{"id":73306,"date":"2017-10-02T14:51:27","date_gmt":"2017-10-02T17:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73306"},"modified":"2017-10-02T14:51:27","modified_gmt":"2017-10-02T17:51:27","slug":"tecnologia-pode-migrar-dos-metais-para-o-carbono-segundo-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tecnologia-pode-migrar-dos-metais-para-o-carbono-segundo-cientistas\/","title":{"rendered":"Tecnologia pode migrar dos metais para o carbono, segundo cientistas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73307\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Quando a\u00a0sonda espacial Voyager, que mal acabou de completar 40 anos\u00a0e ainda est\u00e1 na borda do Sistema Solar, finalmente retorna \u00e0 Terra, j\u00e1 evolu\u00edda, ela se tornou o n\u00facleo central, o cora\u00e7\u00e3o, de uma nave imensa, al\u00e9m de qualquer tecnologia j\u00e1 pensada pelo homem.<\/p>\n<p>A Voyager, ent\u00e3o conhecida como V&#8217;Ger, incorpora uma parcela de sua humanidade original, e retorna em busca de seu Criador. Contudo, pura tecnologia que se tornou, ela n\u00e3o reconhece os humanos, e nos chama de &#8220;unidades carbono&#8221;, muito diferentes da tecnologia fria e met\u00e1lica em que baseia sua exist\u00eancia &#8211; tanto estranha que acha que as unidades carbono est\u00e3o &#8220;infestando&#8221; a nave Enterprise.<\/p>\n<p>Mas pode ser que, ao menos no caso desse longa-metragem hist\u00f3rico da s\u00e9rie Jornada nas Estrelas, a vida n\u00e3o imite a arte, e a tecnologia n\u00e3o prossiga divergindo das unidades carbono que a criaram.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia \u00e0 base de carbono<\/strong><\/p>\n<p>Da virada do mil\u00eanio para c\u00e1, tem havido um desenvolvimento crescente de materiais \u00e0 base de carbono que t\u00eam tudo n\u00e3o apenas para substituir as atuais tecnologias &#8220;met\u00e1licas&#8221;, como tamb\u00e9m para dar um salto qualitativo em rela\u00e7\u00e3o a elas. Os\u00a0nanotubos de carbono\u00a0e o\u00a0grafeno\u00a0s\u00e3o apenas a face mais conhecida desses nanomateriais, que se tornaram a base da\u00a0eletr\u00f4nica org\u00e2nica.<\/p>\n<p>E v\u00e1rios desses materiais j\u00e1 podem representar uma alternativa vi\u00e1vel para alguns dos principais &#8220;metais tecnol\u00f3gicos&#8221;, com vantagens n\u00e3o apenas t\u00e9cnicas, mas tamb\u00e9m econ\u00f4micas, j\u00e1 que v\u00e1rios desses metais t\u00eam problemas cr\u00f4nicos de escassez porque s\u00e3o muito raros na Terra.<\/p>\n<p>Rickard Arvidsson e Bjorn Sand\u00e9n, da Universidade Chalmers, na Su\u00e9cia, identificaram 14 metais que aparecem no topo de duas listas: uma lista de import\u00e2ncia tecnol\u00f3gica e uma lista de escassez. S\u00e3o eles, em ordem alfab\u00e9tica: antim\u00f4nio, ber\u00edlio, cromo, cobalto, g\u00e1lio, germ\u00e2nio, ouro, \u00edndio, ni\u00f3bio, platina, prata, t\u00e2ntalo, estanho e tungst\u00eanio.<\/p>\n<p>Depois de checar as aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas de cada um, eles vasculharam a literatura cient\u00edfica e as patentes em busca de materiais \u00e0 base de carbono que poderiam substituir cada um deles.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que 13 metais da lista n\u00e3o apenas podem ser substitu\u00eddos por materiais de carbono j\u00e1 conhecidos e em desenvolvimento, como de fato alguns j\u00e1 est\u00e3o passando por esse processo de substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"imgMeioD\"><img src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125171002-vida-baseada-em-silicio.jpg\" alt=\"Tecnologia pode migrar dos metais para o carbono\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">O caminho oposto tamb\u00e9m parece ser poss\u00edvel: sair do carbono e pensar em uma\u00a0vida \u00e0 base de sil\u00edcio. [Imagem: Lei Chen\/Yan Liang\/Caltech]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Tecnologia mais pr\u00f3xima \u00e0 vida<\/strong><\/p>\n<p>Existem poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para substituir os metais com nanomateriais de carbono para todas as aplica\u00e7\u00f5es pesquisadas, exceto para o ouro em joias, dizem os pesquisadores &#8211; ainda que, afinal de contas, joias n\u00e3o sejam reconhecidas como uma aplica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Os metais que estamos mais pr\u00f3ximos de poder substituir s\u00e3o \u00edndio, g\u00e1lio, ber\u00edlio e prata.<\/p>\n<p>&#8220;Existem solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas potenciais para substituir 13 dos 14 metais por nanomateriais de carbono em suas aplica\u00e7\u00f5es mais comuns. O desenvolvimento da tecnologia est\u00e1 em diferentes est\u00e1gios para diferentes metais e aplica\u00e7\u00f5es, mas, em alguns casos, como o \u00edndio e o g\u00e1lio, os resultados s\u00e3o muito promissores,&#8221; disse Arvidsson.<\/p>\n<p>&#8220;Isso traz esperan\u00e7as. No debate sobre restri\u00e7\u00f5es de recursos, economia circular e manuseio de materiais pela sociedade, o foco tem sido a reciclagem e a reutiliza\u00e7\u00e3o. A substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma alternativa potencial que n\u00e3o tem sido explorada na mesma medida e, com as quest\u00f5es de recursos se tornando mais urgentes, n\u00f3s agora temos mais ferramentas com que trabalhar,&#8221; completou Sand\u00e9n.<\/p>\n<p>A grande vantagem na substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 que, em vez de procurar minas cada vez mais profundas e usar t\u00e9cnicas nem sempre ambientalmente amig\u00e1veis para extrair os metais raros de min\u00e9rios muito pobres ou como subprodutos de outros metais, o carbono pode ser reciclado da pr\u00f3pria biomassa, criando um ciclo produtivo mais pr\u00f3ximo do ciclo natural da vida na Terra.<\/p>\n<p>&#8220;Os nanomateriais de carbono s\u00e3o uma descoberta relativamente recente, e at\u00e9 agora o conhecimento \u00e9 limitado sobre seu impacto ambiental na perspectiva do ciclo de vida. Mas geralmente parece haver um potencial de baixo impacto ambiental,&#8221; finalizou Arvidsson.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a\u00a0sonda espacial Voyager, que mal acabou de completar 40 anos\u00a0e ainda est\u00e1 na borda<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/metano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando a\u00a0sonda espacial Voyager, que mal acabou de completar 40 anos\u00a0e ainda est\u00e1 na borda","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73306"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73306\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}