{"id":71834,"date":"2017-09-04T17:49:24","date_gmt":"2017-09-04T20:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=71834"},"modified":"2017-09-04T17:49:24","modified_gmt":"2017-09-04T20:49:24","slug":"reciclar-e-bom-mas-reduzir-o-volume-de-residuos-e-ainda-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reciclar-e-bom-mas-reduzir-o-volume-de-residuos-e-ainda-melhor\/","title":{"rendered":"Reciclar \u00e9 bom, mas reduzir o volume de res\u00edduos \u00e9 ainda melhor"},"content":{"rendered":"<h2><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.akatu.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/LimpezaUrbana_destaque_1370x450px-1024x336.png\" alt=\"Resultado de imagem para No Dia da Limpeza Urbana, o Instituto Akatu fala da import\u00e2ncia de diminuirmos o volume do &quot;lixo&quot; que produzimos nas cidades\" width=\"638\" height=\"209\" \/><\/h2>\n<h2>No Dia da Limpeza Urbana, o Instituto Akatu fala da import\u00e2ncia de diminuirmos o volume do &#8220;lixo&#8221; que produzimos nas cidades<\/h2>\n<p>Imagine uma estrada que percorresse os mais de 7,4 mil quil\u00f4metros do litoral brasileiro. Se todo o lixo urbano descartado em um \u00fanico dia no pa\u00eds fosse espalhado por uma pista nessa extens\u00e3o,\u00a0<strong>se teria um &#8220;tapete de res\u00edduos&#8221; com altura de 3,5 cent\u00edmetros\u00a0<\/strong>. Em apenas um m\u00eas, haveria um\u00a0<strong>muro de lixo com\u00a0<\/strong>pouco mais de um metro de altura. E, ao acumular todos os res\u00edduos por um ano, somando\u00a0<strong>79,9 milh\u00f5es de toneladas*\u00a0<\/strong>, o acesso \u00e0s nossas praias seria bloqueado por uma enorme muralha mal cheirosa da largura de uma pista (3,6 metros), com quase 13 metros de altura!<\/p>\n<div id=\"ad-video-inread--wrapper\"><\/div>\n<p>Essas imagens impressionam especialmente porque\u00a0<strong>o ato de descartar um res\u00edduo \u00e9 quase autom\u00e1tico\u00a0<\/strong>, acontece no nosso cotidiano sem que nos demos conta. Diariamente, repetimos v\u00e1rias vezes o gesto de &#8220;jogar o fora lixo&#8221;. Em casa, no trabalho, na rua, desprezamos restos de alimentos, embalagens, equipamentos quebrados, entre outros res\u00edduos que n\u00e3o queremos ter por perto, dos quais queremos nos livrar.<\/p>\n<div id=\"image_4b4b7b8368c4431b4194fdb3a9e527bbkjhew4z6\" class=\"expandedElement\">\n<figure><picture><source srcset=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/940\/0\/images.terra.com\/2017\/09\/04\/e3ec2043b2d0cb593b7c88e066954f05.jpg\" media=\"(min-width:1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/620\/0\/images.terra.com\/2017\/09\/04\/e3ec2043b2d0cb593b7c88e066954f05.jpg\" media=\"(min-width:1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2017\/09\/04\/e3ec2043b2d0cb593b7c88e066954f05.jpg\" media=\"(min-width:768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/320\/0\/images.terra.com\/2017\/09\/04\/e3ec2043b2d0cb593b7c88e066954f05.jpg\" media=\"(min-width:300px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\" Climatempo\" src=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2017\/09\/04\/e3ec2043b2d0cb593b7c88e066954f05.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"491\" \/><\/picture><figcaption>\n<div class=\"imageInfo\">\n<div class=\"lineSpacer\"><\/div>\n<p><small class=\"copyright\">Foto: Climatempo<\/small><\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h6><em>Foto: Shutterstock<\/em><\/h6>\n<p>Mas, o fato \u00e9 que, quando nos &#8220;livramos&#8221; desse lixo, ele n\u00e3o deixa de existir. Ele ter\u00e1 que ser recolhido, destinado, tratado e, se for poss\u00edvel, ao menos parte dele, reciclado. Agora, imagine o que \u00e9 fazer isso com aquela muralha de 13 metros de altura ao longo do litoral brasileiro\u00a0<strong>. E quem paga essa conta?\u00a0<\/strong>Quem paga s\u00e3o os cidad\u00e3os, isto \u00e9, todos n\u00f3s, visto que o custo ser\u00e1 repassado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na forma de impostos, parte dos quais \u00a0ser\u00e3o usados (ou pelo menos deveriam ser usados) para pagar os servi\u00e7os de limpeza p\u00fablica urbana.<\/p>\n<p>Nossa sociedade consome e gera mais res\u00edduos a cada dia: mesmo com a crise econ\u00f4mica no pa\u00eds\u00a0<strong>, houve um crescimento de 1,7% no volume de res\u00edduos entre 2014 e 2015,\u00a0<\/strong>um percentual maior do que o 0,8% de crescimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Como cada brasileiro produz mais de 1 quilo de lixo\/res\u00edduos por dia &#8211; segundo dado da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe) &#8211; ao se considerar uma fam\u00edlia de quatro pessoas, que mantenha essa produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria ao longo da vida de todos os membros da fam\u00edlia,\u00a0<strong>somente essa fam\u00edlia ocuparia quatro apartamentos de 50 m\u00a0<sup>2\u00a0<\/sup>lotados at\u00e9 o teto somente com os seus res\u00edduos\u00a0<\/strong>. Segundo essa mesma l\u00f3gica, cinco fam\u00edlias precisariam de um pr\u00e9dio de dez andares somente para &#8220;guardar&#8221; os seus res\u00edduos.