{"id":70785,"date":"2017-08-15T12:30:11","date_gmt":"2017-08-15T15:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70785"},"modified":"2017-08-15T07:50:19","modified_gmt":"2017-08-15T10:50:19","slug":"como-a-estacao-espacial-internacional-ajudara-a-proteger-as-tartarugas-gigantes-de-galapagos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-estacao-espacial-internacional-ajudara-a-proteger-as-tartarugas-gigantes-de-galapagos\/","title":{"rendered":"Como a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional ajudar\u00e1 a proteger as tartarugas gigantes de Gal\u00e1pagos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tartaruga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70786\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tartaruga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tartaruga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tartaruga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Elas s\u00e3o conhecidas como tartarugas gigantes das ilhas de Gal\u00e1pagos, mas quando nascem medem cerca de seis cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Desde o momento em que saem dos ninhos, os beb\u00eas de tartaruga enfrentam sozinhos o mundo e suas dificuldades. Quando conseguem sobreviver, podem chegar a 150 anos de idade. No entanto, para eles, hoje um dos maiores desafios \u00e9 o crescente impacto da atividade humana.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos, uma equipe internacional de cientistas rastreia a migra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es de tartarugas adultas. Por\u00e9m, os beb\u00eas s\u00e3o muito pequenos para receber os atuais equipamentos de GPS.<\/p>\n<p>Mas agora, novos dispositivos em miniatura podem ser colocados nos rec\u00e9m-nascidos. Os sinais ser\u00e3o captados por receptores na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional.<\/p>\n<p>&#8220;Ao colocar esses transmissores em um grande n\u00famero de tartarugas beb\u00eas podemos segui-las ao longo de sua vida&#8221;, explicou \u00e0 BBC Mundo (o servi\u00e7o em espanhol da BBC) Stephen Blake, coordenador do Programa de Ecologia do Movimento das Tartarugas Gigantes de Gal\u00e1pagos.<\/p>\n<p>&#8220;Poderemos compreender em que medida elas conseguem sobreviver, e, se n\u00e3o conseguem, qual foi o problema. Entender isso \u00e9 crucial para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no futuro&#8221;, diz.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Chips em miniatura<\/h2>\n<p>As tartarugas de Gal\u00e1pagos s\u00e3o apenas um exemplo das muitas esp\u00e9cies que ser\u00e3o monitoradas pela Esta\u00e7\u00e3o Espacial gra\u00e7as ao projeto de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional para a Pesquisa Animal desde o Espa\u00e7o (Icarus, na sigla em ingl\u00eas). A iniciativa, impulsionada pelo Instituto Max Planck para Ornitologia da Alemanha, espera estudar as migra\u00e7\u00f5es de dezena de esp\u00e9cies &#8211; de aves a elefantes.<\/p>\n<p>Em dois meses, um foguete russo deve levar a equipe e os equipamentos ao espa\u00e7o. Os chips do GPS ser\u00e3o especialmente adaptados para as tartarugas beb\u00eas, que pesam de 60 a 70 gramas ao nascer.<\/p>\n<p>&#8220;A Esta\u00e7\u00e3o Espacial \u00e9 ideal para esse projeto, porque nela podem ser colocados equipamentos de hardware muito pesados e potentes, com antenas muito sens\u00edveis que captam sinais muito fr\u00e1geis&#8221;, explica Blake, pesquisador do Instituto Max Planck e tamb\u00e9m professor da Universidade St. Louis, em Missouri (EUA).<\/p>\n<p>&#8220;Por outro lado, a Esta\u00e7\u00e3o tem uma \u00f3rbita muito baixa em compara\u00e7\u00e3o com a maioria dos sat\u00e9lites e cobre praticamente toda a superf\u00edcie da Terra duas vezes por dia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Os prot\u00f3tipos dos dispositivos para as tartarugas beb\u00eas pesam cerca de cinco gramas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13833\/production\/_97332997_tartaruga3.jpg\" alt=\"Tartaruga gigante de Gal\u00e1pagos\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GALAPAGOS TORTOISE MOVEMENT ECOLOGY PROGRAM<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Estima-se que uma tartaruga gigante possa viver at\u00e9 150 anos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O mist\u00e9rio das migra\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Embora a tartaruga gigante seja um animal ic\u00f4nico de Gal\u00e1pagos, ainda h\u00e1 muitas quest\u00f5es sobre sua vida que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o conseguiu responder.<\/p>\n<p>Elas migram em busca de comida melhor seguindo as esta\u00e7\u00f5es, de acordo com o especialista do Instituto Max Planck.<\/p>\n<p>Muitas ilhas de Gal\u00e1pagos, com vulc\u00f5es ativos e inativos, elavam-se a mais de mil metros acima do n\u00edvel do mar e os padr\u00f5es de chuva seguem faixas de altura.