{"id":72521,"date":"2017-09-17T12:00:08","date_gmt":"2017-09-17T15:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72521"},"modified":"2017-09-16T21:04:21","modified_gmt":"2017-09-17T00:04:21","slug":"quanto-mais-sedentario-maior-o-risco-de-morrer-segundo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quanto-mais-sedentario-maior-o-risco-de-morrer-segundo-estudo\/","title":{"rendered":"Quanto mais sedent\u00e1rio, maior o risco de morrer, segundo estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72522\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Que o sedentarismo faz mal para a sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma novidade para praticamente mais ningu\u00e9m, mas um novo estudo indica que, al\u00e9m do tempo total de inatividade, a forma como ele se acumula ao longo do dia, isto \u00e9, se em pequenos per\u00edodos entrecortados ou longos estir\u00f5es sem fazer nada, pode alterar significativamente o risco de morte de uma pessoa, independente de outros fatores como idade, g\u00eanero, etnia, sobrepeso ou obesidade e at\u00e9 se costuma praticar exerc\u00edcios.<\/p>\n<p>Diante disso, os pesquisadores sugerem que se movimentar a cada 30 minutos, nem que seja minimamente, como levantar para pegar um copo d\u2019\u00e1gua, pode ajudar a mitigar ao menos um pouco os efeitos negativos do sedentarismo.<\/p>\n<p>&#8220;Tendemos a pensar no comportamento sedent\u00e1rio como simplesmente a quantidade de tempo que ficamos parados sem fazer nada todos os dias&#8221;, \u00a0justifica Keith Diaz, pesquisador do Departamento de Medicina do Centro M\u00e9dico da Universidade Col\u00fambia, em Nova York, e l\u00edder do estudo, publicado nesta segunda-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cAnnals of Internal Medicine\u201d. &#8220;Mas estudos anteriores j\u00e1 sugeriam que os padr\u00f5es de sedentarismo, se um indiv\u00edduo acumula seu tempo sedent\u00e1rio em diversos per\u00edodos curtos ou longos per\u00edodos de tempo, podiam tamb\u00e9m ter um impacto na sua sa\u00fade.&#8221;<\/p>\n<p>Assim, no novo estudo, os cientistas analisaram dados de quase 8 mil americanos negros e brancos, de ambos sexos e com mais de 45 anos participantes de um amplo levantamento, ainda em curso, sobre fatores de risco para derrames nos EUA, intitulado Regards (sigla em ingl\u00eas para \u201craz\u00f5es para as diferen\u00e7as regionais e raciais em derrames\u201d, numa tradu\u00e7\u00e3o livre). Mas \u00e0 diferen\u00e7a de quase todas outras pesquisas sobre o sedentarismo e suas consequ\u00eancias feitas at\u00e9 agora, em que as informa\u00e7\u00f5es sobre as atividades f\u00edsicas di\u00e1rias s\u00e3o provenientes de relatos dos pr\u00f3prios volunt\u00e1rios, e por isso mais sujeitas e erros, todos participantes do Regards que tiveram os dados analisados no novo estudo usaram um aceler\u00f4metro \u2013 aparelho que mede a acelera\u00e7\u00e3o e vibra\u00e7\u00e3o de alguma coisa, e por isso usado para detectar sua movimenta\u00e7\u00e3o \u2013 preso \u00e0 cintura por pelo menos quatro dias mais de dez horas di\u00e1rias, fornecendo uma rara medida objetiva dos seus n\u00edveis de atividade.<\/p>\n<p>Os cientistas dividiram ent\u00e3o estes quase 8 mil volunt\u00e1rios em quatro grupos de acordo com dois par\u00e2metros b\u00e1sicos: tempo total de comportamento sedent\u00e1rio ao longo do dia; e dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos per\u00edodos de inatividade como contribui\u00e7\u00e3o para este tempo total. Disto resultaram tamb\u00e9m quatro grupos gerais: pessoas menos sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos curtos; pessoas menos sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos mais longos; pessoas mais sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos curtos; e pessoas mais sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos mais longos.<\/p>\n<p><strong>Aceler\u00f4metro<\/strong><\/p>\n<p>Todos participantes tamb\u00e9m foram acompanhados ao menos mais quatro anos ap\u00f3s usarem o aceler\u00f4metro, ao fim dos quais 340 haviam morrido de qualquer causa. Cruzando esta informa\u00e7\u00e3o com a classifica\u00e7\u00e3o dos grupos e usando diversas ferramentas estat\u00edsticas para excluir outros fatores de risco, os cientistas verificaram que as pessoas mais sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos mais longos tinham mais do dobro do risco de morrerem do que as do grupo de refer\u00eancia, as menos sedent\u00e1rias que acumulavam o tempo paradas em per\u00edodos curtos. Al\u00e9m disso, eles observaram que os participantes inclu\u00eddos no subgrupo de per\u00edodos mais curtos de sedentarismo, menos de 30 minutos, apresentavam um risco menor de morte no geral, da\u00ed a recomenda\u00e7\u00e3o de fazer intervalos para se movimentar a cada meia hora.