{"id":66906,"date":"2017-06-04T16:59:33","date_gmt":"2017-06-04T19:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66906"},"modified":"2017-06-04T16:59:01","modified_gmt":"2017-06-04T19:59:01","slug":"artesaos-paraibanos-transformam-o-lixo-em-pecas-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/artesaos-paraibanos-transformam-o-lixo-em-pecas-de-arte\/","title":{"rendered":"Artes\u00e3os paraibanos transformam o lixo em verdadeiras pe\u00e7as de arte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66910\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Alguns objetos s\u00e3o considerados lixo descart\u00e1vel para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, mas para os artes\u00e3os s\u00e3o produtos que podem ser reutilizados como mat\u00e9ria-prima para transformar lixo em arte. Com isso, o artesanato passa a ser um grande referencial de uma reciclagem com responsabilidade ecol\u00f3gica, beleza e qualidade das pe\u00e7as produzidas e comercializadas, conforme explica a gestora do Programa de Artesanato da Para\u00edba (PAP), Lu Maia.<\/p>\n<p>&#8220;A gente est\u00e1 incentivando o uso respons\u00e1vel das mat\u00e9rias-primas e, o que se tem observado, \u00e9 que os artes\u00e3os tiram muita coisa do lixo, que s\u00e3o reaproveitadas e transformadas em pe\u00e7as artesanais belas, de muita qualidade e que preserva nossa identidade cultural. Os artes\u00e3os paraibanos que trabalham com metal, por exemplo, utilizam 100% mat\u00e9ria-prima da reciclagem de sucatas&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Joaquim Davi da Silva Neto, conhecido como Joca dos Galos, \u00e9 um desses artes\u00e3os cuja arte flui de ideias que d\u00e3o vida ao que parecia n\u00e3o ter mais nenhuma utilidade: as latas jogadas nos lix\u00f5es impactando o meio ambiente, que se transformam em mat\u00e9ria-prima para o surgimento de belas pe\u00e7as artesanais, a exemplo de galos, pav\u00f5es, araras, papagaios, tucanos e outras aves.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/joca_dos_galos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-66908\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/joca_dos_galos.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/joca_dos_galos.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/joca_dos_galos-300x264.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Segundo informa Joca dos Galos, as pe\u00e7as artesanais s\u00e3o criadas por encomenda, j\u00e1 com venda certa. &#8220;\u00c0s vezes mando as pe\u00e7as para o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, mas no Brasil todo j\u00e1 tem pe\u00e7as minhas. Quando tem o Sal\u00e3o de Artesanato Paraibano, o pessoal do governo leva e exp\u00f5e minhas pe\u00e7as l\u00e1. Esse trabalho me deixa feliz por conta da aceita\u00e7\u00e3o e porque ajudo a preservar o planeta, reciclando latas usadas, que antes eram consideradas lixo e hoje s\u00e3o pe\u00e7as aceitas como arte&#8221;, comemora o artes\u00e3o paraibano, que nasceu e reside em Bayeux.<\/p>\n<p>A paranaense e paraibana de cora\u00e7\u00e3o, Camila Almeida Demori, al\u00e9m de designer de Interiores, tamb\u00e9m reaproveita materiais que poderiam ter como destino poluir o planeta. Ela faz bijuterias com garrafas pets e papel de revistas velhas. &#8220;Comecei desenvolvendo alguns acess\u00f3rios com revistas, garrafas pets e, hoje em dia, tamb\u00e9m estou trabalhando com c\u00e2mara de pneu. O interessante do artesanato \u00e9 voc\u00ea dar outra roupagem para a pe\u00e7a, a fim de que as pessoas n\u00e3o visualizem que aquilo \u00e9 feito com reaproveitamento de material. A\u00ed, quando voc\u00ea fala \u00e9 a grande surpresa, porque as pe\u00e7as t\u00eam um design bacana. Fui desenvolvendo a t\u00e9cnica com os anos. Comecei quando sai da faculdade. J\u00e1 fazem dez anos que trabalho com isso&#8221;, revela.