{"id":72222,"date":"2017-09-11T14:30:00","date_gmt":"2017-09-11T17:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72222"},"modified":"2017-09-11T10:51:02","modified_gmt":"2017-09-11T13:51:02","slug":"uma-visao-otimista-para-o-futuro-da-recuperacao-e-conservacao-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-visao-otimista-para-o-futuro-da-recuperacao-e-conservacao-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Uma vis\u00e3o otimista para o futuro da recupera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72223\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esse ano, o governo federal divulgou dados do monitoramento por sat\u00e9lite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Cerrado perdeu 1,9 milh\u00e3o de hectares nos \u00faltimos dois anos (de 2013 a 2015). Pouco menos de 50% do bioma ainda existe e esse 1,9 milh\u00e3o representa quase 2% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa remanescente. Fez as contas? Estamos perdendo o Cerrado a uma taxa de 1% ao ano, o que \u00e9 cinco vezes mais r\u00e1pido que o observado para o mesmo per\u00edodo na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Poderia escrever a coluna inteira sobre as raz\u00f5es, os problemas e as consequ\u00eancias dessa perda para a natureza e para as pessoas que vivem e dependem do Cerrado. E poderia discorrer sobre as implica\u00e7\u00f5es de tudo isso para os diferentes setores da nossa sociedade (economia, agricultura, cidades, ind\u00fastria, etc.). Mas hoje \u00e9 dia de comemora\u00e7\u00e3o, certo?<\/p>\n<p>De fato, os cientistas da conserva\u00e7\u00e3o e os ambientalistas de forma geral tendem a chamar aten\u00e7\u00e3o para os problemas. Talvez porque a pr\u00f3pria ci\u00eancia da conserva\u00e7\u00e3o tenha sido criada como uma \u201cci\u00eancia de crise\u201d, talvez porque h\u00e1 um senso de urg\u00eancia diante de tantas altera\u00e7\u00f5es que v\u00eam acontecendo em escala planet\u00e1ria (p. ex., mudan\u00e7as clim\u00e1ticas), ou talvez s\u00f3 porque temos uma curiosidade pela desventura alheia \u2013 basta ler os jornais todos os dias.<\/p>\n<p>Mas, o foco nos problemas e suas consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas tem um lado ruim: pode gerar um sentimento de impot\u00eancia e des\u00e2nimo. O que podemos fazer, se agora mudamos at\u00e9 a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera da Terra? O que fazer se a diminui\u00e7\u00e3o dos estoques pesqueiros \u00e9 inevit\u00e1vel? O que fazer se as decis\u00f5es pol\u00edticas que atendem aos interesses de poucos, sempre s\u00e3o tomadas \u00e0 revelia dos desejos da sociedade?<\/p>\n<p>Diante de quest\u00f5es como essas, tenho defendido a necessidade de um discurso positivo sobre a conserva\u00e7\u00e3o. Um discurso conciliat\u00f3rio e menos agressivo. Um discurso mais inclusivo e menos separatista. Voc\u00ea tem todo direito de discordar de mim, mas chocar as pessoas, na minha opini\u00e3o, n\u00e3o vai resolver o problema. Quem faz algo por medo, n\u00e3o o faz com amor.<\/p>\n<p>Eu acho, portanto, que a inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 o segredo. A inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 um recurso renov\u00e1vel e poderoso, mas que tende a ser esquecido diante de tantos desastres. Na minha opini\u00e3o, o medo (de um poss\u00edvel colapso, por exemplo) causa resigna\u00e7\u00e3o, intoler\u00e2ncia, descr\u00e9dito e alimenta extremismos. Mas a inspira\u00e7\u00e3o causa mudan\u00e7a, traz novas maneiras de pensar, agu\u00e7a a curiosidade e nos faz sentir humanos, tendo consci\u00eancia de que pensamos e sabemos que pensamos, como descreve nosso pr\u00f3prio nome cient\u00edfico\u00a0<em>Homo sapiens sapiens<\/em>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, no Dia do Cerrado, quero compartilhar com voc\u00ea uma vis\u00e3o de futuro inspiradora. Casos de sucesso na conserva\u00e7\u00e3o. Ideias que tem o poder de nos fazer pensar que ainda h\u00e1 sa\u00edda para o problema do Cerrado, que ainda podemos salvar o que resta deste bioma e torn\u00e1-lo habit\u00e1vel, produtivo, resistente e resiliente \u00e0s amea\u00e7as que enfrenta e enfrentar\u00e1. Enfim, uma mensagem otimista, que nos lembre a import\u00e2ncia de comemorar o dia de hoje.