{"id":7333,"date":"2014-09-24T16:00:06","date_gmt":"2014-09-24T16:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7333"},"modified":"2014-09-24T11:24:20","modified_gmt":"2014-09-24T11:24:20","slug":"eixo-sao-paulo-rio-tem-a-maior-poluicao-luminosa-do-hemisferio-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/eixo-sao-paulo-rio-tem-a-maior-poluicao-luminosa-do-hemisferio-sul\/","title":{"rendered":"Eixo S\u00e3o Paulo-Rio tem a maior polui\u00e7\u00e3o luminosa do Hemisf\u00e9rio Sul"},"content":{"rendered":"<p><small style=\"font-size: 10px; font-family: Tahoma, Geneva, sans-serif;\"><i>P<a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-7334\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>or J\u00falio Ottoboni*<\/i><\/small><\/p>\n<p>T\u00e3o nociva quanto qualquer outra, por\u00e9m pouco estudada e discutida, a polui\u00e7\u00e3o luminosa tem avan\u00e7ado de maneira alarmante no eixo Rio \u2013S\u00e3o Paulo com o crescimento das cidades e de suas economias. Esse trecho concentra a maior densidade de luz dispersa para o espa\u00e7o em todo hemisf\u00e9rio sul. Al\u00e9m da perda significativa em termos de energia el\u00e9trica, ela afeta tanto os animais com as plantas por altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas profundas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser o eixo mais desenvolvimento econ\u00f4mica, t\u00e9cnica e cientificamente da Am\u00e9rica Latina inexiste nas capitais ou nas cidades do eixo qualquer a\u00e7\u00e3o para impedir o aumento ou provocar a diminui\u00e7\u00e3o deste agente poluente. Embora se saiba que grande parte de enfermidades que afetam o homem, como dist\u00farbios do sono e do sistema nervoso, entre elas a depress\u00e3o, tem suas origens estresses causados pela exposi\u00e7\u00e3o a luz artificial.<\/p>\n<p>\u201cEsse tipo de polui\u00e7\u00e3o interfere diretamente nos ecossistemas terrestres e marinhos, com a luz intermitente variando entre a do Sol e a artificial n\u00e3o h\u00e1 a repara\u00e7\u00e3o gerada pelo repouso. Isso afeta a todos animais, plantas e o homem. Na flora sob fotoss\u00edntese permanente h\u00e1 um empobrecimento da carga gen\u00e9tica e na capacidade reprodutiva da planta, al\u00e9m de enfraquecer e alterar seu metabolismo\u201d, alerta a engenheira ambiental e especialista em geoprocessamento e integrante da ong Corredor Ecol\u00f3gico Vale do Para\u00edba, Carolina Cassiano Ferreira.<\/p>\n<p><strong>Atraso e desperd\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>Desde meados dos anos 70, as comunidades cient\u00edficas dos pa\u00edses desenvolvidos passaram a discutir o problema. A estimativa \u00e9 que entre 30 a 40% da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica mundial seja desperdi\u00e7ada neste processo.\u00a0 No Brasil, pelo c\u00e1lculo de especialistas, as lumin\u00e1rias desperdi\u00e7am de 30% a 60% da luz emitida e o tema s\u00f3 passou a atrair aten\u00e7\u00e3o no come\u00e7o dos anos 2000.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso maior atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela ilumina\u00e7\u00e3o de ruas e estradas, que devem buscar maior efici\u00eancia em suas instala\u00e7\u00f5es. H\u00e1 estimativas de que a troca de postes antigos por outros mais eficientes e com ilumina\u00e7\u00e3o melhor direcionada pode representar at\u00e9 40% de economia de energia a algumas cidades\u201d, \u00a0observou o gerente de vendas de infraestrutura\/cidades da Osram, Eduardo Soares.<\/p>\n<p>Empresas como a Osram, uma multinacional alem\u00e3 e entre as l\u00edderes mundiais na ind\u00fastria de ilumina\u00e7\u00e3o j\u00e1 buscam solu\u00e7\u00f5es para mitigar o problema. A busca por tecnologias novas, como os spots de leds de alto desempenho e baixo consumo de energia, a corre\u00e7\u00e3o do loco das lumin\u00e1rias est\u00e3o entre as \u00e1reas de estudos.