{"id":67112,"date":"2017-06-09T14:00:50","date_gmt":"2017-06-09T17:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=67112"},"modified":"2017-06-09T14:11:04","modified_gmt":"2017-06-09T17:11:04","slug":"barulho-de-barco-faz-com-que-peixes-nao-cuidem-direito-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/barulho-de-barco-faz-com-que-peixes-nao-cuidem-direito-dos-filhos\/","title":{"rendered":"Barulho de barco faz com que peixes n\u00e3o cuidem direito dos filhos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-67113\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para os peixes, a paternidade \u00e9 assunto s\u00e9rio \u2013 voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto\u00a0<em>Procurando Nemo<\/em>, afinal. Sim, o filme da Disney,<i>\u00a0<\/i>\u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/comportamento\/peixes-palhaco-realmente-sao-pais-superprotetores\/\">um retrato fiel dos h\u00e1bitos dos peixes-palha\u00e7o<\/a>. Mas o longa acertou tamb\u00e9m ao mostrar que os ovos de peixe precisam de muito cuidado para florescerem.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\">\n<div class=\"teads-ui-components-label\">Antes de ganharem os oceanos, as crias n\u00e3o s\u00e3o nada al\u00e9m de pequenas e indefesas esferas gelatinosas. Por esse motivo, devem ser mantidas em locais seguros sob tutela atenta dos pais, at\u00e9 romperem os ovos e nascerem de vez. \u00c9 normal que as ninhadas contenham at\u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/www2.ibb.unesp.br\/Museu_Escola\/Ensino_Fundamental\/Origami\/Documentos\/Peixes.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">centenas de milhares de ovos<\/a>. Esse tanto de beb\u00ea para tomar conta exige que a aten\u00e7\u00e3o seja redobrada. S\u00f3 assim para que o maior n\u00famero poss\u00edvel deles tenha a chance de vingar.<\/div>\n<\/div>\n<p>Uma descoberta de pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, mostra que essa tarefa pode se tornar ainda mais complicada, dependendo da polui\u00e7\u00e3o sonora que os peixes enfrentam. Em regi\u00f5es de recifes de corais, o som produzido pelos motores de barcos pode afastar os pais das ovas \u2013 fazendo com que ninhos inteiros virem alvo f\u00e1cil para predadores.<\/p>\n<p>Em um experimento descrito no peri\u00f3dico\u00a0<a href=\"http:\/\/rspb.royalsocietypublishing.org\/content\/284\/1856\/20170143\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Proceedings of the Royal Society B,<\/a>\u00a0os cientistas conseguiram medir a magnitude do efeito. Isso foi poss\u00edvel na an\u00e1lise de 38 ninhos naturais de\u00a0<em>Acanthochromis polyacanthus<\/em>, um peixe que vive na Great Barrier Reef, costa da Austr\u00e1lia. Durante 12 dias, pesquisadores reproduziram sons ambientes de recifes para metade dos ninhos, enquanto os outros 19 ouviam sons que simulavam os ru\u00eddos dos motores das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ter ou n\u00e3o a tranquilidade do lar incomodada pelo barulho foi determinante para o comportamento dos pais, sobretudo no que diz respeito \u00e0s cobran\u00e7as da paternidade. Aqueles que tiveram de suportar o ru\u00eddo constante dos ve\u00edculos ficaram bem mais agressivos, e passaram a perseguir mais outros peixes. Assim, permaneciam menos tempo pr\u00f3ximos do ninho, deixando os filhos mais vulner\u00e1veis \u2013 e o caminho mais aberto para predadores.<\/p>\n<p>Mais preocupados em arrumar encrenca, eles tamb\u00e9m passaram a descuidar da pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o. Isso acabou prejudicando seu condicionamento f\u00edsico, essencial quando se precisa fazer frente a algum mal-encarado que ameace a integridade da fam\u00edlia. O estresse adquirido com os ru\u00eddos tamb\u00e9m fez com que eles passassem a identificar amea\u00e7as de forma errada \u2013 gastando energia desnecess\u00e1ria perseguindo quem n\u00e3o tinha nada a ver com a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Esse comportamento \u201cdesnaturado\u201d dos progenitores afetou diretamente a taxa de sobreviv\u00eancia de suas crias. Dezenove ninhos foram expostos ao barulho, e em seis deles todas as ovas de peixe morreram ao fim dos dois meses de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o \u00e9 preciso nem um \u201cPopoz\u00e3o\u201d (o navio gigantesco que desencadeou toda a hist\u00f3ria de Nemo) para atrapalhar os peixes. Para que a din\u00e2mica das popula\u00e7\u00f5es marinhas sofram a influ\u00eancia da polui\u00e7\u00e3o sonora, qualquer embarca\u00e7\u00e3o motorizada j\u00e1 \u00e9 mais do que suficiente para causar um bom estrago.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para os peixes, a paternidade \u00e9 assunto s\u00e9rio \u2013 voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto\u00a0Procurando Nemo,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67113,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/nemo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para os peixes, a paternidade \u00e9 assunto s\u00e9rio \u2013 voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto\u00a0Procurando Nemo,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67112\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}