{"id":72661,"date":"2017-09-20T10:00:35","date_gmt":"2017-09-20T13:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72661"},"modified":"2017-09-20T07:35:54","modified_gmt":"2017-09-20T10:35:54","slug":"levantamento-mostra-que-ha-microplastico-na-agua-da-torneira-de-todo-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/levantamento-mostra-que-ha-microplastico-na-agua-da-torneira-de-todo-o-mundo\/","title":{"rendered":"Levantamento mostra que h\u00e1 micropl\u00e1stico na \u00e1gua da torneira de todo o mundo"},"content":{"rendered":"<h4><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72665\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>De dez amostras coletadas em S\u00e3o Paulo, nove estavam contaminadas<\/h4>\n<p>Pesquisas j\u00e1 tinham comprovado a a exist\u00eancia de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>\u00a0nas \u00e1guas de oceanos, de gelo marinho, de lagos remotos, de rios e tamb\u00e9m na atmosfera, mas a \u00e1gua da torneira ainda n\u00e3o havia sido estudada.<\/p>\n<p>Um\u00a0levantamento in\u00e9dito feito pela organiza\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Orb Media<\/i>\u00a0identificou que mais de 80% de amostras coletadas dos cinco continentes do mundo possuem\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>. A pesquisa tamb\u00e9m revelou que a \u00e1gua subterr\u00e2nea, considerada uma das mais seguras quanto \u00e0 potabilidade, tamb\u00e9m est\u00e1 contaminada por\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">fibras<\/span><span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1sticas<\/span>.<\/p>\n<p>Foram encontradas fibras de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico na \u00e1gua<\/span>\u00a0das torneiras das cidades de Nova Iorque (Estados Unidos), Londres (Inglaterra), Beirute (L\u00edbano), Nova Deli (\u00cdndia), Quito (Equador) e outras cidades.<\/p>\n<p>Confira, na imagem a seguir, um exemplar de fibra encontrada na \u00e1gua da torneira do Trump Tower, em Nova Iorque, nos EUA:<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.ecycle.com.br\/images\/STELLA\/microplasticos-trump-tower-750.jpg\" alt=\"Micropl\u00e1sticos Trump Tower\" width=\"640\" height=\"416\" \/><br \/>\n<small><i>Imagem: Zanone Fraissat\/Folhapress<\/i><\/small><\/div>\n<p>A partir desse levantamento, o jornal brasileiro Folha de S. Paulo colheu outras dez amostras de torneiras da cidade de S\u00e3o Paulo e as enviou para serem analisadas por especialistas da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de Minnesota, nos EUA.<\/p>\n<p>As amostras foram colhidas no Parque do Ibirapuera, na Universidade de S\u00e3o Paulo, na Pra\u00e7a da S\u00e9 e no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand (Masp).<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn4.ecycle.com.br\/images\/STELLA\/microplastico-amostras-750.jpg\" alt=\"Amostras\" width=\"640\" height=\"394\" \/><br \/>\n<small><i>imagem: Zanone Fraissat\/Folhapress<\/i><\/small><\/div>\n<p>O resultado da an\u00e1lise mostrou que, de dez amostras, nove estavam contaminadas por\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>. Mesmo invis\u00edveis, os micropl\u00e1sticos est\u00e3o presentes.<\/p>\n<div><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/mais.uol.com.br\/static\/uolplayer\/?mediaId=16306541&amp;share=false\" width=\"640\" height=\"341\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<p>At\u00e9 o momento, n\u00e3o se sabe como essas fibras de pl\u00e1stico v\u00e3o parar na \u00e1gua e nem os riscos que o consumo desse tipo de material pode trazer. Mas sabe-se que quando a \u00e1gua \u00e9 aquecido (o que ocorre com frequ\u00eancia no processo de cozimento de alimentos, por exemplo), h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias nocivas que est\u00e3o ligadas \u00e0 superf\u00edcie do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>.