{"id":71965,"date":"2017-09-07T09:00:26","date_gmt":"2017-09-07T12:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=71965"},"modified":"2017-09-06T19:02:29","modified_gmt":"2017-09-06T22:02:29","slug":"mudancas-climaticas-farao-com-que-furacoes-fiquem-mais-intensos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-farao-com-que-furacoes-fiquem-mais-intensos\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas far\u00e3o com que furac\u00f5es fiquem mais intensos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-71966\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Furac\u00f5es como o Irma, que atingiu o Caribe nesta quarta-feira, se alimentam da energia que os oceanos desprendem e, por isso, com o\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/aquecimento-global\">aumento\u00a0<\/a><\/strong>das temperaturas, os cientistas acreditam que sua intensidade aumentar\u00e1, mas sua frequ\u00eancia n\u00e3o.<\/p>\n<h3>S\u00e9culo XX: incertezas<\/h3>\n<p>Devido \u00e0 falta de dados de sat\u00e9lites em escala planet\u00e1ria anteriores a 1970, \u00e9 imposs\u00edvel saber como a atividade cicl\u00f4nica evoluiu no s\u00e9culo XX. Antes da instala\u00e7\u00e3o de um acompanhamento completo por sat\u00e9lite, at\u00e9 mesmo ciclones muito intensos passavam despercebidos se n\u00e3o tocassem terra, por exemplo.<\/p>\n<p>No Atl\u00e2ntico norte, h\u00e1 cerca de 20 anos foi constatado um aumento da frequ\u00eancia dos ciclones, ao contr\u00e1rio de entre 1970 e 1995, segundo Franck Roux, da Universidade Paul-Sebatier de Toulouse (sudoeste da Fran\u00e7a).<\/p>\n<p>Nesta regi\u00e3o, os pesquisadores notaram que a atividade cicl\u00f4nica segue ciclos de dezenas de anos e consideram que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se o aumento do n\u00famero de ciclones na zona se deve a uma variabilidade natural ou \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>No noroeste do Pac\u00edfico houve uma leve diminui\u00e7\u00e3o da atividade cicl\u00f4nica entre 1980 e 2010.<\/p>\n<h3>S\u00e9culo XXI: mais intensidade<\/h3>\n<p>Os modelos inform\u00e1ticos que simulam o clima do s\u00e9culo XXI revelam um poss\u00edvel aumento da intensidade dos ciclones (ventos e chuvas), e uma poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o da sua frequ\u00eancia no planeta.<\/p>\n<p>\u201cOs ciclones com uma intensidade maior s\u00e3o uma das consequ\u00eancias esperadas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, explica Val\u00e9rie Masson-Delmotte, membro do GIEC, grupo de refer\u00eancia sobre o clima em n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>\u201cQuanto maior a temperatura da \u00e1gua e o n\u00edvel de umidade, maior pode ser a intensidade do ciclone. E estes dois elementos s\u00e3o mais intensos devido ao aumento do efeito estufa\u201d, explica a climatologista. \u201cConsideramos que h\u00e1 7% de umidade a mais na atmosfera para cada grau de aquecimento\u201d, diz.<\/p>\n<h3>N\u00edvel do mar: ainda mais alto<\/h3>\n<p>O aumento do n\u00edvel dos oceanos \u00e9 um dos sinais do aquecimento do planeta. Esta subida, vari\u00e1vel segundo as regi\u00f5es do globo, foi em m\u00e9dia de 20 cm no s\u00e9culo XX e poderia chegar a quase um metro em 2100.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os ciclones tamb\u00e9m produzem ondas que geram mar\u00e9s de tempestade. Os dois efeitos combinados contribuir\u00e3o para colocar em risco mais popula\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es costeiras.<\/p>\n<h3>Rumo a um deslocamento dos ciclones<\/h3>\n<p>V\u00e1rios estudos mostram, segundo o M\u00e9t\u00e9o France (servi\u00e7o meteorol\u00f3gico da Fran\u00e7a), que \u201ca latitude na que os ciclones alcan\u00e7am sua intensidade m\u00e1xima se deslocou em dire\u00e7\u00e3o aos polos durante os \u00faltimos 35 anos, nos dois hemisf\u00e9rios\u201d.<\/p>\n<p>Isto poderia estar relacionado com a expans\u00e3o do cintur\u00e3o tropical, ou seja, das zonas do equador terrestre onde reina um clima quente e \u00famido.<\/p>\n<p>\u201cLugares que est\u00e3o mais habituados e mais bem preparados para os ciclones poderiam estar menos expostos e outros, menos preparados, poderiam estar mais\u201d, segundo James Kossin, da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos (Noaa).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Furac\u00f5es como o Irma, que atingiu o Caribe nesta quarta-feira, se alimentam da energia que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71966,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/furacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Furac\u00f5es como o Irma, que atingiu o Caribe nesta quarta-feira, se alimentam da energia que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71965"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}