{"id":73078,"date":"2017-09-28T11:07:15","date_gmt":"2017-09-28T14:07:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73078"},"modified":"2017-09-28T11:07:15","modified_gmt":"2017-09-28T14:07:15","slug":"baleias-e-golfinhos-no-mar-do-rio-de-janeiro-detectados-em-monitoramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/baleias-e-golfinhos-no-mar-do-rio-de-janeiro-detectados-em-monitoramento\/","title":{"rendered":"Baleias e golfinhos no mar do Rio de Janeiro detectados em monitoramento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/golfinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73079\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/golfinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/golfinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/golfinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ver golfinhos na Ba\u00eda de Guanabara \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica. Agora imagina um grupo de mais de 30 indiv\u00edduos pescando e se divertindo nas \u00e1guas do Rio de Janeiro? Pois \u00e9 assim que tem sido o trabalho de monitoramento de cet\u00e1ceos do projeto\u00a0Baleias &amp; Golfinhos do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Parceria entre o\u00a0Programa Marinho do WWF-Brasil\u00a0com o\u00a0Instituto Mar Adentro,\u00a0o projeto nasceu em 2016 e acompanha, por meio de sa\u00edda de campos frequentes, o comportamento de diferentes esp\u00e9cies de baleias e golfinhos na regi\u00e3o do\u00a0Monumento Natural das Ilhas Cagarras\u00a0e \u00e1reas adjacentes. O trabalho tamb\u00e9m conta com o apoio da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do trabalho, foram\u00a048 sa\u00eddas de campo\u00a0com mais de\u00a02.500 km percorridos\u00a0e cerca de\u00a0320 horas de esfor\u00e7os de observa\u00e7\u00e3o. A equipe, coordenada pela pesquisadora Liliane Lodi, fez\u00a052 registros de avistagens, al\u00e9m de um encalhe. Ao todo, foram monitoradas tr\u00eas esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos: os golfinhos-de-dentes-rugosos, os golfinhos-fl\u00edper e as baleias-jubartes.<\/p>\n<h3><strong>Golfinhos-de-dentes-rugosos<\/strong><\/h3>\n<p>&#8220;O saldo \u00e9 bastante positivo, j\u00e1 que o per\u00edodo de estudo foi curto em se tratando de animais que possuem extensas \u00e1reas de vida e que est\u00e3o em constante movimento. Al\u00e9m disso, nesse tipo de trabalho, dependemos das condi\u00e7\u00f5es ambientais para estar no mar&#8221;, comenta Liliane.<\/p>\n<p>Para ela, o mais satisfat\u00f3rio do trabalho foi ver que a esp\u00e9cie golfinho-de-dentes-rugosos\u00a0\u00e9 bastante frequente no Rio de Janeiro. Entre julho de 2016 e agosto de 2017,\u00a0<strong>64 novos indiv\u00edduos da esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0foram identificados. Ao todo, o cat\u00e1logo conta com um total de 113 indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Entre mar\u00e7o e agosto de 2017, as avistagens desse tipo de golfinho foram ainda mais constantes na ba\u00eda de Guanabara, sendo visto da praia at\u00e9 a ponte Rio-Niter\u00f3i, em uma \u00e1rea de cerca de 7km da entrada para o interior da ba\u00eda, fato at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia de registros do animal na regi\u00e3o. Em todas as avistagens, os golfinhos-de-dentes-rugosos estavam em comportamento de pesca, algumas vezes em associa\u00e7\u00e3o com aves marinhas, como o atob\u00e1-marrom e a fragata.<\/p>\n<p>&#8220;Uma\u00a0<strong>alta frequ\u00eancia de reavistagens (52,6%)<\/strong>\u00a0de indiv\u00edduos identificados por marcas naturais sugere que a maioria dos golfinhos-de-dentes-rugosos foto-identificados apresentam alta fidelidade de \u00e1rea e resid\u00eancia&#8221;, explica a pesquisadora, que utiliza as marcas naturais do dorso do animal para diferenciar um indiv\u00edduo do outro.<\/p>\n<h3><strong>Golfinhos fl\u00edper<\/strong><\/h3>\n<p>Em julho de 2015, outra esp\u00e9cie foi avistada no arquip\u00e9lago das Ilhas Cagarras ap\u00f3s quatro anos de aus\u00eancia:\u00a0os golfinhos-fl\u00edper, um dos cet\u00e1ceos mais simp\u00e1ticos.\u00a0Em 2016 mais cinco avistagens foram realizadas de\u00a0<strong>cinco animais identificados em anos anteriores<\/strong>, incluindo um indiv\u00edduo que n\u00e3o era visto no arquip\u00e9lago h\u00e1 10 anos!<\/p>\n<p>&#8220;O poss\u00edvel retorno dos golfinhos-fl\u00edper merece aten\u00e7\u00e3o\u00a0especial\u00a0porque se trata de uma unidade social com caracter\u00edsticas \u00fanicas, dentre elas sua ocorr\u00eancia exclusiva no inverno e na primavera, al\u00e9m do alto n\u00famero de filhotes nos grupos&#8221;, comenta Liliane.