{"id":70129,"date":"2017-08-03T11:00:52","date_gmt":"2017-08-03T14:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70129"},"modified":"2017-08-02T18:57:22","modified_gmt":"2017-08-02T21:57:22","slug":"mortandade-das-abelhas-ja-e-generalizada-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mortandade-das-abelhas-ja-e-generalizada-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Mortandade das abelhas j\u00e1 \u00e9 generalizada no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/abelha_morte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70130\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/abelha_morte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/abelha_morte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/abelha_morte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nunca houve nada igual, dizem apicultores. Pelo menos 250 mil colmeias desapareceram no Rio Grande do Sul em 2015. Culpa \u00e9 dos agrot\u00f3xicos usados nas lavouras, apontam os especialistas<\/em><\/p>\n<p>Chocados, tristes, desanimados. \u00c9 como se sentem muitos apicultores do Rio Grande do Sul diante da assustadora mortandade das abelhas em suas colmeias. Pelo menos 250 mil colmeias desapareceram no Rio Grande do Sul em 2015. Todos os especialistas ouvidos n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas em afirmar que a responsabilidade \u00e9 dos agrot\u00f3xicos, usados descontroladamente nas lavouras, al\u00e9m do desmatamento que n\u00e3o para de aumentar.<\/p>\n<p>\u201cNo Estado a morte de abelhas tornou-se generalizada, principalmente em \u00e1reas com uso intensivo de agrot\u00f3xicos\u201d, afirma o coordenador da C\u00e2mara Setorial de Apicultura e Meliponicultura da Secretaria Estadual da Agricultura (Casam), Nadilson Ferreira. \u201cO problema atinge maiores propor\u00e7\u00f5es nas regi\u00f5es da Depress\u00e3o Central, Miss\u00f5es, Alto Uruguai e parte da Campanha. Os agrot\u00f3xicos est\u00e3o acelerando a perda de biodiversidade e contribuindo para o exterm\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es de abelhas\u201d, completa.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da mortandade tem um impacto muito grande no Estado, j\u00e1 que o Rio Grande do Sul \u00e9 o maior produtor de mel do Brasil. S\u00e3o cerca de 30 mil apicultores, que produzem em torno de oito mil toneladas por ano (60% na primavera e 40% no outono). A metade \u00e9 exportada, principalmente para a Europa, e a outra parte consumida no mercado interno.<\/p>\n<figure id=\"attachment_222542\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/abelha-jatai_g-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-222542\" src=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/abelha-jatai_g-1.jpg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"268\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Abelhas mortas da esp\u00e9cie nativa Jata\u00ed<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um temor que ronda os apicultores que trabalham com exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 que, a continuar assim, o mel ga\u00facho passe a sofrer restri\u00e7\u00f5es e a perder valor nos pa\u00edses compradores por causa da contamina\u00e7\u00e3o por esses venenos. \u201cCom toda essa desgra\u00e7a (das mortes por envenenamento) o mel ga\u00facho ainda \u00e9 considerado org\u00e2nico\u201d, ressalta Ferreira.