{"id":70703,"date":"2017-08-14T07:00:45","date_gmt":"2017-08-14T10:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70703"},"modified":"2017-08-13T20:08:23","modified_gmt":"2017-08-13T23:08:23","slug":"pecuaria-ajuda-e-e-ajudada-pelo-meio-ambiente-na-regiao-do-pampa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pecuaria-ajuda-e-e-ajudada-pelo-meio-ambiente-na-regiao-do-pampa\/","title":{"rendered":"Pecu\u00e1ria ajuda e \u00e9 ajudada pelo meio ambiente na regi\u00e3o do Pampa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/pampa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70704\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/pampa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/pampa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/pampa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voc\u00ea conhece o pampa? Sabe como ele \u00e9? Para os ga\u00fachos, a resposta pode ser f\u00e1cil, afinal, o pampa \u00e9 um ecossistema que, no Brasil, s\u00f3 existe no\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/rio-grande-do-sul\">Rio Grande do Sul<\/a>. Ele \u00e9 \u00fanico e muito rico.<\/p>\n<p>O Globo Rural mostra o que \u00e9 o pampa e como sua principal atividade econ\u00f4mica, a pecu\u00e1ria, ajuda e \u00e9 ajudada pelo meio ambiente.<\/p>\n<p>Mata nativa \u00e9 \u00e1rvore ou \u00e9 pasto? A resposta parece f\u00e1cil. Florestas densas e altas, em grande parte do Brasil, a \u00e1rvore \u00e9 s\u00edmbolo de natureza, de mata preservada, mas e se o pasto for t\u00e3o rico como uma floresta? D\u00e1 pra acreditar?<\/p>\n<p>Uma mata rasteira, mas muito diversa, milhares de esp\u00e9cies. 60% do pampa original \u00e9 formado por esses campos nativos.<\/p>\n<p>Plan\u00edcies extensas. Pasto at\u00e9 onde os olhos alcan\u00e7am. Essa \u00e9 a cara do pampa, o menor dos cinco biomas brasileiros, presente em apenas 2% do territ\u00f3rio nacional. S\u00e3o 176 mil quil\u00f4metros quadrados exclusivos do Rio Grande do Sul. Ali, o pampa ocupa 63% do estado e depois se estende pelos nossos vizinhos: Uruguai, Argentina e uma pontinha do Paraguai.<\/p>\n<p>A naturalista Ilsi Boldrini nos leva para uma incurs\u00e3o com a equipe de bot\u00e2nica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Nos arredores de Porto Alegre, onde a mata atl\u00e2ntica encontra o pampa, um quadrado feito de cano pl\u00e1stico \u00e9 usado como medida pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>O nome cient\u00edfico das plantas parece outra l\u00edngua, mas o campo \u00e9 cheio de coisa conhecida: rabo-de-burro, macela, alecrim do campo e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>\u201cEm um metro quadrado de vegeta\u00e7\u00e3o campestre no pampa, varia muito de regi\u00e3o para regi\u00e3o, mas pode haver 30, 35, talvez 40 esp\u00e9cies. De forma geral, no bioma pampa a gente j\u00e1 pode ter n\u00fameros mais elevados. Nosso recorde de um levantamento feito por nossa equipe \u00e9 de 56 esp\u00e9cies num \u00fanico metro quadrado. \u00c9 muita coisa. \u00c9 compar\u00e1vel com a diversidade de uma floresta tropical\u201d, explica Gerhard Overbeck, engenheiro ambiental.<\/p>\n<p>A diversidade \u00e9 coletada e investigada em detalhes. Composi\u00e7\u00e3o, nutrientes, todas as esp\u00e9cies conhecidas est\u00e3o em um banco de dados.