{"id":6921,"date":"2014-09-17T16:05:30","date_gmt":"2014-09-17T16:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=6921"},"modified":"2014-09-17T16:10:38","modified_gmt":"2014-09-17T16:10:38","slug":"quatro-dicas-para-cultivar-fruta-do-conde-e-tambem-como-cultivar-atemoia-hibrido-da-fruta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quatro-dicas-para-cultivar-fruta-do-conde-e-tambem-como-cultivar-atemoia-hibrido-da-fruta\/","title":{"rendered":"Quatro dicas para cultivar fruta-do-conde e tamb\u00e9m como cultivar atemoia, h\u00edbrido da fruta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pinha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-6922\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/pinha.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A fruta pode ser chamada de pinha, fruta-do-conde, ata, pinheira, ateira ou quaresma. Deliciosa, faz parte da fam\u00edlia Annonaceae e \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o perfeita para regi\u00f5es de clima quente, uma vez que n\u00e3o suporta temperaturas muito baixas.<\/p>\n<p>Tropical, \u00e9 original das Antilhas e de sabor agrad\u00e1vel. A fruta-do-conde (Annona squamosa L.) tamb\u00e9m pode ser conhecida como anona, araticum e cabe\u00e7a-de-negro, tem boa aceita\u00e7\u00e3o no mercado. Ela \u00e9 fonte de vitaminas, sobretudo a C e as do complexo B, al\u00e9m de prote\u00ednas, carboidratos, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro.<\/p>\n<p>J\u00e1 alguns s\u00e9culos depois do descobrimento da ata, os cientistas criaram um h\u00edbrido. No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, cientistas norte-americanos se empenharam no desenvolvimento de uma fruta com desempenho comercial superior ao da fruta-do-conde e o sabor da cherim\u00f3ia, um dos mais apreciados no mundo.<\/p>\n<p>Assim surgiu a atem\u00f3ia.<\/p>\n<p>Confira abaixo como solucionar quatro problemas comuns com esses frutos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Apesar de o p\u00e9 de fruta-do-conde emitir flores, elas murcham e caem e as folhas amarelam. O que fazer para conseguir frutos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Julio Teixeira Pinto, Belo Horizonte, MG<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de poucos frutos pode estar relacionada a fatores ambientais, fitossanit\u00e1rios e nutricionais. \u00c9 indispens\u00e1vel fornecer \u00e1gua e nutrientes \u00e0 planta.<\/p>\n<p>Em anon\u00e1ceas, como no caso da fruta-do-conde, a poliniza\u00e7\u00e3o artificial tem sido usada com sucesso na obten\u00e7\u00e3o de frutos. O manejo correto de pragas e doen\u00e7as tamb\u00e9m \u00e9 de grande import\u00e2ncia para o desenvolvimento da fruteira.<\/p>\n<p>A Circular T\u00e9cnica n\u00famero 7 \u2013 Instru\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas para o Cultivo da Pinha (Annona squamosa L.), da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agr\u00edcola S.A.), traz informa\u00e7\u00f5es referentes ao assunto de forma simples e detalhada.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o pode ser solicitada na Avenida Dorival Caymmi, 15.649, Itapu\u00e3, CEP 41635-150, Salvador, BA, ou pelo ebdadao@ebda.ba.gov.br<\/p>\n<p>CONSULTOR: JOS\u00c9 EM\u00cdLIO BETTIOL NETO, engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador do IAC-APTA \u2013 Centro de Fruticultura do Instituto Agron\u00f4mico, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1.500, Corrupira, CEP 13214-820, Jundia\u00ed, SP, tel. (11) 4582-7284, bettiolneto@iac.sp.gov.br<\/p>\n<p><strong>Como tratar um p\u00e9 de ata, cujas frutas ficam pretas e cheias de formigas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Celia Medeiros, Formosa, GO<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente, o aparecimento de formigas em fruteiras est\u00e1 associado \u00e0 presen\u00e7a de outras pragas na planta. As cochonilhas, por exemplo, possuem uma rela\u00e7\u00e3o de simbiose com as formigas, que oferecem \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d e espalham a praga pela planta.