{"id":73241,"date":"2017-10-01T12:25:50","date_gmt":"2017-10-01T15:25:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73241"},"modified":"2017-10-01T12:25:50","modified_gmt":"2017-10-01T15:25:50","slug":"imazon-adota-sistema-que-detecta-desmatamento-com-precisao-de-um-hectare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/imazon-adota-sistema-que-detecta-desmatamento-com-precisao-de-um-hectare\/","title":{"rendered":"Imazon adota sistema que detecta desmatamento com precis\u00e3o de um hectare"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73242\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma das maiores dificuldades de monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal \u00e9 visualizar o corte raso em pequena escala. Isso n\u00e3o era um problema enquanto o padr\u00e3o de derrubada da floresta era de grandes \u00e1reas desmatadas, e isso permitia que sensores de menor defini\u00e7\u00e3o pudessem ser utilizados na tarefa. Mas a intensifica\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o fez com que os desmatadores mudassem de estrat\u00e9gia: em vez de abrir grandes \u00e1reas passaram a desmates menores, impercept\u00edveis para os sat\u00e9lites usados pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais. O fen\u00f4meno j\u00e1 havia sido identificado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Agora, o Imazon, uma organiza\u00e7\u00e3o ambientalista que faz monitoramento independente do desmatamento, passou a usar informa\u00e7\u00f5es de sensores de sat\u00e9lites mais refinados para se adequar \u00e0 nova realidade.<\/p>\n<p>Desde agosto, o Instituto passou a receber informa\u00e7\u00f5es dos sensores Landsat 7 e Landsat 8 no seu monitoramento mensal da floresta Amaz\u00f4nica, o\u00a0<a href=\"http:\/\/imazon.org.br\/\">SAD<\/a>\u00a0(Sistema de Alerta de Desmatamento). Com isso, tornou poss\u00edvel detectar a derrubada de vegeta\u00e7\u00e3o a partir de 1 hectare, equivalente a um campo de futebol. Antes, o SAD detectava apenas derrubadas a partir de 10 hectares. O resultado \u00e9 que o desmatamento mi\u00fado deixou de ser invis\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00c9 como se o SAD acabasse de comprar \u00f3culos novos. A diferen\u00e7a entre o detectado pelo dados anteriores \u00e0 mudan\u00e7a e os atuais ter\u00e1 que ser ajustada para n\u00e3o prejudicar a s\u00e9rie hist\u00f3rica, isso porque o desmatamento sempre \u00e9 comparado ao mesmo m\u00eas do ano anterior. Ent\u00e3o, para saber se a perda de floresta foi maior ou menor em agosto de 2017, o c\u00e1lculo \u00e9 feito usando como base o desmatamento verificado em agosto de 2016, quando o sat\u00e9lite identificava apenas desmatamentos acima de 10 hectares.<\/p>\n<p>A compensa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita at\u00e9 julho de 2018 da seguinte maneira: o Imazon disponibilizar\u00e1 os dados comparativos de desmatamento acima de 10 hectares em uma tabela. E em outra analisar\u00e1 a perda florestal de baixa escala, separadamente.<\/p>\n<p>\u201cEstamos preservando a s\u00e9rie hist\u00f3rica, fazendo somente a compara\u00e7\u00e3o dos alertas acima de 10 hectares com o que j\u00e1 t\u00ednhamos coletado no passado. Assim, evitamos poss\u00edveis superdimensionamento do desmatamento\u201d, \u00a0explica Ant\u00f4nio Victor Fonseca, pesquisador do Imazon.<\/p>\n<p>Segundo Fonseca, quando o novo SAD completar um ano, n\u00e3o ser\u00e1 mais necess\u00e1rio a separa\u00e7\u00e3o das duas medidas.<\/p>\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 que, num futuro pr\u00f3ximo, o SAD consiga produzir um monitoramento anual de desmate compar\u00e1vel ao Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que produz os dados oficiais sobre a perda de floresta e os divulga anualmente. Os sensores do Prodes conseguem detectar desmatamento a partir de 6 hectares (ou 60 mil metros quadrados).<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos fazendo essa compara\u00e7\u00e3o direta agora. O sistema n\u00e3o est\u00e1 pronto ainda, mas a ideia \u00e9 de ter um produto de faixa de desmatamento, com o dado consolidado do \u00faltimo m\u00eas do calend\u00e1rio, que \u00e9, no caso, julho [&#8230;]. No PRODES a detec\u00e7\u00e3o \u00e9 a partir de 6 hectares e n\u00f3s estamos detectando a partir de 1 hectare. Precisamos ver se d\u00e1 para fazer esse tipo de comparativo, porque s\u00e3o faixas de desmatamento diferentes\u201d, afirma Ant\u00f4nio Victor Fonseca.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento diminuiu em agosto<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-56089\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/desmatamento.jpg\" sizes=\"(max-width: 974px) 100vw, 974px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/desmatamento.jpg 974w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/desmatamento-300x128.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/desmatamento-600x256.jpg 600w\" alt=\"desmatamento\" width=\"640\" height=\"273\" \/><\/p>\n<p>Ainda segundo o Imazon, a Amaz\u00f4nia perdeu 184 quil\u00f4metros quadrados de florestas em\u00a0<a href=\"http:\/\/imazon.org.br\/PDFimazon\/Portugues\/transparencia_florestal\/SAD%20agosto%202017.pdf\">agosto<\/a>, ou 18.400 hectares. Destes, 39 quil\u00f4metros quadrados (ou 3.900 hectares) ocorreram em \u00e1reas menores de 10 hectares. Desmatamentos de pequena escala correspondem a 21% do total desmatado em agosto, uma parte significativa que permaneceria ignorada, n\u00e3o fosse o novo sistema.<\/p>\n<p>A maioria desses alertas abaixo de 10 hectares se concentrou no Acre e ao longo da Rodovia Transamaz\u00f4nica no trecho do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Considerando apenas os alertas a partir de 10 hectares, houve redu\u00e7\u00e3o de 75% em rela\u00e7\u00e3o a agosto de 2016, quando o desmatamento somou 582 quil\u00f4metros quadrados. Em agosto de 2017, a divis\u00e3o entre estados da \u00e1rea desmatada foi: Mato Grosso, que desmatou 7 mil hectares e, portanto, foi respons\u00e1vel por 40% do desmatamento no per\u00edodo, seguido do Par\u00e1, que derrubou 4.900 hectares (32%), Acre, com 2oo hectares (9%); Rond\u00f4nia, com 1.100 hectares (9%); Amazonas, com 1000 hectares (8%) e Roraima, com 300 hectares (2%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das maiores dificuldades de monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal \u00e9 visualizar o corte<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73242,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/amazon.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma das maiores dificuldades de monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal \u00e9 visualizar o corte","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73241"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73241\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}