{"id":73155,"date":"2017-09-29T13:30:25","date_gmt":"2017-09-29T16:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73155"},"modified":"2017-09-29T08:47:46","modified_gmt":"2017-09-29T11:47:46","slug":"etanol-de-segunda-geracao-podera-ser-economicamente-viavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/etanol-de-segunda-geracao-podera-ser-economicamente-viavel\/","title":{"rendered":"Etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser economicamente vi\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73156\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O desafio \u00e9 transpor as atuais barreiras agr\u00edcolas, industriais e tecnol\u00f3gicas, aponta pesquisador do CTBE; assunto ser\u00e1 discutido durante o BBEST 2017<\/h4>\n<p>O\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">etanol<\/span>\u00a0celul\u00f3sico, obtido da palha e do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar e tamb\u00e9m conhecido como\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0(2G), poder\u00e1 ser economicamente vi\u00e1vel a partir de 2025 se forem transpostas as atuais barreiras agr\u00edcolas, industriais e tecnol\u00f3gicas para produzi-lo e se o setor sucroenerg\u00e9tico brasileiro superar a estagna\u00e7\u00e3o em que se encontra.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do pesquisador Antonio Bonomi, coordenador da divis\u00e3o de intelig\u00eancia de processos do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Centro Nacional de Pesquisa em Engenharia e Materiais (CNPEM), e membro da coordena\u00e7\u00e3o do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/bioen\/\">BIOEN<\/a>).<\/p>\n<p>\u201cHoje claramente \u00e9 mais interessante do ponto de vista econ\u00f4mico para as empresas do setor sucroenerg\u00e9tico montar uma nova usina voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o do que construir uma usina de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o integrada a uma de primeira gera\u00e7\u00e3o, por exemplo, porque o retorno do investimento \u00e9 maior\u201d, comparou Bonomi.<\/p>\n<p>\u201cA\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">tend\u00eancia<\/span>, contudo, \u00e9 que em m\u00e9dio prazo \u2013 em 2025 \u2013 o custo de produ\u00e7\u00e3o do etanol celul\u00f3sico\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">empate<\/span>\u00a0com o de primeira gera\u00e7\u00e3o e a partir de 2030 o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o seja mais barato do que o de primeira. Isso se forem superados os atuais obst\u00e1culos agr\u00edcolas, industriais e tecnol\u00f3gicos e se o setor sair da estagna\u00e7\u00e3o em que se encontra\u201d, ponderou.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Os biocombust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o ser\u00e3o um dos temas discutidos no Brazilian BioEnergy Science and Technology Conference (<a href=\"http:\/\/www.bbest.org.br\/\" target=\"_blank\">BBEST<\/a>) 2017, evento promovido pelo BIOEN, que ocorrer\u00e1 entre os dias 17 e 19 de outubro, em Campos do Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com Bonomi, que coordena um\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/96325\/valorizacao-da-cadeia-produtiva-descentralizada-de-biomassa-visando-a-producao-de-biocombustiveis-av\/\">projeto<\/a><\/span>\u00a0apoiado pela Fapesp voltado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva descentralizada de biomassa para produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis avan\u00e7ados,\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">o volume de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o produzido hoje no Brasil \u00e9 muito baixo<\/span>.<\/p>\n<p>A capacidade de produ\u00e7\u00e3o das duas usinas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o existentes hoje \u2013 uma da Granbio, localizada em S\u00e3o Miguel dos Campos, em Alagoas, inaugurada em 2014, e a outra da Ra\u00edzen, situada em Piracicaba, no interior de S\u00e3o Paulo, que entrou em opera\u00e7\u00e3o no final de 2014 \u2013 \u00e9 de pouco mais de 100 milh\u00f5es de litros por ano. Entretanto, as duas usinas t\u00eam produzido menos da metade dessa capacidade, estima o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cAs duas usinas t\u00eam produ\u00e7\u00e3o descont\u00ednua e est\u00e3o em fase de aprendizado de produ\u00e7\u00e3o, utilizando equipamentos ainda pouco eficientes e processos que ainda apresentam problemas que est\u00e3o sendo identificados para, pouco a pouco, serem resolvidos\u201d, avaliou.