<\/p>\n<h2>Legisla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Voc\u00ea deve estar pensando: n\u00e3o existe algum tipo regula\u00e7\u00e3o que certifica a potabilidade da \u00e1gua?<\/p>\n<p>Sim, existe. O problema \u00e9 que, como a pr\u00f3pria Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp)\u00a0pronunciou, nos par\u00e2metros brasileiros de \u00e1gua pot\u00e1vel n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00f5es a micropart\u00edculas de pl\u00e1stico&#8230; E nem a horm\u00f4nios ou a outras subst\u00e2ncias correlatas. Nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses n\u00e3o \u00e9 diferente; as ag\u00eancias reguladoras n\u00e3o estabeleceram normas de seguran\u00e7a para a presen\u00e7a de part\u00edculas de pl\u00e1stico na \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p>Das 28 esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua da Sabesp na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, duas est\u00e3o equipadas com membranas de nanofiltra\u00e7\u00e3o. Um tipo de filtra\u00e7\u00e3o capaz de reter pequenas part\u00edculas.<\/p>\n<p>Como reportou o\u00a0a Folha de S. Paulo, uma dessas duas esta\u00e7\u00f5es equipadas com sistema de nanofiltra\u00e7\u00e3o fica no sistema Guarapiranga, que abastece as regi\u00f5es sul e sudoeste de S\u00e3o Paulo; e a regi\u00e3o de Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Gua\u00e7u. Mas dos 16 mil litros por segundo que processa, s\u00f3 dois mil passam pela membrana. A outra esta\u00e7\u00e3o com membranas de nanofiltra\u00e7\u00e3o \u00e9 a do sistema Rio Grande, que abastece Diadema, S\u00e3o Bernardo do Campo e Santo Andr\u00e9. Ali, s\u00f3 um d\u00e9cimo da \u00e1gua passa pela nanofiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Cadeia alimentar<\/h2>\n<p>Al\u00e9m do problema do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico na \u00e1gua<\/span>\u00a0em si, existe o fato do pl\u00e1stico atrair para si subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e acabar intoxicando animais na base da cadeia alimentar.<\/p>\n<p>Quando o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>\u00a0vai parar no oceano, ele absorve outros poluentes e, uma vez acumulado em animais da cadeia alimentar, &#8211; como ostras, por exemplo &#8211; passa a estar presente no organismo humano carregando uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/p>\n<h3>Ingerindo t\u00f3xicos<\/h3>\n<p>De acordo com o ocean\u00f3grafo da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Felipe Gusm\u00e3o, o programa internacional\u00a0<i>Pellet Watch<\/i>\u00a0&#8211; que monitora pl\u00e1sticos em praias ao redor do planeta &#8211; registrou algumas das amostras mais contaminadas entre as provenientes no mar de Santos.<\/p>\n<p>Dentre os poluentes que aderem ao\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>, a\u00a0<i>Pellet Watch<\/i>\u00a0destacou os POPs, subst\u00e2ncias t\u00f3xicas bioacumulativas e biomagnificadas. Os\u00a0POPs\u00a0persistem no ambiente durante muito tempo e t\u00eam a capacidade de se acumularem na gordura, no sangue e nos fluidos corporais de humanos e animais causando disfun\u00e7\u00f5es hormonais, imunol\u00f3gicas, neurol\u00f3gicas e reprodutivas.<\/p>\n<p>Richard Thompson, pesquisador da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, afirmou que, uma vez no intestino, a libera\u00e7\u00e3o dos produtos t\u00f3xicos presentes no micropl\u00e1stico ocorre de forma bem r\u00e1pida.<\/p>\n<h2>De onde vem o micropl\u00e1stico?