{"id":68571,"date":"2017-07-04T13:00:01","date_gmt":"2017-07-04T16:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=68571"},"modified":"2017-07-04T07:30:02","modified_gmt":"2017-07-04T10:30:02","slug":"fosseis-no-mato-grosso-do-sul-testemunham-evolucao-da-vida-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fosseis-no-mato-grosso-do-sul-testemunham-evolucao-da-vida-na-terra\/","title":{"rendered":"F\u00f3sseis no Mato Grosso do Sul testemunham evolu\u00e7\u00e3o da vida na Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-68572\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cAs cidades de Lad\u00e1rio e Corumb\u00e1, no Mato Grosso do Sul, guardam respostas para um dos maiores mist\u00e9rios da ci\u00eancia\u201d, revela Ricardo Trindade, geof\u00edsico do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da USP e coordenador de visita que inventariou geoss\u00edtios no Pantanal Mato-grossense.<\/p>\n<p>De acordo com Trindade, a presen\u00e7a de f\u00f3sseis importantes no Mato Grosso chamou a aten\u00e7\u00e3o de cientistas do mundo inteiro, por trazer pistas para compreender os caminhos da evolu\u00e7\u00e3o na Terra. Trata-se de organismos marinhos \u2013 as corumbellas e cloudinas \u2013 que habitaram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato destes organismos terem habitado a Terra entre dois per\u00edodos geol\u00f3gicos bastante importantes, o Criogeniano e o Cambriano, quando aconteceram grandes inova\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas no Planeta.<\/p>\n<p>Foi durante o Cambriano, h\u00e1 cerca de 530 milh\u00f5es de anos, que come\u00e7ou a surgir uma diversifica\u00e7\u00e3o de animais e apareceram formas de vidas mais complexas, que foram relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n<p>Agora, pesquisadores da USP se juntar\u00e3o a outras equipes de geof\u00edsicos, paleont\u00f3logos, qu\u00edmicos e bi\u00f3logos brasileiros e estrangeiros para tentar compreender como e quando se deu esse salto evolutivo, e quais eram as condi\u00e7\u00f5es da Terra naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses v\u00e3o investigar os fosseis<\/strong><\/p>\n<p>Cientistas do Brasil, Fran\u00e7a, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e China v\u00e3o investigar vest\u00edgios f\u00f3sseis e tra\u00e7os qu\u00edmicos deixados em rochas no Brasil, na \u00c1frica e na China, durante a grande transi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Uma equipe de pesquisadores da USP j\u00e1 est\u00e1 na cidade de Lad\u00e1rio, no Mato Grosso, para a coleta de material e an\u00e1lise em laborat\u00f3rio, a fim de saber quais foram os fatores ambientais que influenciaram na mudan\u00e7a do tipo de vida que existia na superf\u00edcie da Terra. Umas das hip\u00f3teses consideradas foi o aumento do oxig\u00eanio e de nutrientes.<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis de cloudinas e corumbellas \u2013 esp\u00e9cies que habitaram a superf\u00edcie terrestre no per\u00edodo Ediacarano, entre 630 e 542 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s \u2013 j\u00e1 haviam sido encontrados em outros lugares do mundo, como Nam\u00edbia, Om\u00e3, Argentina, Paraguai, Espanha e China.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que os f\u00f3sseis encontrados no Brasil t\u00eam uma caracter\u00edstica especial: se restringem a um per\u00edodo espec\u00edfico (entre 550 e 542 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). \u201cEsta peculiaridade faz deles um guia para o estabelecimento cronol\u00f3gico mais preciso de camadas geol\u00f3gicas\u201d, explica Trindade. \u201cPela an\u00e1lise das camadas rochosas, ser\u00e1 poss\u00edvel saber quando exatamente ocorreram tais mudan\u00e7as\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/Ricardo-Trindade-USP-cred-Cec%C3%ADlia%20Bastos-USP-Imagens.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"336\" \/><\/p>\n<p>Ricardo Trindade, pesquisador da USP e l\u00edder do projeto tem\u00e1tico O sistema Terra e a evolu\u00e7\u00e3o da vida durante o Neoproterozoico. Foto: Cec\u00edlia Bastos\/USP Imagens<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cloudinas e corumbellas<\/strong><\/p>\n<p>Alguns trabalhos cient\u00edficos descrevem as cloudinas como animais pequenos, multicelulares e com exoesqueleto calc\u00e1rio envolvendo seus tecidos moles. Descritos em 1985, por uma equipe de pesquisadores orientados pelo professor Thomas Fairchild, do Instituto de Geoci\u00eancias (IGc) da USP, esses animais habitavam mares rasos, que, provavelmente, banhavam a regi\u00e3o do Mato Grosso.<\/p>\n<p>J\u00e1 as corumbellas tinham a apar\u00eancia de uma minhoca e o nome \u00e9 uma homenagem feita pelo ge\u00f3logo alem\u00e3o Detlef Walde, em 1980, \u00e0 cidade de Corumb\u00e1 (Corumb\u00e1-bela).<\/p>\n<p>Tanto as cloudinas quanto as corumbellas s\u00e3o os primeiros seres encontrados com carapa\u00e7as, que serviam de prote\u00e7\u00e3o contra predadores, ondas do mar e correntes marinhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Geopark Bodoquena<\/strong><\/p>\n<p>Os dois geoss\u00edtios inventariados pela equipe do professor Trindade fazem parte do Geopark Bodoquena, que fica localizado no Pantanal Mato-grossense. Ao todo, s\u00e3o 54 geoss\u00edtios catalogados. O prop\u00f3sito do trabalho \u00e9 avaliar e identificar os locais mais representativos em termos de hist\u00f3ria geol\u00f3gica para assegurar a preserva\u00e7\u00e3o das rochas, dos f\u00f3sseis, dos minerais, do solo e das geoformas, para que estes possam ser estudados por cientistas.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/\" target=\"_blank\">Jornal da USP<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs cidades de Lad\u00e1rio e Corumb\u00e1, no Mato Grosso do Sul, guardam respostas para um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/fosseis.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cAs cidades de Lad\u00e1rio e Corumb\u00e1, no Mato Grosso do Sul, guardam respostas para um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68571\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}