{"id":70836,"date":"2017-08-16T13:09:33","date_gmt":"2017-08-16T16:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70836"},"modified":"2017-08-16T13:09:33","modified_gmt":"2017-08-16T16:09:33","slug":"duas-novas-especies-de-sapos-nas-montanhas-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/duas-novas-especies-de-sapos-nas-montanhas-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Duas novas esp\u00e9cies de sapos nas montanhas da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70837\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Duas novas esp\u00e9cies de sapinhos, que cabem na ponta de um dedo, foram descobertas no topo de montanhas das cidades paranaenses de Piraquara e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, na Serra do Mar. Al\u00e9m do tamanho reduzido, eles chamam a aten\u00e7\u00e3o por outras adapta\u00e7\u00f5es para a vida nas alturas: resist\u00eancia ao frio e n\u00e3o sabem nadar, apesar de serem anf\u00edbios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o passam pela fase de girino no desenvolvimento e possuem n\u00famero de dedos reduzidos em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies. Com tamanho entre 10 e 12 mil\u00edmetros, est\u00e3o entre os menores vertebrados terrestres do mundo. Os sapinhos pertencem ao g\u00eanero\u00a0<em>Brachycephalus<\/em>, que em latim significa latim \u201ccabe\u00e7a com bra\u00e7os\u201d e s\u00e3o end\u00eamicos da Mata Atl\u00e2ntica. A descri\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>B coloratus\u00a0<\/em>e do\u00a0<a href=\"https:\/\/sketchfab.com\/models\/ce49b86253af45579ae06c6ca763eacc\"><em>B curupira<\/em><\/a>\u00a0foi publicada em julho na revista Peerj, por bi\u00f3logos do Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental.<\/p>\n<p>De acordo com os respons\u00e1veis pela descoberta, esses sapinhos da montanha s\u00f3 podem ser encontrados nessa regi\u00e3o. \u201cUma caracter\u00edstica dessas esp\u00e9cies \u00e9 o microendemismo, ou seja, um fen\u00f4meno que torna a distribui\u00e7\u00e3o delas extremamente reduzida, em apenas uma localidade identificada at\u00e9 o presente momento\u201d, afirma o bi\u00f3logo Luiz Fernando Ribeiro, professor da PUCPR e pesquisador do Mater Natura.<\/p>\n<div id=\"attachment_55179\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-55179\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-curupira.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-curupira.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-curupira-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Sapinhos-B-curupira-278x185.jpg 278w\" alt=\"O B curupira pertence ao mesmo g\u00eanero, mas possui uma cor mais escura. Assim como o primo, n\u00e3o passa pela fase de girino. Foto: Luiz Fernando Ribeiro.\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O B curupira pertence ao mesmo g\u00eanero, mas possui uma cor mais escura. Assim como o primo, n\u00e3o passa pela fase de girino. Foto: Luiz Fernando Ribeiro.<\/p>\n<\/div>\n<p>Ao longo de cinco anos, quatorze esp\u00e9cies de anf\u00edbios foram descobertas na Mata Atl\u00e2ntica, entre os estados do Paran\u00e1 e Santa Catarina. O bi\u00f3logo M\u00e1rcio Pie, pesquisador do Mater Natura e professor da Universidade Federal do Paran\u00e1, destaca a import\u00e2ncia do financiamento oferecido pela Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio para os estudos, que tornou poss\u00edvel expedi\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas e outros j\u00e1 planejadas.\u00a0<em>\u201cA dificuldade de chegarmos a v\u00e1rios desses ambientes provavelmente fez com que esses anf\u00edbios\u00a0<\/em>tenham sido relativamente negligenciados em estudos pr\u00e9vios\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Um sapinho Floydiano<\/strong><\/p>\n<p>Em maio, outra esp\u00e9cie de Brachycephalus havia sido descoberto na Serra do Brigadeiro, em Minas Gerais, e ganhou um nome um tanto exc\u00eantrico. O batismo do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.biotaxa.org\/Zootaxa\/article\/view\/zootaxa.4258.4.2\"><em>B<\/em>\u00a0<em>darkside\u00a0<\/em><\/a>foi inspirado na trilha sonora que embalava o descanso dos pesquisadores, um \u00e1lbum da banda Pink Floyd, mas tem rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com um tecido conjuntivo preto que cobre os m\u00fasculos dorsais da esp\u00e9cie. A esp\u00e9cie foi identificada durante o mestrado em Biologia Animal da aluna Carla Silva Guimar\u00e3es, na Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas novas esp\u00e9cies de sapinhos, que cabem na ponta de um dedo, foram descobertas no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":70837,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/sapo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Duas novas esp\u00e9cies de sapinhos, que cabem na ponta de um dedo, foram descobertas no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70836"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70836\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}