{"id":72821,"date":"2017-09-23T14:00:03","date_gmt":"2017-09-23T17:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72821"},"modified":"2017-09-23T13:22:33","modified_gmt":"2017-09-23T16:22:33","slug":"a-relacao-sombria-entre-o-comercio-de-marfim-e-o-cativeiro-de-elefantes-em-zoos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-relacao-sombria-entre-o-comercio-de-marfim-e-o-cativeiro-de-elefantes-em-zoos\/","title":{"rendered":"A rela\u00e7\u00e3o sombria entre o com\u00e9rcio de marfim e o cativeiro de elefantes em zoos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72822\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com menos de 650 mil elefantes no planeta, eles correm um s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o e \u00e9 nosso dever proteg\u00ea-los. Uma das maiores amea\u00e7as aos animais \u00e9 a ca\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, os elefantes enfrentaram a iminente amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que suas presas s\u00e3o arrancadas brutalmente de seus rostos para atender a demanda global por marfim.<\/p>\n<p>Este com\u00e9rcio est\u00e1 repleto de corrup\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis e os lucros geralmente financiam grupos terroristas perigosos.<\/p>\n<p>A crise do marfim tem estado sob os holofotes recentemente, conforme um n\u00famero crescente de munic\u00edpios dos EUA \u00e9 responsabilizado por sua participa\u00e7\u00e3o nesse com\u00e9rcio. Embora muitas pessoas acreditem que ele \u00a0ocorre apenas em pa\u00edses distantes, onde os elefantes moram, isso n\u00e3o poderia estar mais longe da realidade.<\/p>\n<p>Estima-se que cerca de um elefante seja morto a cada 15 minutos por suas presas, totalizando a perda di\u00e1ria de 100 elefantes. Considerando o ritmo lento de reprodu\u00e7\u00e3o dos animais, muitos cientistas acreditam que eles podem ser extintos da natureza nos pr\u00f3ximos 20 anos.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o mundial de elefantes foi seriamente prejudicada durante o s\u00e9culo 20 como resultado direto do com\u00e9rcio mundial de marfim. Em um esfor\u00e7o para proteger a popula\u00e7\u00e3o de animais, uma proibi\u00e7\u00e3o internacional do marfim foi estabelecida em 1989.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, de acordo com esta legisla\u00e7\u00e3o, qualquer marfim que j\u00e1 estava em circula\u00e7\u00e3o antes da proibi\u00e7\u00e3o ainda poderia ser importado e exportado. Com essa brecha, marfins mais recentes conseguiram entrar em circula\u00e7\u00e3o e os traficantes passaram a falsificar documentos e produtos de marfim para faz\u00ea-los parecer antigos.<\/p>\n<p>Quando um elefante \u00e9 assassinado por seu marfim, isso afeta tamb\u00e9m toda a sua fam\u00edlia. Os beb\u00eas s\u00e3o privados do amor de suas m\u00e3es enquanto os elefantes mais velhos perdem seus filhos, irm\u00e3s ou irm\u00e3os. O v\u00ednculo entre as m\u00e3es e os beb\u00eas elefantes \u00e9 semelhante ao das m\u00e3es e crian\u00e7as humanas.<\/p>\n<p>Os elefantes vivem naturalmente em grupos matriarcais, liderados por uma f\u00eamea mais antiga que geralmente \u00e9 substitu\u00edda por sua filha mais velha depois que ela morre. As f\u00eameas se ajudam com o cuidado e a educa\u00e7\u00e3o dos jovens enquanto os machos adultos ficam em grupos separados. Os la\u00e7os profundos e amorosos entre essas fam\u00edlias duram a vida inteira, mas quando a fam\u00edlia \u00e9 destro\u00e7ada por ca\u00e7adores, eles se perdem para sempre.<\/p>\n<p>Para impedir o com\u00e9rcio do marfim, o primeiro passo \u00e9 parar de comprar produtos de animais selvagens. Todo item de marfim foi criado a partir de um elefante que foi morto. Mas o que mais os amantes de animais podem fazer? Muitos zool\u00f3gicos se vangloriam dos seus esfor\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o e afirmam que ajudam a combater esse com\u00e9rcio, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p><strong>O papel dos zool\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_695516\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-695516 lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix.jpg\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix.jpg 768w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-250x167.jpg 250w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-100x67.jpg 100w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-177x118.jpg 177w\" alt=\"Elefantes na