{"id":72845,"date":"2017-09-24T09:42:37","date_gmt":"2017-09-24T12:42:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72845"},"modified":"2017-09-24T09:42:37","modified_gmt":"2017-09-24T12:42:37","slug":"familia-produz-morangos-sem-agrotoxicos-e-com-selo-verde-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/familia-produz-morangos-sem-agrotoxicos-e-com-selo-verde-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia produz morangos sem agrot\u00f3xicos e com selo verde no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72846\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voltar para o campo \u00e9 o desejo de muita gente que cresceu na Zona Rural, mas acabou na cidade. Fazer o caminho de volta exige planejamento, disciplina e, na maioria das vezes, inova\u00e7\u00e3o, para aumentar a renda no campo.<\/p>\n<p>Foi esse o caminho escolhido por tr\u00eas jovens ga\u00fachos que se uniram por um projeto de produzir morangos sem agrot\u00f3xicos e com selo verde, no\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/rio-grande-do-sul\">Rio Grande do Sul<\/a>. O projeto que uniu um antrop\u00f3logo, uma farmac\u00eautica e uma advogada. Eles queriam um neg\u00f3cio rent\u00e1vel, que pudesse competir com as oportunidades que eles tinham na cidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos as primeiras mudas de morango chegaram \u00e0 fazenda dos Kartsch, em\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/cidade\/estrela.html\">Estrela<\/a>, no Rio Grande do Sul. O munic\u00edpio fica \u00e0s margens do rio Taquari, a 100km de Porto Alegre. \u00c9 base de uma col\u00f4nia alem\u00e3. A Zona Rural \u00e9 tomada por granjas.<\/p>\n<p>Dona Fl\u00e1via e seu Renato cresceram no campo. Primeiro na agricultura e depois com os animais. Eles s\u00e3o os pais da Marlove, a farmac\u00eautica, e da M\u00e1rcia, a advogada. Sogros do Luiz, o antrop\u00f3logo. A hist\u00f3ria do morango come\u00e7ou depois do casamento desses dois.<\/p>\n<div id=\"entenda_o_caso_329\" class=\"entenda-o-caso componente_materia\"><strong>Sonho realizado<\/strong><br \/>\nO sonho deles n\u00e3o era s\u00f3 produzir morango. Eles queriam um neg\u00f3cio muito produtivo, que respeitasse o meio ambiente e tamb\u00e9m as pessoas. E, al\u00e9m disso, eles queriam um neg\u00f3cio rent\u00e1vel, que pudesse competir com as oportunidades que eles tinham na cidade.<\/div>\n<p>Uma estufa gigante com 102 metros de comprimento, por 28 de largura faz o cultivo protegido. Ela objetiva que a planta tenha uma prote\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o entre dentro da estufa as doen\u00e7as e pragas que poderiam estar infligindo os morangos.<\/p>\n<p>O teto pl\u00e1stico do cultivo protegido reduz o uso de agrot\u00f3xicos. 80% menos, segundo a Andreia Binz Tonin, que \u00e9 t\u00e9cnica da Emater (Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural) local. \u201cO pl\u00e1stico usado nessa estufa tem um efeito guarda-chuva. N\u00e3o permite que a \u00e1gua chegue at\u00e9 as folhas e n\u00e3o tendo \u00e1gua livre nas folhas do morangueiro, o fungo n\u00e3o consegue penetrar nas folhas\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>As planta\u00e7\u00f5es de morango t\u00eam evolu\u00eddo do plantio aberto, no solo, para bancadas protegidas por tetos de pl\u00e1stico, laterais abertas. Metade do morango ga\u00facho j\u00e1 est\u00e1 em estufas desse tipo. Os Kartch foram al\u00e9m. Protegeram a produ\u00e7\u00e3o com uma tela que barra os insetos indesej\u00e1veis, aqueles que podem trazer doen\u00e7as.<\/p>\n<p>No ch\u00e3o, nada de mato. Um tapete de r\u00e1fia impede o crescimento de plantas. Ele evita o trabalho de capina e a aplica\u00e7\u00e3o de herbicidas\u00a0 &#8211; qualquer veneno no ch\u00e3o pode chegar nos morangos, plantados logo acima, nessas bolsas com substrato &#8211; compradas prontas e que substituem a terra. E, apesar da estufa fechada, tem a abelha nativa, sem ferr\u00e3o, e a \u00e1pis. Elas entram e saem por dentro das colmeias, na parede da estufa. \u00c9 que a caixa tem uma passagem secreta na tela s\u00f3 para as abelhas. \u00c9 o que permite o vai e vem.<\/p>\n<p>\u201cA poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante no morango porque aumenta a produtividade e a qualidade do fruto. Reduz 70% a m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de frutos. E tamb\u00e9m at\u00e9 o calibre o fruto fica melhor com essa quest\u00e3o da poliniza\u00e7\u00e3o\u201d, explica Andr\u00e9ia.<\/p>\n<p><strong>Certifica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO fertilizante \u00e9 convencional, n\u00e3o org\u00e2nico. Isso n\u00e3o impediu que a propriedade ganhasse um selo verde internacional da Rainforest Alliance &#8211; Alian\u00e7a das Florestas \u00damidas. Caf\u00e9s e chocolates s\u00e3o os produtos mais comuns a ter o selo. O morango que a M\u00e1rcia \u00e9 agora o primeiro do brasil com o selo.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o pode chegar a 116 toneladas por ano<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio eram 36 toneladas de morango por ano. Com a amplia\u00e7\u00e3o pretendida pela fam\u00edlia, devem chegar a 116. Sem contar o aumento de produtividade. Hoje, cada p\u00e9 produz 1 quilo de morango o ano todo. Com a tecnologia M\u00e1rcia e Luiz querem chegar a 1 quilo e trezentos gramas. Sobre faturamento, eles n\u00e3o gostam de falar. Mas revelam que os morangos j\u00e1 rendem quase dez vezes mais que os avi\u00e1rios da fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para o campo \u00e9 o desejo de muita gente que cresceu na Zona Rural,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72846,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/morango.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Voltar para o campo \u00e9 o desejo de muita gente que cresceu na Zona Rural,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72845"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72845\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}