<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">\u201cNos \u00faltimos 50 anos, o Cerrado perdeu praticamente 50% de sua cobertura original, \u00e9 verdade. Mas h\u00e1 50 anos, era impens\u00e1vel ter tantas pol\u00edticas p\u00fablicas com foco no Cerrado como hoje em dia\u201d.<\/div>\n<p>Em primeiro lugar, \u00e9 importante ter uma perspectiva hist\u00f3rica. Por mais que a perda da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado s\u00f3 aumente, nossa consci\u00eancia sobre a necessidade de conservar esse bioma tamb\u00e9m s\u00f3 aumenta. E isso \u00e9 bom! Nos \u00faltimos 50 anos, o Cerrado perdeu praticamente 50% de sua cobertura original, \u00e9 verdade. Mas h\u00e1 50 anos, era impens\u00e1vel ter tantas pol\u00edticas p\u00fablicas com foco no Cerrado como hoje em dia. Hoje temos monitoramento por sat\u00e9lite (em breve teremos detec\u00e7\u00e3o de desmatamento em tempo real para o bioma), temos programas de agricultura de baixo carbono, incentivos \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o, declara\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria (praticamente conclu\u00edda no Cerrado) sobre onde est\u00e3o as \u00e1reas protegidas em propriedades privadas. Tudo isso \u00e9 um avan\u00e7o enorme. Muito mais lento que o necess\u00e1rio e muito mais lento do que gostar\u00edamos, mas n\u00e3o deixa de ser um avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Quer mais not\u00edcia boa? O Cerrado vem sendo restaurado! J\u00e1 h\u00e1 estudos importantes sobre a restaura\u00e7\u00e3o no bioma, algo antes apenas discutido para ecossistemas florestais. A semeadura direta &#8211; processo no qual sementes misturadas com terra s\u00e3o espalhadas em \u00e1reas extensas &#8211; tem alcan\u00e7ado resultados surpreendentes. Na Chapada dos Veadeiros, em Goi\u00e1s, o pr\u00f3prio Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) vem realizando experimentos de restaura\u00e7\u00e3o em uma parcela de 96 hectares. H\u00e1 experimentos em \u00e1reas menores e eles s\u00e3o bastante promissores tamb\u00e9m. Com apenas um ano de monitoramento p\u00f3s-semeadura, diversas esp\u00e9cies tiveram taxas de sobreviv\u00eancia maior que 60%, o que \u00e9 muito bom em plantios dessa natureza. Gram\u00edneas nativas tamb\u00e9m ajudaram no processo e esses resultados deixam claro que \u00e9 poss\u00edvel restaurar ecossistemas sav\u00e2nicos. Outra boa not\u00edcia \u00e9 que a semeadura direta pode ser oito vezes mais barata que o plantio de mudas de \u00e1rvores, que ainda \u00e9 a t\u00e9cnica mais utilizada no Cerrado. Ou seja, \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma economia de escala, por meio de t\u00e9cnicas mais simples e j\u00e1 conhecidas, como essa semeadura. Se tiver interesse, d\u00ea uma espiada no<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s40415-017-0371-6\">\u00a0estudo publicado pelo grupo<\/a>.<\/p>\n<p>Outros estudos demonstram que outra t\u00e9cnica conhecida como \u201c<em>topsoil<\/em>\u201d tamb\u00e9m \u00e9 eficiente para a restaura\u00e7\u00e3o no Cerrado. A t\u00e9cnica consiste em remover a camada superficial do solo de uma \u00e1rea a ser convertida para outra \u00e1rea, degradada, a ser restaurada. O simples fato de depositar essa camada sobre a \u00e1rea degradada tem trazido resultados animadores na recupera\u00e7\u00e3o do solo e da biodiversidade da \u00e1rea a ser restaurada. E isso sem falar na restaura\u00e7\u00e3o passiva, onde algumas \u00e1reas s\u00e3o protegidas sem uso (cercadas com arame), mas com algum n\u00edvel de manejo (p. ex., controle de queimadas ou de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras) &#8211; embora essa restaura\u00e7\u00e3o no Cerrado funcione apenas a longo prazo.<\/p>\n<div class=\"olho-direita\">\u201cA conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado tem beneficiado as pessoas. Diretamente. In\u00fameras comunidades tradicionais, comunidades quilombolas e povos ind\u00edgenas vivem dos recursos do Cerrado, integrando seus bens e servi\u00e7os n\u00e3o s\u00f3 aos seus modos de vida e cultura, mas tamb\u00e9m \u00e0 sua economia\u201d.