natureza\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix.jpg\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix.jpg 768w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-250x167.jpg 250w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-100x67.jpg 100w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/pix-177x118.jpg 177w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto; Pixabay<\/p>\n<\/div>\n<p>Muitos zoos alegam que seus programas de reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro \u00a0ajudam a preservar esp\u00e9cies e que a exposi\u00e7\u00e3o de animais \u00e9 uma forma de prote\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, na realidade, eles compram os animais, sequestrando-os da natureza e mantendo-os confinados para obterem lucros.<\/p>\n<p>Quando os elefantes adultos s\u00e3o assassinados por suas presas, muitos beb\u00eas \u00f3rf\u00e3os s\u00e3o vendidos para terem uma vida em cativeiro. Por exemplo, em 2015, um grupo de filhotes foi exportado do Zimb\u00e1bue, meses depois de terem sido capturados da natureza para serem vendidos para zoos na China. Mais recentemente, em Maio deste ano, a Nam\u00edbia vendeu cinco filhotes para um zoo em Dubai por um valor n\u00e3o divulgado, segundo o One Green Planet.<\/p>\n<p>Os zoos podem argumentar que manter os animais em cativeiro funciona para proteger a esp\u00e9cie, mas, de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o Born Free USA, isso n\u00e3o ocorre. O principal risco para os elefantes \u00e9 a ca\u00e7a na natureza. Mesmo com a pequena popula\u00e7\u00e3o de elefantes, nada justifica sua captura.<\/p>\n<p>Os elefantes na natureza s\u00e3o amea\u00e7ados por ca\u00e7adores, mas aqueles que vivem aprisionados enfrentam um grande sofrimento. Estat\u00edsticas mostram que as taxas de mortalidade dos animais aumentam significativamente em zoos.<\/p>\n<p>Os indiv\u00edduos selvagens podem viver em m\u00e9dia at\u00e9 75 anos e a expectativa de vida t\u00edpica entre os animais confinados varia de apenas 20 a 30 anos.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 pouco debate sobre como a ca\u00e7a de elefantes \u00e9 uma pr\u00e1tica brutal. Isso, no entanto, n\u00e3o justifica a coloca\u00e7\u00e3o ou a cria\u00e7\u00e3o de elefantes em zoos. Pelo contr\u00e1rio, as estat\u00edsticas apontam que as taxas de mortalidade de elefantes aumentam significativamente em zoos, al\u00e9m \u00a0dos riscos conhecidos nos de doen\u00e7as f\u00edsicas, problemas psicol\u00f3gicos e at\u00e9 doen\u00e7as. Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias para mostrar que a denominada prote\u00e7\u00e3o nos zoos ter\u00e1 impactados sobre o decl\u00ednio dos elefantes devido \u00e0 ca\u00e7a\u201d, disse Prashant Khetan, da Born Free.<\/p>\n<p>Os zool\u00f3gicos apresentam uma r\u00e9plica triste de um ambiente \u201cnatural\u201d e animais que foram separados de suas fam\u00edlias para serem exibidos como entretenimento. As condi\u00e7\u00f5es do cativeiro e os pisos r\u00edgidos provocam artrite e problemas nos p\u00e9s e nas articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O sofrimento psicol\u00f3gico causado pela aus\u00eancia de exerc\u00edcio e companheirismo faz com que os elefantes em cativeiro tenham comportamentos anormais e repetitivos. Alguns zoos ainda realizam adestramentos cru\u00e9is, como amea\u00e7ar os animais com bullhooks, uma ferramenta dolorosa. Esta pr\u00e1tica resultou em mais de 135 feridos humanos e 18 \u00f3bitos humanos desde 1990.<\/p>\n<p>Os zoos perpetuam a ideia de que os elefantes s\u00e3o nossos, mas nenhum animal deveria ser explorado por seres humanos. Os zoos n\u00e3o possuem\u00a0 valor educacional para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Os elefantes mantidos em cativeiro est\u00e3o com excesso de peso e 40% s\u00e3o considerados obesos e exibem regularmente sinais claros de zoochosis mental, como movimentos repetitivos e automutila\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, eles sucumbem frequentemente a doen\u00e7as que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o encontradas na natureza, incluindo tuberculose, artrite, infertilidade, entre muitas outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com menos de 650 mil elefantes no planeta, eles correm um s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elefantes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com menos de 650 mil elefantes no planeta, eles correm um s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}