<\/p>\n<p>Em troca, recolhem o excedente de seiva n\u00e3o aproveitado pelas cochonilhas. Possivelmente, a cor preta est\u00e1 relacionada com o pr\u00f3prio dano da praga nos tecidos da fruta e, tamb\u00e9m, com a presen\u00e7a de fumagina, um fungo semelhante \u00e0 fuligem que encontra condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento na solu\u00e7\u00e3o a\u00e7ucarada excretada pela praga.<\/p>\n<p>Contudo, como existem outros fatores que causam essa colora\u00e7\u00e3o nas frutas, a sugest\u00e3o \u00e9 solicitar a presen\u00e7a de um t\u00e9cnico da \u00e1rea agr\u00edcola no local.<\/p>\n<p>Assim, o profissional poder\u00e1 fazer um diagn\u00f3stico mais preciso e indicar uma solu\u00e7\u00e3o apropriada para recuperar a fruteira, cuja fruta ata tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como fruta-do-conde, anona, araticum e cabe\u00e7a-de-negro.<\/p>\n<p>CONSULTOR: JOS\u00c9 EM\u00cdLIO BETTIOL NETO, pesquisador do Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, tel. (11) 4582-7284, bettiolneto@iac.sp.gov.br<br \/>\n<strong>Nunca consigo comer frutos de um pequeno plantio de pinha e atemoia que tenho em meu s\u00edtio. O problema \u00e9 que eles ficam pretos mesmo durante o inverno? Qual outra solu\u00e7\u00e3o, pois a retirada dos frutos atacados n\u00e3o resolve?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Miburge Bolivar Gois Itabaiana, SE<\/strong><\/p>\n<p>Doen\u00e7as e pragas associadas devem estar ocorrendo nos plantios. Antes de tudo, fa\u00e7a uma limpeza na planta, eliminando ramos secos e frutos danificados.<\/p>\n<p>Se a copa estiver muito fechada, execute uma poda para retirar o excesso de ramos e deixar o interior mais arejado e com possibilidade de receber os raios do sol. Outras \u00e1rvores muito pr\u00f3ximas tamb\u00e9m podem provocar sombras.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca de queda natural das folhas, destaque aquelas que continuarem presas nos ramos, a fim de extinguir in\u00f3culos de doen\u00e7a e favorecer a brota\u00e7\u00e3o de ramos novos e frut\u00edferos. A cada 15 dias, pulverize a planta com 5 gramas de fungicida a base de oxicloreto de cobre em um litro de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Interrompa durante o florescimento e retorne as aplica\u00e7\u00f5es quando os frutinhos come\u00e7arem a crescer. Um agr\u00f4nomo da regi\u00e3o pode fornecer o receitu\u00e1rio, inclusive indicar pulveriza\u00e7\u00f5es consorciadas com outros fungicidas.<\/p>\n<p>Como op\u00e7\u00e3o, pode ser realizado o ensacamento de todos os frutos com saquinho de papel imperme\u00e1vel (tipo pipoca), amarrando no ped\u00fanculo e evitando a entrada dos insetos. N\u00e3o deixe faltar \u00e1gua na irriga\u00e7\u00e3o, nem adubo org\u00e2nico (20 litros por planta ao ano) e adubo NPK 10-10-10 ou 12-06-12, 150 gramas a cada 60 dias no solo.<\/p>\n<p>CONSULTOR: JOS\u00c9 ANTONIO ALBERTO DA SILVA, pesquisador em fruticultura da Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, tel. (17) 3341-1400.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Minha m\u00e3e, que gosta muito de plantar, n\u00e3o est\u00e1 entendo por que em seu s\u00edtio n\u00e3o est\u00e3o produzindo os p\u00e9s de caqui, nem o \u00fanico de fruta-do-conde, apesar de floridos. O que pode ser?