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de maior colheita, a primavera, \u00e9 justamente o de maior atividade agr\u00edcola no Estado e de maior exterm\u00ednio destes insetos pelos venenos jogados nas planta\u00e7\u00f5es. Estima-se que as perdas decorrentes, tanto de colmeias como da produ\u00e7\u00e3o de mel, andem em torno de 30% a 40%, quase a metade. Mas os apicultores que ouvimos apontam um preju\u00edzo muito acima disso.<\/p>\n<p><strong>Morte anormal<\/strong><\/p>\n<p>Os produtores de mel, de forma geral, contam que as abelhas come\u00e7aram a morrer de forma anormal, sem nenhuma doen\u00e7a ou desnutri\u00e7\u00e3o que justificasse, h\u00e1 cerca de tr\u00eas ou quatro anos. \u00c9 o caso de Luiz Darci Demo Garlet, 60 anos, que entre dezembro e janeiro \u00faltimo perdeu nada menos que 600 das 1.200 colmeias que tinha em Cruz Alta, no Noroeste do Estado.<\/p>\n<p>Desde 2013 ele j\u00e1 vinha tendo perdas por causa dos agrot\u00f3xicos, de 100 a 200 caixas, onde ficam as colmeias, por ano. Ele tem certeza que a causa, desta \u00faltima vez, foi um veneno ainda mais forte que usaram para atacar o \u201ctamandu\u00e1-da-soja\u201d, um inseto que raspa o caule da planta. Outros venenos, como os da lagarta da soja, relata, n\u00e3o matam tanto, mas deixam as abelhas desorientadas, fracas, e acabam perecendo tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Como boa parte dos apicultores, ele acomoda as colmeias em propriedades de outras pessoas mediante o pagamento de uma comiss\u00e3o. Por isso, muitos como ele n\u00e3o reclamam e n\u00e3o informam o ocorrido aos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cN\u00e3o podemos reclamar, porque sen\u00e3o os donos das terras v\u00e3o dizer \u2018pega tuas caixas (de abelhas) e vai embora\u2019. N\u00e3o tem o que fazer, fazer o qu\u00ea?\u201d, indaga o apicultor. Ele calcula que vai demorar quase dois anos para recuperar o que perdeu, isso se a mortandade n\u00e3o continuar.<\/p>\n<p>\u201cOutra dificuldade \u00e9 a falta de lugar para colocar as abelhas porque est\u00e3o terminando com os matos e elas t\u00eam que ser colocadas na sombra, porque se as colmeias ficarem no sol morrem todas\u201d, acrescenta. Garlet que normalmente tirava 30 toneladas de mel por safra, este ano colheu apenas 11 toneladas com a perda de tantas colmeias: \u201cMeus dois funcion\u00e1rios ficaram at\u00e9 mais chocados que eu. Tinha um api\u00e1rio com 25 colmeias novas, lindas, bonitas, morreram as 25. Isso entristece muito\u201d, lamenta.<\/p>\n<p><strong>Nunca houve nada igual<\/strong><\/p>\n<p>O vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Apicultores da cidade, Walmor Kirchhof, 65 anos, confirma que a mortandade \u00e9 generalizada, atingindo a todos os apicultores: \u201cNunca tinha acontecido nada igual como nesse ano, todo o pessoal da regi\u00e3o perdeu uma barbaridade de abelhas\u201d, relata.<\/p>\n<p>Das suas 200 caixas sobreviveram apenas 40 colmeias. \u201cTeve local que n\u00e3o sobrou nenhuma caixa\u201d, completa. At\u00e9 alguns anos atr\u00e1s, perdia meia d\u00fazia de caixas por ano.<\/p>\n<p>Kirchhof garante que \u201cdoen\u00e7a n\u00e3o foi, as abelhas estavam fortes e estavam produzindo mel\u201d. Mas, de repente, morreram todas e apodreceu tudo nas caixas. \u201cGeralmente as tra\u00e7as comem a cera (quando as abelhas morrem por algum outro motivo), mas neste caso nem as tra\u00e7as apareceram, tamb\u00e9m morreram\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 aposentado, trabalha com isso h\u00e1 35 anos e o mel \u00e9 a maior parte da sua renda. \u201c\u00c9 um preju\u00edzo enorme, a gente depende disso a\u00ed\u201d. Como fornece para a merenda escolar, precisou comprar mel de outros fornecedores, de regi\u00f5es distantes, para cumprir as encomendas.