{"id":66689,"date":"2017-06-01T09:00:52","date_gmt":"2017-06-01T12:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66689"},"modified":"2017-06-01T07:50:30","modified_gmt":"2017-06-01T10:50:30","slug":"biodiversidade-marinha-aumenta-em-areas-protegidas-segundo-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biodiversidade-marinha-aumenta-em-areas-protegidas-segundo-pesquisa\/","title":{"rendered":"Biodiversidade marinha aumenta em \u00e1reas protegidas, segundo pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=66690\" rel=\"attachment wp-att-66690\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66690\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Viti Levu \u00e9 a maior ilha da Rep\u00fablica de Fiji, na Oceania. Na costa sudoeste de Viti Levu h\u00e1 uma extensa plataforma de recifes de coral que acompanha o desenho do litoral. Os corais come\u00e7am a surgir a poucos metros da praia e se estendem at\u00e9 cerca de um quil\u00f4metro em dire\u00e7\u00e3o do oceano.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em fun\u00e7\u00e3o do aumento do turismo e do crescimento populacional da ilha (hoje com 600 mil habitantes), diversas \u00e1reas da costa de coral foram se deteriorando, a partir da pesca de subsist\u00eancia ou predat\u00f3ria, da coleta de material dos recifes e da destrui\u00e7\u00e3o direta dos recifes.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. Ao longo da costa de corais existem \u00e1reas marinhas protegidas, dentro das quais s\u00e3o proibidas qualquer forma de pesca ou coleta. O resultado \u00e9 que a quantidade de corais dentro das \u00e1reas protegidas \u00e9 at\u00e9 tr\u00eas vezes maior do que nas por\u00e7\u00f5es n\u00e3o protegidas do recife. Em outras palavras, a exist\u00eancia das \u00e1reas protegidas \u2013 mesmo que em \u00e1reas muito pequenas, como \u00e9 o caso \u2013 \u00e9 vital para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade do recife como um todo.<\/p>\n<p>O sucesso da estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ades\u00e3o de comunidades locais. Essas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es da pesquisa que a bi\u00f3loga <b><a href=\"http:\/\/bv2.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/47070\/roberta-martini-bonaldo\/\" target=\"_blank\">Roberta Martini Bonaldo<\/a><\/b> realizou na costa de corais de Viti Levu.<\/p>\n<p>Bonaldo elegeu os corais de Fiji para seu trabalho de campo em dois programas de p\u00f3s-doutorado, o primeiro no Departamento de Biologia do Georgia Institute of Technology, nos Estados Unidos, e o segundo no Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IB-USP), este com Bolsa da FAPESP.<\/p>\n<p>No primeiro p\u00f3s-doutorado, entre 2010 e 2012, ela foi respons\u00e1vel pelo gerenciamento de uma esta\u00e7\u00e3o de pesquisa na ilha de Votua em Viti Levu. O objetivo foi estudar a composi\u00e7\u00e3o da vida marinha no interior das \u00e1reas marinhas protegidas da costa de corais da ilha, para poder comparar com a situa\u00e7\u00e3o do habitat nas por\u00e7\u00f5es n\u00e3o protegidas. O resultado de seu trabalho acaba de ser publicado na <b><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0170638\" target=\"_blank\"><i>PLOS ONE<\/i><\/a><\/b>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do gerenciamento da esta\u00e7\u00e3o, Bonaldo desenvolveu estudos comparativos da estrutura de comunidades bent\u00f4nicas e de peixes e de intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas (competi\u00e7\u00e3o coral-alga, herbivoria, forma\u00e7\u00e3o de cardumes) entre \u00e1reas marinhas protegidas e n\u00e3o protegidas em Fiji, para analisar os efeitos da pesca e degrada\u00e7\u00e3o marinha sobre os sistemas estudados.<\/p>\n<p>\u201cFiji foi escolhida porque a maioria das \u00e1reas protegidas locais, sen\u00e3o todas, \u00e9 gerida por comunidades que vivem em vilas junto \u00e0s reservas\u201d, disse a atualmente pesquisadora associada ao Grupo de Hist\u00f3ria Natural de Vertebrados da Universidade Estadual de Campinas, \u00e0 <b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>As \u00e1reas marinhas protegidas de Viti Levu foram criadas entre 2002 e 2003. Quando da sua cria\u00e7\u00e3o, a cobertura de coral era muito baixa (7% da \u00e1rea protegida) e a cobertura de macroalgas era alta (de 35% a 45% da \u00e1rea protegida).