{"id":73024,"date":"2017-09-27T08:11:56","date_gmt":"2017-09-27T11:11:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=73024"},"modified":"2017-09-27T08:11:56","modified_gmt":"2017-09-27T11:11:56","slug":"imazon-detecta-novo-padrao-de-desmatamento-no-acre-rondonia-e-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/imazon-detecta-novo-padrao-de-desmatamento-no-acre-rondonia-e-para\/","title":{"rendered":"Imazon detecta novo padr\u00e3o de desmatamento no Acre, Rond\u00f4nia e Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-73025\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil tem um dos melhores sistemas de monitoramento do desmatamento por sat\u00e9lite do mundo. Mas os boletins mensais contavam com um problema. Eles n\u00e3o usavam imagens com as melhores defini\u00e7\u00f5es. \u00c1reas equivalentes a at\u00e9 dez campos de futebol eram invis\u00edveis por sat\u00e9lites e acabavam sendo detectadas apenas uma vez por ano nos dados oficiais do sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o deve mudar a partir de agora. O Imazon, uma organiza\u00e7\u00e3o ambiental que monitora a cobertura florestal da Amaz\u00f4nia por sat\u00e9lite, passou a usar um novo sistema de processamento e imagens de sat\u00e9lites que enxerga com mais precis\u00e3o a cobertura florestal. Ele permite identificar um desmatamento que ocorra em apenas 1 hectare (um campo de futebol). Ao aplicar esse sistema, o Imazon identificou que uma parte importante do desmatamento est\u00e1 ocorrendo em pequenas parcelas \u2013 e descobriu uma nova geografia do desmatamento. Os dados ser\u00e3o divulgados nesta ter\u00e7a-feira (26), e \u00c9POCA publica os n\u00fameros com exclusividade.<\/p>\n<p>Segundo o Imazon, a Amaz\u00f4nia perdeu 184 quil\u00f4metros quadrados de florestas em agosto. Destes, 39 quil\u00f4metros quadrados, ou 21%, foram feitos em \u00e1reas menores de 10 hectares e, portanto, permaneceriam invis\u00edveis n\u00e3o fosse o novo sistema. Se essa propor\u00e7\u00e3o se mantiver \u00a0 nos pr\u00f3ximos meses, isso vai indicar que uma parte consider\u00e1vel do desmatamento n\u00e3o estava sendo detectada pelas an\u00e1lises mensais e s\u00f3 apareceriam na avalia\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Os dados mostram que o desmatamento \u201cpequeno\u201d ocorre em uma \u00e1rea diferente do mais tradicional. Eles se concentram no Acre e sul do Amazonas, em Rond\u00f4nia, e no Par\u00e1, incluindo a regi\u00e3o da Calha Norte, considerada menos afetada pelo desmatamento, como mostra o mapa abaixo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Um desmatamento (quase) invis\u00edvel  (Foto: \u00c9poca )\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/n4VRHfTd7juIHlKc3qcEVkbIQro=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/09\/26\/online-desmatamentoamazonlegal-ok.png\" alt=\"Um desmatamento (quase) invis\u00edvel  (Foto: \u00c9poca )\" width=\"640\" height=\"937\" \/><\/div>\n<p>\u201c\u00c9 um padr\u00e3o que ainda precisamos estudar melhor\u201d, diz Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon. &#8220;Temos de investigar mais a fundo para entender as causas. Mas algumas coisas j\u00e1 chamam a aten\u00e7\u00e3o.\u201d Segundo ele, o novo padr\u00e3o pode indicar um problema com desmatamento em assentamentos da reforma agr\u00e1ria nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A derrubada de florestas em \u00e1reas de pequenos produtores e assentamentos \u00e9 um problema que desafia as autoridades ambientais. \u00c9 dif\u00edcil de ser detectado e n\u00e3o se resolve com fiscaliza\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, os assentados t\u00eam pouco conhecimento e tecnologia para produzir sem desmatar. Programas de assist\u00eancia t\u00e9cnica e financiamento podem faz\u00ea-los produzir de forma sustent\u00e1vel,\u00a0<a href=\"http:\/\/conexaoamazonia.epoca.globo.com\/assentamento.shtml\">como \u00c9POCA j\u00e1 mostrou em uma reportagem especial<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Uma boa not\u00edcia<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos desmatamentos pequenos, o boletim de agosto tamb\u00e9m reporta sobre os desmatamentos maiores. Ao todo, os sat\u00e9lites detectaram 184 quil\u00f4metros quadrados de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal. Os n\u00fameros s\u00e3o positivos. Eles mostram uma redu\u00e7\u00e3o de 75% no desmatamento em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. Tamb\u00e9m na degrada\u00e7\u00e3o florestal houve redu\u00e7\u00e3o, mas menor \u2013 uma queda de 37%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de agosto indicam uma continuidade da\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ciencia-e-meio-ambiente\/blog-do-planeta\/noticia\/2017\/06\/desmatamento-da-amazonia-cai-15-nos-ultimos-dez-meses-mas-nao-comemore-ainda.html\">tend\u00eancia de queda no desmatamento j\u00e1 registrada no m\u00eas passado<\/a>. Essa tend\u00eancia foi amplamente comemorada pelo governo, inclusive em discurso do presidente\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/tudo-sobre\/noticia\/2016\/05\/michel-temer.html\">Michel Temer<\/a>\u00a0nas Na\u00e7\u00f5es Unidas. Como agosto \u00e9 um m\u00eas que costuma ter altos \u00edndices de derrubada de florestas, j\u00e1 que \u00e9 per\u00edodo de seca na Amaz\u00f4nia, os dados sugerem motivo para otimismo.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber o n\u00famero oficial do desmatamento, calculado apenas pelo Inpe, mas Carlos Souza estima que o \u00edndice deve ficar acima dos 5.000 quil\u00f4metros quadrados por ano. Isso significa que 2017 reverter\u00e1 a tend\u00eancia de alta de 2016 e 2015 e voltar\u00e1 ao patamar de desmatamento de 2014. \u201c\u00c9 uma boa not\u00edcia, mas n\u00e3o tanto a ponto de festejar. Temos de ter a ambi\u00e7\u00e3o de reduzir mais e buscar o desmatamento zero\u201d, diz. \u00c9 importante lembrar que, em 2014,\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ciencia-e-meio-ambiente\/blog-do-planeta\/noticia\/2016\/11\/brasil-reconhece-que-combate-ao-desmatamento-da-amazonia-esta-estagnado.html\">as taxas de desmatamento j\u00e1 estavam estagnadas<\/a>, com o governo enfrentando dificuldades para reduzir ainda mais a destrui\u00e7\u00e3o da floresta na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem um dos melhores sistemas de monitoramento do desmatamento por sat\u00e9lite do mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/amazonia-4.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Brasil tem um dos melhores sistemas de monitoramento do desmatamento por sat\u00e9lite do mundo.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73024"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}