{"id":72590,"date":"2017-09-18T15:37:26","date_gmt":"2017-09-18T18:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72590"},"modified":"2017-09-18T15:37:26","modified_gmt":"2017-09-18T18:37:26","slug":"lixo-nuclear-de-extinta-mina-de-uranio-ocupa-area-de-cem-maracanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lixo-nuclear-de-extinta-mina-de-uranio-ocupa-area-de-cem-maracanas\/","title":{"rendered":"Lixo nuclear de extinta mina de ur\u00e2nio ocupa \u00e1rea de cem Maracan\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72591\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/minas-gerais\">Minas Gerais<\/a>, toneladas de lixo radioativo preocupam ambientalistas, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e moradores de uma regi\u00e3o no sul do estado. H\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas os rejeitos s\u00e3o mantidos no local.<\/p>\n<p>A \u00e1rea \u00e9 do tamanho de cem est\u00e1dios do Maracan\u00e3. \u00c9 o que restou da primeira mina de ur\u00e2nio que foi explorada no Brasil. Bacias de conten\u00e7\u00e3o de rejeitos, lama com res\u00edduos radioativos na cava da mina, uma f\u00e1brica de beneficiamento de min\u00e9rio desativada, e mais: milhares de toneladas de misturas contaminantes que cont\u00eam ur\u00e2nio, t\u00f3rio, r\u00e1dio. Hoje tudo que \u00e9 feito l\u00e1 \u00e9 para monitorar e evitar mais problemas ambientais. S\u00f3 para empresas terceirizadas foram pagos mais de R$ 700 mil nos primeiros sete meses de 2017. Dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<p>Foram 13 anos de extra\u00e7\u00e3o de ur\u00e2nio. Em 1995, a empresa respons\u00e1vel, que \u00e9 p\u00fablica, a INB &#8211; Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil &#8211; concluiu que a atividade n\u00e3o era mais vi\u00e1vel economicamente. De l\u00e1 para c\u00e1, se passaram 22 anos, toda a \u00e1rea com os rejeitos radioativos deveria ter sido recuperada, descontaminada. N\u00e3o foi. S\u00e3o mais de 12.500 toneladas de res\u00edduo. As regras para o armazenamento desse material perigoso s\u00e3o r\u00edgidas.<\/p>\n<p>O\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibama\/\">Ibama<\/a>\u00a0j\u00e1 tinha constatado parte da cobertura dos galp\u00f5es feita apenas com lona, depois de uma ventania em 2015. Em nota, a INB informou que o problema foi corrigido definitivamente no come\u00e7o deste ano. E essas imagens feitas agora mostram um peda\u00e7o descoberto no local onde o res\u00edduo foi enterrado.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas com radia\u00e7\u00e3o \u00e9 responsabilidade da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear, a CNEN, que encontrou mais irregularidades. A comiss\u00e3o determinou, em 2016, uma melhor manuten\u00e7\u00e3o dos galp\u00f5es e exigiu corre\u00e7\u00f5es, porque detectou deteriora\u00e7\u00e3o e queda de recipientes, corros\u00e3o de estruturas met\u00e1licas, danos \u00e0 tubula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m estabeleceu a substitui\u00e7\u00e3o de telhas.<\/p>\n<p>Em 2017, a CNEN verificou que as exig\u00eancias n\u00e3o foram cumpridas. N\u00e3o foi a primeira vez, como explica o promotor de Caldas. \u201cHistoricamente, desde quando se encerraram as atividades, ela vem ignorando muitas dessas orienta\u00e7\u00f5es desses \u00f3rg\u00e3os. E isso pode custar um pre\u00e7o caro \u00e0 sociedade local, ao meio ambiente, a todo o ecossistema\u201d, disse o promotor Jos\u00e9 Eduardo de Souza Lima.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas de descarte do processo de extra\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua que escorre sai \u00e1cida. Para tratar, a empresa usa cal. Milhares de toneladas por ano. O Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual e tamb\u00e9m o federal entraram com a\u00e7\u00f5es contra a INB por n\u00e3o ter recuperado, at\u00e9 agora, a \u00e1rea degradada.<\/p>\n<p>A primeira rea\u00e7\u00e3o da empresa sobre isso foi em 2012. Apresentou um primeiro projeto de recupera\u00e7\u00e3o do local. Pelo \u00faltimo balan\u00e7o de gest\u00e3o da INB, a empresa n\u00e3o gastou um centavo no projeto de recupera\u00e7\u00e3o em 2016. A CNEN defende o fechamento definitivo da unidade. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m econ\u00f4mica. Voc\u00ea tem que investir recursos para poder fazer todos esses controles, ent\u00e3o, tem um disp\u00eandio or\u00e7ament\u00e1rio por parte da INB e, consequentemente, do governo federal em uma instala\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 gerando receita\u201d, explica Ant\u00f4nio Luiz Quinelato, coordenador do laborat\u00f3rio CNEN de\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mg\/sul-de-minas\/cidade\/pocos-de-caldas.html\">Po\u00e7os de Caldas<\/a>.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da pr\u00f3pria INB calcula que recuperar a \u00e1rea vai custar cerca de US$ 500 milh\u00f5es, mais de R$ 1,5 bilh\u00e3o em 40 anos, e conclui que ser\u00e1 necess\u00e1rio criar um modelo de financiamento, porque a INB n\u00e3o tem or\u00e7amento para isso.<\/p>\n<p>O Ibama informou que o projeto de recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea est\u00e1 em fase de estudo, mas n\u00e3o h\u00e1 prazo para conclus\u00e3o A INB &#8211; Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil &#8211; afirma que faz inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas nos galp\u00f5es e nas bacias de conten\u00e7\u00e3o de rejeitos radioativos e descarta o risco de contamina\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua da regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em\u00a0Minas Gerais, toneladas de lixo radioativo preocupam ambientalistas, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e moradores de uma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72591,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em\u00a0Minas Gerais, toneladas de lixo radioativo preocupam ambientalistas, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e moradores de uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72590"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72590"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72590\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}