<\/p>\n<p><strong>Vontade de desistir<\/strong><\/p>\n<p>Distante dali, bem no interior de S\u00e3o Borja, junto ao rio Uruguai, na fronteira com a Argentina, Vilmar Soares, 78 anos, que tem na atividade um complemento para a aposentadoria, j\u00e1 pensou at\u00e9 em desistir da apicultura. \u201cTinha 223 caixas, sobraram 70\u201d, relata. Dos 900 quilos que costumava colher das colmeias agora s\u00f3 colhe 200.<\/p>\n<p>Ele conta que o exterm\u00ednio come\u00e7ou por volta de 2014 e tamb\u00e9m est\u00e1 certo de que vem acontecendo por causa dos venenos das lavouras: \u201cJ\u00e1 vi um enxame e no outro dia, depois que passaram veneno por perto, as abelhas estavam todas mortas. E a caixa fica imunizada, porque novos enxames na mesma caixa morrem tamb\u00e9m. Disseram que \u00e9 um veneno que se um s\u00f3 inseto leva para a colmeia, contamina todas as outras\u201d.<\/p>\n<p>Assim como tantos outros, n\u00e3o procurou ajuda de ningu\u00e9m, nenhum t\u00e9cnico, nenhuma autoridade, porque n\u00e3o sabe a quem procurar. Mas, principalmente, porque n\u00e3o quer \u201cse incomodar\u201d com os vizinhos agricultores, que est\u00e3o utilizando os agrot\u00f3xicos: \u201cA gente precisa dos vizinhos\u201d, explica.<\/p>\n<p>Soares diz que j\u00e1 se sentiu \u201cdesacor\u00e7oado\u201d, um termo fronteiri\u00e7o para des\u00e2nimo, desalento. Pensou em desistir, mas vai continuar, por enquanto, tentando salvar o que restou da matan\u00e7a das suas abelhas pelos venenos das lavouras.<\/p>\n<p>Da conversa com eles fica muito evidente que, al\u00e9m do neg\u00f3cio, cria-se uma rela\u00e7\u00e3o de grande afei\u00e7\u00e3o por esses insetos, que Garlet conhece desde crian\u00e7a, quando ajudava o pai a produzir mel: \u201cNa apicultura, se a pessoa n\u00e3o gosta das abelhas n\u00e3o funciona, a apicultura \u00e9 uma profiss\u00e3o diferente, \u00e9 algo da natureza, tem que gostar do bichinho\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, se o preju\u00edzo desses apicultores \u00e9 enorme, o abalo emocional pela mortandade tamb\u00e9m: \u201c\u00c9 horr\u00edvel!\u201d, desabafa Kirchoff.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o extremamente grave<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alarmante que foi criado um Grupo de Trabalho da Mortandade das Abelhas, em 2015, ligado \u00e0 C\u00e2mara Setorial (Casam). Durante um ano, entre 2015 e 2016, o GT fez estudos, reuni\u00f5es, e, m\u00eas passado, entregou suas conclus\u00f5es ao secret\u00e1rio da Agricultura, Ernani Polo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o extremamente grave\u201d, define Sanderlei Pereira, coordenador da Emater\/Ascar em Candel\u00e1ria, que coordenou o GT. \u201cEstimamos uma redu\u00e7\u00e3o de 40% do volume de mel colhido nas \u00faltimas safras e uma diminui\u00e7\u00e3o de 40% das colmeias do RS\u201d. O GT constatou que todo o Estado est\u00e1 sendo atingido pela mortandade, com maior intensidade nas regi\u00f5es com maior produ\u00e7\u00e3o de cultivos anuais, como soja, arroz e milho.