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>O custo estimado de produ\u00e7\u00e3o do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o calculado pelos pesquisadores em julho de 2014 gira em torno de R$ 1,50 por litro, enquanto o custo de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o \u00e9 de, aproximadamente, R$ 1,15.<\/p>\n<p>At\u00e9 2025, entretanto, o custo do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 cair para R$ 0,75 por litro, podendo chegar, at\u00e9 2030, a R$ 0,52, calculou o pesquisador. Em parceria com colegas do CTBE, ele realizou um estudo, a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), em que se projetou a evolu\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o do etanol celul\u00f3sico e a data em que a tecnologia se tornaria economicamente vi\u00e1vel no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cAo custo de produ\u00e7\u00e3o de R$ 0,52 por litro, o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o seria competitivo mesmo se o pre\u00e7o internacional do barril de petr\u00f3leo atingisse o m\u00ednimo de US$ 44 por litro\u201d, estimou o pesquisador.<\/p>\n<h3>Diferentes cen\u00e1rios<\/h3>\n<p>Para chegar a esses valores, os pesquisadores realizaram um levantamento inicial junto a 22 empresas e especialistas do setor de etanol e realizaram simula\u00e7\u00f5es computacionais na Biorrefinaria Virtual de Cana-de-A\u00e7\u00facar (BVC) \u2013 uma ferramenta de simula\u00e7\u00e3o computacional desenvolvida pelo CTBE que possibilita avaliar a integra\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e0 cadeia produtiva de cana-de-a\u00e7\u00facar e de outras\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">biomassas<\/span>\u00a0nas fases agr\u00edcola, industrial e comercial.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es foram feitas com base em diferentes cen\u00e1rios tecnol\u00f3gicos em curto prazo (de 2015 a 2020), m\u00e9dio prazo (de 2021 a 2025) e longo prazo (de 2026 a 2030).<\/p>\n<p>Um dos cen\u00e1rios representa a m\u00e9dia atual de produ\u00e7\u00e3o de etanol hoje \u2013 principalmente da regi\u00e3o Centro-Sul do pa\u00eds \u2013, contemplando uma planta de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o com capacidade de processamento de 2 milh\u00f5es de toneladas de cana durante a safra, com tecnologia b\u00e1sica e sem integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Os demais cen\u00e1rios s\u00e3o baseados no processamento de, pelo menos, 4 milh\u00f5es de toneladas de cana, com tecnologia moderna, e abrangem tanto a produ\u00e7\u00e3o de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o exclusivamente, como tamb\u00e9m a de primeira gera\u00e7\u00e3o integrada \u00e0 segunda e a de segunda gera\u00e7\u00e3o independente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores consideraram duas rotas tecnol\u00f3gicas para produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, sendo a primeira por meio da fermenta\u00e7\u00e3o separada de a\u00e7\u00facares de cinco carbonos (xilose) e a segunda pela cofermenta\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares de cinco e seis carbonos (glicose).<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Os resultados das simula\u00e7\u00f5es indicaram que, na parte agr\u00edcola, um dos entraves para tornar o etanol celul\u00f3sico economicamente vi\u00e1vel \u00e9 o custo da biomassa, que \u00e9 alto.<\/p>\n<p>\u201cO custo da biomassa representa um entrave n\u00e3o s\u00f3 para a produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para o de primeira\u201d, disse Bonomi.<\/p>\n<p>Outros obst\u00e1culos s\u00e3o a falta de um sistema agr\u00edcola e industrial projetado para fazer o uso integral da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">cana<\/span>, considerando tamb\u00e9m a palha, e de uma alternativa \u00e0 cana no per\u00edodo de entressafra que possibilite a uma usina operar ao longo de 300 a 330 dias por ano, contra a atual m\u00e9dia anual de 200 a 240 dias.