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bet\u00e2nia Portes Pereira Monteiro, Santa Luzia, MG<\/strong><\/p>\n<p>As flores das anon\u00e1ceas, fam\u00edlia bot\u00e2nica da qual pertence a fruta-do-conde, apresentam dicogamia protog\u00ednica \u2013 assincronia no amadurecimento entre os \u00f3rg\u00e3os florais femininos e masculinos.<\/p>\n<p>Tal fen\u00f4meno impede a autopoliniza\u00e7\u00e3o das flores, mesmo estando ambos os \u00f3rg\u00e3os reprodutivos no mesmo recept\u00e1culo floral (flores hermafroditas). Assim, como a planta \u00e9 \u00fanica na vizinhan\u00e7a, uma solu\u00e7\u00e3o \u00e9 realizar a poliniza\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n<p>Outros fatores, no entanto, como condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas durante a fase de florescimento, estado sanit\u00e1rio e nutricional da fruteira, podem colaborar para impedir o vingamento de frutos.<\/p>\n<p>Causas ambientais, defici\u00eancias nutricionais, origem gen\u00e9tica e doen\u00e7as tamb\u00e9m podem interferir na frutifica\u00e7\u00e3o do caquizeiro. Recomenda-se entrar em contato com a Secretaria de Agricultura da cidade para solicitar a visita de um profissional da \u00e1rea agr\u00edcola capaz de identificar o problema e indicar o manejo adequado das plantas.<\/p>\n<p>CONSULTORES: JOS\u00c9 EM\u00cdLIO BETTIOL NETO, pesquisador do Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, tel. (11) 4582-7284, bettiolneto@iac.sp.gov.br; e DIEGO XAVIER, pesquisador e t\u00e9cnico de apoio \u00e0 pesquisa do IAC-APTA \u2013 Centro de Fruticultura do Instituto Agron\u00f4mico de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><span class=\"chapeu\"><span class=\"texto_portal\">ATEM\u00d3IA<\/span><\/span> <span class=\"texto_portal\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/GloboRuralv2\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><br \/>\n<span class=\"titmateria\"><span class=\"titulo_box\">H\u00edbrida, por\u00e9m saborosa<\/span><br \/>\n<\/span> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/GloboRuralv2\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><br \/>\n<span class=\"texto_portal\"> <span class=\"olho\"> <b>Combina\u00e7\u00e3o da cherim\u00f3ia com a fruta-do-conde, a atem\u00f3ia oferece bons rendimentos ao pequeno produtor<\/b> <\/span> <\/span> <span class=\"olho\"><br \/>\n<\/span> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/GloboRuralv2\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><br \/>\n<span class=\"credito\">Jo\u00e3o Mathias<\/span><\/span><span class=\"credito\"><br \/>\n<\/span> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><\/p>\n<table width=\"252\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td height=\"2\">\n<div class=\"credito\" align=\"right\">Oswaldo Maricato \/ Ed. Globo<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"158\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/globorural.globo.com\/edic\/239\/cplantar_01.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"167\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, cientistas norte-americanos se empenharam no desenvolvimento de uma fruta com desempenho comercial superior ao da fruta-do-conde e o sabor da cherim\u00f3ia, um dos mais apreciados no mundo. Do cruzamento artificial nasceu um novo h\u00edbrido da fam\u00edlia das anon\u00e1ceas: a atem\u00f3ia. O primeiro plantio no Brasil foi feito em 1950 pelo IAC &#8211; Instituto Agron\u00f4mico de Campinas, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Mais de meio s\u00e9culo depois, a atem\u00f3ia continua desprezada pelos produtores. No entanto, a oferta reduzida acaba proporcionando bons pre\u00e7os no mercado e mostra que a fruta tem um grande potencial econ\u00f4mico, despertando interesse em agricultores de pequenas propriedades. Dependendo da \u00e9poca, o quilo no varejo ultrapassa cinco reais.