<\/p>\n<p>&#8220;A parte mais baixa das ilhas, a uns 150 metros, tende a receber pouca chuva e a ser mais \u00e1rida. As zonas de m\u00e9dia eleva\u00e7\u00e3o, entre 150 e 350 metros, s\u00e3o semi\u00e1ridas, e as mais altas, com maior cobertura de nuvens, t\u00eam mais humidade e precipita\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Todo ano, h\u00e1 uma vegeta\u00e7\u00e3o abundante nas zonas elevadas, mas na temporada chuvosa as precipita\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am tamb\u00e9m as \u00e1reas mais baixas, que tamb\u00e9m ficam verdes.<\/p>\n<p>As tartarugas migram para esses pontos mais baixos para comer plantas novas, ricas em prote\u00edna e f\u00e1ceis de digerir, explica Blake.<\/p>\n<p>Outro fator que leva os animais a se mudar \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o solo e a temperatura das zonas mais baixas s\u00e3o mais adequados para os ninhos.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos maiores mist\u00e9rios \u00e9 o que os especialistas chamam de &#8220;migra\u00e7\u00e3o parcial&#8221;. N\u00e3o sabemos por que apenas uma por\u00e7\u00e3o das tartarugas se muda, pois, na maioria das esp\u00e9cies migrat\u00f3rias, toda a popula\u00e7\u00e3o vai junto, diz Blake.<\/p>\n<p>&#8220;Por que algumas tartarugas n\u00e3o migram? Que fator determina se um animal vai ou n\u00e3o? \u00c9 o tamanho do corpo ou a disponibilidade de comida? \u00c9 a idade ou o estado f\u00edsico&#8221;, questiona o pesquisador, que tem a tarefa de tentar descobrir as respostas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/18653\/production\/_97332999_tartaruga4.jpg\" alt=\"Tartaruga gigante de Gal\u00e1pagos se alimenta de vegeta\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GALAPAGOS TORTOISE MOVEMENT ECOLOGY PROGRAM<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Segundo pesquisadores, as tartarugas migram para buscar comida de qualidade e para se reproduzirem<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">N\u00f4mades ou sedent\u00e1rias<\/h2>\n<p>O cientista brit\u00e2nico explica que existem quatro estrat\u00e9gias principais de migra\u00e7\u00f5es. Algumas tartarugas adultas s\u00e3o sedent\u00e1rias. &#8220;Elas se mudaram apenas por um raio de 200 metros nos oito anos em que as monitoramos&#8221;, diz Blake.<\/p>\n<p>Outras, que vivem em ilhas com condi\u00e7\u00f5es mais imprevis\u00edveis, parecem n\u00f4mades. Um terceiro grupo se dispersou depois de um per\u00edodo para outras \u00e1reas sem nunca retornar ao local de origem. Por \u00faltimo, h\u00e1 as tartarugas que seguem um padr\u00e3o sazonal e regressam para a mesma \u00e1rea de antes.<\/p>\n<p>As tartarugas que migram seguem padr\u00f5es previs\u00edveis e usam sempre as mesmas rotas. &#8220;Ano ap\u00f3s ano elas seguem as mesmas rotas desde as zonas mais altas at\u00e9 as mais baixas. Depois retornam para os mesmo lugares&#8221;, diz Blake.<\/p>\n<p>O que acontece quando esses caminhos ou lugares n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis por algum problema?<\/p>\n<p>Na ilha de Santa Cruz, por exemplo, a maior parte das montanhas \u00e9 usada para a cria\u00e7\u00e3o de gados, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O gado pode ser compat\u00edvel com as tartarugas, porque eles n\u00e3o competem pela mesma vegeta\u00e7\u00e3o. &#8220;Por\u00e9m, se o pecuarista coloca uma cerca e bloqueia o caminho, as tartarugas podem ou n\u00e3o conseguir entrar nas zonas mais altas, ou ficam presas nelas, sem poder retornar \u00e0s \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/BD8B\/production\/_97332584_tartaruga2.jpg\" alt=\"Tartaruga gigante, por\u00e9m rec\u00e9m-nascida\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GALAPAGOS TORTOISE MOVEMENT ECOLOGY PROGRAM<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O projeto pretende monitorar as pequenas tartarugas para saber como elas fazem para sobreviver<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;S\u00e3o muito longevas&#8230;&#8217;<\/h2>\n<p>&#8220;Temos visto em v\u00e1rias esp\u00e9cies que quando as rotas migrat\u00f3rias s\u00e3o bloqueadas os resultados podem ser catastr\u00f3ficos&#8221;, explica Blake.<\/p>\n<p>O projeto de monitoramento das tartarugas gigantes, seja por GPS tradicional ou com a a ajuda Esta\u00e7\u00e3o Especial Internacional, pode ser a chave para o futuro desses animais.<\/p>\n<p>&#8220;Essa pesquisa \u00e9 importante, fundamentalmente porque o habitat das tartarugas est\u00e1 mudando devido \u00e0 crescente atividade humana&#8221;, diz o pesquisador. &#8220;Essa atividade amea\u00e7a as rotas migrat\u00f3rias e as tartarugas gigantes de Gal\u00e1pagos&#8221;.<\/p>\n<p>Para Blake, &#8220;as tartarugas s\u00e3o t\u00e3o longevas que esses \u00faltimos problemas nas rotas s\u00f3 ser\u00e3o percebidos depois de muitos anos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 houver um grande problema com o sucesso reprodutivo das tartarugas s\u00f3 vamos saber depois de d\u00e9cadas&#8221;, disse Blake \u00e0 BBC Mundo. &#8220;Por isso \u00e9 t\u00e3o importante saber o que acontece com as tartarugas beb\u00eas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o conhecidas como tartarugas gigantes das ilhas de Gal\u00e1pagos, mas quando nascem medem 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