{"id":70687,"date":"2017-08-13T13:38:36","date_gmt":"2017-08-13T16:38:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70687"},"modified":"2017-08-13T13:38:36","modified_gmt":"2017-08-13T16:38:36","slug":"fim-da-vida-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fim-da-vida-na-terra\/","title":{"rendered":"Fim da vida na Terra"},"content":{"rendered":"<h1>Quais ser\u00e3o os \u00faltimos sobreviventes da Terra?<\/h1>\n<p><img src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125170718-tardigrado-vida-na-terra.jpg\" alt=\"Quais ser\u00e3o os \u00faltimos sobreviventes da Terra?\" align=\"right\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">A extin\u00e7\u00e3o do ser humano n\u00e3o significar\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o da vida na Terra.<\/div>\n<p>Ao discutir cataclismas c\u00f3smicos e armagedons de diversos tipos, incluindo a morte natural do Sol, que dever\u00e1 virtualmente &#8220;engolir&#8221; a Terra, \u00e9 comum se falar sobre a extin\u00e7\u00e3o da vida humana no planeta.<\/p>\n<p>Mas a extin\u00e7\u00e3o do ser humano n\u00e3o significar\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o da vida na Terra.<\/p>\n<p>Isto porque h\u00e1 muitos animais mais resistentes do que n\u00f3s.<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o, se &#8211; ou quando &#8211; tivermos a infelicidade de sermos atingidos por esses cataclismas, qual ser\u00e1 o limite da vida no planeta?<\/p>\n<p>Ou, em outras palavras, qual ser\u00e1 a \u00faltima forma de vida a resistir para ver o apagar definitivo das luzes, ou para morrer junto com a Terra?<\/p>\n<p>\u00c9 claro que isso \u00e9 muito mais do que uma mera curiosidade. Definir a resili\u00eancia das formas de vida conhecidas pode estipular limites mais amplos para a busca de vida em outros planetas &#8211; em Marte, por exemplo,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=marte-menos-habitavel-cientistas-previam&amp;id=010175170710\" target=\"_blank\">por mais improv\u00e1vel que hoje pare\u00e7a qualquer possibilidade de vida no planeta vermelho<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Animal mais resistente da Terra<\/strong><\/p>\n<p>Para chegar a uma resposta para essa quest\u00e3o, o brasileiro Rafael Alves Batista, atualmente fazendo um curso de p\u00f3s-doutorado no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Oxford, pegou os eventos c\u00f3smicos catastr\u00f3ficos mais prov\u00e1veis e partiu da forma de vida mais resistente que conhecemos.<\/p>\n<p>O animal mais resistente que se conhece \u00e9 o tard\u00edgrado, um microanimal de oito patas, tamb\u00e9m conhecido como urso d&#8217;\u00e1gua, que j\u00e1\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=animais-plantas-sobrevivem-expostos-vacuo-espaco&amp;id=010130100217\" target=\"_blank\">sobreviveu por 18 meses no v\u00e1cuo do espa\u00e7o<\/a>.<\/p>\n<p>Outros estudos mostraram que o tard\u00edgrado \u00e9 capaz de sobreviver por at\u00e9 30 anos sem comida ou \u00e1gua, suportar temperaturas de at\u00e9 150 graus Celsius e sobreviver nas imensas press\u00f5es do fundo dos oceanos. Dificuldades \u00e0 parte, o microanimal pode viver at\u00e9 60 anos e crescer at\u00e9 um tamanho m\u00e1ximo de 0,5 mm.<\/p>\n<p>Rafael e seus colegas listaram ent\u00e3o os principais eventos c\u00f3smicos que podem amea\u00e7ar a vida na Terra: o impacto de um grande asteroide, a explos\u00e3o de uma estrela na forma de uma supernova ou uma explos\u00e3o de raios gama. E, no final de tudo, a esperada\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=com-o-que-se-parecera-o-sol-quando-ele-morrer-&amp;id=010805090413\" target=\"_blank\">morte do Sol<\/a>, quando ele se transformar\u00e1 em uma gigante vermelha, expelindo para o espa\u00e7o ao seu redor quase metade de sua massa na forma de nuvens de poeira e g\u00e1s &#8211; o Sol crescer\u00e1 tanto que muitos c\u00e1lculos indicam que ele poder\u00e1 engolir Merc\u00fario, V\u00eanus e a Terra.