<\/p>\n<p>Conhecimento e pr\u00e1tica s\u00e3o fatores importantes. Por isso inicie o cultivo com poucas plantas para depois expandir a quantidade paulatinamente. Escolha locais com \u00e1gua em abund\u00e2ncia, pois ela vai bem em lugares com bons \u00edndices de chuvas, algo entre 750 e 1,5 mil mil\u00edmetros. Os estados do Sul e do Sudeste s\u00e3o as principais regi\u00f5es produtoras, mas h\u00e1 tamb\u00e9m \u00e1reas cultivadas no Nordeste.<\/p>\n<p><span class=\"texto_portal\"><span class=\"titmateria\"><span class=\"titulo_box\">Para nobres e plebeus<\/span><br \/>\n<\/span> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/GloboRuralv2\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><br \/>\n<span class=\"texto_portal\"> <span class=\"olho\"> <b>A fruta-do-conde, que chegou \u00e0 Bahia no s\u00e9culo 17, \u00e9 fonte de renda para pequenos produtores do Nordeste e Sudeste do Brasil<\/b> <\/span> <\/span> <span class=\"olho\"><br \/>\n<\/span> <\/span> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/revistagloborural.globo.com\/EditoraGlobo\/img\/transp.gif\" alt=\"\" width=\"5\" height=\"5\" \/><\/p>\n<table style=\"height: 1912px;\" border=\"0\" width=\"654\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table width=\"65\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td height=\"70\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/globorural.globo.com\/edic\/250\/como_plantar_04.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"187\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Era o ano de 1626. Salvador ainda era capital do Brasil e a Bahia h\u00e1 pouco tinha sido retomada pelos portugueses das m\u00e3os de ingleses e holandeses, que pretendiam usar a regi\u00e3o como base para dominar o Atl\u00e2ntico Sul. Palco da disputa dos colonizadores europeus, as terras baianas tamb\u00e9m foram as primeiras a registrar o plantio de uma nova fruteira trazida naquele ano pelo portugu\u00eas Conde de Miranda, que acabou emprestando seu t\u00edtulo ao nome da fruta.<\/p>\n<p>Tropical, original das Antilhas e de sabor agrad\u00e1vel, a fruta-do-conde (<i>Annona squamosa L.<\/i>), tamb\u00e9m conhecida como pinha, anona, araticum, ata e cabe\u00e7a-de-negro, tem boa aceita\u00e7\u00e3o no mercado. Ela \u00e9 fonte de vitaminas, sobretudo a C e as do complexo B, al\u00e9m de prote\u00ednas, carboidratos, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro. Uma peculiaridade da fruta \u00e9 a venda apenas in natura, j\u00e1 que a polpa escurece no processo industrial.<\/p>\n<p>A fruta-do-conde \u00e9 importante para pequenos produtores do Nor- deste e Sudeste. Em S\u00e3o Paulo, onde foi difundida nos anos 60, tem mais express\u00e3o na regi\u00e3o Oeste, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas locais. A fruta gosta de temperaturas elevadas entre a primavera e o outono, enquanto o inverno deve ser ameno.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/globorural.globo.com\/edic\/250\/como_plantar_01.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"176\" align=\"left\" \/>A produ\u00e7\u00e3o paulista vai de janeiro a maio. Com a farta oferta no primeiro semestre, os pre\u00e7os da fruta s\u00e3o menores nesse per\u00edodo. Da\u00ed at\u00e9 o final do ano, a produ\u00e7\u00e3o cai e torna-se insuficiente para atender \u00e0 demanda, mas tem pre\u00e7os mais compensadores. \u00c9 poss\u00edvel atingir produ\u00e7\u00f5es at\u00e9 seis toneladas por ha\/ano.