{"id":67189,"date":"2017-06-10T10:57:41","date_gmt":"2017-06-10T13:57:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=67189"},"modified":"2017-06-10T10:57:41","modified_gmt":"2017-06-10T13:57:41","slug":"encontrado-no-marrocos-o-mais-antigo-fossil-humano-tem-300-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/encontrado-no-marrocos-o-mais-antigo-fossil-humano-tem-300-mil-anos\/","title":{"rendered":"Encontrado no Marrocos, o mais antigo f\u00f3ssil humano tem 300 mil anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/primatas_humanos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-67190\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/primatas_humanos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/primatas_humanos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/primatas_humanos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com novos m\u00e9todos, cientistas fizeram data\u00e7\u00e3o mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa in\u00edcio da hist\u00f3ria da esp\u00e9cie em pelo menos 100 mil anos<\/p>\n<p>Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco f\u00f3sseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edi\u00e7\u00e3o de hoje da revista\u00a0<em>Nature<\/em>, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evid\u00eancia f\u00f3ssil j\u00e1 registrada da esp\u00e9cie\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>.<\/p>\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p>De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a esp\u00e9cie humana tem uma hist\u00f3ria evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O f\u00f3ssil humano mais antigo encontrado j\u00e1 registrado at\u00e9 agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da \u00c1frica, em Omo Kibish, na Eti\u00f3pia.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;750700&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/0\/5\/1496799735650.jpg\" alt=\"Homo sapiens de 300 mil anos\" width=\"640\" height=\"640\" \/><figcaption>Reconstru\u00e7\u00e3o de um f\u00f3ssil de\u00a0Homo sapiens\u00a0encontrado em Jebel Irhoud, no Marrocos, com base em m\u00faltiplas imagens de microtomografia computadorizada do f\u00f3ssil original; com 300 mil anos, o f\u00f3ssil j\u00e1 mostra um rosto semelhante ao dos humanos modernos, mas a caixa craniana alongada indica que as fun\u00e7\u00f5es cerebrais do\u00a0Homo sapiens\u00a0s\u00f3 evolu\u00edram mais tarde. Foto: Philipp Gunz, MPI EVA Leipzig<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"limite-continuar-lendo\"><\/div>\n<p>&#8220;Acredit\u00e1vamos que o ber\u00e7o da humanidade havia sido o leste da \u00c1frica, h\u00e1 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0j\u00e1 havia se espalhado por todo o continente africano h\u00e1 cerca de 300 mil anos&#8221;, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantrop\u00f3logo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).<\/p>\n<div class=\"n--noticia__newsletter\">\n<section class=\"newsletter-editoria editorial newsletter box-newsletter principal\">\n<div class=\"box\">\n<section class=\"col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 content-newsletter\">\n<div class=\"row principal\">\n<section class=\"col-md-6 col-sm-6 col-xs-12 content-n principal-newsletter\">\n<form class=\"formNewsletter\" name=\"formNewsletter\"><\/form>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<p>A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos. Desde a d\u00e9cada de 1960 haviam sido encontrados seis f\u00f3sseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra no local, mas a idade dos f\u00f3sseis era at\u00e9 permanecia incerta.<\/p>\n<p>Um novo projeto de escava\u00e7\u00e3o em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos f\u00f3sseis de\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>, envolvendo cr\u00e2nios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indiv\u00edduos. As escava\u00e7\u00f5es foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do \u00a0Instituto Nacional de Arqueologia e Patrim\u00f4nio do Marrocos, sediado em Rabat.<\/p>\n<p>Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos f\u00f3sseis gra\u00e7as \u00e0 tecnologia. Eles utilizaram um m\u00e9todo de data\u00e7\u00e3o por termoluminsc\u00eancia em pedras de s\u00edlex encontradas nos mesmos dep\u00f3sitos.