<\/p>\n<div class=\"imgMeioD\"><img class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125170718-tardigrado-vida-na-terra-1.jpg\" alt=\"Quais ser\u00e3o os \u00faltimos sobreviventes da Terra?\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Os ursos d&#8217;\u00e1gua podem viver at\u00e9 60 anos &#8211; e podem viver 30 anos sem comida ou \u00e1gua. [Imagem: Willow Gabriel\/Bio\/UNC Chapel Hil]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Riscos \u00e0 vida na Terra<\/strong><\/p>\n<p>No caso dos asteroides, h\u00e1 apenas uma d\u00fazia de asteroides e planetas an\u00f5es conhecidos com massa suficiente para, em caso de choque, fazer os oceanos da Terra ferverem e evaporarem (2&#215;10<sup>18<\/sup>\u00a0kg), criando o que os pesquisadores chamam de &#8220;esfera de esteriliza\u00e7\u00e3o&#8221;. Isso inclui Vesta (2&#215;10<sup>20<\/sup>\u00a0kg) e Plut\u00e3o (10<sup>22<\/sup>\u00a0kg), mas nenhum desses objetos cruzar\u00e1 a \u00f3rbita terrestre, portanto n\u00e3o representam uma amea\u00e7a para n\u00f3s e nem para os tard\u00edgrados.<\/p>\n<p>No caso de uma supernova, para ferver os oceanos da Terra a estrela que explodiria precisaria estar a 0,14 anos-luz de dist\u00e2ncia. A estrela mais pr\u00f3xima do Sol est\u00e1 a quatro anos-luz de dist\u00e2ncia e a probabilidade de uma estrela maci\u00e7a explodir pr\u00f3ximo o suficiente da Terra para matar todas as formas de vida dentro da faixa de expectativa de vida do Sol \u00e9 insignificante.<\/p>\n<p>As rajadas de raios gama t\u00eam mais energia, mas tamb\u00e9m s\u00e3o mais raras do que as supernovas. Tais como as supernovas, as\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=explosao-cosmica-mais-forte&amp;id=020175131122\" target=\"_blank\">explos\u00f5es de raios gama<\/a>\u00a0est\u00e3o muito distantes da Terra para serem consideradas uma amea\u00e7a vi\u00e1vel. Para poder ferver os oceanos do planeta, a explos\u00e3o n\u00e3o deve estar a mais de 40 anos-luz de dist\u00e2ncia, e a probabilidade de uma explos\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3xima \u00e9 igualmente insignificante.<\/p>\n<p>Assim, mesmo que os humanos desapare\u00e7am da face da Terra, qualquer que seja a raz\u00e3o, os tard\u00edgrados provavelmente sobreviver\u00e3o at\u00e9 a morte do Sol.<\/p>\n<p>&#8220;Sem a nossa tecnologia para nos proteger, os seres humanos s\u00e3o uma esp\u00e9cie muito sens\u00edvel. Mudan\u00e7as sutis em nosso ambiente nos impactam dramaticamente. Existem muitas esp\u00e9cies mais resilientes na Terra. A vida neste planeta pode continuar muito depois que os humanos se forem.<\/p>\n<p>&#8220;Os tard\u00edgrados est\u00e3o pr\u00f3ximos da indestrutibilidade em termos da vida na Terra, mas \u00e9 poss\u00edvel que existam outros exemplos de esp\u00e9cies resilientes em outros lugares do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/meta.php?meta=Universo%20e%20Cosmologia\" target=\"_blank\">Universo<\/a>. Neste contexto, \u00e9 fact\u00edvel procurar vida em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/meta.php?meta=Marte\" target=\"_blank\">Marte<\/a>\u00a0e em outras \u00e1reas do Sistema Solar em geral. Se os tard\u00edgrados s\u00e3o a esp\u00e9cie mais resiliente da Terra, quem sabe o que mais existe?&#8221; comentou Rafael.<\/p>\n<div class=\"biblio\"><b>Bibliografia:<\/b><\/p>\n<p><i>The Resilience of Life to Astrophysical Events<\/i><br \/>\nDavid Sloan, Rafael Alves Batista, Abraham Loeb<br \/>\nNature Scientific Reports<br \/>\nVol.: 7, Article number: 5419<br \/>\nDOI: 10.1038\/s41598-017-05796-x<\/div>\n<div class=\"addthis_toolbox addthis_32x32_style\">\n<div class=\"atclear\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais ser\u00e3o os \u00faltimos sobreviventes da Terra? 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