<\/p>\n<p>Culturas com uso de t\u00e9cnicas apropriadas para a condu\u00e7\u00e3o do pomar obt\u00eam frutos de qualidade superior. Por isso, \u00e9 indicada a ado\u00e7\u00e3o de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o, aduba\u00e7\u00e3o, podas, poliniza\u00e7\u00e3o artificial, raleio de frutos, entre outros. O emprego de tecnologia eleva os custos, que, no entanto, s\u00e3o compensados com melhor pre\u00e7o de venda.<\/p>\n<table style=\"height: 1201px;\" width=\"634\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#009900\">\n<td><span style=\"color: #ffffff; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;\"><b>Dicas<\/b><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#ececec\">\n<td><b>\u2022 A colheita<\/b> ocorre, em S\u00e3o Paulo, entre 110 e 120 dias ap\u00f3s a abertura floral, mas pode chegar a 180 dias de acordo com a \u00e9poca do florescimento. Em regi\u00f5es quentes, o amadurecimento \u00e9 mais r\u00e1pido. Com 90 a 100 dias a fruta est\u00e1 pronta para ser apanhada no p\u00e9. O momento de colher \u00e9 anunciado pelo afastamento e pela incid\u00eancia de uma colora\u00e7\u00e3o mais clara entre os carpelos (sali\u00eancias do fruto).<br \/>\n<b>\u2022 Procure<\/b> podar as plantas de maneira que as copas fiquem bem ventiladas. Os frutos n\u00e3o devem ficar expostos ao sol.<br \/>\n<b>\u2022 Se poss\u00edvel<\/b>, cubra com uma pasta f\u00fangica ou tinta l\u00e1tex os ferimentos provocados pela poda.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#009900\">\n<td><span style=\"color: #ffffff; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;\"><b>Investimento<\/b><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#ececec\">\n<td><b>\u2022 Pode variar<\/b> de acordo com o tipo de tecnologia empregada na planta\u00e7\u00e3o. Apesar de elevar os gastos do cultivo, o uso de t\u00e9cnicas mais avan\u00e7adas resulta em maior lucratividade. Foi o que constatou um estudo realizado por pesquisadores no interior de S\u00e3o Paulo. Apesar de a generaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser poss\u00edvel, pois h\u00e1 v\u00e1rios condicionantes na composi\u00e7\u00e3o dos custos da agricultura, o plantio tecnificado da fruta-do-conde apresentou lucro bem acima do convencional.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#009900\">\n<td><span style=\"color: #ffffff; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;\"><b>Dados gerais<\/b><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#ececec\">\n<td><b>\u2022 O solo<\/b> para o cultivo da fruta-do-conde deve ser de textura leve, bem drenado, farto em mat\u00e9ria org\u00e2nica, profundo e um pouco \u00e1cido. No m\u00ednimo 30 dias antes do plantio, abra covas de 60 x 60 x 60 cent\u00edmetros, com espa\u00e7amentos que podem variar de 4 x 2 metros (pomares com alto grau de tecnifica\u00e7\u00e3o) a 7 x 5 metros (plantios menos tecnificados). Adube com 20 litros de esterco de curral curtido, 600 gramas de superfosfato triplo, 200 gramas de cloreto de pot\u00e1ssio e 200 gramas de calc\u00e1rio dolom\u00edtico. Acrescente ainda dez gramas de b\u00f3rax e 20 gramas de sulfato de zinco, caso esses micronutrientes sejam insuficientes no solo.<br \/>\n<b>\u2022 Para plantar,<\/b> d\u00ea prefer\u00eancia a mudas enxertadas adquiridas de viveiristas credenciados, que tenham matrizes de sele\u00e7\u00f5es superiores. Pomares formados por sementes, al\u00e9m de serem heterog\u00eaneos e demorarem mais para produzir, s\u00e3o mais vulner\u00e1veis ao ataque de pragas e doen\u00e7as de ra\u00edzes e de colo. Durante o crescimento das \u00e1rvores, fa\u00e7a podas e tamb\u00e9m uma suplementa\u00e7\u00e3o de nutrientes (NPK).