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Camila-Almeida-Demori-e-bijus-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-66907\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Camila-Almeida-Demori-e-bijus-1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"745\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Camila-Almeida-Demori-e-bijus-1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Camila-Almeida-Demori-e-bijus-1-258x300.jpg 258w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Camila acrescenta que sempre gostou de desenhar, customizar suas roupas, fazer pain\u00e9is com colagem e aos 15 anos come\u00e7ou a desenvolver algumas bijus para vender nas f\u00e9rias. &#8220;Ao me formar tive a oportunidade de trabalhar em uma oficina de artes, onde o forte era a sustentabilidade, foi quando me apaixonei pelo papel e a pet. A garrafa pet me fez enxergar nela o mesmo valor do diamante: ambos s\u00e3o &#8220;para sempre&#8221;. Por isso, a ideia de criar pe\u00e7as contempor\u00e2neas com o material. E o papel, eu recuperei uma t\u00e9cnica muito antiga de fazer os canutilhos. Todos os dias eu descubro novas possibilidades, e me apaixono mais pelo produto. Minhas pe\u00e7as s\u00e3o o reflexo da minha personalidade&#8221;, garante.<\/p>\n<p>Camila Demori, que atualmente trabalha no Unip\u00ea, no curso de Modas e Design de Interiores, relata que despertou sua consci\u00eancia ecol\u00f3gica para a reciclagem, logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o do curso universit\u00e1rio. \u201cNa ocasi\u00e3o resolvi fazer uma linha de m\u00f3veis sustent\u00e1veis. Ent\u00e3o, comecei a ler muito a respeito e me assustei com a situa\u00e7\u00e3o do planeta atualmente e com a quantidade de lixo que o ser humano gera e n\u00e3o tem mais onde colocar e, com isso, resolvi dar minha contribui\u00e7\u00e3o buscando reaproveitar materiais que iriam para o lixo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Ela conta que gosta de comprar a mat\u00e9ria-prima para o seu trabalho aos catadores de rua. &#8220;Falo com alguns que estou precisando de garrafas pet. Consigo as c\u00e2maras de pneus nas lojas de motos, oficinas, e as revistas recebo de doa\u00e7\u00e3o. Vou pedindo para as pessoas e aviso a elas que quem for jogar revista fora guarde para mim. Agora a garrafa pet eu compro&#8221;, reitera.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-66909\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>J\u00e1 os italianos Rafaella Leonzi e Sebastiano Bulgari, aproveitam as belezas naturais da praia de Jacum\u00e3, no Conde, onde residem e mant\u00eam um ateli\u00ea, como inspira\u00e7\u00e3o para a confec\u00e7\u00e3o artesanal de bolsas, carteiras e assess\u00f3rios, a partir do reaproveitamento de embalagens cartonadas (tetra pak), tais como caixas de leite longa vida, caixas de suco e de outros produtos.<\/p>\n<p>Rafaella Leonzi afirma que a bolsa fica muito resistente, al\u00e9m de bonita. &#8220;Faz quase nove anos que a gente trabalha com esse material retirado do lixo e do ch\u00e3o. A gente mora aqui em Jacum\u00e3 e, como trata-se de lugar pequeno, todo mundo que trabalha com pousadas, restaurantes, padarias, vizinhos, amigos, guardam caixinhas pra gente. Todos est\u00e3o envolvidos nisso. De verdade \u00e9 um material muito resistente e d\u00e1 para ter uma vida al\u00e9m da sua fun\u00e7\u00e3o de caixa de leite, ou caixa de outras coisas&#8221;, assegura.<\/p>\n<p>Sebastiano Bulgari, por sua vez, informa que sempre tenta estimular as pessoas que compram e tamb\u00e9m as que n\u00e3o compram suas pe\u00e7as artesanais a pensarem mais na import\u00e2ncia da reciclagem. &#8220;\u00c0s vezes, as pessoas t\u00eam a ideia de que coisa reciclada fica feia. No entanto a bolsa que fazemos revela exatamente o contr\u00e1rio, porque se apresenta como um objeto muito bonito e na moda, al\u00e9m de sequer dar para ver que a mat\u00e9ria-prima \u00e9 caixa de leite vazia e reciclada. Nosso produto \u00e9 muito bom e muito legal para incentivar a reciclagem&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Sebastiano explica que a inten\u00e7\u00e3o do casal, desde o in\u00edcio, era produzir com material ecol\u00f3gico, por isso a op\u00e7\u00e3o pelo reaproveitamento das caixas de leite. &#8220;Uma vez por semana, corto e limpo as caixas. Tem todo um processo de higieniza\u00e7\u00e3o que, com o tempo, a gente desenvolveu.\u00a0 Ao ser lavada, a caixinha n\u00e3o se machuca e ao mesmo tempo perde todo o cheiro de leite. Depois desse processo ela vira mat\u00e9ria-prima. Costuro ela, depois coloco um tecido por cima e dou outros acabamentos, a depender do modelo&#8221;, detalha.