{"id":67061,"date":"2017-06-07T14:30:58","date_gmt":"2017-06-07T17:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=67061"},"modified":"2017-06-07T12:29:38","modified_gmt":"2017-06-07T15:29:38","slug":"concentracao-de-plasticos-nos-oceanos-e-alarmante-dizem-especialistas-e-ativistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/concentracao-de-plasticos-nos-oceanos-e-alarmante-dizem-especialistas-e-ativistas\/","title":{"rendered":"Concentra\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos nos oceanos \u00e9 alarmante, dizem especialistas e ativistas"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-67062\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Brasil (UNIC Rio) ouviu especialistas e ativistas, que alertaram para problemas como a alta concentra\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos<\/h4>\n<p>Os\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">oceanos<\/span>\u00a0s\u00e3o essenciais \u00e0 vida no planeta, mas enfrentam v\u00e1rios problemas. O professor de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio Janeiro (UERJ) Jos\u00e9 Lailson Brito Jr v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o dos\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">oceanos<\/span>\u00a0como preocupante. Ele lembra que o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">aquecimento global<\/span>\u00a0afeta n\u00e3o s\u00f3 o aumento do n\u00edvel do mar, mas tamb\u00e9m altera as correntes mar\u00edtimas e afeta o clima de v\u00e1rios locais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, alerta, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">acidifica\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0oce\u00e2nica interfere na habilidade dos organismos calcificadores \u2013 como algas, corais e moluscos, por exemplo \u2013 de criarem seu esqueleto ou exoesqueleto.<\/p>\n<p>Outro grande problema enfrentado pelos oceanos \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o do mar, principalmente por res\u00edduos pl\u00e1sticos. Ele lembra a situa\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas entregues ao Laborat\u00f3rio de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos e Bioindicadores da Uerj; na hora de analis\u00e1-las, a equipe constatou que\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">todas tinham ingerido pl\u00e1stico<\/span>.<\/p>\n<div><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VsvPu8y5UZM\" width=\"640\" height=\"341\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<p>\u201cTodas as tartarugas marinhas que foram entregues ao nosso laborat\u00f3rio tinham res\u00edduos pl\u00e1sticos no trato digest\u00f3rio\u201d, afirmou Jos\u00e9, que explicou que as tartarugas confundem sacolas pl\u00e1sticas, por exemplo, com algas, e acabam se alimentando de algo que n\u00e3o \u00e9 digerido pelo organismo e n\u00e3o oferece valor nutricional, podendo morrer por inani\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Para Ricardo Gomes, documentarista e bi\u00f3logo marinho, \u00e9 preciso fazer mais pelos oceanos. Ricardo \u00e9 diretor do document\u00e1rio \u201cBa\u00eda Urbana\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 9 da Confer\u00eancia dos Oceanos, que ocorre de 5 a 9 de junho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ele j\u00e1 havia filmado a vida submarina do Rio de Janeiro no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marurbanoofilme\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">document\u00e1rio \u201cMar Urbano\u201d<\/a>, lan\u00e7ado em 2014.<\/p>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o para o novo filme veio quando a cidade estava se preparando para receber as Olimp\u00edadas, com a an\u00e1lise de mat\u00e9rias publicadas sobre a polui\u00e7\u00e3o na Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>\u201cFalavam sempre como se ela estivesse morta, e eu sabia que ainda tinha muita vida na Ba\u00eda\u201d, lembrou Ricardo, que destaca a import\u00e2ncia da popula\u00e7\u00e3o conhecer a situa\u00e7\u00e3o dos mares e oceanos. \u201cO primeiro passo para a gente mudar a realidade \u00e9\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">conhecer a vida que tem ali<\/span>. A gente tem que conhecer para preservar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Durante as filmagens, Ricardo percebeu que era preciso mudar n\u00e3o s\u00f3 a situa\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda, mas dos oceanos como um todo, que sofrem com despejo de esgoto, o aquecimento global, a acidifica\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica e a polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Reverter esta situa\u00e7\u00e3o dos mares e oceanos globalmente \u00e9, para ele, uma quest\u00e3o de direitos humanos, pois envolve a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, que muitas vezes depende do mar como fonte de renda ou para seguran\u00e7a alimentar. Para isso, ele aponta mudan\u00e7as no consumo como essenciais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 hora de come\u00e7ar a pensar em parar de consumir sacola de pl\u00e1stico, mas parar tamb\u00e9m com v\u00e1rias outras coisas. Parar de consumir esp\u00e9cies de peixe que est\u00e3o exploradas acima do seu limite, por exemplo. Parar com h\u00e1bitos que gerem danos ao meio ambiente\u201d, indicou.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g2VdQm81qco\" width=\"640\" height=\"341\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h3>Menos 1 lixo<\/h3>\n<p>Foi pensando nesta necessidade de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">mudan\u00e7a de h\u00e1bitos<\/span>\u00a0e\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">consumo consciente<\/span>que a empres\u00e1ria Fernanda Cortez lan\u00e7ou o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.menos1lixo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">movimento \u2018Menos 1 Lixo\u2019<\/a>. Fernanda percebeu que precisava alterar o seu estilo de vida quando assistiu a um document\u00e1rio que mostrava o impacto do lixo nos oceanos.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>\u201cUma grande parte das coisas que a gente usa no dia a dia \u00e9 de pl\u00e1stico descart\u00e1vel. E como a gente ainda joga muito lixo no mar e nos rios, acaba que a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">concentra\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico nos oceanos<\/span>\u00a0hoje \u00e9 uma coisa alarmante\u201d, disse Fernanda.<\/p>\n<p>Pensando em como poderia gerar menos lixo, ela percebeu que o copo descart\u00e1vel de pl\u00e1stico que usava quase diariamente poderia ser facilmente substitu\u00eddo por uma alternativa mais sustent\u00e1vel. Desenvolveu, ent\u00e3o, o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">copo retr\u00e1til<\/span>\u00a0do movimento: feito de silicone, \u00e9 dur\u00e1vel e funcional, podendo ser levado para todos os lugares.<\/p>\n<p>Em um ano utilizando o copo retr\u00e1til, Fernanda economizou 1.618 copos descart\u00e1veis de pl\u00e1stico. Para ela, as pessoas t\u00eam que tomar mais consci\u00eancia da pr\u00f3pria responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e repensar seus h\u00e1bitos para diminuir a polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes a gente acha que \u00e9 um pequeno gesto, mas um pequeno gesto de formiguinha de muita gente junta muda o mundo\u201d, afirma Fernanda.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Acompanhe a\u00a0<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/tema\/ods14\" target=\"_blank\">Confer\u00eancia sobre os Oceanos e o tema pelo site<\/a>\u00a0ou pela hashtag\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/search?q=%23SaveOurOcean&amp;src=tyah\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">#SaveOurOcean<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Brasil (UNIC Rio) ouviu especialistas e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67062,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lixo_oceano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Brasil (UNIC Rio) ouviu especialistas e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67061"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}