<\/p>\n<p>Depois de identificar as plantas no laborat\u00f3rio, os pesquisadores trazem tudo para o herb\u00e1rio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. As plantas viram amostras em pastas, cada pasta para uma esp\u00e9cie com a planta inteira ou parte dela, a flor, o fruto. S\u00e3o muitas amostras, arm\u00e1rios cheios, lotados, um acervo que chega a 170 mil amostras. Pelo menos, 2 mil s\u00e3o de esp\u00e9cies nativas dos campos do pampa. Os arm\u00e1rios t\u00eam muito da hist\u00f3ria dessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a planta foi coletada, os campos ga\u00fachos j\u00e1 tinham uma voca\u00e7\u00e3o: a pecu\u00e1ria. Desde a \u00e9poca colonial, o pasto variado alimenta o gado e movimenta a produ\u00e7\u00e3o de carne, hoje concentrada na regi\u00e3o conhecida como Campanha. S\u00e3o os munic\u00edpios do sudoeste, j\u00e1 na fronteira com Uruguai e Argentina.<\/p>\n<p>Uma paisagem t\u00edpica do Rio Grande do Sul, as cochilhas s\u00e3o colinas, o gado fica no pasto nativo. \u00c9 o pampa conservado, mas gerando produtividade.<\/p>\n<p>Assim como essa, outras fazendas da regi\u00e3o est\u00e3o conseguindo bons resultados sem agredir o meio ambiente. No a\u00e7ude, o gado divide espa\u00e7o com o colhereiro.<\/p>\n<p>Em Uruguaiana, em uma das fazendas de Jo\u00e3o Paulo Schneider tem lavoura de arroz, mas metade dos 8 mil hectares \u00e9 de mata nativa, ou melhor, pasto do pampa.<\/p>\n<p>A propriedade \u00e9 uma das 130 que se uniram em um programa ambiental internacional, a Alianza Del Pastizal, nome em espanhol, que quer dizer alian\u00e7a das pastagens. Todas elas t\u00eam, pelo menos, metade das terras reservadas para a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, que alimenta o gado.<\/p>\n<p>Em uma propriedade em Quara\u00ed sempre foi assim. A certifica\u00e7\u00e3o foi uma consequ\u00eancia da pecu\u00e1ria extensiva e do campo nativo, que ocupa 90% da fazenda. Victor Wortmann, que hoje toca a propriedade, \u00e9 publicit\u00e1rio e voltou de Porto Alegre para cuidar das terras da fam\u00edlia. Apostou na for\u00e7a do pampa para a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cBasta uma viagem para qualquer lugar do mundo, principalmente os pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, onde se v\u00ea um crescimento constante pela carne a pasto. Isso n\u00f3s temos aqui\u201d, diz.<br \/>\nH\u00e1 pouco mais de um ano, a carne produzida nas fazendas da Alianza \u00e9 vendida em supermercados de Porto Alegre e S\u00e3o Paulo com um selo especial, que conta de onde ela vem. A aposta \u00e9 que o consumidor leve isso em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desafio no varejo e no campo. O ch\u00e3o do pampa \u00e9 rico, mas raso. Al\u00e9m das gram\u00edneas e leguminosas, tem pedras e cactos. Conseguir produtividade \u00e9 uma miss\u00e3o que os propriet\u00e1rios est\u00e3o alcan\u00e7ando com investimentos simples.<\/p>\n<p>Nas terras de Eduardo Eichemberg, 80% da \u00e1rea est\u00e1 com vegeta\u00e7\u00e3o nativa. O restante \u00e9 reservado para o inverno, com o plantio de azev\u00e9m, uma gram\u00ednea que vai muito bem nos meses frios.<\/p>\n<p>\u201cNessa propriedade espec\u00edfica, a gente usa estrat\u00e9gias de manejo integrado entre o campo nativo e as \u00e1reas de pastagem de inverno\u201d, diz.<\/p>\n<p>A principal t\u00e9cnica \u00e9 chamada de diferimento, onde uma parte do pasto nativo fica vazia, sem animais, por per\u00edodos de 30 at\u00e9 90 dias. A reserva coincide com o momento em que as plantas nativas ganham sementes e criam novas mudas,\u00a0<strong>como mostra a reportagem completa no v\u00eddeo acima<\/strong>.<\/p>\n<p>O pampa \u00e9 o menor bioma brasileiro e s\u00f3 foi reconhecido oficialmente em 2004. Antes era considerado parte da Mata Atl\u00e2ntica. E sabe aquele ditado: a gente s\u00f3 cuida do que conhece? Pois ele cai muito bem para o pampa. Antes mesmo do reconhecimento, o pampa j\u00e1 tinha perdido mais da metade da vegeta\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea conhece o pampa? Sabe como ele \u00e9? 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