{"id":66643,"date":"2017-05-31T12:00:04","date_gmt":"2017-05-31T15:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66643"},"modified":"2017-05-30T20:53:50","modified_gmt":"2017-05-30T23:53:50","slug":"residuo-do-dende-pode-gerar-biogas-biofertilizante-e-agua-de-reuso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/residuo-do-dende-pode-gerar-biogas-biofertilizante-e-agua-de-reuso\/","title":{"rendered":"Res\u00edduo do dend\u00ea pode gerar biog\u00e1s, biofertilizante e \u00e1gua de re\u00faso"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66644\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No processamento dos cachos de dend\u00ea, v\u00e1rios coprodutos e res\u00edduos s\u00e3o gerados e o de maior quantidade \u00e9 o POME, sigla para palm oil mill effluent (efluente da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo da palma). Atualmente, ele \u00e9 usado como fertilizante, mas a Embrapa Agroenergia v\u00ea outro potencial. Ele pode dar origem a biog\u00e1s, biofertilizante e \u00e1gua de re\u00faso por meio de um \u00fanico processo utilizando microrganismos. Trata-se da biodigest\u00e3o, t\u00e9cnica j\u00e1 utilizada para gerar energia a partir de dejetos su\u00ednos.<\/p>\n<p>Desenvolver tecnologias para transforma o POME em produtos de maior valor agregado \u00e9 um dos objetivos de um amplo projeto de pesquisa, o Dendepalm, que \u00e9 financiado pela Ag\u00eancia Brasileira de Inova\u00e7\u00e3o (Finep) e conta com rede de institui\u00e7\u00f5es de pesquisas lideradas pela Embrapa Agroenergia. Esta institui\u00e7\u00e3o tem investido no dend\u00ea pelo seu potencial de integrar a cadeia produtiva do biodiesel, diversificando as fontes de mat\u00e9rias-primas. Uma das caracter\u00edsticas que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a produtividade de \u00f3leo por hectare, que chega a ser 8 a 10 vezes maior do que a da soja.<\/p>\n<p>Contudo, o aproveitamento dos diversos coprodutos e res\u00edduos \u00e9 essencial para que o \u00f3leo do dend\u00ea possa chegar \u00e0s usinas com pre\u00e7o suficientemente competitivo para gerar um produto que precisa ter baixo custo, como o biodiesel. A pesquisadora S\u00edlvia Bel\u00e9m, da Embrapa Agroenergia, v\u00ea muito potencial na produ\u00e7\u00e3o do biog\u00e1s. \u201cQuando analisamos as caracter\u00edsticas do POME, percebemos que ele tem o que \u00e9 necess\u00e1rio para se produzir o biog\u00e1s. Sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 basicamente 95% \u00e1gua e 5% mat\u00e9ria org\u00e2nica, bem pr\u00f3ximo das caracter\u00edsticas da vinha\u00e7a, que j\u00e1 sabemos ser uma boa produtora de biog\u00e1s\u201d, explica a pesquisadora. S\u00edlvia diz que essa caracter\u00edstica \u00e9 fundamental para os microrganismos que fazem a biodigest\u00e3o. Eles utilizam a \u00e1gua como meio para crescerem e alimentam-se da mat\u00e9ria org\u00e2nica, liberando metano e g\u00e1s carb\u00f4nico, os constituintes do biog\u00e1s.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo fermentativo, como o que d\u00e1 origem ao etanol, por\u00e9m mais complexo, porque utiliza n\u00e3o uma \u00fanica esp\u00e9cie de microrganismo, mas algumas delas em cons\u00f3rcio. Tais esp\u00e9cies precisam ser capazes de sobreviver em ambientes sem luz e oxig\u00eanio. A qu\u00edmica Priscilla Ara\u00fajo Victor, bolsista de doutorado na Embrapa Agroenergia, explica que a biodigest\u00e3o \u00e9 feita em fases e, durante cada uma delas, \u00e9 um microrganismo diferente que atua mais fortemente.<\/p>\n<p>Uma vez obtido o biog\u00e1s, sobram do processo: \u00e1gua, sais minerais e microrganismos. Mas nada seria desperdi\u00e7ado. Os microrganismos s\u00e3o separados e utilizados na pr\u00f3xima batelada de processamento do POME. Os sais minerais viram fertilizantes para a pr\u00f3pria planta\u00e7\u00e3o e a \u00e1gua \u00e9 convertida em \u00e1gua de reuso e empregada novamente na extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo.<\/p>\n<p>De olho no futuro, a equipe do projeto vislumbra o aproveitamento do biog\u00e1s para gerar a energia que move a ind\u00fastria de processamento do dend\u00ea. Hoje, \u00e9 a queima dos cachos vazios que faz esse papel. No entanto, pesquisas em andamento na pr\u00f3pria Embrapa e em outras institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o encontrando fins mais lucrativos para a utiliza\u00e7\u00e3o desse material, como a extra\u00e7\u00e3o de nanofibras de celulose.<\/p>\n<p>Silvia conta que o biog\u00e1s ainda pode ser acondicionado em botij\u00f5es e utilizado para cozinhar alimentos, da mesma forma que o g\u00e1s natural. Assim, o produto gerado nas usinas de processamento de dend\u00ea tamb\u00e9m poderia ser utilizado pelas comunidades do entorno, como substituto da lenha.<\/p>\n<p>Para comparar o rendimento de biog\u00e1s obtido do POME, o projeto de pesquisa est\u00e1 realizando os mesmos testes com a vinha\u00e7a e res\u00edduos de frutas e verduras, j\u00e1 conhecidos como boas mat\u00e9rias-primas para biodigest\u00e3o. Com a colabora\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia, um biorreator foi especialmente configurado para esses experimentos, de modo que os cientistas consigam controlar as condi\u00e7\u00f5es de processo. \u201cN\u00f3s estamos coletando os dados de quanto de metano e g\u00e1s carb\u00f4nico que est\u00e3o sendo produzidos e a quantidade de \u00e1gua e mat\u00e9ria inorg\u00e2nica remanescentes para posteriormente compar\u00e1-los\u201d, explica Priscilla.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No processamento dos cachos de dend\u00ea, v\u00e1rios coprodutos e res\u00edduos s\u00e3o gerados e o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66644,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/resistencia_dende.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No processamento dos cachos de dend\u00ea, v\u00e1rios coprodutos e res\u00edduos s\u00e3o gerados e o de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66643"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66643\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}