{"id":72978,"date":"2017-09-26T15:00:29","date_gmt":"2017-09-26T18:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72978"},"modified":"2017-09-26T06:34:44","modified_gmt":"2017-09-26T09:34:44","slug":"reservas-de-agua-congelada-em-mercurio-medem-o-dobro-da-area-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reservas-de-agua-congelada-em-mercurio-medem-o-dobro-da-area-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Reservas de \u00e1gua congelada em Merc\u00fario medem o dobro da \u00e1rea de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72979\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas planet\u00e1rios da Universidade Brown, nos Estados Unidos, acabam de publicar um artigo cujos resultados, \u00e0 primeira vista, podem parecer peculiares. Eles descobriram que a quantidade de gelo presente na superf\u00edcie de Merc\u00fario \u00e9 muito maior do que se pensava.<\/p>\n<p>Mas como pode um planeta t\u00e3o pr\u00f3ximo do Sol apresentar temperaturas t\u00e3o baixas a ponto de permitir que a \u00e1gua se mantenha em estado s\u00f3lido?<\/p>\n<p>Basta saber onde procurar. Como n\u00e3o h\u00e1 atmosfera para reter o calor, certas regi\u00f5es que ficam sempre nas sombras, como os fundos de crateras, s\u00e3o congelantes o bastante. Se essas \u00e1reas nas quais a luz n\u00e3o chega estiverem nos polos, onde a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 menor, temos o lugar perfeito para se encontrar \u00e1gua congelada.<\/p>\n<p>Foi em uma dessas regi\u00f5es, no polo norte do planetinha s\u00f3 40% maior do que a Lua, que os pesquisadores acharam tr\u00eas grandes len\u00e7\u00f3is de gelo, em volta dos quais existem diversas reservas com dimens\u00f5es menores.<\/p>\n<p>\u201cAdicionando esses dep\u00f3sitos de menor escala aos dep\u00f3sitos maiores dentro das crateras, acrescenta-se significativamente ao invent\u00e1rio de gelo superficial em Merc\u00fario\u201d, disse\u00a0<a href=\"https:\/\/news.brown.edu\/articles\/2017\/09\/mercury\">em comunicado<\/a>\u00a0Ariel Deutsch, l\u00edder do estudo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-667\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"\u00c1rea combinada dos tr\u00eas dep\u00f3sitos de \u00e1gua congelada em Merc\u00fario \u00e9 de 3.400 km\u00b2 (Foto: Head lab \/ Brown University)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ce27SjiDLZQZBEHI8dvnNn8Bmks=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/09\/21\/cratera-mercurio-agua.jpg\" alt=\"\u00c1rea combinada dos tr\u00eas dep\u00f3sitos de \u00e1gua congelada em Merc\u00fario \u00e9 de 3.400 km\u00b2 (Foto: Head lab \/ Brown University)\" width=\"639\" height=\"575\" \/><label class=\"foto-legenda\">\u00c1REA COMBINADA DOS TR\u00caS DEP\u00d3SITOS DE \u00c1GUA CONGELADA EM MERC\u00daRIO \u00c9 DE 3.400 KM\u00b2 (FOTO: HEAD LAB \/ BROWN UNIVERSITY)<\/label><\/div>\n<p><em><strong>Dados de sonda da Nasa<\/strong><\/em><br \/>\nA pesquisa publicada no peri\u00f3dico\u00a0<em>Geophysical Research Letters<\/em>\u00a0foi feita em parceria com o orientador de doutorado de Deutsch, Jim Head, e Gregory Neumann, do centro Goddard da\u00a0<a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2015\/08\/nasa-saiba-mais-sobre-agencia-espacial-americana.html\">Nasa<\/a>. O trio analisou dados coletados em Merc\u00fario por um dos instrumentos da sonda MESSENGER, que media com laser a refletividade da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Regi\u00f5es brilhantes sugerem a presen\u00e7a de gelo, j\u00e1 que o relevo rochoso \u00e9 mais escuro por refletir menos luz.<\/p>\n<p>Com essas informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores estimaram a \u00e1rea combinada dos tr\u00eas grandes reservat\u00f3rios em 3,4 mil quil\u00f4metros quadrados \u2014 pouco mais de duas vezes a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No terreno em volta das crateras, a baixa resolu\u00e7\u00e3o do instrumento s\u00f3 permitiu identificar outros quatro dep\u00f3sitos com cerca de cinco quil\u00f4metros de di\u00e2metro, mas a equipe afirma que o padr\u00e3o de refletividade da regi\u00e3o como um todo sugere a presen\u00e7a de um grande n\u00famero de pequenos dep\u00f3sitos.<\/p>\n<p><em><strong>\u00c1gua por toda parte<\/strong><\/em><br \/>\n\u201cAchamos que provavelmente existem muitos, muitos mais destes, com tamanhos variando de um quil\u00f4metro at\u00e9 poucos cent\u00edmetros\u201d, diz Deutsch. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante com a verificada\u00a0<a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2017\/07\/existe-muito-mais-agua-na-lua-do-que-se-imaginava.html\">na Lua, onde tamb\u00e9m h\u00e1 abund\u00e2ncia de gelo<\/a>\u00a0nos polos.<\/p>\n<p>Mas, em primeiro lugar, como essa \u00e1gua toda foi parar em Merc\u00fario? H\u00e1 duas hip\u00f3teses: teria sido trazida por cometas e asteroides, ou pode ter se formado no pr\u00f3prio solo, a partir de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre o oxig\u00eanio e o hidrog\u00eanio injetado na superf\u00edcie atrav\u00e9s do vento solar.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2017GL074723\/full\">pesquisa<\/a>\u00a0pode ajudar a solucionar o mist\u00e9rio. \u201cUma das maiores coisas que queremos entender \u00e9 como a \u00e1gua e outros vol\u00e1teis est\u00e3o distribu\u00eddos pelo Sistema Solar interior \u2014 incluindo a Terra, a Lua e nossos vizinhos planet\u00e1rios\u201d, diz o coautor Jim Head. \u201cEsse estudo abre nossos olhos a novos lugares para se procurar por evid\u00eancia de \u00e1gua e sugere que existe muito mais dela em Merc\u00fario do que pens\u00e1vamos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas planet\u00e1rios da Universidade Brown, nos Estados Unidos, acabam de publicar um artigo cujos resultados,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72979,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/mercurio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas planet\u00e1rios da Universidade Brown, nos Estados Unidos, acabam de publicar um artigo cujos resultados,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72978"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72978\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}