<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas protegidas, a pesca e o uso de qualquer forma de coleta s\u00e3o proibidos. As restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o observadas pelas popula\u00e7\u00f5es locais, que tamb\u00e9m fiscalizam para se certificarem de que outras pessoas, como turistas, n\u00e3o entrem nas \u00e1reas proibidas.<\/p>\n<p>\u201cO fato de a popula\u00e7\u00e3o local ser empenhada em preservar o recife \u00e9 fundamental na estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o dos recifes em Viti Levu\u201d, disse Bonaldo.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga estudou tr\u00eas \u00e1reas protegidas que ficam diante de tr\u00eas pequenas comunidades, as vilas de Votua, Vatu-o-lalai e Namada. Ela se lembra muito bem das impress\u00f5es que teve durante o primeiro contato com os corais de Viti Levu.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 uma pequena parte dos recifes fica dentro dos limites de \u00e1reas marinhas protegidas. Quando entrei na \u00e1gua, ainda na \u00e1rea n\u00e3o protegida, fiquei chocada com as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es do recife. Tinha muito coral morto e o recife estava tomado por algas\u201d, disse a pesquisadora, que tem experi\u00eancia como mergulhadora, fot\u00f3grafa submarina e cinegrafista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da menor quantidade de corais, havia menos peixes dentro das \u00e1reas n\u00e3o protegidas. Na aus\u00eancia de peixes herb\u00edvoros, a popula\u00e7\u00e3o de algas explodiu fora de controle. Os recifes estudados s\u00e3o bastante raros, e algumas por\u00e7\u00f5es do recife ficam quase descobertas durante a mar\u00e9 baixa.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas andam sobre as po\u00e7as na mar\u00e9 baixa para pegar peixes e polvos e, conforme pisam sobre os corais, podem quebrar as col\u00f4nias, principalmente as mais delicadas. J\u00e1 na mar\u00e9 alta, os recifes ficam a uns dois metros de profundidade da \u00e1gua. \u00c9 quando \u00e9 poss\u00edvel nadar sobre o recife\u201d, disse.<\/p>\n<p>Prosseguindo em seu mergulho, Bonaldo cruzou uma linha de boias que delimita a \u00e1rea protegida do recife. \u201cNa hora em que cruzei as boias, foi como se tivesse sa\u00eddo do caos para entrar no para\u00edso. Conforme fomos entrando na \u00e1rea protegida, surgiram peixes cada vez maiores. Fiquei surpresa com a grande diversidade de vida submarina e a densidade de corais dentro de uma \u00e1rea t\u00e3o pequena, de menos de um quil\u00f4metro quadrado\u201d, disse.<\/p>\n<p>Bonaldo realizou um censo dos peixes que vivem nos recifes. Dividiu-os em dois grandes grupos, dos peixes herb\u00edvoros e dos n\u00e3o herb\u00edvoros. Os peixes herb\u00edvoros foram classificados por sua vez em quatro categorias: podadores, pastadores, peixes-papagaios raspadores e peixes-papagaios escavadores.<\/p>\n<p>Os podadores removem macroalgas maduras e os pastores comem a parte superior de comunidades de algas pequenas (com menos de 1 cent\u00edmetro de comprimento) presas ao recife, deixando as por\u00e7\u00f5es da base da alga intactas. H\u00e1 ainda os peixes-papagaios raspadores, que se alimentam de comunidades de algas pequenas raspando seus \u201cbicos\u201d no recife, e os peixes-papagaio escavadores, que removem toda a alga e por\u00e7\u00f5es do substrato consolidado ao se alimentarem.<\/p>\n<p>Os dados coletados por Bonaldo permitiram chegar \u00e0s seguintes conclus\u00f5es: a remo\u00e7\u00e3o de algas pelos peixes-papagaio \u00e9 de tr\u00eas a seis vezes maior nas \u00e1reas marinhas protegidas do que nas n\u00e3o protegidas. As an\u00e1lises contaram com a ajuda de outro pesquisador brasileiro, Mathias M. Pires, com p\u00f3s-doutorado <b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/71857\/mathias-mistretta-pires\/\" target=\"_blank\">apoiado pela FAPESP<\/a><\/b>.