{"id":70044,"date":"2017-08-01T13:00:12","date_gmt":"2017-08-01T16:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=70044"},"modified":"2017-08-01T08:39:40","modified_gmt":"2017-08-01T11:39:40","slug":"estudo-demonstra-diferenca-entre-ambientes-do-lavrado-em-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-demonstra-diferenca-entre-ambientes-do-lavrado-em-roraima\/","title":{"rendered":"Estudo demonstra diferen\u00e7a entre ambientes do lavrado em Roraima"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/lavrado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-70045\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/lavrado-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/lavrado-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/lavrado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Savanas, no Brasil, s\u00e3o cerrados. Em Roraima, lavrado. No estado mais ao norte do pa\u00eds, uma \u00e1rea predominantemente de vegeta\u00e7\u00e3o aberta que atravessa as fronteiras da Guiana e Venezuela, revela mais uma vez sua riqueza e diversidade. Um estudo publicado em julho no Biodiversity Data Journal, de acesso aberto, mostra diferen\u00e7as importantes entre dois ambientes encontrados nessa paisagem.<\/p>\n<p>Uma equipe liderada pela professora da Universidade Federal de Roraima, Maria Aparecida de Moura Ara\u00fajo, avaliou a influ\u00eancia das restri\u00e7\u00f5es impostas pela fertilidade, textura e drenagem do solo em duas diferentes \u00e1reas do lavrado, as que ficam embaixo e as que ficam acima d&#8217;\u00e1gua durante o per\u00edodo de cheia. A conclus\u00e3o: s\u00e3o ambientes que abrigam riqueza e diversidade de esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>\u201cExistem esp\u00e9cies l\u00e1 dentro das \u00e1reas alagadas que n\u00e3o est\u00e3o na \u00e1rea seca\u201d, conta o ec\u00f3logo Reinaldo Imbr\u00f3zio Barbosa, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) em Boa Vista (RR), que tamb\u00e9m assina o artigo. \u201cObviamente tem esp\u00e9cies que habitam os dois ambientes, mas que conseguem permanecer seis meses dentro d&#8217;\u00e1gua\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_54870\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-54870\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/RR-Drosera-roraimae-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/RR-Drosera-roraimae-2.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/RR-Drosera-roraimae-2-300x227.jpg 300w\" alt=\"Foto: Reinaldo Imbrozio Barbosa.\" width=\"400\" height=\"302\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: Reinaldo Imbrozio Barbosa.<\/p>\n<\/div>\n<p>Foram analisadas 20 parcelas em dois m\u00f3dulos do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, na zona rural de Boa Vista, capital do estado. S\u00e3o \u00e1reas de lagos ou drenadas por pequenos cursos d&#8217;\u00e1gua. As matas ciliares dos rios maiores ficam foram do estudo. Foram encontradas 128 esp\u00e9cies de 34 grupos taxon\u00f4micos. \u00c9 uma vegeta\u00e7\u00e3o formada principalmente por gram\u00edneas, algumas bem pequenas, mais perto dos p\u00e9s do que dos olhos.<\/p>\n<p>Reinaldo comemorou os resultados. Eles demonstram, segundo o pesquisador, que o lavrado \u00e9 um ambiente rico. \u201cAs pessoas n\u00e3o se importam muito com o desmatamento na regi\u00e3o, porque acham que \u00e9 um mal menor do que derrubar a floresta\u201d, lamenta o pesquisador. \u201cMas qualquer lugar do lavrado \u00e9 uma \u00e1rea espec\u00edfica, com riqueza espec\u00edfica\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser a maior savana amaz\u00f4nica, com 68,145 mil quil\u00f4metros quadrados (quase o tamanho da Irlanda), o lavrado de Roraima tem caracter\u00edsticas \u00fanicas. Sofre mais a influ\u00eancia de alaga\u00e7\u00f5es do que outras \u00e1reas abertas. Isso ocorre porque est\u00e1 em uma \u00e1rea baixa, geologicamente jovem, que est\u00e1 sofrendo soterramento. \u00c9 uma regi\u00e3o dominada por lagos, muitos sazonais, e pequenos igarap\u00e9s, que transbordam.<\/p>\n<p>Para os autores do estudo, s\u00e3o necess\u00e1rios mais investimentos para invent\u00e1rios flor\u00edsticos no lavrado e diversificar as \u00e1reas de coletas. O lavrado \u00e9 amea\u00e7ado principalmente pelo agroneg\u00f3cio. Um ambiente \u00fanico, que at\u00e9 hoje n\u00e3o conta com a prote\u00e7\u00e3o legal de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Savanas, no Brasil, s\u00e3o cerrados. Em Roraima, lavrado. 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