<\/p>\n<p>\u201cA \u2018<span class=\"Apple-style-span\">cana-energia<\/span>\u2019 [variedade de cana obtida a partir do cruzamento das esp\u00e9cies\u00a0<i>Saccharum officinarum<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Saccharum spontaneum<\/i>, que apresenta maior teor de fibras e menos a\u00e7\u00facares em compara\u00e7\u00e3o com a cana convencional] pode ajudar nesse sentido porque apresenta algumas caracter\u00edsticas interessantes\u201d, afirmou o pesquisador.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Uma delas \u00e9 que essas variedades de cana que t\u00eam sido desenvolvidas por empresas como a GranBio e a Vignis e por institui\u00e7\u00f5es como o Instituto Agron\u00f4mico (IAC) n\u00e3o necessitam de estresse h\u00eddrico para aumentar seu teor de a\u00e7\u00facar. Al\u00e9m disso, poderiam ser coletadas tamb\u00e9m ao longo da esta\u00e7\u00e3o \u00famida, explicou Bonomi.<\/p>\n<p>J\u00e1 na \u00e1rea industrial, um dos principais obst\u00e1culos para viabilizar economicamente o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 diminuir o custo de capital \u2013 os equipamentos necess\u00e1rios para produ\u00e7\u00e3o \u2013, que ainda s\u00e3o altos, apontou o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um problema que, provavelmente, a curva de aprendizado do processo vai resolver. A primeira planta normalmente sempre \u00e9 mais cara, porque ainda n\u00e3o h\u00e1 fabricantes de equipamentos adequados para a produ\u00e7\u00e3o\u201d, ponderou Bonomi.<\/p>\n<p>E na parte tecnol\u00f3gica um dos principais problemas \u00e9 o pr\u00e9-tratamento da biomassa \u2013 com o objetivo de separar a lignina da celulose e da hemicelulose \u2013 para adequ\u00e1-la ao processo de hidr\u00f3lise, em que a celulose e a hemicelulose s\u00e3o convertidas em a\u00e7\u00facares fermentesc\u00edveis para produzir o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa etapa, de prepara\u00e7\u00e3o do material lignocelul\u00f3sico para permitir a atua\u00e7\u00e3o das enzimas que fazem a quebra dos pol\u00edmeros presentes no material lignocelul\u00f3sico [a celulose e a hemicelulose], n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida e ainda est\u00e3o em desenvolvimento os equipamentos necess\u00e1rios para fazer isso, que s\u00e3o caros\u201d, explicou Bonomi.<\/p>\n<p>Um outro problema \u00e9 o tempo necess\u00e1rio para o processo de hidr\u00f3lise, que hoje \u00e9 demorado. Por essa raz\u00e3o, o custo de armazenamento em tanques necess\u00e1rios para realiz\u00e1-lo e o risco de contamina\u00e7\u00e3o s\u00e3o altos.<\/p>\n<p>\u201cIsso acaba exigindo que a capacidade de produ\u00e7\u00e3o das usinas de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o seja dimensionada com uma escala maior para poder compensar perdas que possam ocorrer por eventuais contamina\u00e7\u00f5es no processo\u201d, disse Bonomi.<\/p>\n<p>Um terceiro gargalo tecnol\u00f3gico est\u00e1 no processo de fermenta\u00e7\u00e3o das pentoses \u2013 os a\u00e7\u00facares resultantes da quebra (hidr\u00f3lise) da hemicelulose, apontou o pesquisador.<\/p>\n<p>Enquanto a quebra da celulose resulta em glicose \u2013 que \u00e9 um a\u00e7\u00facar facilmente fermentesc\u00edvel a etanol \u2013, a da hemicelulose produz a\u00e7\u00facares de cinco carbonos (pentoses), que os microrganismos (leveduras) existentes hoje n\u00e3o conseguem metaboliz\u00e1-los facilmente para produzir o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o. Por isso, a velocidade de produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o a partir da hemicelulose \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>\u201cHoje \u00e9 poss\u00edvel produzir etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o em grande escala a partir do hidrolisado de celulose. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o a partir do hidrolisado de hemicelulose ainda est\u00e1 em desenvolvimento, e o pr\u00f3prio CTBE acabou de desenvolver uma levedura modificada capaz de produzir etanol a partir das pentoses\u201d, disse Bonomi.