<\/p>\n<p>As \u00e1reas marinhas protegidas tinham em m\u00e9dia at\u00e9 tr\u00eas vezes (de 260% a 280%) mais cobertura de coral do que as n\u00e3o protegidas. Nessas \u00faltimas, a quantidade de macroalgas era entre quatro e 20 vezes maior do que nas \u00e1reas marinhas protegidas.<\/p>\n<p><b>Recifes no Brasil<\/b><\/p>\n<p>Mesmo sendo as \u00e1reas marinhas protegidas de Fiji muito pequenas, Bonaldo p\u00f4de verificar o sucesso da estrat\u00e9gia conservacionista para a preserva\u00e7\u00e3o da diversidade do recife de corais como um todo.<\/p>\n<p>\u201cUma quest\u00e3o central para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade \u2013 n\u00e3o s\u00f3 biodiversidade marinha \u2013 \u00e9 o qu\u00e3o grande uma reserva deve ser para realmente gerar benef\u00edcios\u201d, disse Paulo Roberto Guimar\u00e3es Junior, professor no Departamento de Ecologia do IB-USP e orientador do p\u00f3s-doutorado de Bonaldo.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o \u00e9 relevante, pois fatores sociais, econ\u00f4micos e log\u00edsticos imp\u00f5em limites para o tamanho da reserva. O que Roberta conseguiu demonstrar foi que h\u00e1 evid\u00eancia para efeitos positivos em reservas marinhas mesmo quando essas s\u00e3o muito pequenas, como \u00e9 o caso das \u00e1reas marinhas protegidas em Fiji\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil h\u00e1 alguns recifes de corais, sobretudo na regi\u00e3o de Abrolhos. Por\u00e9m, mesmo os recifes de corais brasileiros s\u00e3o bem diferentes dos que estudei em Fiji, cuja base s\u00e3o esp\u00e9cies de corais do g\u00eanero <i>Acropora<\/i>, principalmente col\u00f4nias muito ramificadas e de crescimento r\u00e1pido, em alguns casos mais de 10 cent\u00edmetros por ano\u201d, disse Bonaldo.<\/p>\n<p>No Brasil, n\u00e3o h\u00e1 esp\u00e9cies de <i>Acropora<\/i>. Os principais corais formadores de recife de corais s\u00e3o do g\u00eanero <i>Mussismilia<\/i>. Os <i>Mussismilia<\/i> t\u00eam forma massiva, semelhante a rochas, e geralmente seu crescimento \u00e9 mais lento que os <i>Acropora<\/i>, por\u00e9m s\u00e3o mais resistentes \u00e0s altas taxas de sedimenta\u00e7\u00e3o e a maior turbidez da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Segundo Bonaldo, a costa brasileira \u00e9 bem menos biodiversa em esp\u00e9cies recifais do que a regi\u00e3o de Fiji, mas ambas compartilham fam\u00edlias de peixes, como Acanthuridae (do peixe-cirurgi\u00e3o e do peixe-unic\u00f3rnio), Labridae (do bodi\u00e3o) e Serraidae (das garoupas, chernes e meros), entre outras.<\/p>\n<p>\u201cPenso que h\u00e1 potencial para aplicar experi\u00eancias similares (\u00e0s pequenas \u00e1reas marinhas protegidas de Fiji) n\u00e3o s\u00f3 em ecossistemas marinhos, mas em qualquer tipo de ecossistema. Por exemplo, seria interessante usar sistemas pareados de microrreservas para estudar se essas microrreservas mant\u00eam processos ecossist\u00eamicos na Mata Atl\u00e2ntica ou na Caatinga\u201d, disse Guimar\u00e3es, tamb\u00e9m autor do artigo na <i>PLOS One<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cAcrescento que nosso estudo mostra a import\u00e2ncia das \u00e1reas protegidas, em terra ou em mar, serem, de fato, bem geridas. No caso de Fiji, a participa\u00e7\u00e3o dos habitantes locais no cuidado das \u00e1reas foi fundamental para que as reservas, mesmo que pequenas, dessem bons resultados\u201d, disse Bonaldo.<\/p>\n<p>O artigo <i>Small Marine Protected Areas in Fiji Provide Refuge for Reef Fish Assemblages, Feeding Groups, and Corals<\/i> (doi:10.1371\/journal.pone.0170638), de Roberta M. Bonaldo , Mathias M. Pires, Paulo Roberto Guimar\u00e3es Junior, Andrew S. Hoey, Mark E. Hay, pode ser lido em: <b><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0170638\" target=\"_blank\">http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0170638<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viti Levu \u00e9 a maior ilha da Rep\u00fablica de Fiji, na Oceania. 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