<\/p>\n<p>A apicultura ga\u00facha exercida basicamente por pequenos agricultores\/apicultores. Isto \u00e9 positivo, diz Sanderlei, porque distribui muito bem geograficamente as colmeias e seus benef\u00edcios, na melhoria da alimenta\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias rurais, na comercializa\u00e7\u00e3o do seu excedente, agregando renda, e tamb\u00e9m pela poliniza\u00e7\u00e3o das culturas na propriedade. \u201cPor outro lado, isso dificulta o levantamento da morte das colmeias e da diminui\u00e7\u00e3o da colheita\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fipronil e Neonicotinoides<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA mortandade de abelhas ocorre tamb\u00e9m por fome, manejo errado de api\u00e1rios, p\u00f3len t\u00f3xico (barbatim\u00e3o), doen\u00e7as e parasitas, causas essas conhecidas pelos apicultores, diferente da mortandade que vem ocorrendo nos \u00faltimos anos pela a\u00e7\u00e3o do Fipronil e algumas part\u00edculas dos neonicotin\u00f3ides\u201d, diz o relat\u00f3rio do GT.<\/p>\n<p>O documento refor\u00e7a como principal causa \u201cO uso em larga escala no Brasil de agrot\u00f3xicos com efeitos nocivos \u00e0s abelhas, em especial aqueles do grupo dos Neonicotin\u00f3ides (Clotianidina, Imidacloprid, Tiametoxam) e Fipronil\u201d.<\/p>\n<p>Esses, especificamente, s\u00e3o os que t\u00eam a\u00e7\u00e3o fulminante sobre as abelhas, salienta Sanderlei. Eles causam a morte das polinizadoras at\u00e9 mesmo quando s\u00e3o usados no tratamento das sementes porque s\u00e3o sist\u00eamicos, ou seja, entram na seiva das plantas e contaminam o p\u00f3len e n\u00e9ctar de suas flores, que s\u00e3o visitadas pelas abelhas quando acontece a flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as caixas e caixilhos ficam com res\u00edduo de agrot\u00f3xico, muitas vezes causando intoxica\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica na nova colmeia que ali \u00e9 alojada e acaba sucumbindo tamb\u00e9m \u2013 como relataram os apicultores que entrevistamos.<\/p>\n<p><strong>Padr\u00e3o das mortes<\/strong><\/p>\n<p>O padr\u00e3o do exterm\u00ednio \u00e9 sempre o mesmo. A morte repentina das abelhas, na sua totalidade ou em parte, com presen\u00e7a de abelhas mortas na caixa. Quando h\u00e1 presen\u00e7a de abelhas vivas ao redor, elas est\u00e3o desorientadas e em pequeno n\u00famero e h\u00e1 mel produzido nos favos.<\/p>\n<p>Noutros casos, as colmeias v\u00e3o perdendo popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 ficarem sem abelhas no final do processo. Com a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, acontece um estresse nas suas defesas que conduz a sucessivos ataques de varroase (um \u00e1caro), bact\u00e9rias e fungos, que causam a morte dos insetos restantes.<\/p>\n<p>\u201cNenhuma esp\u00e9cie de abelha est\u00e1 livre da a\u00e7\u00e3o destes inseticidas. Sempre existiu morte de colmeias, por fome, mau manejo, mas com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias conhecidas pelos apicultores e t\u00e9cnicos, em m\u00e9dia 10% ao ano, totalmente diferente do que vem ocorrendo, com mortalidade de at\u00e9 80% das colmeias\u201d, afirma Sanderlei.<\/p>\n<p>O coordenador do GT salienta que n\u00e3o \u00e9 a proximidade das lavouras que implica nas mortes e sim os produtos qu\u00edmicos usados nelas. A soja, por exemplo, \u201c\u00e9 ben\u00e9fica para as abelhas, produz mel de excelente qualidade e a soja tamb\u00e9m se beneficia com as abelhas atrav\u00e9s da poliniza\u00e7\u00e3o, que amplia em m\u00e9dia 10% a produtividade da lavoura\u201d.<\/p>\n<p>Na Europa, foi registrada perda de mais de um milh\u00e3o de colmeias devido \u00e0s mortes causadas pelos neonicotin\u00f3ides. Quanto ao Fipronil, a Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente dos Estados Unidos classificou esse produto como de alto potencial cancer\u00edgeno (afeta principalmente a tire\u00f3ide)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca houve nada igual, dizem apicultores. 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