{"id":70205,"date":"2017-08-04T15:00:02","date_gmt":"2017-08-04T18:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70205"},"modified":"2017-08-04T12:45:23","modified_gmt":"2017-08-04T15:45:23","slug":"cientistas-descobriram-mais-um-recife-de-coral-devastado-pelo-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobriram-mais-um-recife-de-coral-devastado-pelo-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Cientistas descobriram mais um recife de coral devastado pelo aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70206\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com as preocupa\u00e7\u00f5es crescentes sobre a condi\u00e7\u00e3o da Grande Barreira de Corais, na Austr\u00e1lia, que vem sofrendo um branqueamento generalizado, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que cientistas tenham encontrado danos semelhantes em recifes de todo o mundo, incluindo Oceano Pac\u00edfico e Mar do Caribe. Agora, uma expedi\u00e7\u00e3o recente revelou que corais do arquip\u00e9lago de Chagos, uma cole\u00e7\u00e3o de pelo menos 60 pequenas ilhas no Oceano \u00cdndico, tamb\u00e9m est\u00e3o sofrendo com o branqueamento e morte. Com informa\u00e7\u00f5es do The Washington Post.<\/p>\n<p>\u201c<em>Em \u00e1guas rasas, acima de 15 metros e em lugares at\u00e9 20 metros, vimos muita mortalidade de corais \u2013 provavelmente em cerca de 90% da regi\u00e3o<\/em>\u201d, disse John Turner, professor da Universidade de Bangor, no Pa\u00eds de Gales, que liderou a expedi\u00e7\u00e3o. \u201c<em>\u00c9 uma coisa muito perturbadora de se ver quando esses recifes se desenvolveram t\u00e3o bem<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que o arquip\u00e9lago, que inclui uma grande cole\u00e7\u00e3o de at\u00f3is de corais, entre eles o Arquip\u00e9lago de Chagos, sofreu com eventos de branqueamento repetitivos em 2015 e 2016, provocados por condi\u00e7\u00f5es excepcionalmente quentes, provavelmente influenciadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e efeitos do El Ni\u00f1o, que foi severo em 2015.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que recifes de corais em todo o mundo foram afetados por essas condi\u00e7\u00f5es, embora o branqueamento n\u00e3o necessariamente signifique sua morte. Trata-se de uma rea\u00e7\u00e3o natural ao estresse ambiental, como as altas temperaturas, que fazem com que os corais expulsem as min\u00fasculas algas que vivem dentro deles que lhes d\u00e3o as caracter\u00edsticas cores.<\/p>\n<p>Com tempo suficiente, esses corais voltam ao normal. No entanto, o branqueamento torna-os mais fracos e vulner\u00e1veis a doen\u00e7as. Ainda, se essas condi\u00e7\u00f5es estressantes persistem, o coral come\u00e7a a morrer.\u00a0Antes do mais recente evento de branqueamento no Arquip\u00e9lago de Chagos, um efeito do El Ni\u00f1o particularmente grave, entre 1997 e 1998, causou grandes estragos no recife. Demorou at\u00e9 cerca de 2012 para que os corais do local conseguissem se recuperar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, segundo Turner, a regi\u00e3o de Chagos parece estar vivenciando a mesma situa\u00e7\u00e3o, e isso levanta uma bandeira vermelha sobre o futuro do arquip\u00e9lago em rela\u00e7\u00e3o ao aquecimento global.\u00a0\u201c<em>Se os recifes come\u00e7am a morrer de alguma forma, \u00e9 claro que esses at\u00f3is est\u00e3o em risco<\/em>\u201d, explicou. \u201c<em>A eros\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a superar o crescimento, e veremos essas ilhas come\u00e7ando a recuar. Isso \u00e9 algo que ocorre naturalmente com os at\u00f3is<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>O Arquip\u00e9lago de Chagos, o maior atol de coral do mundo, fica localizado no meio do Oceano \u00cdndico, a meio caminho entre a costa oriental da \u00c1frica e Cingapura, e cerca de 483 km ao sul das Maldivas, sua na\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Os habitantes originais do arquip\u00e9lago foram expulsos de l\u00e1 na d\u00e9cada de 1960, para darem lugar a bases militares. Eles ent\u00e3o se mudaram para as Ilhas Maur\u00edcias e Seychelles. Atualmente, apenas uma ilha do arquip\u00e9lago \u2013 Diego Garcia, a maior \u2013 \u00e9 habitada por seres humanos, a maioria deles militares e empreiteiros.<\/p>\n<p>At\u00e9 recentemente, a \u00e1rea circundante ao Arquip\u00e9lago de Chagos era a maior regi\u00e3o marinha protegida do mundo. Embora isso sugira que seus recifes sejam praticamente imaculados, a verdade \u00e9 que o t\u00edtulo representa um lugar de grande valor cient\u00edfico, uma vez que suas ilhas s\u00e3o praticamente intocadas pela influ\u00eancia humana.<\/p>\n<p>O lugar ent\u00e3o \u00e9 um ponto de refer\u00eancia para os cientistas, onde os efeitos cont\u00ednuos de processos como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ser diretamente observados.\u00a0\u201c<em>Na verdade, o que aprendemos \u00e9 que os grandes eventos de branqueamento causados pelo aquecimento dos oceanos afetaram esses recifes como qualquer outro<\/em>\u201d, disse Turner.<\/p>\n<p>As amostragens coletadas durante a expedi\u00e7\u00e3o mostraram que cerca de 90% dos corais de \u00e1gua rasa do arquip\u00e9lago morreram. Em \u00e1guas mais profundas, a maioria ainda sobrevive, embora haja evid\u00eancias de um branqueamento generalizado.\u00a0Contudo, Turner se mostra otimista sobre a capacidade do recife se recuperar naturalmente.<\/p>\n<p>\u201c<em>Estamos vendo muitos corais jovens come\u00e7ando a crescer nesses recifes<\/em>\u201d, disse. \u201c<em>Ent\u00e3o isso \u00e9 um bom sinal<\/em>\u201d.\u00a0No entanto, um ponto preocupante destacado por ele \u00e9 que esses corais mais jovens est\u00e3o crescendo e se estabelecendo nos quadros de corais mortos, o que significa que eventualmente eles podem ter o mesmo destino. A longo prazo, novos eventos de branqueamento poder\u00e3o devastar ainda mais o recife j\u00e1 enfraquecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda, assume-se que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ir\u00e3o provocar eventos de aquecimento cada vez mais severos no futuro. Logo, os cientistas est\u00e3o come\u00e7ando a se preocupar com a possibilidade de que recifes em todo o mundo n\u00e3o tenham tempo suficiente para se recuperar. Esta \u00e9 uma das quest\u00f5es que mais pesa sobre a Grande Barreira de Corais na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Entretanto, conforme observado por Turner, o fato de o arquip\u00e9lago de Chagos estar t\u00e3o distante e ter desfrutado de uma longa prote\u00e7\u00e3o contra as influ\u00eancias humanas pode significar uma maior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as preocupa\u00e7\u00f5es crescentes sobre a condi\u00e7\u00e3o da Grande Barreira de Corais, na Austr\u00e1lia, que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":70206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/corais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com as preocupa\u00e7\u00f5es crescentes sobre a condi\u00e7\u00e3o da Grande Barreira de Corais, na Austr\u00e1lia, que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70205"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70205\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}