<br \/>\n<b>\u2022 O desenvolvimento<\/b> da planta vai bem sob temperaturas elevadas (m\u00ednimo de dez a 20 graus e m\u00e1xima de 22 a 28 graus), com precipita\u00e7\u00e3o perto de mil mil\u00edmetros ao ano. Para garantir a produ\u00e7\u00e3o, evite regi\u00f5es com excesso de chuvas no per\u00edodo de florescimento e matura\u00e7\u00e3o dos frutos. Tamb\u00e9m geadas e grandes oscila\u00e7\u00f5es do clima s\u00e3o prejudiciais \u00e0 cultura. A \u00e1rvore \u00e9 alvo de invasores como brocas, \u00e1caros e cochonilhas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#009900\">\n<td><span style=\"color: #ffffff; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;\"><b>M\u00e3os \u00e0 obra<\/b><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#ececec\">\n<td><b>Plantio:<\/b> o ano todo, dependendo da possibilidade de irriga\u00e7\u00e3o e da regi\u00e3o; prefira os meses chuvosos<br \/>\n<b>Solo:<\/b> adapta-se a v\u00e1rios tipos, mas se d\u00e1 bem nos de textura leve, bem drenados, arejados, profundos, ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica e ligeiramente \u00e1cidos<br \/>\n<b>Clima:<\/b> quente; n\u00e3o tolera geadas nem temperaturas baixas<br \/>\n<b>Uso culin\u00e1rio:<\/b> consumo in natura, cremes, mousses e refrescos<br \/>\n<b>Uso medicinal:<\/b> rica em vitamina C e do complexo B, prote\u00ednas, carboidratos, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro; na medicina popular, as folhas s\u00e3o usadas para o tratamento de convuls\u00f5es e colites, e os frutos, para debilidade geral<br \/>\n<b>Colheita:<\/b> dura\u00e7\u00e3o de 90 a 180 dias, de acordo com a regi\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<br \/>\n<b>Onde comprar:<\/b> mudas enxertadas e sementes podem ser adquiri- das no Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Cati<br \/>\n<b>Custo:<\/b> podem ser plantadas 416 mudas por hectare em espa\u00e7amento de 6 x 4 metros, a um custo de 2 reais para mudas oriundas de sementes<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table style=\"height: 188px;\" width=\"633\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td height=\"68\"><b><span class=\"legenda\">Consultor:<\/span><\/b> <span class=\"legenda\">Jos\u00e9 Emilio Bettiol Neto, engenheiro agr\u00f4nomo, pesquisador do Capta-Frutas (IAC), Av. Luiz Pereira dos Santos, 1500, Corrupira, CEP 13.214-820, Jundia\u00ed, SP, tel. (11) 4582-7284, <a href=\"mailto:bettiolneto@%20iac.sp.gov.br\">bettiolneto@ iac.sp.gov.br<\/a><br \/>\n<b>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/b> IAC &#8211; Instituto Agron\u00f4mico, Av. Bar\u00e3o de Itapura, 1481, Caixa Postal 28, CEP 13020-902, Campinas, SP, tel. (19) 3231-5422; Centro Avan\u00e7ado de Pesquisa Tecnol\u00f3gico do Agroneg\u00f3cio de Frutas, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1500, Jundia\u00ed, SP, tel. (11) 4582-7284, tel.\/fax (11) 4582-3455, e-mail <a href=\"mailto:frutas@iac.sp.gov.br\">frutas@iac.sp.gov.br<\/a>; Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes, da Cati, Rua Andrade Neves, 81, Caixa Postal 252, CEP 17151-400, Mar\u00edlia, SP, tel. (14) 3433-4118, <a href=\"mailto:npmmarilia@cati.sp.gov.br\">npmmarilia@cati.sp.gov.br<\/a><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fruta pode ser chamada de pinha, fruta-do-conde, ata, pinheira, ateira ou quaresma. 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