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00edtios bem datados dessa \u00e9poca s\u00e3o excepcionalmente raros na \u00c1frica, mas n\u00f3s tivemos sorte, j\u00e1 que v\u00e1rios dos artefatos de s\u00edlex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o por termoluminesc\u00eancia nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia conssitente para os hovos f\u00f3sseis e para as camadas de solo que os cobriam&#8221;, explicou o especialista em geocronologia Daniel Richter, do Instituto Max Planck.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da data\u00e7\u00e3o por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o c\u00e1lculo direto da idade de tr\u00eas mand\u00edbulas encontradas em Jebel Irhoud na d\u00e9cada de 1960. Essas mand\u00edbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um m\u00e9todo por resson\u00e2ncia paramagn\u00e9tica eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>No novo estudo, por\u00e9m, os cientistas aprimoraram o m\u00e9todo e recalcularam a idade dos f\u00f3sseis, encontrando um resultado coerente com as data\u00e7\u00f5es por termoluminesc\u00eancia: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. &#8220;Utilizamos m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precis\u00e3o&#8221;, disse Richter.<\/p>\n<p>Participaram do estudo cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrim\u00f4nio de Rabat (Marrocos), do Coll\u00e8ge de France, em Paris (Fran\u00e7a), das universidades de Nova York, de Calif\u00f3rnia Davis (Estados Unidos), de Bolonha (It\u00e1lia), de Tuebingen (Alemanha), de Canberra, de Griffith, de Southern Cross (Austr\u00e1lia) e da Sorbonne (Fran\u00e7a).<\/p>\n<p><strong>Card\u00e1pio<\/strong>. Al\u00e9m de revelarem que o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0\u00e9 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram tamb\u00e9m o card\u00e1pio dos humanos h\u00e1 300 mil anos: muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, al\u00e9m de ant\u00edlopes, b\u00fafalos, porcos-espinho, lebres, tartarugas, moluscos de \u00e1gua doce e serpentes.<\/p>\n<p>De acordo com a paleoantrop\u00f3loga Teresa Steele, da Universidade de Calif\u00f3rnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e as esp\u00e9cies de 472 deles foram identificadas. Foram tamb\u00e9m observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.<\/p>\n<p>&#8220;Realmente parece que essas pessoas gostavam de ca\u00e7ar. A dispers\u00e3o do\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>por toda a \u00c1frica h\u00e1 300 mil anos \u00e9 provavelmente resultado de mudan\u00e7as na biologia e no comportamento da esp\u00e9cie&#8221;, disse Teresa.<\/p>\n<p>As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de s\u00edlex de alta qualidade, &#8220;importadas&#8221; para o s\u00edtio, de acordo com o paleoantrop\u00f3logo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros s\u00edtios antigos, n\u00e3o estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utens\u00edlios encontrados ali tamb\u00e9m existiram por toda a \u00c1frica na metade da Idade da Pedra.<\/p>\n<p>&#8220;Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da \u00c1frica. \u00c9 prov\u00e1vel que as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>&#8220;, afirmou McPherron.<\/p>\n<p><strong>Arcaico e moderno.\u00a0<\/strong>Segundo os cientistas, o cr\u00e2nio dos humanos modernos \u00e9 caracterizado por uma combina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas que os distinguem\u00a0dos homin\u00eddeos de esp\u00e9cies aparentadas e de ancestrais extintos, como, por exemplo, a caixa craniana\u00a0globular (arredondada), a face pequena, com osso nasal projetado, mand\u00edbulas curtas, testa alta e arcada supraciliar limitada.<\/p>\n<p>Utilizando tecnologia de ponta em micro-tomografias computadorizadas e an\u00e1lises estat\u00edsticas morfol\u00f3gicas com base em centenas de medi\u00e7\u00f5es 3D, os cientistas mostraram que os f\u00f3sseis de Jebel Irhoud apresentam rosto e dentes semelhantes aos do homem moderno. A caixa craniana, por\u00e9m, tem formato mais arcaico, mais alongado que o do homem atual.<\/p>\n<p>&#8220;O formato interno da caixa craniana reflete o formato do c\u00e9rebro. Nossa descoberta sugere que a morfologia do rosto do humano moderno se estabeleceu muito cedo na hist\u00f3ria da nossa esp\u00e9cie, enquanto o formato do c\u00e9rebro &#8211; e provavelmente suas fun\u00e7\u00f5es &#8211; evoluiu ao longo das linhagens sucessivas de\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>&#8220;, afirmou o paleoantrop\u00f3logo Philipp Gunz, do Instituto Max Planck.