{"id":67217,"date":"2017-06-10T14:56:09","date_gmt":"2017-06-10T17:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=67217"},"modified":"2017-06-10T14:56:09","modified_gmt":"2017-06-10T17:56:09","slug":"plastifera-um-novo-ecossistema-populado-por-microbios-que-comem-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plastifera-um-novo-ecossistema-populado-por-microbios-que-comem-plastico\/","title":{"rendered":"Plastifera: Um novo ecossistema populado por micr\u00f3bios que comem pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/images\/informar-se\/lixo-e-riciclagem\/plastico-oceano.jpg\" alt=\"Plastisfera\" width=\"640\" height=\"320\" \/><\/p>\n<p>Em nenhum outro lugar, o pl\u00e1stico tornou-se um problema t\u00e3o grave quanto nos oceanos. \u00c9 ali que se acumula a maior parte dos res\u00edduos, uma trag\u00e9dia para os organismos que habitam as \u00e1guas e todo o ecossistema marinho. Mas alguns organismos teriam evolu\u00eddo a ponto de criarem um\u00a0<strong>novo ecossistema<\/strong>.<\/p>\n<h2>Res\u00edduo pl\u00e1stico nos oceanos: um problema bem evidente<\/h2>\n<p>O problema j\u00e1 \u00e9 bastante conhecido embora pouco ainda se fa\u00e7a para combat\u00ea-lo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O acum\u00falo de pl\u00e1stico nos oceanos, quando segmentado em micropl\u00e1stico acaba indo parar na cadeia alimentar da fauna marinha, e na nossa, por conseguinte.<\/p>\n<p>Existe uma \u00e1rea do Pac\u00edfico conhecida como &#8220;<a href=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/viver\/arte-e-cultura\/39-plastic-paradise-toda-a-verdade-sobre-a-ilha-de-plastico-no-pacifico\">Great Pacific Garbage Patch<\/a>&#8220;, em que esta acumula\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u00e9 agora nada mais nada menos do que alarmante.<\/p>\n<h2>O pl\u00e1stico altera a evolu\u00e7\u00e3o da vida<\/h2>\n<p>Um novo aspecto em que est\u00e3o se concentrando os cientistas atualmente, est\u00e1 relacionado com o impacto que o res\u00edduo pl\u00e1stico vem ocasionando sobre a evolu\u00e7\u00e3o da vida marinha.<\/p>\n<p>Segundo os estudiosos, deste \u201clixo\u201d, est\u00e3o surgindo novas formas de vida,\u00a0<strong>micr\u00f3bios que conseguem comer o pl\u00e1stico em si<\/strong>, porque se adaptaram, ou porque mudaram seus h\u00e1bitos alimentares.<\/p>\n<p>Isso &#8211; como explica Ricard Sole da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona, explicaria porqu\u00ea, em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento exponencial da produ\u00e7\u00e3o mundial de pl\u00e1sticos, onde existem acumula\u00e7\u00f5es mais maci\u00e7as de pl\u00e1stico, encontra-se menos res\u00edduos do que o esperado.<\/p>\n<div class=\"secondadsmobile\"><\/div>\n<p>O fato seria explicado porque ali, estariam em a\u00e7\u00e3o tais seres evolu\u00eddos.<\/p>\n<h2>O mist\u00e9rio do pl\u00e1stico desaparecido<\/h2>\n<p>Os dados e as diversas pesquisas nas \u00e1reas aqu\u00e1ticas particularmente em risco, demonstraram de fato que encontrou-se de um d\u00e9cimo a um cent\u00e9simo de todo o pl\u00e1stico que se esperaria encontrar nessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>E a quantidade de pl\u00e1stico que flutua e desfigura os oceanos parece n\u00e3o estar crescendo. Fala-se da tend\u00eancia de\u00a0<strong>r\u00e1pido aumento de uma popula\u00e7\u00e3o de micr\u00f3bios, que evolu\u00edram a fim de biodegradarem o pl\u00e1stico<\/strong>.<\/p>\n<h2>Uma outra poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Alguns cientistas concordam com este estudo, mas acreditam que os micr\u00f3bios s\u00e3o apenas uma das poss\u00edveis raz\u00f5es para o &#8220;desaparecimento&#8221; do pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que os pl\u00e1sticos nos oceanos est\u00e3o se deteriorando mais rapidamente do que se poderia pensar &#8211; apesar deste fato parecer positivo, ainda que n\u00e3o seja clara a sua raz\u00e3o &#8211; h\u00e1 de se considerar que\u00a0<strong>o motivo poderia ser uma divis\u00e3o t\u00e3o mini, nano<\/strong>, do material pl\u00e1stico, que poderia causar consequ\u00eancias ainda piores \u00e0 vida marinha.<\/p>\n<p>Um ulterior estudo de Linda Amaral-Zettler do\u00a0<em>Netherlands Institute for Sea Research<\/em>\u00a0mostrou que\u00a0<strong>os micr\u00f3bios que colonizam o pl\u00e1stico flutuador dos oceanos s\u00e3o diferentes<\/strong>\u00a0daqueles que podem commumente ser encontrados nas \u00e1guas circundantes.<\/p>\n<p>Isso poderia levar \u00e0 possibilidade de haver um novo ecossistema, o qual os cientistas v\u00eam chamando como\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2132650-newly-evolved-microbes-may-be-breaking-down-ocean-plastics\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">the plastisphere<\/a>\u201d, a\u00a0<strong>plastisfera<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nenhum outro lugar, o pl\u00e1stico tornou-se um problema t\u00e3o grave quanto nos oceanos. \u00c9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em nenhum outro lugar, o pl\u00e1stico tornou-se um problema t\u00e3o grave quanto nos oceanos. \u00c9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67217"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67217\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}