<\/h2>\n<p>O\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>\u00a0j\u00e1 est\u00e1 presente nos alimentos, no sal, na cerveja, no ar e na \u00e1gua. Para entender melhor como ele contamina tudo isso, confira a mat\u00e9ria: &#8220;H\u00e1 micropl\u00e1stico nos alimentos, no sal, no ar e na \u00e1gua. Saiba como ele surge, mude h\u00e1bitos e previna-se&#8221;.<\/p>\n<p>Mas quanto \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da torneira, somente uma fonte foi confirmada: o\u00a0tecido sint\u00e9tico. O tecido sint\u00e9tico \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico e,\u00a0durante a lavagem\u00a0pode soltar at\u00e9 700 mil fibras cada vez que for lavado.<\/p>\n<p>Nos EUA, s\u00e3o despejados nas vias fluviais p\u00fablicas cerca de 29 toneladas por dia de fibras de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">micropl\u00e1stico<\/span>. Um estudo feito na Fran\u00e7a mostrou que tr\u00eas a nove toneladas de fibras sint\u00e9ticas se depositam sobre Paris a cada ano. E se voc\u00ea reparar, n\u00e3o \u00e9 somente nas roupas que a fibra sint\u00e9tica est\u00e1 presente. O tecido sint\u00e9tico tamb\u00e9m faz parte do estofamento de carros e sof\u00e1s, len\u00e7\u00f3is de cama, almofadas, echarpes, redes de pesca, bolsas, tapetes e uma infinidade de outros itens.<\/p>\n<h3>O que fazer?<\/h3>\n<p>Apenas 14% de todo o plastico \u00e9 reciclado&#8230; O restante desperdi\u00e7a, por ano, de 80 a 120 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no processo de produ\u00e7\u00e3o. E ainda 32% de todo o pl\u00e1stico que n\u00e3o \u00e9 reciclado escapa para o ambiente e por l\u00e1 permanece durante centenas de anos. Pensando nisso, a iniciativa\u00a0<i>The New Economy Plastic<\/i>\u00a0convida empresas e organiza\u00e7\u00f5es a repensarem a cadeia de produ\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico, um necessidade urgente.<\/p>\n<p>Enquanto consumidores, o que podemos fazer \u00e9 reduzir o consumo de pl\u00e1stico na medida do poss\u00edvel:<\/p>\n<ul>\n<li>Troque sua escova de dentes de pl\u00e1stico por uma de\u00a0bambu.<\/li>\n<li>Prefira embalagens de vidro.<\/li>\n<li>Troque a\u00a0fibra sint\u00e9tica\u00a0pelo\u00a0algod\u00e3o org\u00e2nico.<\/li>\n<li>Reutilize!\u00a0Reinvente seus objetos.<\/li>\n<li>Zere o consumo de itens de pl\u00e1stico sup\u00e9rfluos, como canudinhos.<\/li>\n<li>Zere o consumo de cosm\u00e9ticos com esfoliantes sint\u00e9ticos; substitua-os por receitas naturais.\u00a0Confira seis receitas de esfoliantes caseiros.<\/li>\n<li>Repense seu consumo e o que voc\u00ea pode fazer para reduzir o pl\u00e1stico presente na sua vida.<\/li>\n<li>D\u00ea prioridade aos biopl\u00e1sticos. Conhe\u00e7a o pl\u00e1stico\u00a0verde, o pl\u00e1stico\u00a0PLA\u00a0e o pl\u00e1stico\u00a0de amido.<\/li>\n<li>Descarte corretamente e encaminhe para reciclagem. Confira quais s\u00e3o os postos de coleta mais pr\u00f3ximos de sua resid\u00eancia.<\/li>\n<li>Pressione empresas e governos para que garantam o retorno do pl\u00e1stico \u00e0 cadeia de produ\u00e7\u00e3o, afinal de contas, nem todo pl\u00e1stico recicl\u00e1vel destinado corretamente \u00e9 efetivamente reciclado. E as perdas para o ambiente ultrapassam a quest\u00e3o da reciclagem.<\/li>\n<li>Fomente iniciativa em conjunto de redu\u00e7\u00e3o do consumo de pl\u00e1stico.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De dez amostras coletadas em S\u00e3o Paulo, nove estavam contaminadas Pesquisas j\u00e1 tinham comprovado a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72665,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/microplastico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De dez amostras coletadas em S\u00e3o Paulo, nove estavam contaminadas Pesquisas j\u00e1 tinham comprovado a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72661"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}