<\/p>\n<div id=\"advCard3\" class=\"advertising impactAdv visible\"><\/div>\n<p>Por isso, mais do que saber separar e destinar corretamente os res\u00edduos,<strong>\u00e9 preciso se preocupar em reduzir o volume do que chamamos de &#8220;lixo&#8221;\u00a0<\/strong>.\u00a0Reciclar \u00e9 importante\u00a0<em>,\u00a0<\/em>pois reaproveita as mat\u00e9rias primas, economizando energia e \u00e1gua no processo, mas n\u00e3o basta. \u00c9 essencial lembrar da import\u00e2ncia de reduzir o volume de res\u00edduos descartados. Uma maneira de expressar essa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que &#8220;o melhor res\u00edduo \u00e9 aquele que n\u00e3o \u00e9 gerado&#8221;. Assim, diminuir a quantidade de res\u00edduos que produzimos \u00e9 essencial e come\u00e7a antes mesmo da hora da compra.<\/p>\n<p><em>Voc\u00ea sabe para onde vai o \u00f3leo de cozinha depois de usado? Veja na nossa reportagem!<\/em><\/p>\n<h2>Dicas pr\u00e1ticas para conseguir fazer essa redu\u00e7\u00e3o:<\/h2>\n<p>&#8211; Mais da metade dos res\u00edduos domiciliares no Brasil (51,4%, segundo a Abrelpe) s\u00e3o de material org\u00e2nico, composto basicamente de alimentos desprezados. Para evitar esse desperd\u00edcio de alimentos, o primeiro passo \u00e9\u00a0<strong>planejar o card\u00e1pio semanal\u00a0<\/strong>: antes de ir ao mercado ou \u00e0 feira, verifique o arm\u00e1rio e a geladeira e fa\u00e7a uma lista de compras com base do que \u00e9 realmente necess\u00e1rio para cumprir o planejado no card\u00e1pio.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Inclua sementes, cascas, talos e folhas nas receitas\u00a0<\/strong>. S\u00e3o partes dos alimentos que costumam ser desprezadas, mas que cont\u00e9m grande quantidade de nutrientes, por vezes mais do que a parte do alimento que \u00e9 usada.\u00a0D\u00e1 para fazer bolos, pudins, sucos, p\u00e3es, molhos e geleias com o uso integral dos alimentos.<\/p>\n<p>&#8211; Fa\u00e7a a\u00a0<strong>compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos\u00a0<\/strong>(resto de alimentos e folhas, por exemplol) permite transformar esse material, que iria se acumular nos aterros, em adubo, \u00fatil para jardinagem e agricultura.<\/p>\n<p>&#8211; Preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<strong>embalagem\u00a0<\/strong>do produto: algumas delas atendem \u00e0 necessidade de conserva\u00e7\u00e3o do produto e trazem informa\u00e7\u00f5es importantes, mas em muitos casos s\u00e3o excessivas. J\u00e1 pensou em comprar alguns\u00a0<strong>produtos a granel\u00a0<\/strong>e armazen\u00e1-los em recipientes reutiliz\u00e1veis ou em potes em casa?<\/p>\n<p>&#8211; Ao passar pelo caixa para pagamento,\u00a0<strong>pense se voc\u00ea realmente precisa\u00a0<\/strong>aceitar uma sacola ou uma embalagem a mais. Muitas vezes, elas s\u00e3o entregues automaticamente aos consumidores sem necessidade e s\u00e3o usadas somente uma vez!<\/p>\n<p>&#8211; D\u00ea prefer\u00eancia a produtos\u00a0<strong>dur\u00e1veis\u00a0<\/strong>e evite os descart\u00e1veis: quanto mais tempo um objeto puder ser aproveitado, melhor, pois mais tempo levar\u00e1 para ser descartado, reduzindo desta forma os res\u00edduos gerados.<\/p>\n<p>&#8211; Proporcione uma\u00a0<strong>vida longa\u00a0<\/strong>aos produtos que voc\u00ea compra:\u00a0<strong>cuide bem do produto\u00a0<\/strong>e pense em formas de\u00a0<strong>consertar\u00a0<\/strong>aquilo que quebrou ou estragou.<\/p>\n<p>&#8211; Reflita antes de fazer uma compra:\u00a0<strong>pense se voc\u00ea realmente precisa comprar\u00a0<\/strong>ou se est\u00e1 sendo levado por um impulso do momento. Veja se voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o tem o suficiente e se voc\u00ea pode, em vez de comprar, fazer uma troca, reutilizar ou pegar emprestado.<\/p>\n<p><em>Veja aqui o que \u00e9 sustentabilidadade ambiental!<\/em><\/p>\n<p><em>*Todos os c\u00e1lculos feitos com base nos dados contidos no relat\u00f3rio da Abrelpe denominado &#8220;Panorama dos Res\u00edduos S\u00f3lidos no Brasil 2015&#8221;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia da Limpeza Urbana, o Instituto Akatu fala da import\u00e2ncia de diminuirmos o volume<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No Dia da Limpeza Urbana, o Instituto Akatu fala da import\u00e2ncia de diminuirmos o volume","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71834"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}