<\/p>\n<p>\u201cDevido ao seu alto grau de import\u00e2ncia, cada vez mais as empresas do ramo est\u00e3o pensando na polui\u00e7\u00e3o luminosa, um fator alarmante nos dias de hoje. O ideal para reduzir esses efeitos seria uma esp\u00e9cie de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Desde explicar pot\u00eancias das l\u00e2mpadas, durabilidades, at\u00e9 a maneira correta de utiliz\u00e1-la. Deste modo, poderemos diminuir os efeitos causados e modernizar as instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas com sabedoria\u201d, observou o executivo.<\/p>\n<p>O que tem ocorrido com a flora exposta a polui\u00e7\u00e3o lum\u00ednica \u00e9 algo desastroso, segundo a engenheira Carolina Ferreira. A flora\u00e7\u00e3o fora de \u00e9poca e a queda na produ\u00e7\u00e3o e na qualidade das sementes tem diminu\u00eddo a vida \u00fatil da planta como afugentado esp\u00e9cies animais que a utilizam como fonte de alimento ou abrigo.<\/p>\n<p>\u201c O ritmo circadiano em que se baseia o ciclo biol\u00f3gico, que tem um tempo m\u00e9dio de 24 horas, est\u00e1 totalmente desregulado nos locais sob influ\u00eancia desta polui\u00e7\u00e3o. As lulas que emergem de encontro \u00e0s plataformas de petr\u00f3leo s\u00e3o um exemplo, assim com as aves que perdem totalmente seu senso de direcionamento, o homem tamb\u00e9m est\u00e1 sendo severamente prejudicado. N\u00e3o temos d\u00favidas que estamos acelerando a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, principalmente as end\u00eamicas sob efeito da polui\u00e7\u00e3o\u201d, alertou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das doen\u00e7as do sono, devido a luz azul, pesquisas nos Estados Unidos j\u00e1 mostraram que h\u00e1 uma propens\u00e3o desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama em quem trabalha em turnos invertidos e com telas que emitem essa frequ\u00eancia de luz. A falta de sono est\u00e1 associada a gera\u00e7\u00e3o da depress\u00e3o, que por consequ\u00eancia estimulam o surgimento de diversas outras doen\u00e7as neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Diversos estudos em universidades e laborat\u00f3rios particulares de empresas mostram que a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica equivocada traz grandes malef\u00edcios a seguran\u00e7a p\u00fablica. O gerente da Osram, Eduardo Soares, diz n\u00e3o ter d\u00favidas que uma maior claridade aumenta a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e que muitos governantes s\u00e3o cobrados por isso. Embora isso, na pr\u00e1tica, seja question\u00e1vel com a execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o com mau direcionamento da ilumina\u00e7\u00e3o, gerando polui\u00e7\u00e3o lum\u00ednica. A luz em excesso acaba por criar pontos \u2018cegos\u2019 e pessoa n\u00e3o consegue ver o cen\u00e1rio completo.<\/p>\n<p>\u201cOutros casos de mau uso da ilumina\u00e7\u00e3o podem ser notados em pontos de com\u00e9rcio, que podem errar na busca por uma atmosfera ideal para atrair seus consumidores. Nem sempre uma maior pot\u00eancia gera melhor ilumina\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 necess\u00e1rio direcionar a luz, que deve ser projetada para iluminar com precis\u00e3o. Muitas vezes, respons\u00e1veis pela escolha dos produtos, por desconhecimento, geram excesso desnecess\u00e1rio de ilumin\u00e2ncia e m\u00e1 visibilidade para as pessoas. Al\u00e9m disso, existe o desperd\u00edcio de luz para o c\u00e9u, influenciando no ecossistema das aves e impossibilitando a nitidez para ver as estrelas\u201d, salientou Soares.<\/p>\n<p>Atualmente, algumas cidades est\u00e3o combatendo a polui\u00e7\u00e3o luminosa com leis mais rigorosas e novas tecnologias, como as l\u00e2mpadas e spots de leds. Um exemplo bem-sucedido aconteceu nas Ilhas Can\u00e1rias, na Espanha, onde o governo local conseguiu reduzir em 84% do fluxo de luz para o c\u00e9u, com aproximadamente 65% de economia de gastos. A lei da cidade de Praga, que determinou que o c\u00e9u noturno \u00e9 um patrim\u00f4nio dos habitantes locais. No estado da Fl\u00f3rida h\u00e1 algumas iniciativas, como na It\u00e1lia, na regi\u00e3o da Lombardia.