{"id":72990,"date":"2017-09-26T09:00:20","date_gmt":"2017-09-26T12:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72990"},"modified":"2017-09-26T06:43:29","modified_gmt":"2017-09-26T09:43:29","slug":"peixe-jardineiro-ajuda-a-reflorestar-o-pantanal-dispersando-sementes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/peixe-jardineiro-ajuda-a-reflorestar-o-pantanal-dispersando-sementes\/","title":{"rendered":"\u2018Peixe jardineiro\u2019 ajuda a reflorestar o Pantanal dispersando sementes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/peixe_jardineiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72991\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/peixe_jardineiro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/peixe_jardineiro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/peixe_jardineiro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A borda em volta do Pantanal tem 217 mil quil\u00f4metros quadrados. Quando a vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 retirada, a terra fica mais fr\u00e1gil e a chuva leva areia para o leito dos rios que v\u00e3o entupindo a plan\u00edcie.<\/p>\n<p>\u201cHouve um avan\u00e7o grande do desmatamento por conta das bordas. S\u00e3o duas frentes de impacto que a gente v\u00ea acontecer: a ocupa\u00e7\u00e3o do planalto com a maior entrada de sedimentos e o pr\u00f3prio uso da terra dentro da plan\u00edcie\u201d, explica o bi\u00f3logo Carlos Padovani, da Embrapa Pantanal.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\">Metade da vegeta\u00e7\u00e3o da bacia do Alto Paraguai j\u00e1 foi devastada. O encontro das \u00e1guas ali n\u00e3o \u00e9 um espet\u00e1culo de beleza, \u00e9 um desequil\u00edbrio.<\/div>\n<p>A \u00e1gua barrenta do rio Sepotuba traz muita terra do planalto e joga tudo no rio Paraguai. O professor Aguinaldo Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, acompanha, h\u00e1 uma d\u00e9cada a mudan\u00e7a na paisagem. Ele coleta amostras e mede a quantidade de areia e terra na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os rios pantaneiros mudam de curso. Mas o que deveria levar s\u00e9culos, est\u00e1 acontecendo em pouco anos. No encontro dos rios Vermelho e Miranda, a barreira de sacos \u00e9 pra segurar a correnteza est\u00e1 arrancando a terra e j\u00e1 amea\u00e7a a casa. Para os pesquisadores, \u00e9 assim que o Pantanal pede socorro.<\/p>\n<p>Com o frescor do amanhecer, a equipe do Globo Rep\u00f3rter sai para pescar. Mas \u00e9 uma pescaria diferente. Vamos conhecer os peixes jardineiros. &#8220;Eles fazem a dispers\u00e3o de sementes nas \u00e1reas alagadas. Essa intera\u00e7\u00e3o peixe-planta ocorre no per\u00edodo de cheia em \u00e1reas alag\u00e1veis como o Pantanal e na Amaz\u00f4nia&#8221;, explica a pesquisadora Joisiane Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Mas o que acontece com os frutos que os peixes comem? Em busca de respostas, os pesquisadores pegam os animais e recolhem o material que eles t\u00eam no est\u00f4mago e depois soltam de volta no rio. O pacu \u00e9 um campe\u00e3o. Ele nada pra longe e leva na barriga um jardim a ser semeado.<\/p>\n<p>\u201cEncontramos indiv\u00edduos com mais de 3.500 sementes inteiras, com uma diversidade de 14 esp\u00e9cies de plantas diferentes dentro dele. Ent\u00e3o o pacu, pra gente \u00e9 considerado o melhor dispersor que as outras esp\u00e9cies\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Por isso, o regime de cheias e secas ajuda a manter vivo o Pantanal: nos campos alagados, os cardumes espalham sementes que v\u00e3o brotar quando as \u00e1guas baixarem. Assim, o ciclo da vida se renova.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A borda em volta do Pantanal tem 217 mil quil\u00f4metros quadrados. 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