{"id":71007,"date":"2017-08-20T10:12:17","date_gmt":"2017-08-20T13:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=71007"},"modified":"2017-08-20T10:12:17","modified_gmt":"2017-08-20T13:12:17","slug":"gelo-dos-alpes-e-dos-andes-ajuda-cientistas-a-entenderem-porque-o-clima-esta-ameacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/gelo-dos-alpes-e-dos-andes-ajuda-cientistas-a-entenderem-porque-o-clima-esta-ameacado\/","title":{"rendered":"Gelo dos Alpes e dos Andes ajuda cientistas a entenderem porque o clima est\u00e1 amea\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-71008\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O gelo dos picos dos Alpes e dos Andes ser\u00e1 estudado em Grenoble, no sudeste da Fran\u00e7a, para compreender a hist\u00f3ria do clima e as informa\u00e7\u00f5es recolhidas ser\u00e3o como uma m\u00e1quina do tempo para os cientistas.<\/p>\n<p>Um armaz\u00e9m frigor\u00edfico privado em uma zona industrial a 10 km da cidade, situada aos p\u00e9s dos Alpes franceses, recebeu nesta quinta-feira (17) toneladas de gelo boliviano.<\/p>\n<p>Divididos em 250 amostras cil\u00edndricas de um metro, os &#8220;testemunhos de gelo&#8221; sulamericano percorreram um p\u00e9riplo de 10 mil km em 50 dias. A opera\u00e7\u00e3o foi in\u00e9dita para a unidade log\u00edstica Ulisse, do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica franc\u00eas).<\/p>\n<p>O projeto internacional Ice Memory, de preserva\u00e7\u00e3o do gelo de montanhas do mundo todo amea\u00e7ado pelo aquecimento global, acaba de superar uma nova etapa. &#8220;T\u00ednhamos come\u00e7ado em agosto de 2016 com uma mostra do D\u00f4me (4.300 metros), na c\u00fapula de Mont Blanc e l\u00e1, em junho, aconteceu a segunda opera\u00e7\u00e3o no glaciar de Illimani, a 6.300 metros de altitude, bem ao lado de La Paz&#8221;, conta J\u00e9r\u00f4me Chappellaz, diretor de pesquisa no CNRS e cofundador do projeto Ice Memory.<\/p>\n<p>&#8220;A terceira opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 conduzida em 2019, com nossos companheiros russos, no glaciar do monte Elbr\u00fas, no c\u00e1ucaso russo entre o mar Negro e o mar C\u00e1spio&#8221;, acrescenta o glaci\u00f3logo.<\/p>\n<p>&#8220;Isso se tudo correr bem&#8221;, diz. Isso porque, segundo ele, o projeto depende dos fundos arrecadados com financiadores privados para subsidiar os esfor\u00e7os dos pesquisadores. Ao todo, o projeto vai custar 2 milh\u00f5es de euros. &#8220;Temos a metade&#8221;, aponta Chappellaz.<\/p>\n<p><strong>Uma ci\u00eancia &#8216;jovem&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>O Projeto Ice Memory n\u00e3o pretende apenas extrair amostras de gelo e estud\u00e1-las, mas tamb\u00e9m armazen\u00e1-las na Ant\u00e1rtida, &#8220;o melhor congelador do mundo&#8221;, em uma caverna que ainda ser\u00e1 constru\u00edda, a 10 metros de profundidade.<\/p>\n<p>A 1.100 km adentro do continente branco, as temperaturas m\u00e9dias s\u00e3o de -55\u00ba C, independente de qualquer eventualidade energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Enquanto esperam que o mostru\u00e1rio mundial fique pronto dentro de tr\u00eas ou quatro anos, os investigadores v\u00e3o estudar os materiais extra\u00eddos das montanhas de gelo. Alpina ou andina, cada mostra de gelo vai servir para medi\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia. &#8220;Vamos realizar todas as an\u00e1lises geoqu\u00edmicas e f\u00edsicas que formos capazes de fazer atualmente para informar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras&#8221;.<\/p>\n<p>O Illimani tem &#8220;essa incr\u00edvel oportunidade de nos transportar a 18.000 anos no passado, \u00e0 \u00e9poca da \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o do nosso planeta&#8221;, conta Chappellaz, entusiasmado.<\/p>\n<p>Assim, poderiam ser rastreadas as marcas do fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico conhecido como El Ni\u00f1o, atrav\u00e9s dos \u00faltimos mil\u00eanios, para entender seu fortalecimento nos \u00faltimos anos, em especial em 2016.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m sabem que a ci\u00eancia das amostras de gelo, surgida nos anos 1960, \u00e9 &#8220;jovem&#8221; e ainda que atualmente seja voltada para o meio ambiente e o clima, ela poder\u00e1 evoluir, conforme surjam avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e novas ideias cient\u00edficas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O gelo dos picos dos Alpes e dos Andes ser\u00e1 estudado em Grenoble, no sudeste<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71008,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gelo_alpes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O gelo dos picos dos Alpes e dos Andes ser\u00e1 estudado em Grenoble, no sudeste","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71007"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71007"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71007\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}