<\/p>\n<p>A cidade norte americana de San Diego economiza atualmente Us$ 3 milh\u00f5es por ano ap\u00f3s trocar suas lumin\u00e1rias e promover um s\u00e9rio estudo sobre a redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o luminosa. Nos Estados Unidos,\u00a0 22% da energia el\u00e9trica produzida \u00e9 destinada \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o, sendo 8% utilizada para iluminar \u00e1reas p\u00fablicas. No pa\u00eds, a polui\u00e7\u00e3o lum\u00ednica causa preju\u00edzos que giram em US$ 2,2 bilh\u00f5es ao ano.<\/p>\n<p>Em solo nacional, h\u00e1 apenas tr\u00eas legisla\u00e7\u00f5es que combatem a polui\u00e7\u00e3o luminosa. Uma do Ibama, para proteger \u00e1reas de desova de tartarugas marinhas, e outras duas, em Campinas (SP) e Caet\u00e9 (MG) para preservar os observat\u00f3rios astron\u00f4micos locais.<\/p>\n<p>No pr\u00f3prio site da Eletrobras, as refer\u00eancias a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00e3o enaltecidas e inexiste nenhuma abordagem sobre seus males.<\/p>\n<p>Diz o texto: \u201c<em>A ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 essencial \u00e0 qualidade de vida nos centros urbanos, atuando como instrumento de cidadania, permitindo aos habitantes desfrutar, plenamente, do espa\u00e7o p\u00fablico no per\u00edodo noturno. Al\u00e9m de estar diretamente ligada \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica no tr\u00e1fego, a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica previne a criminalidade, embeleza as \u00e1reas urbanas, destaca e valoriza monumentos, pr\u00e9dios e paisagens, facilita a hierarquia vi\u00e1ria, orienta percursos e aproveita melhor as \u00e1reas de lazer\u2026 A ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil corresponde a aproximadamente 4,5% da demanda nacional e a 3,0% do consumo total de energia el\u00e9trica do pa\u00eds. O equivalente a uma demanda de 2,2 GW e a um consumo de 9,7 bilh\u00f5es de kWh\/ano\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cultura<\/strong><\/p>\n<p>O homem moderno evoluiu a partir da observa\u00e7\u00e3o das estrelas, inclusive com influ\u00eancia direta na f\u00edsica, matem\u00e1tica e filosofia entre outras \u00e1reas do conhecimento humano. O crescimento das cidades e do advento da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica por l\u00e2mpadas, no final do s\u00e9culo 19, teve inicio tamb\u00e9m a polui\u00e7\u00e3o luminosa.<\/p>\n<p>Em todo processo da evolu\u00e7\u00e3o do homem moderno, nos \u00faltimos 100 mil anos, os \u00faltimos 50 anos foi de ruptura total com\u00a0 a cultura de observa\u00e7\u00e3o das estrelas. Em todo processo do desenvolvimento humano isso nunca aconteceu. Estima-se que atualmente mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o europeia nunca tenha visto o c\u00e9u escuro, pois a polui\u00e7\u00e3o luminosa bloqueia o brilho das estrelas.<\/p>\n<p>No terremoto que sacudiu Los Angeles em 1994 houve um blecaute generalizado. Mas de 90% das liga\u00e7\u00f5es feitas pela popula\u00e7\u00e3o para os servi\u00e7os de emerg\u00eancia como pol\u00edcia, bombeiros e n\u00facleos volunt\u00e1rios eram de pessoas relatando que havia algo muito estranho no c\u00e9u, que estava manchado de branco e com diversas luzes. Tratava-se da nebulosa da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p><em>*\u00a0<strong>J\u00falio Ottoboni<\/strong>\u00a0\u00e9 jornalista diplomado e p\u00f3s-graduado em jornalismo cient\u00edfico.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por J\u00falio Ottoboni* T\u00e3o nociva quanto qualquer outra, por\u00e9m pouco estudada e discutida, a polui\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7334,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/earth-foto-do-eixo-rio-s\u00e3o-paulo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por J\u00falio Ottoboni* T\u00e3o nociva quanto qualquer outra, por\u00e9m pouco estudada e discutida, a polui\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7333\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}