{"id":71704,"date":"2017-09-02T14:00:49","date_gmt":"2017-09-02T17:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=71704"},"modified":"2017-09-02T12:39:07","modified_gmt":"2017-09-02T15:39:07","slug":"municipios-com-taxa-de-lixo-gerenciam-melhor-os-residuos-da-limpeza-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/municipios-com-taxa-de-lixo-gerenciam-melhor-os-residuos-da-limpeza-urbana\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios com taxa de lixo gerenciam melhor os res\u00edduos da limpeza urbana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-71705\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lixo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O aumento da produ\u00e7\u00e3o de lixo n\u00e3o d\u00e1 folga. Entre 2014 e 2015, a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos aumentou 1,7%, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe). E isso ocorreu em um momento em que a atividade econ\u00f4mica (PIB) retraiu 3,8% e a popula\u00e7\u00e3o brasileira aumentou 0,8%.<\/p>\n<p>Desde 2010, a gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos no Pa\u00eds \u00e9 regulamentada pela Pol\u00edtica Nacional dos Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS). A lei estabelece a responsabilidade compartilhada de todos os agentes \u2014 sociedade, poder p\u00fablico e setor privado \u2014 do ciclo de vida de um produto para o tratamento de res\u00edduos. Contudo, o PNRS, que enfrenta desafios em sua Implementa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o determina crit\u00e9rios num\u00e9ricos que sirvam para facilitar o monitoramento e planejamento das metas.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu), desenvolvido pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) e a PwC, tenta suprir essa lacuna medindo o cumprimento dos munic\u00edpios \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es da PNRS. Este ano, o segundo em que o \u00edndice \u00e9 publicado, foram analisados 3.049 munic\u00edpios com base nos dados de 2015 do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Saneamento.<\/p>\n<p>Para a constru\u00e7\u00e3o do Islu, s\u00e3o considerados a abrang\u00eancia do atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o; a sustentabilidade financeira, ou seja, a arrecada\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o e suas despesas em rela\u00e7\u00e3o as despesas totais do munic\u00edpio; a quantidade de materiais reciclados, reutilizados ou recuperados em rela\u00e7\u00e3o ao total coletado; e a quantidade de res\u00edduos com destina\u00e7\u00e3o incorreta. O resultado \u00e9 um \u00edndice que varia entre zero e um. Quanto mais pr\u00f3ximo de um, maior \u00e9 a ader\u00eancia do munic\u00edpio \u00e0 PNRS.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os munic\u00edpios que possuem uma arrecada\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para cobrir os gastos com o servi\u00e7o de limpeza urbana \u2013 a taxa do lixo \u2013, t\u00eam um desempenho bastante superior. Apenas 28% dos munic\u00edpios sem arrecada\u00e7\u00e3o espec\u00edfica fazem o descarte dos res\u00edduos de forma correta em aterros sanit\u00e1rios, frente aos 70% dos munic\u00edpios com arrecada\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Estes, tamb\u00e9m, t\u00eam a cobertura do servi\u00e7o de coleta domiciliar maior, assim como recuperam o dobro do material coletado (6%). \u201cOs dados apresentados revelam a import\u00e2ncia de mecanismos espec\u00edficos para gerar recursos para o descarte correto dos res\u00edduos\u201d, diz Marcio Matheus, presidente do Selur.<\/p>\n<p>O destaque do \u00edndice com as melhores pontua\u00e7\u00f5es s\u00e3o as cidades do Sul, principalmente dos estados de Santa Catarina e Paran\u00e1, que representam 70% dos munic\u00edpios nas 50 primeiras coloca\u00e7\u00f5es. A cobran\u00e7a da taxa n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator que melhora o desempenho dos munic\u00edpios, de acordo com Federico Servideo, s\u00f3cio da PwC Brasil, \u201co Paran\u00e1 \u00e9 um dos estados que investem em educa\u00e7\u00e3o ambiental h\u00e1 pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas e continuamente realiza esfor\u00e7os de conscientiza\u00e7\u00e3o popular, o que ajuda a explicar seus bons resultados no Islu\u201d.<\/p>\n<p>As primeiras coloca\u00e7\u00f5es das cidades com mais de 250 mil habitantes s\u00e3o: Maring\u00e1 (0,744), Niter\u00f3i (0,742), Santos (0,736), Rio de Janeiro (0,731) e Caxias do Sul (0,727).<\/p>\n<p>Outras cidades do estado de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m obtiveram uma boa posi\u00e7\u00e3o como Sorocaba, Campinas, Santo Andr\u00e9 e S\u00e3o Bernardo do Campo. Nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es est\u00e3o diversos munic\u00edpios da regi\u00e3o Norte, entre eles as capitais Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Teresina. Isso ocorre devido, principalmente, a baixa cobertura da coleta. \u201cO estudo revela tanto os avan\u00e7os realizados pelas cidades no que diz respeito \u00e0 limpeza urbana e sustentabilidade quanto lan\u00e7a luz sobre o caminho que ainda precisa ser percorrido\u201d, diz o presidente do Selur.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento da produ\u00e7\u00e3o de lixo n\u00e3o d\u00e1 folga. 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