<\/div>\n<p>H\u00e1 mais motivos para ter esperan\u00e7a! Em seu \u201cPlano Recupera Cerrado\u201d, a Alian\u00e7a Cerrado \u2013 um f\u00f3rum composto por 56 institui\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o-governamentais com atua\u00e7\u00e3o local, nacional e internacional \u2013 apresenta uma vis\u00e3o de futuro poss\u00edvel e ating\u00edvel para a restaura\u00e7\u00e3o do cerrado do Distrito Federal. Um dos resultados que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi o de que seria preciso 395 milh\u00f5es de reais para restaurar o Cerrado do DF, at\u00e9 2030. Parece muito dinheiro, mas isso corresponde a apenas 3% do valor disponibilizado para financiamento da agropecu\u00e1ria no DF nos \u00faltimos anos. Isso mesmo, s\u00f3 3%! E isso considerando um custo de restaura\u00e7\u00e3o de R$28 mil\/ha, o que pode ser reduzido em muito, dependendo da t\u00e9cnica utilizada. Portanto, se cada produtor que necessite restaurar uma \u00e1rea solicitar cr\u00e9dito para faz\u00ea-lo, o impacto desse pedido no desenvolvimento agropecu\u00e1rio no DF ser\u00e1 m\u00ednimo. Al\u00e9m disso, essas linhas de cr\u00e9dito j\u00e1 existem, n\u00e3o \u00e9 preciso reinventar a roda.<\/p>\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado tem beneficiado as pessoas. Diretamente. In\u00fameras comunidades tradicionais, comunidades quilombolas e povos ind\u00edgenas vivem dos recursos do Cerrado, integrando seus bens e servi\u00e7os n\u00e3o s\u00f3 aos seus modos de vida e cultura, mas tamb\u00e9m \u00e0 sua economia. Atualmente, h\u00e1 cada vez mais interesse em aprender e ouvir essas comunidades. Elas v\u00eam sendo inclu\u00eddas em estrat\u00e9gias e planos de conserva\u00e7\u00e3o, desde o n\u00edvel federal ao local. E isso tamb\u00e9m \u00e9 muito bom! \u00c9 imprescind\u00edvel, portanto, ampliar nosso entendimento sobre como melhor conservar a natureza por meio da inclus\u00e3o dessas comunidades.<\/p>\n<p>As unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UCs) no Cerrado s\u00e3o poucas e protegem cerca de 8% do bioma. Mas elas tiveram um efeito positivo na conten\u00e7\u00e3o do desmatamento ao longo do que restou do bioma. Estudos recentes mostram que, sem as UCs, praticamente toda \u00e1rea atualmente protegida teria sido convertida em \u00e1reas de cultivo, principalmente monocultura. Acertamos ao proteger determinadas regi\u00f5es e, sem d\u00favida, o impacto da cria\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o das UCs do Cerrado teve um efeito positivo na conserva\u00e7\u00e3o de biodiversidade.<\/p>\n<p>Tudo isso n\u00e3o \u00e9 motivo para apatia; n\u00e3o quer dizer que est\u00e1 tudo bem. Sem d\u00favida, precisamos nos mobilizar como sociedade em prol da conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado e de um aumento exponencial da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre sua import\u00e2ncia entre todos os brasileiros. Como cientista e ambientalista, trabalhando em uma institui\u00e7\u00e3o localizada no meio do Cerrado, n\u00e3o vou deixar de alertar nossos governantes e nossos jovens sobre os problemas e desafios \u00e0 frente. Mas hoje, s\u00f3 por hoje, gostaria de lhe dizer que h\u00e1 motivos para comemorar, que h\u00e1 iniciativas de sucesso, que h\u00e1 esperan\u00e7a para a conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o do Cerrado. E isso \u00e9 bom!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse ano, o governo federal divulgou dados do monitoramento por sat\u00e9lite realizado pelo Instituto Nacional<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72223,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cerrado.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esse ano, o governo federal divulgou dados do monitoramento por sat\u00e9lite realizado pelo Instituto Nacional","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72222"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}