{"id":72028,"date":"2017-09-08T10:00:08","date_gmt":"2017-09-08T13:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=72028"},"modified":"2017-09-08T07:36:48","modified_gmt":"2017-09-08T10:36:48","slug":"brasil-ganha-associacao-para-pesquisar-vida-fora-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-ganha-associacao-para-pesquisar-vida-fora-da-terra\/","title":{"rendered":"Brasil ganha associa\u00e7\u00e3o para pesquisar vida fora da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-72029\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O\u00a0<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/brasil\/\"><b>Brasil<\/b><\/a>\u00a0acaba de ganhar mais um nome para sua lista de associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u2014 a\u00a0<b>Sociedade Brasileira de Astrobiologia (SBA)<\/b>. O an\u00fancio foi feito nesta quarta-feira, em cerim\u00f4nia realizada durante a\u00a0<b>XLI Reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f4mica Brasileira (SAB)<\/b>. A\u00a0<b>astrobiologia<\/b>, \u00e1rea relativamente recente da ci\u00eancia que estuda a origem e evolu\u00e7\u00e3o da\u00a0<b>vida<\/b>\u00a0dentro e, principalmente, fora da Terra, \u00e9 um tema crescente no universo de pesquisas sobre\u00a0<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/espaco-e-cosmos\/\"><b>espa\u00e7o<\/b><\/a>\u00a0e cosmos. Segundo o presidente da nova associa\u00e7\u00e3o, Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia e Geof\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), nesse cen\u00e1rio, a SBA tem como objetivo reunir pesquisadores da \u00e1rea para facilitar o desenvolvimento de projetos conjuntos, viabilizar a troca de experi\u00eancias e ajudar a conseguir bolsas e recursos para financiar pesquisas.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 temos pelo menos 100 pessoas ou mais trabalhando com astrobiologia no Brasil\u201d, disse Janot a VEJA, adicionando que a funda\u00e7\u00e3o da SBA veio da necessidade de organizar e difundir o conhecimento que estava sendo produzido. \u201cAl\u00e9m disso, todos os pa\u00edses desenvolvidos t\u00eam uma sociedade para pesquisa em astrobiologia. N\u00f3s estamos tirando esse atraso.\u201d Entre os objetivos da associa\u00e7\u00e3o, o presidente destaca que pretende criar um programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em astrobiologia \u2014 que ainda n\u00e3o existe, apesar do crescente n\u00famero de estudos na \u00e1rea \u2013, mapear e catalogar iniciativas de ensino do tema em todo pa\u00eds e ajudar associados a conseguir o financiamento necess\u00e1rio para suas pesquisas.<\/p>\n<p>Janot destaca que a astrobiologia se tornou popular nos \u00faltimos anos principalmente por causa do grande n\u00famero de descobertas (agora j\u00e1 na casa dos milhares) de exoplanetas espalhados pela Via L\u00e1ctea. As principais pesquisas tentam comprovar se algum desses \u201cnovos mundos\u201d teria os ingredientes necess\u00e1rios para abrigar vida extraterrestre. \u201cN\u00e3o estamos em busca de \u2018homenzinhos\u2019 verdes. Mas \u00e9 poss\u00edvel que na primeira expedi\u00e7\u00e3o tripulada a Marte, por exemplo, planejada para 2020, encontremos no subsolo seres vivos muito parecidos \u00e0s bact\u00e9rias que vemos em algumas partes do nosso planeta.\u201d Para ele e para um n\u00famero cada vez maior de pesquisadores, \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que as primeiras formas de vida fora da Terra sejam descobertas, especialmente para al\u00e9m do sistema solar.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<h3><b>Vida extraterrestre<\/b><\/h3>\n<p>Um dos pesquisadores que tenta desvendar esse mist\u00e9rio \u00e9 o astr\u00f4nomo Douglas Galante, do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron, em Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo. Desde 2011, ele e sua equipe investigam a possibilidade de Europa, uma das principais luas de J\u00fapiter, ser habit\u00e1vel. A princ\u00edpio, estudos anteriores j\u00e1 haviam indicado a exist\u00eancia de um oceano sob a superf\u00edcie de gelo do astro \u2014 a \u00e1gua em estado l\u00edquido \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para a exist\u00eancia de vida. A isso soma-se o fato de que Europa possui uma temperatura e uma press\u00e3o adequadas para abrigar um ser vivo, apesar de n\u00e3o estar na \u201czona habit\u00e1vel\u201d do Sol. Mas, mesmo com todos esses ind\u00edcios, Galante s\u00f3 se convenceu de que, talvez, a lua pudesse sustentar vida em seu interior ao observar um grupo de pequenas bact\u00e9rias (<em>Desulforudis audaxviator<\/em>), encontradas a 2,8 quil\u00f4metros abaixo do solo em uma mina de ouro na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Esses min\u00fasculos microrganismos viviam em um ambiente t\u00e3o in\u00f3spito que eram a \u00fanica forma de vida encontrada no local. \u201cEssas bact\u00e9rias estavam vivendo isoladas l\u00e1, talvez por milh\u00f5es de anos\u201d, disse o pesquisador. A uma dist\u00e2ncia t\u00e3o abaixo da superf\u00edcie, n\u00e3o h\u00e1 luz nem oxig\u00eanio suficientes para praticamente qualquer ser vivo sobreviver \u2014 mas, para esses pequenos micr\u00f3bios, nada disso \u00e9 necess\u00e1rio. Como todos os extrem\u00f3filos, eles conseguem viver em condi\u00e7\u00f5es extremamente adversas. Essas bact\u00e9rias, em especial, se alimentavam de materiais derivados da desintegra\u00e7\u00e3o radioativa de minerais nas rochas que estavam no local.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Galante percebeu que a energia radioativa presente em Europa talvez pudesse servir para sustentar microrganismos como a\u00a0<em>D. audaxviator<\/em>. Para testar sua hip\u00f3tese, ele desenvolveu um estudo te\u00f3rico que calculava a quantidade de energia necess\u00e1ria para manter as bact\u00e9rias e comparava com dados da quantidade de energia que a lua de J\u00fapiter teria a oferecer. Com isso, ele avaliou a capacidade de carga daquela esp\u00e9cie naquele ambiente \u2014 ou seja, quantos microrganismos aquele meio seria capaz de suportar, pensando em n\u00famero de c\u00e9lulas por quilo de rocha \u2014 e descobriu que Europa teria as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para ser considerada habit\u00e1vel. O que n\u00e3o significa que j\u00e1 existem bact\u00e9rias vivendo l\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cEuropa parece ter as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para sustentar vida\u201d, diz Galante. \u201cIsso \u00e9 importante tanto para a busca de vida em outros planetas quanto para a compreens\u00e3o de como os seres vivos surgiram aqui na Terra. Provavelmente, os primeiros organismos eram muito parecidos com esses que estamos estudando e surgiram em condi\u00e7\u00f5es muito parecidas \u00e0s observadas na mina em que estavam.\u201d<\/p>\n<h3>Pesquisas na Terra<\/h3>\n<p>Assim como o estudo de Galante, muitas pesquisas na \u00e1rea de astrobiologia utilizam microrganismos e habitats extremos encontrados na Terra para fazer suas investiga\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de ser uma sa\u00edda mais barata, os ambientes in\u00f3spitos que encontramos no nosso planeta mimetizam com suficiente precis\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es encontradas em outros astros, possibilitando estudos mais aprofundados do que os que seriam feitos \u00e0 dist\u00e2ncia, por meio de sondas ou espa\u00e7onaves. Com tantos avan\u00e7os na ci\u00eancia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a descoberta de que n\u00e3o estamos sozinhos no universo \u00e9 apenas quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0Brasil\u00a0acaba de ganhar mais um nome para sua lista de associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u2014 a\u00a0Sociedade Brasileira<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72029,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/astrologia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O\u00a0Brasil\u00a0acaba de ganhar mais um nome para sua lista de associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u2014 a\u00a0Sociedade Brasileira","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72028"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72028\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}