<\/p>\n<p>Os dados obtidos pelo projeto est\u00e3o auxiliando na identifica\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o de dois ec\u00f3tipos ou formas geogr\u00e1ficas do golfinho-fl\u00edper no Atl\u00e2ntico Sul Ocidental, gra\u00e7as \u00e0s diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas externas e de colora\u00e7\u00e3o do animal.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia dos dois ec\u00f3tipos no Brasil foi o principal tema de discuss\u00e3o do II Encontro Internacional sobre Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Tursiops spp. no Atl\u00e2ntico Sul Ocidental, realizado em abril de 2017 na cidade de Rio Grande, inclu\u00eddo como uma das recomenda\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias para uma melhor identifica\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre os dois ec\u00f3tipos.<\/p>\n<h3><strong>Baleias jubarte<\/strong><\/h3>\n<p>Outra esp\u00e9cie que foi avista pelo projeto\u00a0Baleias &amp; Golfinhos do Rio de Janeiro foi a\u00a0baleia-jubarte. Esp\u00e9cie cosmopolita e altamente migrat\u00f3ria, em julho de 2016, foi registrado um elevado n\u00famero de avistagens de baleias-jubarte em \u00e1guas costeiras do Rio de Janeiro durante o in\u00edcio de seu per\u00edodo migrat\u00f3rio em \u00e1guas brasileiras.<\/p>\n<p>A cerca de 14 km da costa foi observada uma profus\u00e3o de borrifos e espumas brancas na superf\u00edcie da \u00e1gua causadas por comportamentos a\u00e9reos (saltos, batidas de nadadeiras peitorais e caudal) que se estendiam por v\u00e1rios quil\u00f4metros em linha reta. &#8220;Esse evento marcava nitidamente a ocorr\u00eancia de um corredor migrat\u00f3rio das baleias-jubarte rumando em dire\u00e7\u00e3o ao Leste. Isso n\u00e3o tinha sido registrado em anos anteriores e n\u00e3o se repetiu em 2017&#8221;, diz Liliane.<\/p>\n<p>No final de agosto de 2017, tr\u00eas baleias-jubartes vivas encalharam em um per\u00edodo de tr\u00eas dias, em diferentes localidades do Rio de Janeiro. A popula\u00e7\u00e3o de baleias-jubarte que habita a costa do Brasil vem mostrando sinais claros de recupera\u00e7\u00e3o populacional desde a proibi\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a comercial no Hemisf\u00e9rio Sul em 1966.<\/p>\n<p>O aumento dos registros de encalhes e avistagens pode ser relacionado ao aumento populacional e de esfor\u00e7os de programas de monitoramento de encalhes e as redes sociais como instrumento de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, como o grupo do Facebook\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/baleiasgolfinhos.rj\/\">Onde est\u00e3o as Baleias e os Golfinhos?<\/a>\u00a0voltado \u00e0 ci\u00eancia cidad\u00e3.<\/p>\n<h3><strong>Prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria<\/strong><\/h3>\n<p>As maiores amea\u00e7as para os golfinhos e baleias na regi\u00e3o s\u00e3o os\u00a0res\u00edduos s\u00f3lidos que flutuam nas \u00e1guas, as capturas incidentais em redes de pesca e as persegui\u00e7\u00f5es aos animais realizadas por lanchas, motos aqu\u00e1ticas e outras embarca\u00e7\u00f5es. Mesmo sendo proibido molestar animais dessa forma (Portaria N\u00b0 117 de 26\/12\/96 do IBAMA) e a regi\u00e3o das Cagarras ser protegida ambientalmente, Liliane explica que ainda \u00e9 comum ver os animais sendo perseguidos ou com sacolas pl\u00e1sticas em diferentes partes do corpo.<\/p>\n<p>A \u00e1rea marinha do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/unidadesdeconservacao\/biomas-brasileiros\/marinho\/unidades-de-conservacao-marinho\/2258-mona-das-ilhas-cagarras\">Monumento Natural das Ilhas Cagarras<\/a>\u00a0n\u00e3o representa prote\u00e7\u00e3o efetiva para os cet\u00e1ceos por si s\u00f3, uma vez que seu espa\u00e7o engloba um raio de 10m ao redor das seis ilhas do arquip\u00e9lago. Portanto, o estabelecimento da Zona de Amortecimento da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o pode ser fundamental para a conserva\u00e7\u00e3o de cet\u00e1ceos nas a\u00e9reas costeiras do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/original\/logo_4.jpg\" alt=\"projeto Baleias e Golfinhos do Rio de Janeiro\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre o projeto<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/baleiasgolfinhos.rj\">Facebook<\/a>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCEmyYtoNc9mDtL0w_5EYjpA?&amp;ab_channel=ProjetoBaleiaseGolfinhosdoRiodeJaneiro\">Youtube<\/a>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/baleiasegolfinhosdorj\/\">Instagram<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ver golfinhos na Ba\u00eda de Guanabara \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica. 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