<\/p>\n<p><strong>O que pode ser reciclado n\u00e3o \u00e9 lixo<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil gera 194 mil toneladas de lixo por dia, a maioria recicl\u00e1vel, segundo dados do IBGE. Na verdade, tudo o que pode ser reutilizado e reciclado deve ser chamado de res\u00edduo e apenas o que n\u00e3o tem mais possibilidade de reutiliza\u00e7\u00e3o e reciclagem \u00e9 que deve ser considerado lixo.<\/p>\n<p>Para o professor e coordenador do projeto de extens\u00e3o Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o Digital (AID) do Unip\u00ea, Renato Leite, j\u00e1 faz muito tempo que, em log\u00edstica reversa, n\u00e3o se chama mais lixo eletr\u00f4nico de lixo, se chama de res\u00edduo, justamente por essa quest\u00e3o de que o lixo \u00e9 o \u00faltimo subproduto do res\u00edduo, aquilo que realmente n\u00e3o funciona ou n\u00e3o serve para mais nada. &#8220;Res\u00edduo \u00e9 o prim\u00e1rio, \u00e9 o que sai da cadeia consumidora e adentra na cadeia de log\u00edstica reversa. L\u00e1 dentro, vai virar lixo apenas aquilo que n\u00e3o tem uso. Vai para aterros, vai para ser incinerado, ou algo do tipo, mas aquilo que tem reuso \u00e9 res\u00edduo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O projeto de Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o Digital (AID), do Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa (Unip\u00ea), reaproveita pe\u00e7as de res\u00edduo eletr\u00f4nico, monta microcomputadores e os doa a pessoas sem condi\u00e7\u00f5es de ter acesso \u00e0s novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o. E assim, monitores, teclados, CPUs e outros componentes de computadores usados, e que iriam para o lixo s\u00e3o submetidos a minucioso trabalho de restaura\u00e7\u00e3o executado por alunos dos cursos de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, Gest\u00e3o da Tecnologia da Inform\u00e1tica e Sistemas para Internet do Unip\u00ea que constroem novas m\u00e1quinas ou recuperam m\u00e1quinas doadas por empresas e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo revela Renato Leite, atualmente o projeto tem buscado ONGs e institui\u00e7\u00f5es e, at\u00e9 mesmo empresas que desejem atuar na regi\u00e3o, para incentivar e fomentar a inclus\u00e3o digital. &#8220;Esse \u00e9 o foco do projeto hoje. \u00c9 tanto que a gente n\u00e3o tem recebido mais tanto lixo eletr\u00f4nico, o que a gente tem recebido s\u00e3o equipamentos que n\u00e3o t\u00eam mais uso na empresa doadora, que por ventura iria se tornar lixo eletr\u00f4nico, se n\u00e3o tivesse um projeto como o nosso para receb\u00ea-los. S\u00e3o m\u00e1quinas que funcionam ou m\u00e1quinas que funcionam parcialmente, mas que ainda n\u00e3o s\u00e3o consideradas totalmente lixo&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>Renato Leite explica que as m\u00e1quinas s\u00e3o revisadas e quando se verifica que est\u00e3o aptas para o uso, s\u00e3o doadas para ONGs ou entidades da comunidade que solicitaram a doa\u00e7\u00e3o. &#8220;A \u00faltima vez que a gente fez doa\u00e7\u00e3o foi para um quilombo, que fica l\u00e1 em Alagoa Grande. A gente recebeu computadores usados de um grande escrit\u00f3rio de advocacia aqui de Jo\u00e3o Pessoa, que comprou a ideia do projeto, e em seguida a gente doou as m\u00e1quinas para o quilombo Caiana dos Criolos, bem expressivo aqui no Estado&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p><strong>Meio ambiente na agenda de institui\u00e7\u00f5es paraibanas<\/strong><\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o da Coleta Seletiva nos munic\u00edpios da Para\u00edba ainda est\u00e1 muito incipiente. No entanto, segundo informa\u00e7\u00f5es da Secretaria Executiva de Seguran\u00e7a Alimentar e Economia Solid\u00e1ria (SESAES), \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (SEDH), uma experi\u00eancia paraibana que vem se destacando nacionalmente pela gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos municipais, \u00e9 a de Bonito de Santa F\u00e9, com a inclus\u00e3o s\u00f3cio produtiva dos catadores de materiais recicl\u00e1veis. Esta experi\u00eancia teve aporte de recursos do Projeto Cooperar.<\/p>\n<p>Atualmente, 15 grupos de empreendimentos das regi\u00f5es do Sert\u00e3o, Zona da Mata, Brejo e Agreste recebem periodicamente cursos de forma\u00e7\u00e3o e assessoramento t\u00e9cnico, al\u00e9m das entregas de equipamentos para as cooperativas e associa\u00e7\u00f5es. Cerca de 2.300 catadores s\u00e3o beneficiados com as a\u00e7\u00f5es do Governo do Estado, por meio da SESAES. Al\u00e9m disso, alguns munic\u00edpios v\u00eam construindo um di\u00e1logo junto \u00e0s associa\u00e7\u00f5es e cooperativas de catadores para a contrata\u00e7\u00e3o por servi\u00e7os prestados para realiza\u00e7\u00e3o da coleta seletiva.