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, se voc\u00ea tem um emprego ou estilo de vida em que tem ou fica sentado por prolongados per\u00edodos de tempo, sugerimos que fa\u00e7a um intervalo para se mexer a cada meia hora&#8221;, \u00a0conclui Diaz. &#8220;Esta \u00e9 uma mudan\u00e7a comportamental que pode reduzir seu risco de morrer, embora ainda n\u00e3o saibamos precisamente o quanto de atividade seria o melhor para isso.&#8221;<\/p>\n<p>Consultados pelo GLOBO, especialistas afirmaram que o novo estudo vem se somar \u00e0s evid\u00eancias de que o sedentarismo \u00e9 hoje um dos principais fatores de risco para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o mundial, ao lado do tabagismo, obesidade e estresse, com o diferencial de indicar que al\u00e9m do tempo total parado deve-se avaliar como este sedentarismo se d\u00e1. E que, diante disso, \u00e9 preciso implementar com urg\u00eancia pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica de combate ao sedentarismo, nos moldes das campanhas contra o fumo e iniciativas diet\u00e1rias como a redu\u00e7\u00e3o dos teores de s\u00f3dio, a\u00e7\u00facar, gorduras etc em produtos aliment\u00edcios, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 desde a d\u00e9cada de 1980 deixamos de fazer de 60% a 70% dos movimentos que faz\u00edamos todos os dias&#8221;, \u00a0lembra o preparador f\u00edsico Marcio Atalla. &#8220;O ser humano sempre se movimentou por necessidade, mas agora vivemos uma \u00e9poca em que pela primeira vez n\u00e3o \u00e9 preciso se mexer muito para a sobreviv\u00eancia e nosso corpo n\u00e3o est\u00e1 preparado para passar tanto tempo parado.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Atalla, dados dos \u00faltimos dez anos do Brasil mostram que aumentou o consumo de frutas, legumes e verduras dos brasileiros, ao mesmo tempo em que diminuiu a ingest\u00e3o de refrigerantes, sal e alimentos mais gordurosos. Ainda assim, aponta, as taxas de sobrepeso e obesidade subiram 70% no per\u00edodo no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edticas de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Assim, se as pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica n\u00e3o passarem pelo combate ao sedentarismo, esta conta n\u00e3o vai fechar&#8221;, \u00a0destaca. &#8220;N\u00e3o digo que a alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 importante, mas precisamos tornar a movimenta\u00e7\u00e3o mais natural. Antes as pessoas se mexiam mais sem pensar, e o ideal \u00e9 que elas voltem a fazer isso.&#8221;<\/p>\n<p>Opini\u00e3o parecida tem o cardiologista Claudio Gil Ara\u00fajo, diretor de pesquisas da Cl\u00ednica de Medicina do Exerc\u00edcio (Clinimex), que elogiou a robustez e sofistica\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise estat\u00edstica feita pelo estudo, j\u00e1 que, n\u00e3o por acaso, os grupos de pessoas mais sedent\u00e1rias tamb\u00e9m concentrava as com outros fatores importantes de risco de morte, como obesidade, tabagismo e pouca ades\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica de exerc\u00edcios.<\/p>\n<p>&#8220;Este estudo comprova que nossa m\u00e1quina foi feita para estar fisicamente ativa, que temos que estar sempre fazendo alguma coisa&#8221;, \u00a0diz. &#8220;As pessoas precisam reincorporar os h\u00e1bitos de nossos antepassados. Afinal, os seres humanos viveram muitos milhares de anos sem carro, controle remoto, computador e celular.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que o sedentarismo faz mal para a sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma novidade para praticamente mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/sedentarismo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Que o sedentarismo faz mal para a sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma novidade para praticamente mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}