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, compara\u00e7\u00f5es feitas recentemente entre o DNA extra\u00eddo de Neanderthais e de humanos modernos revelam diferen\u00e7as gen\u00e9ticas que afetam o c\u00e9rebro e o sistema nervoso. As mudan\u00e7as evolutivas do formato da caixa craniana teriam, portanto, uma prov\u00e1vel liga\u00e7\u00e3o com uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que afetaram a conectividade, organiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do c\u00e9rebro, que distingue o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0de seus ancestrais e parentes extintos.<\/p>\n<p>A morfologia e a idade dos f\u00f3sseis de Jebel Irhoud tamb\u00e9m corroboram, segundo os pesquisadores, a interpreta\u00e7\u00e3o de que um enigm\u00e1tico peda\u00e7o de cr\u00e2nio encontrado em Florisbad, na \u00c1frica do Sul, pertenceria a um representante precoce da esp\u00e9cie\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>. Nesse caso, j\u00e1 haveria f\u00f3sseis muito antigos da esp\u00e9cie por todo o continente africano: no Marrocos, com 300 mil anos, na \u00c1frica do Sul, com 260 mil anos e na Eti\u00f3pia, com 195 mil anos.<\/p>\n<p>&#8220;O norte da \u00c1frica h\u00e1 muito tempo \u00e9 negligenciado nos debates sobre a origem da nossa esp\u00e9cie. As descobertas espetaculares de Jebel Irhoud demonstram estreitas conex\u00f5es entre o Magreb e o resto da \u00c1frica na \u00e9poca em que emergiu o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>&#8220;, disse Ben-Ncer.<\/p>\n<p><strong>Tra\u00e7os sobrepostos.\u00a0<\/strong>Em um coment\u00e1rio aos dois artigos, publicado na mesma edi\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>Nature<\/em>, os paleoantrop\u00f3logos\u00a0Chris Stringer e Julia Galway-Witham, do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres (Reino Unido) afirmam que a descoberta no Marrocos &#8220;poder\u00e1 iluminar a evolu\u00e7\u00e3o da nossa esp\u00e9cie de uma maneira equivalente \u00e0 que o f\u00f3ssil de Neanderthal\u00a0encontrado\u00a0em Sima de los Uesos, na Espanha, fizeram com o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento dos Neanderthais&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo eles, as an\u00e1lises de DNA sugerem que a linhagem dos humanos modernos se diferenciou dos parentes mais pr\u00f3ximos &#8211; os Neanderthais e os Denisovans &#8211;\u00a0h\u00e1 mais de 500 mil anos, portanto muito antes do primeiro esp\u00e9cime reconhec\u00edvel de\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>. &#8220;Isso pode significar que existiram membros mais recentes da linhagem\u00a0<em>Homo sapiens\u00a0<\/em>que tinham caracter\u00edsticas preponderantemente arcaicas, em vez dos tra\u00e7os modernos. At\u00e9 agora, tem sido dif\u00edcil identificar esses f\u00f3sseis&#8221;, escreveram.<\/p>\n<p>De acordo com Stringer e Julia, os autores dos novos estudos sugerem que uma separa\u00e7\u00e3o clara entre fases da evolu\u00e7\u00e3o do Homo sapiens &#8211; como as que descrevem os f\u00f3sseis como &#8220;arcaicos&#8221; e &#8220;anatomicamente modernos&#8221; &#8211; provavelmente deixar\u00e3o de existir \u00e0 medida que o registro de f\u00f3sseis aumenta. &#8220;Eles provavelmente est\u00e3o certos, embora as evid\u00eancias que encontraram adicionem a esse quadro uma sobreposi\u00e7\u00e3o de formas que pareciam mais arcaicas ou mais modernas&#8221;, disseram.<\/p>\n<p>Mais uma pista dessa sobreposi\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas &#8220;arcaicas&#8221; e &#8220;modernas&#8221;, segundo eles, \u00e9 a descoberta &#8211; reportada pelo Estado no dia 9 de\u00a0maio &#8211; de que um esp\u00e9cime do primitivo Homo naledi, encontrado na \u00c1frica do Sul, tinha apenas 300 mil anos e n\u00e3o 2,5 milh\u00f5es de anos, como se pensava. &#8220;Talvez mais estudos de data\u00e7\u00e3o possam esclarecer a extens\u00e3o dessa sobreposi\u00e7\u00e3o e os processos que podem ter levado \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos humanos modernos&#8221;, escreveram.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia galeria loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;GALERIA&quot;,&quot;id&quot;:&quot;32323&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<div class=\"n--noticia__galeriafotos de-fotos midia-noticia modulo-noticia \">\n<figure class=\"foto-noticia cover\"><a><img loading=\"lazy\" class=\"img-horizontal\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/7\/1\/1496799737317.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"307\" \/><\/a><\/p>\n<\/figure>\n<div class=\"n--noticia__galeriainfo\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com novos m\u00e9todos, cientistas fizeram data\u00e7\u00e3o mais precisa de pelo menos cinco 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