{"id":66468,"date":"2017-05-28T09:13:22","date_gmt":"2017-05-28T12:13:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66468"},"modified":"2017-05-28T09:13:22","modified_gmt":"2017-05-28T12:13:22","slug":"sistema-de-agrofloresta-e-aposta-para-a-reestruturacao-de-fazenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sistema-de-agrofloresta-e-aposta-para-a-reestruturacao-de-fazenda\/","title":{"rendered":"Sistema de agrofloresta \u00e9 aposta para a reestrutura\u00e7\u00e3o de fazenda"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66469\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A fazenda tradicional no Vale do Para\u00edba, em S\u00e3o Paulo, est\u00e1 apostando na agrofloresta para se reerguer da quebradeira que enfrentou anos atr\u00e1s. A novidade \u00e9 que tanto as \u00e1rvores quanto os cultivos agr\u00edcolas n\u00e3o s\u00e3o muito conhecidos.<\/p>\n<p>Araruta, a\u00e7afr\u00e3o da terra, mangarito e car\u00e1-moela s\u00e3o itens que essa tradicional propriedade do Vale do Para\u00edba, em S\u00e3o Paulo, vem apostando na atual fase de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Houve um tempo na fazenda Coruputuba em que a paisagem n\u00e3o se parecia em nada com a de hoje em dia. Onde era cultivo eucalipto, s\u00f3 tinha eucalipto. Onde era planta\u00e7\u00e3o de arroz, s\u00f3 tinha arroz. Depois o sistema agroflorestal, que consorcia a produ\u00e7\u00e3o de madeira com alimentos, ganhou espa\u00e7o no manejo da propriedade. A partir da\u00ed, o cen\u00e1rio ficou rico em diversidade e bem mais produtivo.<\/p>\n<p>Patrick Assump\u00e7\u00e3o faz parte da 4\u00aa gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia que toca a fazenda. Comprada em 1911, a propriedade j\u00e1 teve um importante papel no desenvolvimento do munic\u00edpio de Pindamonhangaba e da regi\u00e3o. Com os altos e baixos do mercado, sucessivas divis\u00f5es da heran\u00e7a e uma d\u00edvida trabalhista gigantesca, o tempo de bonan\u00e7a da fazenda acabou ficando no passado.<\/p>\n<p>Uma das apostas foi o investimento no guanandi, \u00e1rvore da Mata Atl\u00e2ntica de madeira nobre f\u00e1cil de trabalhar e muito desejada para a fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis finos e tamb\u00e9m pela ind\u00fastria de navios. Como o guanandi demora duas d\u00e9cadas para chegar no ponto de corte, foi preciso encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para fazer a terra render durante esse per\u00edodo. Da\u00ed a escolha para compor a agrofloresta caiu sobre os chamados produtos n\u00e3o convencionais como a araruta, o mangarito, do a\u00e7afr\u00e3o da terra e do car\u00e1-moela.<\/p>\n<p>Os primeiros p\u00e9s de guanandi est\u00e3o com nove anos. Com folhas grossas, tronco \u00e1spero e crescimento reto, as \u00e1rvores apresentam uma altura de oito metros. Por se tratar de uma esp\u00e9cie nativa, o manejo teve a aprova\u00e7\u00e3o da Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 Cetesb.<\/p>\n<p>A desrama do plantio \u00e9 realizada a cada dois ou tr\u00eas anos e tem o objetivo de fazer a condu\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore. Com esse trabalho, a copa do guanandi vai ficar apenas com apenas um ter\u00e7o dos galhos originais. At\u00e9 o corte, metade das \u00e1rvores ser\u00e1 retirada para melhorar a qualidade da madeira.<\/p>\n<p>Trabalhar com o sistema agroflorestal requer uma organiza\u00e7\u00e3o que \u00e0 primeira vista n\u00e3o \u00e9 muito visual. A pessoa que olha a planta\u00e7\u00e3o de repente pode n\u00e3o entender muito bem o que est\u00e1 em volta. Em uma das \u00e1reas, por exemplo, o objetivo final \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de frutas. Mas, antes que as \u00e1rvores atinjam o per\u00edodo de colheita, foram introduzidas diversas plantas de crescimento mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>No meio de frut\u00edferas como a pitanga, a grumixama e o bacupari, a aposta dessa vez foi em cima das leguminosas.<\/p>\n<p>\u201cA leguminosa fixa nitrog\u00eanio no solo, que \u00e9 o elemento macronutriente mais escasso que a gente tem. Nesse caso s\u00e3o arbustivas como o guandu, a flem\u00edngia e a pr\u00f3pria tefr\u00f3sia, que est\u00e3o dando condi\u00e7\u00e3o principalmente para o p\u00e9 de cambuc\u00e1 conseguir se desenvolver bem. O cambuc\u00e1 vai come\u00e7ar a produzir daqui uns tr\u00eas ou quatro anos\u201d, diz o agricultor Patrick Assump\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 o cambuc\u00e1 come\u00e7ar a produzir, o pr\u00f3prio feij\u00e3o guandu melhora o solo e \u00e9 aproveitado como fonte de renda.<\/p>\n<p>Em outra \u00e1rea de agrofloresta, o cons\u00f3rcio inclui guanandi, banana, palmeira real e ac\u00e1cia mangium, uma esp\u00e9cie australiana que substitui o eucalipto.<br \/>\nA fartura no campo se traduz em cima da mesa. Dentro do sistema agroflorestal, em outras \u00e9pocas do ano a fazenda tamb\u00e9m colhe milho roxo, a mini ab\u00f3bora, o tremo\u00e7o, o feij\u00e3o caupi, o feij\u00e3o de fava e o feij\u00e3o guandu seco.<\/p>\n<p>O cozinheiro M\u00e1rio Borges, que trabalha na fazenda, preparou um prato que leva alguns desses ingredientes. \u201cA gente vai fazer um arroz tropeiro\u201d, diz.<\/p>\n<p>O lugar escolhido para o preparo foi justamente a sombra da agrofloresta. A comida tomava forma em um disco de arado que funciona como panela. O prato foi acompanhado de chips de mangarito e chips de car\u00e1-moela.<\/p>\n<p>A agrofloresta rende por enquanto cerca de R$ 20 mil por hectare por ano, que paga, com folga, a manuten\u00e7\u00e3o do guanandi. A fazenda tamb\u00e9m ganha dinheiro com o reflorestamento e o gado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fazenda tradicional no Vale do Para\u00edba, em S\u00e3o Paulo, est\u00e1 apostando na agrofloresta para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66469,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/agrofloresta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A fazenda tradicional no Vale do Para\u00edba, em S\u00e3o Paulo, est\u00e1 apostando na agrofloresta para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66468"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66468\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}