<\/p>\n<p>\u201cOs avan\u00e7os esperados nessas \u00e1reas agr\u00edcola, industrial e tecnol\u00f3gica devem fazer com que o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o se torne mais barato que o de primeira\u201d, afirmou.<\/p>\n<h3><span class=\"Apple-style-span\">Rotas tecnol\u00f3gicas<\/span><\/h3>\n<p>As duas usinas de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o existentes no Brasil hoje adotaram diferentes rotas tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Enquanto a GranBio se baseou em uma rota tecnol\u00f3gica chamada\u00a0<i>stand alone<\/i>\u00a0\u2013 caracterizada por uma usina dedicada exclusivamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, sem ser integrada a outra de primeira gera\u00e7\u00e3o \u2013, a Ra\u00edzen (<i>joint venture<\/i>\u00a0entre a Shell e a Cosan) optou por construir uma usina integrada.<\/p>\n<p>Uma vantagem que o processo tecnol\u00f3gico adotado pela Ra\u00edzen apresenta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 GranBio \u00e9 a possibilidade de fermentar pelo menos o hidrolisado de celulose junto com a sacarose do caldo de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">cana<\/span>\u00a0para obter etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, comparou Bonomi.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto a GranBio tem uma tend\u00eancia de transformar em etanol a mistura do hidrolisado de celulose com o hidrolisado de hemicelulose \u2013 ou seja, a combina\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares C6 [da fra\u00e7\u00e3o celul\u00f3sica] da glicose e das pentoses \u2013, a tecnologia da Ra\u00edzen tem mais um processo de fermenta\u00e7\u00e3o do C6 junto com a sacarose, enquanto as pentoses podem ser fermentadas isoladamente na produ\u00e7\u00e3o de etanol\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>As duas usinas, contudo, t\u00eam enfrentado desafios tecnol\u00f3gicos para produzir o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, principalmente na fase de pr\u00e9-tratamento do material, apontou o pesquisador.<\/p>\n<p>Em nota ao Broadcast \u2013 o servi\u00e7o em tempo real do Grupo Estado \u2013 no in\u00edcio de junho, a GranBio admitiu ter mudado o cronograma de investimentos e metas de produ\u00e7\u00e3o de etanol celul\u00f3sico por conta de problemas tecnol\u00f3gicos relacionados ao pr\u00e9-tratamento e pela crise econ\u00f4mica. Mas que espera ter, em 2019, um etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o competitivo como o fabricado a partir da cana.<\/p>\n<p>Consultada pela\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Ag\u00eancia Fapesp<\/span>, a Ra\u00edzen respondeu em nota que um dos pontos-chave para o sucesso que tem obtido com a produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o na usina Costa Pinto, em Piracicaba, \u00e9 justamente a integra\u00e7\u00e3o da planta de segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e0 de primeira gera\u00e7\u00e3o, que proporciona consider\u00e1veis benef\u00edcios log\u00edsticos.<\/p>\n<p>\u201cA companhia aposta nessa tecnologia disruptiva e acredita que os desafios tecnol\u00f3gicos j\u00e1 foram superados. No momento estamos buscando a confiabilidade mec\u00e2nica dos equipamentos e um n\u00edvel satisfat\u00f3rio de excel\u00eancia da planta como um todo\u201d, disse a empresa em nota.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<i>De promessa a realidade: como o etanol celul\u00f3sico pode revolucionar a ind\u00fastria da cana-de-a\u00e7\u00facar: uma avalia\u00e7\u00e3o do potencial competitivo e sugest\u00f5es de pol\u00edtica p\u00fablica<\/i>, de Bonomi e outros, pode ser acessado\u00a0<a href=\"https:\/\/web.bndes.gov.br\/bib\/jspui\/handle\/1408\/4283\" target=\"_blank\"><span class=\"Apple-style-span\">aqui<\/span><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desafio \u00e9 transpor as atuais barreiras agr\u00edcolas, industriais e tecnol\u00f3gicas, aponta pesquisador do CTBE;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73156,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cana.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O desafio \u00e9 transpor as atuais barreiras agr\u00edcolas, industriais e tecnol\u00f3gicas, aponta pesquisador do CTBE;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}