{"id":6849,"date":"2014-09-16T15:00:48","date_gmt":"2014-09-16T15:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=6849"},"modified":"2014-09-16T12:29:33","modified_gmt":"2014-09-16T12:29:33","slug":"a-acao-do-estado-e-decisiva-para-deter-o-colapso-ambiental-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-acao-do-estado-e-decisiva-para-deter-o-colapso-ambiental-diz-especialista\/","title":{"rendered":"A a\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 decisiva para deter o colapso ambiental, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-6850\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Essencial para a organiza\u00e7\u00e3o da economia depois da crise financeira internacional de 2008, o Estado ter\u00e1 um papel decisivo na supera\u00e7\u00e3o de outro grande desafio da sociedade globalizada, a luta pelo desenvolvimento sustent\u00e1vel e contra o aquecimento global. A an\u00e1lise, apresentada pelo doutor em direito internacional Eduardo Felipe P. Matias em seu mais recente livro, A Humanidade contra as Cordas \u2013 A luta da sociedade global pela sustentabilidade, \u00e9 resultado de uma avalia\u00e7\u00e3o detalhada do caminho percorrido nas \u00faltimas d\u00e9cadas por pol\u00edticos, empresas e organiza\u00e7\u00f5es civis em busca da constru\u00e7\u00e3o de um novo modelo de crescimento e bem-estar social. Ainda n\u00e3o h\u00e1 uma resposta \u00e0 altura para o problema e um eventual fracasso em dar conta desse desafio levar\u00e1 a civiliza\u00e7\u00e3o industrial contempor\u00e2nea ao colapso, prev\u00ea o autor.<\/p>\n<p>A partir da recapitula\u00e7\u00e3o do movimento mundial de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a necessidade de novas pr\u00e1ticas de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, com destaque para o marco hist\u00f3rico da realiza\u00e7\u00e3o, em 1972, da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente Humano, a obra considera a a\u00e7\u00e3o reguladora e indutora do Estado imprescind\u00edvel para \u201creverter incentivos perversos que provocaram tanto a crise financeira quanto a socioambiental, com o objetivo de evitar novos colapsos\u201d. A dupla debacle est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0s consequ\u00eancias de um modelo de consumo desenfreado em um mercado desregulado e sem incentivos \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n<p>O debate sobre as formas de os Estados estimularem de maneira efetiva uma transforma\u00e7\u00e3o das empresas rumo a um sistema de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e baseado em fontes alternativas aos combust\u00edveis f\u00f3sseis torna-se especialmente importante em um momento de questionamento do sistema de negocia\u00e7\u00f5es da ONU sobre o clima. O Protocolo de Kyoto, em vigor desde 2005, \u00e9 o \u00fanico instrumento legal internacional em vigor para obrigar \u00e0 limita\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, os maiores causadores do aquecimento global. Em 2012, os pa\u00edses signat\u00e1rios aumentaram as suas emiss\u00f5es, enquanto o objetivo era a redu\u00e7\u00e3o de 5% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 1990. Mesmo assim, o acordo foi renovado, desta vez por um conjunto menor de participantes respons\u00e1veis por menos de 15% das emiss\u00f5es globais de carbono, ante 51% na sua vers\u00e3o original. O sistema organizado para o com\u00e9rcio de carbono entre pa\u00edses com metas obrigat\u00f3rias de redu\u00e7\u00e3o e aqueles n\u00e3o comprometidos com esses objetivos n\u00e3o funcionou e n\u00e3o \u00e9 mais considerado eficaz.<\/p>\n<p>Envolver um n\u00famero menor de participantes nos pactos para reduzir a produ\u00e7\u00e3o de poluentes, focar em metas mais tang\u00edveis e considerar previamente o que os pa\u00edses est\u00e3o dispostos a realizar s\u00e3o algumas das possibilidades para superar o modelo falho. O tamanho do desafio n\u00e3o deve ser subestimado, alerta o autor. As fontes de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa s\u00e3o difusas, profundamente entremeadas no sistema de produ\u00e7\u00e3o e a sua altera\u00e7\u00e3o a curto prazo tem custo elevado.<\/p>\n<p>O sucesso na substitui\u00e7\u00e3o das fontes mais poluentes depende tanto da evolu\u00e7\u00e3o das regras de governan\u00e7a das empresas para incorporar a quest\u00e3o da sustentabilidade entre os seus objetivos quanto do incentivo p\u00fablico ao desenvolvimento de novas tecnologias. Uma a\u00e7\u00e3o importante dos governos, apesar de bastante controversa, \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o total dos subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, calculados em cerca de 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares por ano no mundo todo. Encarecer esses produtos seria um caminho para desestimular o consumo.<\/p>\n<p>O autor entende n\u00e3o existir incompatibilidade entre a sustentabilidade e a globaliza\u00e7\u00e3o, poss\u00edvel ve\u00edculo para a dissemina\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas, mas a ado\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o sustent\u00e1vel de desenvolvimento tem impactos no crescimento da economia mundial. Por maior que seja o \u00eaxito em demonstrar \u00e0s empresas os bons resultados de investir em pr\u00e1ticas consistentes do ponto de vista socioambiental, com redu\u00e7\u00e3o dos riscos do neg\u00f3cio, ganho de reputa\u00e7\u00e3o e de efici\u00eancia, a luta contra o aquecimento global depende, na ess\u00eancia, de se repensar o modelo de progresso baseado no aumento incessante do crescimento e do consumo. Essa reflex\u00e3o levou a iniciativas como a cria\u00e7\u00e3o, pelo governo franc\u00eas, de uma comiss\u00e3o para estudar um mecanismo mais eficiente de medi\u00e7\u00e3o da performance econ\u00f4mica e do progresso socioambiental. As quest\u00f5es sem resposta sobre os meios para viabilizar um mundo mais sustent\u00e1vel se avolumam e os problemas se agravam a cada dia, mas h\u00e1 alternativas, conclui Matias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essencial para a organiza\u00e7\u00e3o da economia depois da crise financeira internacional de 2008, o Estado<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/protecao_ambiental.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Essencial para a organiza\u00e7\u00e3o da economia depois da crise financeira internacional de 2008, o Estado","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6849"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6849\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}