<\/p>\n<p>Em 2016, a Secretaria Executiva de Seguran\u00e7a Alimentar e Economia Solid\u00e1ria realizou quatro Oficinas de Reaproveitamento de Materiais Recicl\u00e1veis para os catadores\/as que se encontram organizados em associa\u00e7\u00f5es, nos munic\u00edpios de Pombal, Sum\u00e9, Bananeiras e Jo\u00e3o Pessoa. Uma das a\u00e7\u00f5es do Projeto de Fomento a Empreendimentos Econ\u00f4micos e Solid\u00e1rios atuantes com Res\u00edduos S\u00f3lidos no Estado da Para\u00edba, desenvolvido pela SESAES, \u00e9 firmar parcerias estrat\u00e9gicas com outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, na perspectiva da integra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e sistematiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para a inclus\u00e3o social e econ\u00f4mica de catadores e catadoras de res\u00edduos s\u00f3lidos e a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ambiental na Para\u00edba.<\/p>\n<p>Neste sentido, a educa\u00e7\u00e3o ambiental tem sido prioridade em diversas institui\u00e7\u00f5es, a exemplo da Superintend\u00eancia de Administra\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente (Sudema) que, por meio de sua Coordenadoria de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (CEDA), atua na tem\u00e1tica envolvendo a reciclagem e promove atividades como oficinas de garrafas PET, para o reaproveitamento das garrafas, transformando-as em brinquedos ou decora\u00e7\u00e3o; oficinas de sab\u00e3o ecologicamente correto, para o reaproveitamento do \u00f3leo de cozinha, onde na grande maioria dos casos vai para o ralo da pia, prejudicando desde as tubula\u00e7\u00f5es at\u00e9 os corpos d\u2019\u00e1gua; al\u00e9m de palestras sobre o tema e o projeto Sudema na Escola.<\/p>\n<p><strong>Reciclar \u00e9 fundamental para a vida no planeta<\/strong><\/p>\n<p>Com muitos benef\u00edcios ambientais, a reciclagem se torna uma atitude importante para a sa\u00fade do planeta e de acordo com a opini\u00e3o da professora Claudiana Maria da Silva leal, reduz a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e do consumo de \u00e1gua e energia; previne da prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as; evita a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, ar e solo; gera renda para a popula\u00e7\u00e3o de catadores; movimenta um mercado de emprego e produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria prima significante, etc.<\/p>\n<p>A doutora em Engenharia Civil e professora do Instituto Federal da Para\u00edba (IFPB) afirma que a reciclagem torna um planeta sustent\u00e1vel ao ser gerenciado adequadamente. Ela esclarece que a experi\u00eancia de reciclagem no IFPB \u00e9 a de Res\u00edduo Org\u00e2nico, ou compostagem. Atualmente, o IFPB gerencia apenas os res\u00edduos gerados por suas atividades, n\u00e3o \u00e9 mais um eco-ponto.<\/p>\n<p>&#8220;No IFPB, os res\u00edduos s\u00e3o segregados em rejeito, o que n\u00e3o recicla, e tem sua destina\u00e7\u00e3o final; o aterro sanit\u00e1rio; os res\u00edduos reciclareis secos, que s\u00e3o colocados em um dep\u00f3sito, e tem destina\u00e7\u00e3o para uma associa\u00e7\u00e3o de catadores; e os res\u00edduos recicl\u00e1veis \u00famidos, que s\u00e3o encaminhado para o campo de futebol onde s\u00e3o reciclados em um p\u00e1tio de compostagem com 14 m\u00f3dulos de um metro c\u00fabico, que transforma-se em adubo de forma est\u00e1tica por um per\u00edodo de quatro meses aproximadamente&#8221;, detalha Claudiana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns objetos s\u00e3o considerados lixo descart\u00e1vel para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, mas para os artes\u00e3os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66910,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Rafaella-Leonzi-e-Sebastiano-Bulgari-bolsas-de-caixa-de-leite-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Alguns objetos s\u00e3o considerados lixo descart\u00e1vel para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, mas para os artes\u00e3os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66910"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}