhecidas t\u00eam poder anti-inflamat\u00f3rio e antioxidante"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73334\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/frutas\/\">frutas<\/a><\/strong>\u00a0conhecidas como bacupari-mirim, ara\u00e7\u00e1-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubaja\u00ed ainda n\u00e3o ganharam fama, nem espa\u00e7o nos supermercados.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\">\n<div class=\"teads-ui-components-label\">Se depender de suas propriedades bioativas, em quest\u00e3o de tempo elas poder\u00e3o estar n\u00e3o s\u00f3 disputando espa\u00e7o nas g\u00f4ndolas como ganhando posi\u00e7\u00e3o no ranking dos alimentos da moda.<\/div>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m dos valores nutricionais, as cinco frutas nativas da Mata Atl\u00e2ntica t\u00eam elevadas propriedades antioxidantes e anti-inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Foi o que verificou uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em parceria com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de La Frontera, no Chile.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o havia muito conhecimento cient\u00edfico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia \u00e9 fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas n\u00e3o se tornam um novo a\u00e7a\u00ed?\u201d, disse Severino Matias Alencar, do Departamento de Agroind\u00fastria, Alimentos e Nutri\u00e7\u00e3o da Esalq, se referindo ao sucesso comercial da fruta amaz\u00f4nica com grande quantidade de antioxidantes e que hoje tem a polpa exportada pelo Brasil para v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>O trabalho, com\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/86169\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apoio da FAPESP<\/a><\/b>, teve resultados publicados na revista\u00a0<i><b><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0152974\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PLOS ONE<\/a>.<\/b><\/i><\/p>\n<p>No estudo foram avaliados os compostos fen\u00f3licos \u2013 estruturas qu\u00edmicas que podem ter efeitos preventivos ou curativos \u2013 e os mecanismos anti-inflamat\u00f3rios e antioxidantes do extrato de folhas, sementes e polpa de quatro frutas do g\u00eanero\u00a0<i>Eugenia<\/i>\u00a0e uma do g\u00eanero\u00a0<i>Garcinia<\/i>: ara\u00e7\u00e1-piranga (<i>E. leitonii<\/i>), cereja-do-rio-grande (<i>E. involucrata<\/i>), grumixama (<i>E. brasiliensis<\/i>), ubaja\u00ed (<i>E. myrcianthes<\/i>) e bacupari-mirim (<i>Garcinia brasiliensis<\/i>), todas t\u00edpicas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Como elas s\u00e3o esp\u00e9cies dif\u00edceis de serem encontradas e algumas est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o, as plantas foram fornecidas por dois s\u00edtios localizados no interior de S\u00e3o Paulo. As duas propriedades comercializam as plantas com o objetivo de preserva\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos produtores possui a maior cole\u00e7\u00e3o de frutas nativas do Brasil, somando mais de 1,3 mil esp\u00e9cies plantadas.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos nosso estudo prospectando as propriedades bioativas das frutas, pois sab\u00edamos que elas poderiam ter boa quantidade de antioxidantes, assim como s\u00e3o as chamadas \u2018berries\u2019 americanas, como o mirtilo, a amora e o pr\u00f3prio morango, muito conhecidas pela ci\u00eancia. Mas nossas frutas nativas se mostraram ainda melhores\u201d, disse Alencar.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, as esp\u00e9cies do g\u00eanero Eugenia t\u00eam um vasto potencial econ\u00f4mico e farmacol\u00f3gico evidenciado n\u00e3o s\u00f3 pelo n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, mas tamb\u00e9m pela explora\u00e7\u00e3o comercial de suas frutas comest\u00edveis, madeira, \u00f3leos essenciais e uso como plantas ornamentais.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o exemplos de alimentos funcionais, que, al\u00e9m das vitaminas e valores nutricionais, t\u00eam propriedades bioativas como o combate aos radicais livres \u2013 \u00e1tomos inst\u00e1veis e altamente reativos no organismo que se ligam a outros \u00e1tomos, provocando danos como envelhecimento celular ou doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO organismo tem naturalmente antirradicais livres, que neutralizam e eliminam os radicais livres do corpo, sem causar dano. Por\u00e9m, fatores como idade, estresse e alimenta\u00e7\u00e3o podem promover um desequil\u00edbrio nessa neutraliza\u00e7\u00e3o natural. Nesses casos, \u00e9 preciso contar com elementos ex\u00f3genos, ingerindo alimentos que tenham agentes antioxidantes como os flavonoides, as antocianinas do ara\u00e7\u00e1-piranga e das outras frutas do g\u00eanero Eugenia\u201d, disse Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba.<\/p>\n<p>O pesquisador ressalta que h\u00e1 cerca de 400 esp\u00e9cies pertencentes ao g\u00eanero Eugenia distribu\u00eddas pelo Brasil, incluindo v\u00e1rias esp\u00e9cies end\u00eamicas.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma imensid\u00e3o de frutas nativas com compostos bioativos que trariam benef\u00edcios para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso estud\u00e1-las\u201d, disse.<\/p>\n<p>Alencar \u00e9 um dos pesquisadores do projeto\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/97155\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cBioprospec\u00e7\u00e3o de novas mol\u00e9culas anti-inflamat\u00f3rias de produtos naturais nativos brasileiros\u201d<\/a><\/b>, coordenado pelo professor Rosalen, tamb\u00e9m autor do artigo publicado na\u00a0<i>PLOS ONE<\/i>.<\/p>\n<h3><b>Campe\u00e3o contra inflama\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>As frutas estudadas no projeto com elevada atividade antioxidante para serem usadas em ind\u00fastrias de alimentos e farmac\u00eauticas tamb\u00e9m tiveram pesquisadas as capacidades anti-inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A grande estrela foi a ara\u00e7\u00e1-piranga, como demonstraram em artigo publicado no\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1756464616302092?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Journal of Functional Foods<\/i><\/a><\/b>.<\/p>\n<p>\u201cA ara\u00e7\u00e1-piranga, esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, teve a melhor atividade anti-inflamat\u00f3ria em compara\u00e7\u00e3o com a de outras frutas do g\u00eanero Eugenia\u201d, disse Rosalen.<\/p>\n<p>\u201cO mecanismo de a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 muito interessante, pois ocorre de forma espont\u00e2nea e logo no come\u00e7o da inflama\u00e7\u00e3o, impedindo uma via espec\u00edfica do processo inflamat\u00f3rio. Ela age tamb\u00e9m no endot\u00e9lio dos vasos sangu\u00edneos, evitando que os leuc\u00f3citos transmigrem para o tecido agredido, reduzindo a exacerba\u00e7\u00e3o do processo inflamat\u00f3rio\u201d<\/p>\n<p>Rosalen destaca que os antioxidantes n\u00e3o t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o \u00fanica combater o envelhecimento ou a morte celular, mas a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as mediadas por processo inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico.<\/p>\n<p>\u201cA a\u00e7\u00e3o oxidante dos radicais livres tamb\u00e9m significa o surgimento de doen\u00e7as inflamat\u00f3rias dependentes, como diabetes, c\u00e2ncer, artrite, obesidade, doen\u00e7a de Alzheimer\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o percebemos muitas dessas les\u00f5es provocadas pelos radicais livres. S\u00e3o as inflama\u00e7\u00f5es silenciosas. Por isso, \u00e9 importante a a\u00e7\u00e3o de sust\u00e2ncias antioxidantes, que podem neutralizar os radicais livres\u201d, disse Rosalen.<\/p>\n<p>As pesquisas colaborativas, apoiadas pela FAPESP e pela Universidad de La Frontera, tamb\u00e9m permitiram ampliar o conhecimento sobre esp\u00e9cies nativas do Chile.<\/p>\n<p>Em um dos estudos, os autores demonstraram a atividade antioxidante e vasodilatadora da murtilla (<i>Ugni molinae<\/i>), uma fruta nativa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No estudo publicado na\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.hindawi.com\/journals\/omcl\/2016\/6513416\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Oxidative Medicine and Cellular Longevity<\/i><\/a><\/b>, os pesquisadores destacam que o uso de prepara\u00e7\u00f5es alimentares obtidas a partir de frutas e folhas da murtilla pode ter efeitos ben\u00e9ficos na preven\u00e7\u00e3o e, possivelmente, no tratamento de sintomas de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Alencar destaca que conhecer melhor as propriedades pode se mostrar uma boa alternativa para estimular a produ\u00e7\u00e3o das frutas nativas.<\/p>\n<p>\u201cAntes do projeto com a Universidad de La Frontera, eu e o professor Pedro Rosalen j\u00e1 estud\u00e1vamos as frutas nativas, pois acreditamos que elas podem revelar \u00f3timas solu\u00e7\u00f5es alimentares para a sociedade\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As\u00a0frutas\u00a0conhecidas como bacupari-mirim, ara\u00e7\u00e1-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubaja\u00ed ainda n\u00e3o ganharam fama, nem espa\u00e7o nos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73334,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/frutas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As\u00a0frutas\u00a0conhecidas como bacupari-mirim, ara\u00e7\u00e1-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubaja\u00ed ainda n\u00e3o ganharam fama, nem espa\u00e7o nos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73333\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}