{"id":73099,"date":"2017-09-28T12:30:48","date_gmt":"2017-09-28T15:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73099"},"modified":"2017-09-28T11:58:38","modified_gmt":"2017-09-28T14:58:38","slug":"cientistas-brasileiros-usam-canto-e-dna-para-identificar-nova-perereca-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-brasileiros-usam-canto-e-dna-para-identificar-nova-perereca-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros usam canto e DNA para identificar nova perereca no Cerrado"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73100\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova esp\u00e9cie de anf\u00edbio no Cerrado, o que evidencia, segundo eles, o potencial ainda inexplorado (e amea\u00e7ado) desse bioma no Centro-Oeste do Brasil.<\/p>\n<p>A perereca\u00a0<i>Pithecopus araguaius<\/i>\u00a0foi primeiro avistada pelos pesquisadores &#8211; ligados \u00e0s universidades Unicamp, em S\u00e3o Paulo, e Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), em Minas Gerais &#8211; em estudos de campo em 2010.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, foi poss\u00edvel confirmar que se tratava de uma nova esp\u00e9cie gra\u00e7as a extensos estudos de DNA e an\u00e1lises morfol\u00f3gicas (da apar\u00eancia do animal), al\u00e9m de dados ac\u00fasticos dos sons emitidos pelo anf\u00edbio, distintos dos emitidos at\u00e9 mesmo por pererecas do mesmo g\u00eanero\u00a0<i>Pithecopus<\/i>.<\/p>\n<p>&#8220;O canto serve para que a f\u00eamea reconhe\u00e7a o macho da mesma esp\u00e9cie. Isso nos ajudou a diagnosticar que era (uma esp\u00e9cie) diferente das esp\u00e9cies irm\u00e3s&#8221;, explica \u00e0 BBC Brasil o taxonomista Felipe Andrade, um dos autores da pesquisa &#8211; rec\u00e9m-publicada no peri\u00f3dico cient\u00edfico Plos One &#8211; ao lado de Isabelle Aquemi Haga, Daniel Pacheco Bruschi, Shirlei Recco-Pimentel e Ariovaldo Giaretta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores notaram que a\u00a0<i>araguaius<\/i>\u00a0tem a cabe\u00e7a e o corpo de tamanho um pouco menor que suas irm\u00e3s do g\u00eanero\u00a0<i>Pithecopus\u00a0<\/i>e um padr\u00e3o diferente (que os cientistas chamam de n\u00e3o reticulado) de manchas no corpo.<\/p>\n<p>H\u00e1, agora, 11 tipos de\u00a0<i>Pithecopus<\/i>\u00a0documentados, sendo o\u00a0<i>araguaius<\/i>\u00a0o mais novo deles. Algumas pererecas desse g\u00eanero preferem altitudes mais elevadas, o que tamb\u00e9m as diferencia da\u00a0<i>araguaius<\/i>, que habita terras baixas.<\/p>\n<p>&#8220;O reconhecimento da<i>\u00a0Pithecopus araguaius<\/i>\u00a0\u00e9 importante para o conhecimento da riqueza de anf\u00edbios e diversifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es nessa regi\u00e3o&#8221;, diz trecho do artigo publicado no site da Plos One.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/FDE2\/production\/_98049946_perereca2.jpg\" alt=\"Perereca rec\u00e9m-descoberta\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Perereca rec\u00e9m-descoberta se diferencia de suas irm\u00e3s por tamanho menor da cabe\u00e7a e do corpo e diferen\u00e7as no padr\u00e3o de manchas; acima, registro dos cientistas dela vista de cima e de baixo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Bioma a ser conhecido<\/h2>\n<p>A\u00a0<i>araguaius<\/i>\u00a0foi descoberta na cidade de Pontal do Araguaia, no Mato Grosso, \u00e0 beira do rio Araguaia &#8211; da\u00ed seu nome. Posteriormente, os cientistas documentaram a exist\u00eancia da nova esp\u00e9cie tamb\u00e9m na Chapada dos Guimar\u00e3es e na cidade mato-grossense de Santa Terezinha.<\/p>\n<p>&#8220;A descoberta mostra que em 2017 ainda temos esp\u00e9cies a serem descritas no Cerrado, uma regi\u00e3o com alto \u00edndice de biodiversidade e sob forte impacto da a\u00e7\u00e3o humana&#8221;, afirma Andrade.<\/p>\n<p>Seu orientador, Ariovaldo Giaretta, acrescenta \u00e0 BBC Brasil que o fato de essa regi\u00e3o do Brasil estar sob press\u00e3o &#8211; sobretudo pela expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio &#8211; pode colocar em risco eventuais descobertas de outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&#8220;Por acaso achamos essa nova esp\u00e9cie. Quantas outras podem existir? E n\u00e3o temos ideia de o que est\u00e1 sendo perdido nas \u00e1reas (de Cerrado) que est\u00e3o sumindo&#8221;, diz Giaretta. &#8220;Se novos vertebrados ainda est\u00e3o aparecendo (nas pesquisas), pode haver outras criaturas vivas &#8211; invertebrados, plantas. (&#8230;) \u00c9 estarrecedor que (muitas \u00e1reas) estejam virando pasto para boi.&#8221;<\/p>\n<p>No estudo, os pesquisadores citam o Cerrado como &#8220;um dos mais amea\u00e7ados hotspots da Terra, sobretudo pela perda de h\u00e1bitats por conta do desenvolvimento urbano e agr\u00edcola&#8221;.<\/p>\n<p>E a pr\u00f3pria\u00a0<i>araguaius<\/i>\u00a0pode estar sob perigo de extin\u00e7\u00e3o, por ser uma perereca que habita \u00e1reas baixas e, portanto, de interesse do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda precisamos de muitos esfor\u00e7os para conhecer nossa biodiversidade do Cerrado e mais ainda da Amaz\u00f4nia&#8221;, opina Andrade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova esp\u00e9cie de anf\u00edbio no Cerrado, o que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/perereca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova esp\u00e9cie de anf\u00edbio no Cerrado, o que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73099"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}